Dotava a tua epiderme com amostras da minha saliva
Parece que o terrível problema do piropo é ser usado por indivíduos pouco imaginativos, incapazes de substituírem um “lambia-te toda” por um mais agradável “preencherias os meus serões na província com infusões de camomila e leituras de Proust”. Habitualmente, o farsante a quem se atribuem maiores culpas nesta matéria de indelicadeza com os rituais pré-reprodutores da espécie costuma ser o técnico de estruturas civis, vulgarmente conhecido por trolha. Os alvos tendem a ser, e também eles estereotipados, as técnicas de burocracia empresarial, vulgarmente conhecidas por secretárias, cada uma destas referida habitualmente por “secretária do senhor doutor”, um indivíduo que, sobre a profissão, a única coisa que sabe é que não é a de médico, engenheiro ou arquitecto. Vá, um antropólogo da junta de freguesia, digamos. São sempre filhas de alguém, claro, que até as MILF são filhas de alguém, pelo menos para já, que a ciência e o progresso estão a tentar resolver esse problema abismal da reprodução com canseira; e são sempre estereotipadas porque as outras, as inteligentes, essas sabem bem como reagir e até como calar um típico azeiteiro.
Porém, o problema decorrente de culparmos o trolha é a crítica implícita à especialização do indivíduo. Após 12 anos de investimento na educação do ser, seguida de cursos de formação do IEFP e, finalmente, concluída – após estágio – com pós-especializações em reboco delgado e sistemas acril-siloxânico, tudo que a besta consegue dizer é “lambia-te toda”. Andamos a falhar na formação do indivíduo inserido numa sociedade inclusiva e pan-sexual. Creio, por exemplo, ser importante trazermos Proust para a formação dos trolhas. Um pouco de Hegel, muito Gramsci e Sartre em doses q.b., que a visão ampla do mundo é fundamental para um técnico de estruturas moderno, conhecedor de Žižek e igualmente farfalhudo na substituição de lugares comuns (“lambia-te toda”) por provocações mais adequadas ao mundo ocidental, como (parafraseando): “se tivesse que arranjar um motivo para te amar é porque não te amo”, possivelmente adulterado para “se tivesse que arranjar um motivo para te lamber toda então não vale o esforço”.
O outro problema com o piropo insultante que termina em condenação com a recém-aprovada lei coisa é que o trolha continua a não ter formação legal para saber que pode vir a ser condenado por um “lambia-te toda” irreflectido, saído no calor do momento entre porradas de maceta em escopro que penetra, firme e hirto, em rocha seca e dura. Até porque a cadência de um “lambia-te toda” entre o ping-ping-ping na pedra não está tão longe assim do shuffle de uma locomotiva a vapor das que inspirou Robert Johnson a vender a alma ao diabo por destreza nas 6-cordas, quem sabe se por falta de uns “lambia-te toda” a pontuar cada passagem fugidia pela terceira menor numa pentatónica perfeita. Como a ignorância não permite que um tipo se esquive à lei – excepto se formos ex-governantes, ex-governadores e ex-gestores de património – o trolha está lixado à partida e nem sabe. Devia era ir colher algodão sob a força do chicote, que é para aprender.
Para que a sociedade avance, precisamos de denúncias. Pessoas corajosas que se dirijam à esquadra mais próxima e apresentem queixa: “senhor guarda, ele disse que me lambia toda”. Também é preciso combater as respostas iniciais de policias não treinados, eventualmente na linha de “mas lambeu-a?” e acenar sempre com um “podia ser a sua filha”, esperando que o polícia não ruborize ao recordar-se de ter deixado por apagar o histórico do browser após a sessão nocturna do YouPorn no computador da família. Mas, para que a sociedade avance, precisamos também de formação específica mesmo nos cursos específicos – como o de trolha – para que saibam exactamente aquilo que pode ser dito às pessoas que acreditam terem o direito divino de não se sentirem ofendidas. Até porque, convenhamos, muitos “lambia-te toda” são meros excessos de linguagem e não promessas: o que, vai-se a ver, pode ser ainda mais ofensivo para as visadas ofendidas.

Porque não criminalizar os piropos de certos deputados.Palhaço, múmia, ladrão, gatuno, imbecil,atrazado, canalha, etc….
É recorrente estes piropos do PC , BE e algum PS; estão a roubar ao povo, ladrões, gatunos, etc.
Estes piropos são bem mais graves!Eles não se enxergam!
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Ou deviam ser todos fuzilados, morte aos traidores.
Ainda ontem na sua página de facebook, o deputado do BE José Soeiro (outro parasita que nunca fez nada produtivo na vida) que esta lei iria obrigar as pessoas a serem mais bem educadas e respeitadoras, mas nesse mesmo comentário chamava de alarve a um humorista por ter gozado com esta lei. Alarve configura ofensa ou injúria?
