Era um café, três saquetas de 4 e seis de 1/16 g
Ontem, por infortúnio, estive em casa de um empedernido liberal que me ofereceu um café. Não querendo enveredar por faux pas que espoletasse a fúria da besta, lá aceitei a oferenda, com nervoso sorriso, tal como Maria aceitou a mirra após o Rei Mago libertário ter presenteado Jesus com o ouro.
Como bitcoin a um socialista, foi-me apresentada uma bonita peça de porcelana onde residiam – o que estimei ser 243 g – de grãos de açúcar. Tomando em consideração que uma saqueta das do café tem entre 7 e 9 g de açúcar, percebi, naquele preciso momento, ter à minha disposição mais de 27 e menos de 34 doses padronizadas de açúcar de um estabelecimento comercial.
Indaguei o anfitrião pela ausência do livro de regras de utilização do açúcar. Decerto não poderia ser assim, à bruta, que qualquer um pudesse deitar 34 doses do açúcar preconizado num simples café sem consequências nefastas para o próprio e para a sociedade como um todo. Assegurou-me que podia usar o açúcar que quisesse no café, o assassino de instinto demoníaco perante a tentação alheia. Insistiu não existirem regras, que o açúcar é apresentado em quantidade suficiente para que qualquer pessoa possa decidir a exacta quantidade que deseja usar no seu café. Fiquei atónito.
Não fosse estar ali para tentar oferecer a minha mais nova ao varão do capitalista, teria chamado a ASAE. Há um motivo para não se colocar um açucareiro com açúcar num estabelecimento comercial: e se as pessoas lambem a colher? E se o vertem sobre a mesa? E se enfiam o pénis no recipiente com o açúcar todo? Tem uma pessoa que consumir açúcar que não venha hermeticamente fechado numa embalagem selada de papel de péssima qualidade revestido a finíssimo celofane natural, extraído das minas de pegada ecológica positiva, que deixam tinta nas mãos e que engasgam o palerma do miúdo que decidiu chupar o doce paladar do vermelho Buondi? Claro que não: daí que se tenha padronizado 7 a 9 g de açúcar – média de 8 g com desvio padrão √2.
A evolução do problema é simples: nada de açucareiro, para evitar que pessoas possam extrair mais açúcar que o admissível ou enfiar a sua colher nos ouvidos para formar melaço que contactará posteriormente com o açúcar refinado virgem; padronizar 8 g com desvio padrão √2 por saqueta; reduzir para metade a média (e o desvio padrão?) por saqueta; exigir 6 saquetas por café; criar saquetas de valores múltiplos padronizados (saqueta de 8 g, saqueta de 16 g, saqueta de 1/32 g, etc.); voltar ao açucareiro.
Enquanto o mundo não muda outra vez em 15 dias, aproveitemos os cafés em estabelecimentos autorizados. O meu é com duas saquetas de 8 g, uma de 2 g e três de 1/32 de g por 100 ml de café expresso.

Sai um whisky duplo sem açúcar
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Oh Bitor, estás mesmo a pedir uma liberal hepatite C…
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O Açúcar reduz a capacidade do corpo para se defender contra a infecção bacteriana.
O açúcar provoca um declínio na elasticidade dos tecidos e função – o mais açúcar você come, mais elasticidade e função que você perder.
Açúcar reduz lipoproteínas de alta densidade (HDL).
O açúcar pode levar a uma deficiência de cromo.
O açúcar pode aumentar os níveis de glicose em jejum.
O açúcar provoca a deficiência de cobre.
Açúcar interfere com a absorção do corpo de cálcio e magnésio.
O açúcar pode fazer os olhos mais vulneráveis a age-related macular degeneration.
Açúcar aumenta o nível de neurotransmissores: dopamina, serotonina e norepinefrina.
O açúcar pode causar hipoglicemia.
O açúcar pode levar a um tracto digestivo ácido.
O açúcar pode causar um rápido aumento dos níveis de adrenalina em crianças.
O açúcar é frequentemente malabsorbed em pacientes com doença do intestino funcional.
O açúcar pode provocar envelhecimento prematuro.
O açúcar pode levar ao alcoolismo.
O açúcar pode causar cáries.
O açúcar pode levar à obesidade.
Açúcar aumenta o risco de doença de Crohn e colite ulcerativa.
O açúcar pode causar úlcera gástrica ou duodenal.
O açúcar pode causar artrite.
O açúcar pode causar distúrbios de aprendizagem em crianças.
Açúcar auxilia o crescimento descontrolado de Candida albicans (fungo).
O açúcar pode provocar cálculos biliares.
O açúcar pode causar doença cardíaca.
O açúcar pode provocar apendicite.
O açúcar pode causar hemorróidas.
