a bandalheira da «educação»
Em 40 dias, o novo Ministério da Educação «desfez», segundo noticia o DN, «a política de educação de Crato», ou seja, tudo o que o anterior ministério tinha feito durante quatro anos.
Esta notícia deveria envergonhar um país sério e uma sociedade responsável, porque significa que a educação é, em Portugal, uma brincadeira. Uma brincadeira de políticos e burocratas, que se entretêm a aplicar às suas «cobaias» – as crianças e os jovens a quem deveriam proporcionar uma educação de qualidade – os modelos educativos que as suas cabecinhas concebem, fazendo disso uma guerra política e partidária.
Educar exige liberdade para ensinar. E a liberdade de ensino jamais existirá enquanto o Ministério da Educação existir. Acabar com ele – e não apenas com o modelo de Crato ou outro qualquer – seria o serviço público mais importante que um governo poderia prestar ao futuro do país.

Onde há uma manada de funcionários públicos logo se estabelece a necessidade de ter uma outra manada a pastoreá-los, de os ouvir através de uma rede sindical comodamente instalada, de a todos atender na sua dupla condição de zeladores do interesse público e de mamões no orçamento.
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O problema não está no Ministro…. está nos Nogueiras. Acabem com o ministério e entreguem-no ao Sindicato e tal e inanarravel Associação de Pais…
O mesmo para Ordem dos Médicos… Eles é que dominam o sistema.
….
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O maior problema nem é para os alunos ou pais; é mesmo para os professores que, no meio de tanta alteração legislativa, já nem sabem a quantas andam. Para além de toda a burocracia de que é preciso tratar com cada mudança de leis.
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Os profs adoram burocracia e quanto mais imbecil o ensino ficar melhor se sentem.
Se existisse uma ordem profissional devia ser às avessas- a exigirem emprego estatal aos mais ignorantes e sem avaliações nem exames para ninguém.
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Assino por baixo.
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É o Arménio Carlos a governar…
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Nada disso interessa .
Dão com uma mão , votam com outra .Para que votem nos mesmos .
A educação não interessa .Manipular os numeros e as aspirações de quem vive no meio isso sim .
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http://www.rtp.pt/noticias/politica/ps-esta-em-falencia-tecnica_v834529
http://expresso.sapo.pt/politica/ps-sem-dinheiro-renegoceia-divida-com-a-banca=f920519
http://www.dn.pt/politica/interior/ps-sem-dinheiro-para-rendas-agua-ou-luz-4518536.html
http://www.ionline.pt/395203
( «Para bom entendedor , meia pala…» )
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Está muita gente interessada no bota abaixo.Toda a vida houve problemas com concursos de professores (tenho professores em casa) por isso conheço. Este ano 2015 que tudo correu bem pela 1ª vez, não se ouviu ou viu manifestações e ninguém dá um louvor ao ministro Crato.
Alguém ouviu o Nogeira no começo das aulas? Nada.
Temos um povo manso, gosta de levar na cabeça.
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O problema não está no povo. O problema está nas políticas idiotas de alguns indivíduos que assaltam o poder por processos mafiosos.
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Os profs é que gostam da confusão para poderem justificar os choradinho e as greves.
Agora até querem que a actividade escolar seja reconhecida como actividade de risco, sujeita a stress para terem reformas mais cedo e mais benesses.
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Cara Zazie, julgo que o problema é o grupo do nogueira, que gosta de falar por todos, apesar de falar apenas por alguns.
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Sim, o ensino deveria ser livre. Acrescento também: deveria ser facultativo e não obrigatório. Ou seja, só deveria ir à escola quem quisesse. Num país desenvolvido toda a gente quer ser instruída. Num país sub-desenvolvido as pessoas estâo-se marimbando porque não encontram estímulos para isso, apenas podem vaguear pelas esquinas. É o caso.
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o soviet da educação não pode ser contrariado
uma nojeira
ministro faz de conta
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Mas mantêm a ideia das escolas serem mantidas por municípios e agora a escardalhada não bufa como bufava a dizer que era a destruição a escola pública.
