Já sabemos que de cedência em cedência Costa terá de se vergar à UE. Há dois problemas:
– Enquanto anda a empalhar os danos vão crescendo.
– Os camaradas da esquerda vão fazer-lhe a vida negra, e piorar exponencialmente o primeiro problema.
E o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa lá estará para lembrar aos portugueses que o Orçamento que o Governo PS acabará por ter que apresentar seria, mais coisa menos coisa, o que um Governo PSD+CDS teria apresentado e que, por isso, não fará sentido que estes partidos o inviabilizem.
Convenientemente, não se lembrará de dizer que, a ser assim, deveria ser precisamente um Governo PSD+CDS a apresentá-lo.
Miguel Neto,
Que Marcelo Rebelo de Sousa vai tomar partido pela direita não passa de wishful thinking.
Não apenas disse durante toda a campanha que iria fazer precisamente o contrário como é do seu interesse que o PSD não volte ao Governo nos próximos 5 anos.
Desde que vá fazendo um discurso “conciliador” e “responsável”, ninguém à direita com um mínimo de aspirações a vir a ser Presidente se arriscará a candidatar-se contra ele daqui a 5 anos. E, para garantir o centro e parte da esquerda, não pode ser visto como o Presidente “da direita”.
Se os próximos anos forem de conflito permanente, mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa se tente colocar à margem a bipolarização só se acentuará e dificilmente conseguirá garantir quaisquer votos à esquerda.
A única forma de garantir os votos suficientes para ter a reeleição garantida é colocar-se ao lado da esquerda, não de forma tão flagrante que justifique a candidatura de alguém forte à direita mas não tão discretamente que a esquerda se sinta motivada a atacá-lo.
Se o PSD regressar ao Governo, a bipolarização será extremamente violenta e a esquerda fará de Marcelo Rebelo de Sousa um alvo a abater, a menos que este se torne uma força de bloqueio permanente ao Governo.
Com o PS no Governo a situação será menos crítica já que a direita é sempre muito menos agressiva que a esquerda.
Se houver eleições brevemente, a bipolarização esquerda-direita será total. Se dessas eleições sair um Governo de maioria absoluta de esquerda ou de direita, o mandato será de conflito permanente (porque ambas as partes se sentirão obrigadas a marcar terreno). Particularmente se o Governo fôr de direita.
O ideal para Marcelo Rebelo de Sousa é mesmo um bloco central que deixe a extrema-esquerda a vociferar sózinha. E que melhor do que um Governo PS dependente do apoio do PSD para fazer (mais ou menos) o que este faria de qualquer maneira?
Havendo eleições, quem sabe qual será o resultado?
Marcelo Rebelo de Sousa, como já disse explicitamente, vai fazer TUDO para que o PSD apoie este Governo PS. Não porque Portugal ganhe alguma coisa com isso mas apenas porque isso é o que mais lhe convém.
Quanto ao “suporte na Constituição”, essa é uma questão que já não se coloca. O Presidente Cavaco Silva indigitou António Costa como Primeiro-Ministro, este formou Governo e viu o seu Programa aprovado por uma maioria dos deputados.
Desde que os Orçamentos sejam aprovados (com apoio de BE e PCP ou do PSD) e não seja aprovada nenhuma moção de censura, o “suporte constitucional” mantém-se.
Com Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência, este Governo só cai se e quando António Costa quiser ou se o PSD se recusar a apoiá-lo. Na segunda possibilidade e caso o PSD não seja muitíssimo melhor em táctica e comunicação do que tem sido, será praticamente certa uma maioria de esquerda e o PSD terá que se entender depois com o PS.
A única hipótese de o PSD ganhar as próximas eleições com uma maioria de direita é chumbando o Orçamento de Estado para 2016, de forma a que os eleitores tenham bem presente a golpada da esquerda, a mentira de António Costa a Cavaco Silva e os disparates que a esquerda já passou a Lei. Precisamente o que menos interessa a Marcelo Rebelo de Sousa.
Quanto mais tempo passar melhor será para o PS, principalmente se fôr à custa de cedências do PSD.
Essa declaracao, esse compromisso do AC/DC nunca existiu. O eleitorado, os contribuintes, os empresarios fizeram confusao, perceberam mal.
A IVA e que ia descer do Rato ate a Rua da Betesga.
sim, o passos que criticava as subidas de IVA de 0,25% do Socrates dizendo que eram insustentáveis e mal chegou ao Governo subiu o IVA para os 23% (subidas de mais de 10% na restauração).
Por aqui critica-se a descida de impostos feita de uma forma responsável. Ok…
Já sabemos que de cedência em cedência Costa terá de se vergar à UE. Há dois problemas:
– Enquanto anda a empalhar os danos vão crescendo.