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– Quem é o José Soeiro?
– O que defende o “direito” de cada português de plantar 10 pés de cannabis em casa.
– Ah, o drogado!
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https://scontent.flis2-1.fna.fbcdn.net/hphotos-xfa1/v/t1.0-9/10639420_1020327104657402_1587007036078622975_n.jpg?oh=7ba3d07bf76f471fca845402cf875c96&oe=570683DE
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Maria
Meti aqui uma serie de tipos do PC , BE e algum PS; estão a roubar ao povo, ladrões, gatunos, etc. é não diz nada???
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Camarada bolota comunista evangelizado pelo padre, a sua afirmação “meti” não é um piropo?
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Nã sei e se metesse o que seria??? Muito gostam vocês de meter…não sei é onde:
Bom Ano
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De uma forma mais simples a ideia pode ser ser exemplificada assim:
Imaginem que o George Clooney vinha a Portugal em missão humanitária, e disparava um piropo com cariz de convite sexual a uma trintona boazona (não sei se já estou a cometer alguma ilegalidade ao dizer “boazona”)… Quais seriam as probabilidades de ela ir apresentar uma queixa ao tribunal e de não aceder ao convite?
Para este caso, poderíamos também usar um exemplo comprovado como o da hipotetica reação da deputada Isabel Moreira a um piropo do Varoufakis (que ela por sua vez “piropou” publicamente)
Imaginem agora que um pobretanas operário, de kispo foleiro, unhas sujas e mais feio que o Jorge Miranda, disparava exatamente o mesmo piropo à mesma destinatária. Quais seriam as probabilidades de ela apresentar queixa e não aceder ao convite?
Ou seja, e continuando no maravilhoso universo politicamente correto: não será isto uma porta aberta a uma enorme discriminação em função do poder, dinheiro e aspeto físico? Há homens que gozam de imunidade quase certa e outros de condenação quase absoluta. E isso merecia uma boa (e com certeza divertida) explicação da clique politicamente correta.
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Penso do PIROPO o que penso do AO:
– Nem um nem outro merecem a tinta que fazem correr.
São irrelevantes.
Não são para levar a sério.
Servem, isso sim, para grandes tiradas literárias.
Como a presente.
Parabéns!
E um Bom Ano!
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Estava a tomar uma bica com o zeca, um trolha fixe.
Regressado de Angola, terra farta de coisas boas.
À vista de uma moçoila de ancas largas ele não resiste:
” Menina, posso entrar lambendo e sair mordendo?”
Ruborizada ficou a rapariga, traída pelo sorriso contrafeito…
Eu avisei: “Não fale alto!”.
Resposta seca: “Ó amiga, só a lamber ninguém engorda!”
Era a frase favorita do patife do sartre para a Simone de Beauvoir.
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– Quem é o Sartre?
– O marido da Simone de Beauvoir.
– Ah, o pedófilo que comia as alunas que a chula da mulher lhe arranjava!
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Há pela Telesur um certo indivíduo, Tarak Ali de seu nome,
que para lisongear o Maduro, vem assiduamente com piropos:
Um deles: a invasão do Iraque pelos americanos foi a causa
do nascimento da República Islâmica, Dahesh.
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Dias chuvosos, canecas cheias.
Aqui no Procópio, de conversa com o Luís, entra agora mesmo uma loiraça, autêntica miragem, vira-se para mim e exclama com a inocência das nórdicas:
“I´d like to squeeze your muffintop!”.
Nem me lembrei da lei dos piropos:
“Oh yes, my eyes are glazing over your bosom!”.
O Luís sussurrou: “Vocês vão dentro!”
Por acaso a nova pide não frequenta lugares de charme.
Ainda assim, o outro dia vi um biltre parecido com o LuKács.
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ouvido junto à Sá da Costa
‘-levavas uma grande …..!
-ó crido são 200 e o quarto!’
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Excelente!
(como habitualmente)
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Vamos então para o Žižek crítico da estetização do universo de mercadorias.
Eu sei que a vodka nem sempre amiga do seu amigo, mas aqui no Procópio, não resisto.
Sinto-me rejuvenecido e as ideias vêm-me de supetão.
Caros amigos, os piropos são afinal afloramentos do verdadeiro lixo, os tais objetos “belos” com que somos constantemente bombardeados de todos os lados, nas montras, nos pescoços das garinas, nas unhas de gel, por baixo das saias provocantes.
Ora a melhor maneira de escapar do lixo é colocar o próprio lixo no lugar sagrado do Vazio como diz o Žižek e ele como qualquer marxista nunca se engana .