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Quem manda, são os sindicatos . Na policia são treze , na GNR outros tantos ,nas escolas também , nos hospitais são os sindicatos e as ordens , nos transportes do estado outros tantos sindicatos , na TAP tem 16 sindicatos, nos portos idem idem Etc. Etc. . Qualquer problema que envolva estas organizações são os sindicatos que esclarecem e dão palpites nas TV e nunca os responsáveis .das mesmas ou respectivos porta vozes .
Faz falta legislação para por essa gente no lugar . Os políticos são na sua essência e antes de tudo medrosos e pantomineiros
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Viva Portugal! Abaixo a canalha sindical!
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Ministério da Saúde, da Educação têm milhares de funcionários, muitos votos e enormes orçamentos.
É preciso muito jogo de cintura político para tratar da saúde e educar tanta gente, sob pena de perder eleições.
PS- Alguém ingenuamente ainda pensa que esses ministérios têm como objectivo tratar da saúde e da educação dos portuguêses ?.
Tratam-se apenas de 2 máquinas de arrebanhar e apaziguar votantes.
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“Há quantos anos o electricista Arménio Carlos deixou de trabalhar em electricidade? O que sabe Mário Nogueira da realidade das escolas onde deixou de dar aulas há mais de vinte anos? E, por fim mas não por último, em que serviço, balcão, secretaria, cartório, departamento… da função pública trabalhou Ana Avoila antes de o seu nome se ter tornado num prefixo da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública?” Helena Matos, in Observador
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Isso são part-times que têm.
O verdadeiro emprego e o verdadeiro patrão é o PCP, onde são funcionários.
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Tivesses um pingo de vergonha e perceberias que não vivemos em ditadura e ai sim não são necessarios sindicatos. Vergonha, tem vergonha porque estás a morder a mão que te alimenta.
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Batista da Siva……o Arménio escurinho e o Mario Nojeira só existem porque vivemos em democracia burguesa neoliberal e capitalista. Estivesse o PCP no governo e já os teria enviado a todos para um goulag. São os custos da democracias burguesas.
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Em boa hora lhe deram a comenda, comendador.
Toda a gente sabe que quem manda são os sindicatos comunas.
No ME foi desde assim sempre o 25.
Pouco depois do 25, o meu avô foi falar com um ministro socialista de verdade, nada que se parecesse com os de agora. Lembro-me de ele dizer que o ministro em causa, um senhor muito acima da média que tinha pertencido à MUD, hoje tem escolas com o seu nome lhe confessou que não podia fazer nada, o ministério tinha sido tomado de assalto. Pediu demissão poucos meses após a sua tomada de posse.
O ME é o lança granadas do marxismo cultural à portuguesa.
É ver os programas, os livros de português e de história, está lá tudo.
António Gramsci havia de endireitar a espinhela, ao admirar o nogueira, árvore quase careca em licença sabática prolongada.
Vai ser preciso mexer naquilo a sério. Já faltou mais.
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Agora está tudo bem, no reino de Deus, no paraíso, e os professores não bufam, porque finalmente o Nogueira foi empossado ministro da educação.
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O ministro da educação deixou a ciência para aceitar uma borrada. Foi certamente a condição imposta pelo nº2.
“Deixa os gajos mexer à vontade, eles já têm tudo prontinho!”.
E tinham. É fácil, lança-se para o lixo milhões de euros e conseguem-se sempre milhares de votos. A balela do cientista que abandonou a banca do laboratório para se dedicar ao povo é uma cena baril. Um compadre meu, dedicado à ciência no Reino Unido, riu-se muito. Ninguém abandona uma carreira científica por dá cá aquela palha, a não ser por força maior. Um dia se percebará o que levou o senhor ministro, sem qualquer experiência da gestão educativa, a abraçar tal desígnio patriótico, tanto mais que já era cabeça de lista em Viana do Castelo. Isto é, tou cá tou lá, agora vou mas é pra lá que é mais quentinho e não tenho que maçar tanto a cabeça.