– Os camaradas da esquerda vão fazer-lhe a vida negra, e piorar exponencialmente o primeiro problema.
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E o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa lá estará para lembrar aos portugueses que o Orçamento que o Governo PS acabará por ter que apresentar seria, mais coisa menos coisa, o que um Governo PSD+CDS teria apresentado e que, por isso, não fará sentido que estes partidos o inviabilizem.
Convenientemente, não se lembrará de dizer que, a ser assim, deveria ser precisamente um Governo PSD+CDS a apresentá-lo.
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Ou que no momento em que este governo deixar de ter o apoio da maioria de esquerda deixa de ter suporte na Constituição.
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Quem, o Marcelo?! Ele só fará isso depois de mergulhar no Ganges.
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Miguel Neto,
Que Marcelo Rebelo de Sousa vai tomar partido pela direita não passa de wishful thinking.
Não apenas disse durante toda a campanha que iria fazer precisamente o contrário como é do seu interesse que o PSD não volte ao Governo nos próximos 5 anos.
Desde que vá fazendo um discurso “conciliador” e “responsável”, ninguém à direita com um mínimo de aspirações a vir a ser Presidente se arriscará a candidatar-se contra ele daqui a 5 anos. E, para garantir o centro e parte da esquerda, não pode ser visto como o Presidente “da direita”.
Se os próximos anos forem de conflito permanente, mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa se tente colocar à margem a bipolarização só se acentuará e dificilmente conseguirá garantir quaisquer votos à esquerda.
A única forma de garantir os votos suficientes para ter a reeleição garantida é colocar-se ao lado da esquerda, não de forma tão flagrante que justifique a candidatura de alguém forte à direita mas não tão discretamente que a esquerda se sinta motivada a atacá-lo.
Se o PSD regressar ao Governo, a bipolarização será extremamente violenta e a esquerda fará de Marcelo Rebelo de Sousa um alvo a abater, a menos que este se torne uma força de bloqueio permanente ao Governo.
Com o PS no Governo a situação será menos crítica já que a direita é sempre muito menos agressiva que a esquerda.
Se houver eleições brevemente, a bipolarização esquerda-direita será total. Se dessas eleições sair um Governo de maioria absoluta de esquerda ou de direita, o mandato será de conflito permanente (porque ambas as partes se sentirão obrigadas a marcar terreno). Particularmente se o Governo fôr de direita.
O ideal para Marcelo Rebelo de Sousa é mesmo um bloco central que deixe a extrema-esquerda a vociferar sózinha. E que melhor do que um Governo PS dependente do apoio do PSD para fazer (mais ou menos) o que este faria de qualquer maneira?
Havendo eleições, quem sabe qual será o resultado?
Marcelo Rebelo de Sousa, como já disse explicitamente, vai fazer TUDO para que o PSD apoie este Governo PS. Não porque Portugal ganhe alguma coisa com isso mas apenas porque isso é o que mais lhe convém.
Quanto ao “suporte na Constituição”, essa é uma questão que já não se coloca. O Presidente Cavaco Silva indigitou António Costa como Primeiro-Ministro, este formou Governo e viu o seu Programa aprovado por uma maioria dos deputados.
Desde que os Orçamentos sejam aprovados (com apoio de BE e PCP ou do PSD) e não seja aprovada nenhuma moção de censura, o “suporte constitucional” mantém-se.
Com Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência, este Governo só cai se e quando António Costa quiser ou se o PSD se recusar a apoiá-lo. Na segunda possibilidade e caso o PSD não seja muitíssimo melhor em táctica e comunicação do que tem sido, será praticamente certa uma maioria de esquerda e o PSD terá que se entender depois com o PS.
A única hipótese de o PSD ganhar as próximas eleições com uma maioria de direita é chumbando o Orçamento de Estado para 2016, de forma a que os eleitores tenham bem presente a golpada da esquerda, a mentira de António Costa a Cavaco Silva e os disparates que a esquerda já passou a Lei. Precisamente o que menos interessa a Marcelo Rebelo de Sousa.
Quanto mais tempo passar melhor será para o PS, principalmente se fôr à custa de cedências do PSD.
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Essa declaracao, esse compromisso do AC/DC nunca existiu. O eleitorado, os contribuintes, os empresarios fizeram confusao, perceberam mal.
A IVA e que ia descer do Rato ate a Rua da Betesga.
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Pois, mas é que assim ele primeiro promete e depois vai a eleições como coitadinho. Esperteza no cabeça não lhe falta.
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sim, o passos que criticava as subidas de IVA de 0,25% do Socrates dizendo que eram insustentáveis e mal chegou ao Governo subiu o IVA para os 23% (subidas de mais de 10% na restauração).
Por aqui critica-se a descida de impostos feita de uma forma responsável. Ok…
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Porco preto rua! Já!
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