O açúcar pode causar varizes.
O açúcar pode levar à doença periodontal.
O açúcar pode contribuir para a osteoporose.
O açúcar pode causar uma diminuição na sensibilidade à insulina.
O açúcar pode reduzir a quantidade de vitamina E no sangue.
O açúcar pode reduzir a quantidade de hormona do crescimento no corpo.
O açúcar pode aumentar o colesterol.
O açúcar aumenta a produtos de glicação avançada (AGEs), que formam, quando se liga o açúcar não enzimaticamente a proteína.
O açúcar pode interferir com a absorção de proteína.
O açúcar agrava a diabetes.
O açúcar pode provocar toxemia durante a gravidez.
O açúcar pode levar para o eczema em crianças.
O açúcar pode provocar a doença cardiovascular.
O açúcar pode prejudicar a estrutura do DNA.
O açúcar pode mudar a estrutura das proteínas.
O açúcar pode fazer o enrugamento da pele, alterando a estrutura de colágeno.
O açúcar pode provocar catarata.
O açúcar pode provocar aterosclerose.
O açúcar pode promover uma elevação de lipoproteínas de baixa densidade (LDL).
O açúcar pode prejudicar a homeostase fisiológica de vários sistemas do corpo.
Ingestão de açúcar está associado com o desenvolvimento da doença de Parkinson.
O açúcar pode aumentar o tamanho do fígado, tornando as células de fígado dividir.
O açúcar pode aumentar a quantidade de gordura no fígado.
O açúcar pode danificar o pâncreas.
O açúcar pode aumentar a retenção de fluidos do corpo.
O açúcar é o inimigo número um do movimento do intestino.
O açúcar pode causar miopia (miopia).
O açúcar pode danificar o revestimento dos vasos capilares.
O açúcar pode fazer tendões mais frágeis.
O açúcar pode provocar dores de cabeça, incluindo enxaquecas.
Açúcar desempenha um papel no cancro pancreático em mulheres.
O açúcar pode afetar negativamente as notas das crianças na escola.
O açúcar pode provocar depressão.
O açúcar aumenta o risco de cancro do estômago.
O açúcar pode provocar dispepsia (indigestão).
O açúcar pode aumentar o risco de desenvolvimento de gota.
Açúcar reduz a capacidade de aprendizagem.
O açúcar pode provocar duas proteínas do sangue – albumina e lipoproteínas – para funcionar de forma menos eficaz, o que pode reduzir a capacidade do organismo para lidar com gordura e colesterol.
O açúcar pode contribuir para a doença de Alzheimer.
O açúcar pode provocar a adesividade das plaquetas, o que provoca a formação de coágulos sanguíneos.
O açúcar pode provocar desequilíbrio hormonal – alguns hormônios se hipoativa e outros se tornam hiperativa.
O açúcar pode levar à formação de pedras nos rins.
O açúcar pode causar radicais livres eo estresse oxidativo.
O açúcar pode levar a uma diminuição substancial da no comprimento de gravidez entre as adolescentes.
Açúcar diminui o tempo de viagem de alimentos através do trato gastrointestinal.
Açúcar aumenta a concentração de ácidos biliares nas fezes e enzimas bacterianas do cólon, o que pode modificar a bílis para produzir compostos cancerígenos e cancro do cólon.
O açúcar pode ser um fator de risco para o câncer de vesícula biliar.
O açúcar é uma substância viciante.
O açúcar pode ser intoxicante, semelhante ao álcool.
O açúcar pode agravar a síndrome pré-menstrual (TPM).
O açúcar pode diminuir a estabilidade emocional.
Açúcar promove a ingestão excessiva de comida em obesos
Vitor, agradeça ainda estar vivo.
Pior que o açucar só o Kosta.
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Caro Procópio,
Tire lá o pode, que fica melhor.
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Além disso, o açúcar tira a tusa.
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O cão-de-água português é um animal, claro.
Veja-se a lista dos “pode” fazer mal. Não diz que “faz” mal.
Quando foi a história do pão com menos sal, era um fartote ver alguém pedir uma sandes de queijo, abrir-la e botar sal nas duas faces interiores do pão. Depois fechava a sandes e comia regalado.
Regulamentar o que se come (mulher, ou não) é estupidez supimpa.
O portuga precisa de ser responsabilizado. Conheço muita genter que foi corrida pelo seu médico por não aceitarem o seu conselho. Um médico não é polícia nem fiscal: aconselha.
Uma das nódoas é a Enxaqueca. As mulheres (as mais afectadas) quererem UM TAC à cabeça, entendendo que elas é que sabem. Mais valera um EEG porque talvez metade das enxaquecas estão associadas a Epilepsia. O tratamento seria ligeiramente diferente.