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Eu não faço ciência lá nas ilhas, mas cá no continente há quem se tenha rido muito também! A (in)coerência curricular é gritante! Bem visto!
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Então, não é estranho um cientista com menos de 40 anos e com carreira no exterior cair de pára-quedas em Portugal como ministro da educação? Se ainda fosse ministro da ciência haveria alguma coerência…
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rui.a,
Envergonhado devia estar quem acha que o Crato fez alguma coisa Pelo ensino em Portugal para alem de ter criado o medo entre os seus profissionais.
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O padre do bolota a querer evangelizar as outras pessoas. comunismo é igual a religião que só atrai atrasados mentais que acreditam na democracia da coreia do norte.
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Sem Norte,
É um bafo a podre que não se aguenta meu, Tás podre.
Deixa-te de palermices e coloca aqui uma boa medida que Crato tenha tomado
Sabias que no ensino artistico há profesorres a verem as casas penhoradas devido a ordenados em atraso??
Trata-te do que padeces tem cura.
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Ensino artístico? Isso devia acabar, de parasitas já nós estamos cheios, a começar pelos comunas todos.
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Era assim , só estuda quem quer, acabam-se os exames nos professores e nos alunos, acaba-se com o ministério da educação nacional , e naturalmente os que queriam estudar pagavam .
O Crato é um malandro criou o medo , se criou fez bem, ele ( o medo) faz muita falta cá no pateo . Por exemplo o bolota devia ter medo das parvoíces e não tem o que é mau.
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Comendador,
Uma boa medida que Crato tenha tomado chega-me , UMA.
Deixa-te de argumentos de merda e atinaaaaa porra
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“Uma boa medida que Crato tenha tomado chega-me, UMA.”
Os exames do 4.º ano do ensino básico!
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Rasputine,
O Mundo civilizado já se deixou disso ác´anos.
Quando o Mestrado começa a ser quase o grau medio no ensino em geral…claro que o exame do 4º Ano é importantíssimo….
Tens de arranjar outra boa medida???
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Bolota,
não vou arranjar outra boa medida porque o exame do 4.º ano é uma boa medida, mesmo que não concordes com ela. (*)
E se eu arranjar outra boa medida, tu vais dizer outra vez que não é, pedes para que eu arranje outra e assim sucessivamente. Lamento mas não vou alimentar o troll
(*) Hoje, o Conselho Nacional de Educação defende o regresso das provas de aferição para o 4.º ano e a sua manutenção nos 6.º e 9.º ano!
Toma lá!
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Bolota,
Estamos a debater educação. Se a não tem ou enferma de iliteracia aguda, não comente. Passe e aguarde por uma mão mais ao seu jeito.
Faça como naqueles posts onde lhe é penoso escrever seja o que for, tal é a força da verdade das palavras que o incomodam.
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Democrata,
Ok, assumo que não percebo nada sobre ensino, mas parece- me que tu sabes muitoooooo sobre educação, logo: coloca aqui uma boa medida criada por Crato.
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Exemplo da Nova Zelândia:
“A Nova Zelândia tinha um sistema educacional que também estava a falhar. O sistema estava a falhar cerca de 30 por cento das suas crianças – especialmente aqueles em áreas socioeconómicas mais baixas. Nós colocámos mais e mais dinheiro na educação durante 20 anos e alcançámos resultados cada vez piores.