Esse Vazio que o bolota e os seus compagnons de route desprezam,marcas detestáveis do capitalismo, sempre pronto à exploração do homem pelo homem, quando não é da mulher, que nesse caso pode ser mesmo bom.
É do vazio que foge a gerinçonça, tal trabant amolgado em direção aos bmw e aos mercedes que todos nós afinal merecemos.
Marxistas sim mas dentro de carros de luxo de preferência.
O Vitor que me desculpe o desabafo.
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Há que ver o lado positivo. Se eu disser “você tem um belo par de mamas”, a visada terá de provar que tem?
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Falar ou publicitar o Casino Estoril é falar do maior antro de corrupção e traficância de influencias, o administrador que dá ar de ser serio publicando a revista EGOISTA não chega esta vida para limpar os erros cometidos desde a operação furacão que pagou elevada quantia para se ilibar, como de seguida faz o maior despedimento colectivo de centenas de pessoas para ganhar ele todos os negócios de Casino, colocando os amigos e família em todas as áreas. Este país está minado de gente desta lobos com pele de ovelha.
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AB, não seja machista, faz-me lembrar posições que merecem ser recordadas. Ora veja.
Margarida Tengarrinha no seu livro ―Quadros de Memória (2004) refere o grande isolamento e as carências afectivas sentidas pelas mulheres, que viviam na
clandestinidade com a tarefa das ―casas do partido.
Esta situação não seria tão sentida pelos homens, pois eles saíam de casa, tinham o seu trabalho de organização, contactavam com outras pessoas amigas do partido, ―gente que vivia uma vida normal,com quem conviviam, conversavam e faziam as suas petiscada.
Nós, as «camaradas das casas do partido» podíamos ter tarefas interessantes, mas sempre dentro de casa e tendo a cargo a sua defesa. Por vezes, passávamos sozinhas, dias seguidos, quando os camaradas se ausentavam (…) Quando leio relatos de vários camaradas, que já foram publicados, constato que falam de factos políticos, momentos altos e heróicos de luta, mas nunca abordam estas questões do quotidiano que nós, mulheres, vivemos pacientemente. Será que foi menos heróico aquele nosso dia a dia, desgastante e obscuro? (TENGARRINHA, 2004: 62-63)
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Excelente texto . Diria até o melhor texto que me foi dado a ler no blasfemias em 2015 . Parabéns V.C.
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Genial.
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está muito fixe , está sim .
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Fixíssimo! De grande inspiração! Parabéns ao VC!
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“Era até chegar o comunismo!” – é o melhor piropo que já li, há anos num blogue.
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Teatro rápido do trolha
O trolha no andaime, diz para o individuo que passa por baixo:
-(trolha)- Tens mesmo cara de paneleiro, pá….
(gay)— Malcriados, ordinário… vou-me queixar ao empreiteiro…
No dia seguinte:
( trolha)—Que belo rapagão… que cú!!!
( Gay)— Bom dia, senhor engenheiro!
Para os Trolhas Bom Ano
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Toca a epiderme duma kinguilas na baixa de Luanda.
Não precisas de muita saliva, elas vendem-te os dólares.
Precisas é muitos kwanzas para comprar um dólar.
Com piropos não chegas lá!
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Alerta Piropo e Politicamente Incorrecto:
https://www.youtube.com/watch?v=hDnEeqe7Vio
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Porra que coisa mais apaneleirada
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Curioso ter chegado até este sítio através da palavra “convenhamos”.
Além de descobrir um texto humorístico bem escrito, também fiquei a conhecer uma nova coisa-lei patética, produzida por esses incansáveis parasitas do parlamento.
Convém sempre distrair o Zé Povinho da corrupção, da incompetência e das negociatas de milhares de milhões de euros desastrosas para o país, que são germinadas pelos germes-políticos, nesse grande escritório de advogados que é o parlamento.
O piropo elevado à categoria de crime pelos políticos que roubam impunemente os portugueses. Este país é anedótico!
O autor atribuiu a maior responsabilidade piropeira ao trolha, mas esqueceu-se desse piropeiro-mor, que é o artista do engate, imortalizado (por uns anos) em figuras como o Zezé Camarinha (mei ai pute de crime one iu?).
Gostei da referência subtil do autor aos Blues, género musical muito do meu agrado.
Convenhamos que esta viagem pela literatura, filosofia, política, música e Internet, tendo como ponto de partida um “lambia-te toda”, foi inesperada, mas divertida e um alimento para a mente (menos para os visados, infelizmente, incapazes de o compreenderem).
E concordo com a conclusão do autor, pois ofensivo é passar um avião na rua e não haver ninguém que enalteça esse momento com uma prosa intensa, plena de sentimento e honestidade, sintetizada num piropo.