A chatisse é que temos muitos animais a perorar em lugar de decisão.
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Tomo café mas nunca ponho açúcar.
Açúcar no café é só para maricas.
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Apoido eu tambem não, pena é não seres do PCP eras completo.
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Não uso açúcar em nada e mesmo assim fiquei pré-diabético.
Nos cafés, que aliás frequento pouco, vejo muitas vezes abrirem o pacotinho e deitarem parte do conteúdo e o resto é deixado no pires.
Se esta medida evitar isso, já é positiva.
Os que deitam o pacote inteiro e mesmo dois, podem continuar a fazer o mesmo.
Este discussão pode suplantar em idiotice a do sexo dos anjos.
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O fado quer pagar a uma burocracia para definirem o tamanho do pacote de açucar.
O fado quer que o Estado tenha poder para definir o tamanho de um pacote de açucar.
O fado depois vai queixar-se do nível de impostos, da prepotencia do estado e de se meter em coisas que na opinião do fado não se deve meter.
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Mas qual burocracia?
Aqui o que está em causa é que os fabricantes de açúcar se pudessem punham pacotes de 250 gramas.
E sou eu, e o lucklucky que pagamos aquele que é atirado fora.
Por curiosidade, amiga minha, faz bolos com os pacotes que lhe vão dando (de mim leva sempre dois) e com aqueles que não usando mete na carteira.
Claro que só o Estado tem poder para eliminar este e outros desperdícios.
No estado selvagem em que aparentemente todos vivemos, a lei da selva protege uns.
O Estado (assim desejo) protege todos.
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Acha a medida “positiva” para poupar no açucar e ignora o aumento de energia, custos e desperdicio de papel. Esta e a razão pela qual o estado não se deve intrometer na eficiência das empresas, porque só faz merda com as suas medidas “positivas” . As medidas “positivas” são proporcionais à burrice, à obsessão pelo controlo, e à pretensão dos idiotas que as celebram. Fazer dois pacotes de qualquer coisa custa mais e envolve mais material do que um pacote com o dobro de conteúdo. Mas onde é que andam os “ambientalistas” ? E se o fabrigante decidir apenas vender pacotes de 250 gramas haverá quem os faça mais pequenos se tiver procura, assim funciona o mercado livre, que lhe faz tanta confusão.
Também poderia exigir a regulação legislativa na quantidade de tudo o que pode ser consumido, quem sabe até no consumo máximo que pode usufruir, como a gasolina, electricidade e o tempo na internet, à boa maneira socialista em nome do ambiente da saúde e de tudo mais que ajude a justificar o controle do estado sobre tudo, afinal de contas também seria “positivo” não ter de ler as suas patetices tantas vezes . Nem com os exemplos actuais do colapso de países como venezuela aprendem. A obsessão de quererem controlar a vida de toda a gente até ao pacote de açucar, é bastante revelador do quadro patológico mental em que se encontram. Caro fado o respeito pela liberdade e propriedade individual não é a selvajaria antes pelo contrário. Selvajaria é quando alguém se arroga no direito de roubar e querer mandar no outro pela força. Que exemplifica bem a mentalidade estatista e a sua também.
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Muito obrigado.
De momento há uma embalagem de oito gramas dada juntamente com o café.
Pretende-se dar uma de 4 gramas com o mesmo café e espera-se que rapidamente uma percentagem grande de pessoas fique com essa e não peça a segunda porque uma grande percentagem ou deita automaticamente o pacote sem olhar ou deita metade olhando.
Não percebo onde é que está no futuro o aumento de energia, custos e desperdício de papel..
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Se os fabricantes decidirem por eles mesmos disponibilizar aos consumidores e aos estabelecimentos pacotes de açúcar de diferentes pesagem, de acordo. Estarão a compreender que há procura por tal produto e certamente esse mercado será explorado.
Mas se por acaso o fizerem por alguma imposição legislativa, será terrível pois até no peso dos pacotes do açúcar o governo quer furiosamente regulamentar!
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Eu fazia mais, só os ricos deviam comer açucar os pobres não. Sabes no que dava???
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Acabar com o açúcar devia ser uma prioridade. Não sei como há gente que defende aqui esse veneno, pior do que a cocaína!
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Mais um totalitário.
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Dou-te 1/16 de doce em troca de 1/5 de beijo salgado.
Soa mal.
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Será que também há Regulamento a dizer quantas vezes se deve ter sexo?
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Há.
Ainda hoje li, não me lembra onde, que se deve ter sexo três vezes por semana para aumentar a probabilidade de ter filhos.
Eu, por acaso, até julgava que a probabilidade aumentava se fosse todos os dias.
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Preocupar com a saúde dalguns comentadores insurgentes é totalitarismo!!! Que gente pequenina e indigente!
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