Tinha-nos custado duas vezes mais para obter um resultado mais pobre do que o que tinha sido obtido 20 anos antes com muito menos dinheiro. Então decidimos repensar o que estávamos a fazer nesta área também. A primeira coisa que fizemos foi identificar para onde estavam a ir os dólares para a educação estar pior. Nós contratámos consultores internacionais (porque não confiávamos nos nossos próprios departamentos para executar esta tarefa) e eles reportaram que para cada dólar que estávamos a gastar com educação, 70 cêntimos estavam a ser engolidos pela administração. Assim que ouvimos isto, nós eliminámos imediatamente todos os Conselhos (Administração) de Educação no país. Cada escola passou a ser controlada por um Conselho de Administração eleito pelos pais das crianças que frequentavam aquela escola, e por mais ninguém. Demos às escolas uma quantia de dinheiro com base no número de alunos que iam para as mesmas. Ao mesmo tempo, nós dissemos aos pais que eles tinham o direito absoluto de escolher onde os seus filhos eram educados. É absolutamente detestável para mim que seja quem for diga aos pais que eles têm de mandar os seus filhos para uma má escola. Convertemos 4.500 escolas a este novo sistema tudo no mesmo dia .”
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Caro Baptista da silva, poderia colocar uma ref? Obrigado.
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Posso, isso é publico, foi publicado no site “Mises” , tanto em PT como no br.
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Sem Norte, “só atrai atrasados mentais que acreditam na democracia da coreia do norte”.
A palavra “só” está a mais. Atrai também uma mafia de espertalhuços que podem viver anos sem trabalhar à frente de organizações de cariz mafioso e um número reduzido de fanáticos com uma dialética sobreponível ao isis. A paranóia não vai tão longe enquanto a situação não permitir. A história apresenta efusivos episódios do que são capazes. Por agora, no protetorado, fiam baixinho, o pacheco e outros intelectuais põem a mão por baixo. São sucialdemocracia de isquierda, mais nada. O embuste continua.
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Espelho do povo que somos…e que continuaremos a ser.
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Apoiado!
Chega de usarem os nossos filhos como cobaias e armas de arremesso político.
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Concordo, não é possível ter bons resultados com mudanças permanentes. Também concordo com muito do que aqui foi dito. Liberdade de escolher a escola é uma delas.
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Liberdade de escolha desde que com os mesmo meio, não é tirar do publico para dar ao privado
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Hoje, o governo do AC/DC decidiu anular a subconcessão dos transportes. E não vai pagar indemnizações.
Investidores tugas e estrangeiros: virem a bússula para outros países porque em Portugal não vão poder comprar sequer um tremoço sob a alçada do Estado-dono. E se assinarem contratos com o mesmo, de nada valerão.
Estamos só no início da aventura costista…
Contribuintes, preparem-se para pagar mais esta factura.
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Sobre a “bandalheira” na Educação: NCrato também e pontualmente abandalhou, equivocou-se, decidiu mal.
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Não lê nada no post que diga o contrário.
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Só confirmei. E neste momento reconfirmo.
Excelente 2016 para si, Rui Albuquerque.
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O contrario de quê??? Que Crato destriu o ensino publico ou que Crato fez grandes reformas na educação??? É que o homem para alem de pedir constantemente desculpas publicas pelos erros , não fez mais nada.
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Socialistas , comunistas , etc têm horror á LIBERDADE … de escolher , de trabalhar , de aplicar o produto do proprio trabalho , de decidir por si . É por isso que defendem aquilo que chamam de escola pública . Eu digo que nada tem de pública porque é do estado e no estado já se sabe quem manda não é o público são os burocratas , os sindicatos e corporações que manipulam os politicos que apenas estão interessados nos votos .
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Tenho 40 anos redondos de docência.
Docência, repito.
Se juntar a essa experiência os anos em que fui aluno, posso garantir que, depois da família, são os professores que maior influência têm na formação humana dos cidadãos.
Não há, portanto, profissão mais nobre.
Justificar-se-ia, assim, que, neste e noutros blogues, se postasse este assunto, de maneira organizada e abrangente, para que se pudesse ir além destes comentários dispersos e muito superficiais.
Dando, desde já, o meu contributo, diria que, no ensino, as práticas contradizem sistematicamente os princípios, estes, sim, muito corretos.