E diria mais, ofensivo é um homem passar a vida toda sem nunca ouvir um piropo na rua de uma gaja boa (ou de qualquer mulher na maioria dos casos, pois este país é muito conservador). Se os grunhos do parlamento querem criminalizar algo relativo ao piropo, então que criminalizem a falta de reciprocidade das mulheres, pois um elogio (implícito no piropo) deve de ser agradecido e retribuído. Sim meninas, não só deviam de mostrar satisfação e agradecer um piropo honesto, como até tomarem a iniciativa de quando se cruzam com um homem na rua expressarem um sentido “lambia-te todo”.
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Hoje no Publico, um piropo de Alfredo Barroso a JMT:
“E termino com uma entrada a pés juntos. Por mais que este “cérebro”, que mais parece uma empada de massa inerte, torne a disparatar e volte a insultar-me, declaro solenemente que não mais lhe responderei, tão obviamente ululante é a arrogância cretina deste articulista minorca. Ponto de exclamação final!”
Como é de esquerda, está tudo dentro da lei.
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Se a família Barroso e a família Soares nunca tivessem existido, Portugal seria hoje uma nação muito diferente para melhor. Uns trauliteiros e bitaiteiros que só não se manda para o inferno por consideração ao diabo. Alfredo Barroso é um personagem à altura de um Zandinga a quem só por pura estupidez se poderá dar crédito.
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( must see ) Este é antigo , mas é imperdível : https://www.youtube.com/watch?v=_S92oZVf8w4
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Esta aula de matemática moderna pode vir a propósito:
minuto 2:15
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O prenúncio desta lei já me tramou:
Nunca fui de lançar piropos mas, sempre alimentei o sonho de um dia conduzir um Ferrari. Então, tive uma ideia!
Dirigi-me a uma empresa de aluguer de automóveis de luxo e assinei um contrato de aluguer de um ferrari, na perspectiva de, depois de umas valentes voltas a rasgar, lançar um piropo escabroso à priemira dama com ares aristocráticos que me surgisse, esperando assim, que a lei atirasse comigo para os calabouços, livrando-me do incumprimento do contrato.
Tudo parecia correr às mil maravilhas até chegar a decisão do piropo, depois das grandes aceleradelas e do ego automobilístico quase totalmente apaziguado. Ao passar por Cascais, a caminho do Guincho, vislumbro uma escultural dama, envergando roupas e acessórios de marca e espargindo o seu charme em todos os sentidos. De imediato, desacelerei e quando me achava a escassos dois metros da referida dama, disparei: és boa comó milho papava-te todinha. A dama parou de imediato, olhou-me, dirigiu-se ao carro abriu a porta, entrou e, encostando os sensuais lábios ao meu lóbulo esquerdo, ronronou; vamos então saciar esse apetite?! E fomos, sem que no entanto houvesse lugar a apresentação de queixa criminal. Após esta tentativa gorada, outras se seguiram resultando no mesmo efeito.
Resumindo: as leis no nosso país são um logro e só servem para punir os pobres.
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Não falta muito para ser proibido o porno hetero pelas sapatonas. E as produções sensuais com mulheres. Eu ainda sou do tempo em que havia aberturas de telenovelas com mulheres a mostrar as mamas. Hoje é proibido.
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Será piroco pirocar:
Bolota chucha chochota?
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e que tal aplicar a lei com efeitos retroativos?
por Rodrigo Moita de Deus, em 28.12.15
Na sua boca Vénus faz morada;
Nos olhos tem Cupido as setas posto;
Nas mamas faz Lascívia o seu encosto,
Nela, enfim, tudo encanta, tudo agrada;
Se a Ásia visse coisa tão bonita
Talvez lhe levantasse algum pagode
À gente, que na foda se exercita!
Beleza mais completa haver não pode;
Pois mesmo o cono seu, quando palpita,
Parece estar dizendo: “Fode, fode!”
Manuel Maria Barbosa du Bocage,
Alcoolico. Marialva. Poeta Culpado do crime de “importunação sexual” punível com uma pena de prisão até 3 anos.
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Já trabalhei na construção civil, como eletricista, e apesar de concordar que o piropo é, indubitavelmente, catártico das pulsões de natureza psicossexual, por parte de quem o profere, é uma forma de sedução antropologicamente primária com a qual nunca me identifiquei. Mas devo dizer que discordo totalmente com a criminalização deste tipo de arrotos sexuais, visto que em última análise, até podemos defini-los como exercício de liberdade de expressão.
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se eu disser:- Ó jóia vem cá ao ourives-tenho que apresentar a respectiva carteira profissional?
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Uma frase que por certo fará jurisprudência. Terá teor sexual?
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