Quando se discute a educação, aos vários níveis, desde a AR ao Governo, desde a comunicação social às manifestações de rua, o que se discute são quase sempre questões sindicais. Os problemas específicos do processo ensino/aprendizagem quase nunca são abordados. Entre nós, é comum as instituições preocuparem-se mais com quem as deviam servir do que com os seus destinatários.
No referido processo ensino/aprendizagem, está quase tudo errado.
Proporia estes temas para reflexão.
1. Os professores carecem flagrantemente de formação.
2. As metodologias são violentas e menorizantes.
3. A avaliação é completamente desajustada.
4. Os currículos/programas são obsoletos, de costas viradas para a vida, desmotivadores dos alunos.
O que, na essência, distingue uma sociedade desenvolvida de uma sociedade atrasada é a capacidade organizativa.
E não é por acaso que somos uma sociedade desorganizada.
Vou dar alguns exemplos muito claros acerca disso.
Os sinais de trânsito: já repararam na falta de sequência lógica que muitas vezes nos faz andar às voltas nas inúmeras rotundas das nossas estradas?
E, por falar em trânsito, já repararam que os exames de código são mais exames de competência linguística e de raciocínio do que de competência para conduzir respeitando os sinais?
Tudo começa e, por outro lado, tudo desagua na escola.
Vou dar apenas o exemplo de um caso, de cuja inconformidade, não fui capaz de convencer os meus colegas, em décadas de reuniões.
Nas escolas, há uma ficha oficial de português, denominada Critérios de Avaliação.
A falta de rigor começa logo no nome, porque, na verdade, não trata de critérios, mas de conteúdos/competências a avaliar.
Essa ficha tem várias colunas, entre as quais as destinadas à interpretação, à expressão escrita, ao funcionamento da língua (gramática) e aos testes. Acontece que a estrutura habitual dos testes inclui a interpretação, a expressão escrita e o funcionamento da língua. Manda a lógica, sob pena de promiscuidade de cálculo, que os resultados de cada uma daquelas partes dos testes fossem registados nas respetivas colunas da ficha, em vez de serem registados na coluna autónoma dos testes, que naturalmente deixaria de existir.
Toda a prática docente está cheia de incongruências como esta. Muitas, muito mais graves.
Espero ter sensibilizado os responsáveis deste blogue para o assunto.
Boa tarde!
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Ensinar, saber e ter gosto em ensinar é de facto uma profissão nobre e fundamental para uma sociedade evoluída.
Mas há quem não se importe de perturbar professores, alunos e se necessário um (eventual) sistema/orientação escolar irrepreensível, para privilegiar o ensino privado e…os seus rebentos.
O atraso civilizacional e cultural doutros, da maioria, da populaça, do país, que se lixe…
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Acredito no que diz , mas lamento não poder ajuda-lo, não é possível melhorar o que quer que seja, no estado geral a que o país chegou. A regra é deixa andar
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Boa proposta. Só gostava de conhecer a sua posição quanto aos exames, tanto no 4º ano como nos 6º e 9º.
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Prezado João de Brito,
Compreendo o que diz, mas todas as reclamações que apresenta resultam de um sistema centralizado e, por essa mesma razão, impossível de gerir. Aliás, toda a organização do nosso ensino público não superior baseia-se em convicções soviéticas de planificação central, impensáveis num mundo contemporâneo e evoluído. Por conseguinte, o senhor e eu passaremos o resto das nossas vidas a queixar-nos do acessório e não do essencial: o sistema educativo público, como está organizado, a partir da 5 de Outubro, e que, sem real autonomia das escolas, jamais funcionará. Tudo o resto são consequências.
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Mas municipalizar também não é a solução. Se isso sucedesse, os bons professores ficariam sem emprego pois os maus profissionais com cunha tomariam as escolas.
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Luís, desculpe que lhe diga, mas o seu argumento de que, municipalizando o ensino secundário, os maus profissionais tomariam conta das escolas, é semelhante à desculpa do tempo da outra senhora, quando se defendia que Portugal não tinha condições para viver em democracia, por que as pessoas, na sua ignorância, seriam facilmente ludibriados.
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Caro Tiro ao Alvo,
não sou contra a autonomia das escolas, nem contra a autonomia para contratar docentes. Mas o modelo que se fala será um desastre. Se a decisão envolvesse um jurado com autarca, professores e pais, se envolvesse a comunidade, seria diferente. Mas não é isso que se fala.
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Errata: onde está jurado deveria estar júri.
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Luís, defenda-se, então, a constituição de um júri, que integre pais e professores e que, ao menos, ajude a afastar os professores incompetentes que o actual sistema alimenta.
Se assim se fizesse, penso eu, a escola pública dava um salto qualitativo, pare bem de todos, sobretudo para bem dos filhos das famílias mais carenciadas, especialmente para os que possuam capacidades para irem além do patamar dos pais.
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Pois caro Tiro ao Alvo, afinal penso que estamos de acordo.
O actual sistema é perverso pois não afasta os maus professores e quem mais se prejudica são os alunos carenciados que não pode frequentar o ensino privado nem pagar explicadores.
A meu ver deve ser a Comunidade a seleccionar os professores (director, autarca, professores mais velhos, pais).
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rui.a,
A escola pública começa a funcionar sabe quando???? Quando a MAMA dos APOIOS aos colégios particular acabar.
Acabem com esses subsídios e vai ver que o publico começa a ser bom. O que Crato fez foi um crime
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Inteiramente de acordo, Luís, mas, para que isso aconteça é preciso desmascarar os bolotas que andam por aí, militantemente, a defender os maus professores. Desmascarar essa gente, é preciso.
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Tiro ao Alvo
Força , coloque aqui o que o Bolota diz de errado.
Já que galaste em desmascarar????
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Da minha experiência como aluno, retive isto:
1) Os maus professores não sofrem qualquer tipo de penalização;
2) Alguns professores baldam-se nas aulas e não leccionam, para depois ensinarem em explicações o que deveriam ter ensinado nas aulas;
3) Há bons professores de boas faculdades que são ultrapassados por professores de cursos menos exigentes;
4) Algumas escolas estão tomadas pela partidarite, e prejudicam alunos por ódio partidário, caso de alunos de famílias com mais posses em escolas tomadas pelo PCP e pelo PS;
5) Há colégios privados a vender notas para facilitar o ingresso em Medicina, o que deixa de fora do curso todos os anos centenas de alunos da escola pública;
6) Os horários escolares são feitos em função dos professores e não do rendimento dos alunos, com muitos furos pelo meio e sem ter em conta algumas particularidades geográficas (por que motivo as aulas começam às oito e meia em escolas onde os alunos são obrigados a apanhar o transporte às seis?);
7) No dia que o Estado quiser, mata a negociata dos livros escolares, para alguma coisa existe a Imprensa Nacional, há alunos a gastar mais de 1000 euros em livros no Ensino Secundário;
8) Os bons professores não têm tempo para preparar boas aulas devido às reuniões, burocracias e desorganização dos horários;
9) Mais de metade dos alunos que frequentam o Secundário deveriam estar em cursos profissionais.
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Subscrevo. Na integra. Acrescento qdue há alunos bons sem oportunidades, Porquê? Porque são pobres e a escola publica enfia-os num gueto qualquer. Escolas sem mérito, sem nada.
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“Mais de metade dos alunos que frequentam o Secundário deveriam estar em cursos profissionais.”
.
Quais deles, os melhores ou os piores?
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Os que vão para lá e não têm intenção ou capacidade intelectual para seguirem para o Superior.
Andam lá como muitos que conheci até aos 20 ou 21 e saem sem conhecimentos para terem uma profissão.
Quando estudei no Secundário não havia um único curso profissional naquela escola. Havia a 4 áreas que dão acesso ao Superior. Quem não prosseguisse estudos, saía dali sem saber fazer nada. Os que saíam, obviamente. O abandono escolar era bem elevado.
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Bolota,
NCrato não destruiu o ensino público. Pouco faltou, ao mete-lo, todo, no seu “laboratório” neoliberal.
NCrato, um flop para mim inesperado.
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Não sei o que é um “laboratório” neoliberal.
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Mas que destruiu sabes.
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Quando frequentei o sétimo ano, a professora de Francês leccionou um terço das aulas previstas. A fulana tinha uma padaria e fartava-se de arranjar atestados para ir tratar do negócio. Chegou a faltar 15 dias porque foi de férias para Miami. No mesmo ano lectivo a de História também leccionou apenas um terço das aulas. O marido tinha uma empresa de construção, ficava a ajudar no escritório e depois arranjava atestados. No 10.º, 11.º e 12.º apanhei uma de Matemática que chegava a Junho com mais de metade do programa por cumprir. O pai tinha um negócio de construção civil, e ela estava a tirar o curso de engenharia civil à noite para ficar com o negócio. Não só faltava como era desorganizada e assim não leccionava o que deveria.
Alguém despediu esta gente? Não. Continuam todas a leccionar. É isto o funcionalismo em Portugal. A porcaria tem sempre emprego garantido.
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Quando estudei no Secundário, a vice da escola fez uma turma apenas com raparigas. Eram 22 raparigas na mesma turma, as «meninas queridas», como dizíamos.
Os rapazes ficaram todos numa turma com repetentes.
Éramos perto de 30. Metade foi para o Superior. A outra metade terminou o 12.º ano sem saber fazer absolutamente nada. Se tivessem ido para um curso profissional, ao menos teriam mais chances de ter emprego. Para essas almas, em boa verdade, foram 3, 4 ou 5 anos perdidos (chumbar era comum para muitos).
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João de Brito, o senhor , ao hierarquizar “a influência na formação humana dos cidadãos” , deixou de fora um elemento determinante, creio eu, nos dias que correm : a televisão.
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De facto a televisão (e a redes sociais) tem, não só em Portugal, uma influência enorme na formatação e educação dos cidadãos. Um altar autêntico para os incautos.
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1960/1976 Sou do tempo em que se queria continuar os estudos tinha que demonstrar minimamente através de TC, testes, exames s era capaz. Para me livrar dos exames, tnha que tirar a média de 14 valores. Os professores raramente faltavam. Quando faltavam era porque estavam mesmo doentes. Os alunos, esses estavam nas aulas para aprenderem, se não o fizessem eram reprovados. Raramente havia processos disciplinares a alunos ou a professores. Eram outros tempos. Estudava quem tinha vocação e não por obrigação. Porque razão, agora temos que ter um ensino obrigatório se é uma chatice estudar? Porque razão temos que enviar os nossos filhos para a escola se não há regras a cumprir na sala de aulas nem objetivos minimos a cumprir? Será que é lucrativo para um país estatísticamente ter-mos 80% de individuos com escolaridade equivalente ou superior ao 9º ano/12º sem saber ler ou escrever? Lamento senhores professores que na sala de aula não consigam impor a Vossa autoridade. Lamento que tenham alunos que queiram aprender mas a maioria vá para as aulas prejudicar quem quer trabalhar e sem esforço, no final de ano se tenha que recuperar o tempo perdido “iludindo” a sua pseudo-recuperação para haver, a tal estatística de que o chumbo fica caro ao país. Mas não é só o caos do ensino secundário que está instalado. Também no público o drama esta comprimido – valha-nos as propinas para podermos evoluir na teoria, fracassada na prática, andando todo o mundo enganado pela licenciatura, quando em casa não temos alguém capaz de mudar uma lâmpada ou substituir uma torneira. Em 1983, formavam-se em certas licenciaturas em engenharia” conclusão de curso de 5 anos” um ou 2 alunos. Em 1985, passaram a sairem em catadupa 20 ou mais. Os retardatários encravavam nas matemáticas e nas físicas, quando havia exigências. Deixada tal exigência, apareceu a bonança e o desemprego em civil, eletrotécnica, etc.
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