Mais que a morte, também a vida
Ainda bem que puxas o assunto, Carlos. De outra forma, também o Helder o tinha feito. Acho que a geração será julgada por mais do que a forma com que lida com a morte em nome de um suposto direito: será julgada também pela forma como relativizou a morte e tudo o resto ao abrigo de uma moral colectiva inexistente sem um propósito que não a imposição, por força de Lei, de uma noção antropológica de progresso apoiada no barbarismo primário cuja retórica é agressiva e liminarmente impeditiva de discussão fora do cânone bélico. É uma conquista de outra civilização via Cavalo de Tróia, se não por armas, por acesso e abuso de poder.
O caso do aborto é particularmente sintomático: os portugueses tiveram oportunidade para se pronunciarem sobre se mulher que aborta deve ser penalizada criminalmente, nunca sobre se mulher que deseja abortar deve ser subsidiada para o fazer, que é o que acontece no SNS universal. Sobre a vida humana, quer na questão do aborto, quer na questão da eutanásia, a questão é sempre colocada de forma a que o alegado direito de uns se torne no dever incontestável de outros. Digamos que estas questões, ditas fracturantes, que segregam em barricadas os oponentes, explicam na perfeição como a questão da igualdade nos regimes socialistas é pura fachada propagandística. Iguais, sim, mas uns mais que os outros.
Nas últimas décadas, mesmo após o continuado declínio de questões fracturantes, que fracturam por serem pilares de uma sociedade, viu-se a substituição das questões simbólicas menores como a queima de soutiens (um direito próprio, a não usar soutien, se não lhe apetece, mesmo que o símbolo significasse mais que o uso de uma peça de vestuário) por questões simbólicas de identidade colectiva, como a desgraça de se identificar um brinquedo como de menina ou de menino, onde o que se pretende não é o direito de uma menina a ter um carrinho e sim a remoção física de identificações simbólicas e ancestrais sobre o ser humano e a sua vida em sociedade.
Não é sobre a morte, é sobre a vida: a forma como uma minoria decide que a maioria deve viver.

Claro que é sobre a vida. E sobre um sentido de condenação de um acto que passa ao inverso mal a lei o despenaliza.
O julgamento moral é pessoal. O colectivo não o pode substituir por aprovações legais de questões que moralmente depois se diz que continuam a ser imorais.
A partir do momento em que abortar e matar são equiparadas a questões de saúde tudo foi subvertido.
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E sim, o Vitor diz tudo. Não é o problema de consciência individual de quem pratica, é de um colectivo que transforma isso numa obrigação médica.
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Como diz, como diz, na questão da Eutanásia?
Publique-se um folheto indicativo e permenorizado como pode ser praticada em casa e
o médico só é preciso para assinar a Certidão de Óbito. Mais nada!
Ninguém é obrigado a suicidar-se, se há pessoas, por quaisquer razões é contra,
que permaneça vivo: Que tenho eu com isso? O que exijo é que em face de um sofrimento
físico e intelectual insuportável tenha a alternativa de lhe por fim.
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Exiges nada porque não existe lei pessoal ao sabor dos caprichos de cada um.
Há muita gente a dizer que quer morrer por infinitas razões e o que mais quer é ajuda.
Muitos deles até são internados porque precisam de ser tratados da cuca.
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Se por cá, ao que parece ser verdade, por denúncia de enfermeiros, já existe é morte oferecida sem ser pedida, o que se precisava era de uma boa investigação policial a tanta caridade.
Esta cena da caridade negativa é outra patologia altamente moderna. É muito higiénica e resolve-se todo o mal pela raiz.
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Folheto informativo existe no Google, Se sabe teclar para vir aqui, também devia saber resolver a questão sem pedir ao Estado que anda a publicar merdas imorais.
Já agora- o Estado que publique também como comprar armamento ilegal, já que com droga não nos safamos é das agressões alheias.
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Necrofilia, esta tara é uma tara do extremo egoísmo a querer fazer onda como se fosse para bem.
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Esta trampa fracturante é um vírus para o qual não existe vacina.
Se não é travado vai ser um harakiri civilizacional muito bonito.
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E espalha-se em gente que parece normal.
Não entendo isso. Até o Conraria que não é panasca e tem filhas mas tem a mania que é americano, por lá ter passado uns tempos, já anda a fazer lobby nos jornais pela trampa de sexo indefinido.
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E eles cheiram-se à distância. Deve mesmo existir a feromona do fracturante.
Já tratou de convidar a outra aberração estrangeirada às avessas- a Helena Araújo, lá para o blogue e também para merda de lobby no Observador
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Mas esta porcaria ainda é sustentada pela bandeira tricolor.
É sempre tudo em nome da Igualdade; da Liberdade e da Fraternidade entre os mais iguais que os outros.
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Se não tivesses – é este o caso – preconceitos religiosos
verias com mais limpidez o caso da Eutanásia.
Para quem está isento deles, tenho-a , à Eutanásia, como
um direito geral e indiscutível . . .TÁ BEM?
E que ninguém vê “imoralidade” nisso.
Já impor restrições ao livre disposição da própria vida, ISSO É IMORAL
E SUBVERSIVO.
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Religioso porquê?
Quem não for religioso tem de ser nazi e defender eugenismos e eutanásia?
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Religioso porquê?
Quem não é religioso tem de defender eugenismo e eutanásia nazis?
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Disseste quase tudo Zazie: “vai ser um harakiri civilizacional”. Não vai ser; já está a ser.
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Pois está. Porque estes imbecis propagam porcarias que só levam à fraqueza dos europeus e depois metem cá dentro a magote os que têm forte instinto vital e que vão tomar conta disto.
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A canalha esquerdalha, na sua generalizada indigência intelectual, recorre a tudo que seja aberrante para dar invocar assinalável pensamento.
Chama-lhe fracturante e por boas razões: definem-se por fracturas contra uma sociedade que querem perverter até à insanidade comuna..
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” a remoção física de identificações simbólicas e ancestrais sobre o ser humano e a sua vida em sociedade” por assim dizer 😉
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O nosso liberalismo histórico é tão engraçado de ultramontano que é. É como a social-democracia portuguesa do Eng. Eurico de Melo.
Era o que mais faltava fazer engolir a quem não é católico as convicções da santa madre igreja.
Já agora, uma dúvida: estou enganado ou o tal Carlinhos vive ou viveu no Dubai? deve ter sido aí que se instruiu em Montesquieu.
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Scholars from Saudi Arabia have made a “surprising” and unprecedented discovery – turns out women are in fact mammals and therefore should have “equal rights” with animals.
Read more: http://sputniknews.com/art_living/20160317/1036464716/saudi-arabia-women-mammals.html#ixzz43An8YlSO
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Até ao Cisma (Protestante) ainda era possível pensar-se que
Catolicismo e Civilização eram sinónimos (de facto nunca foram)
Depois do sec. XV, e progressivamente, nada têm a ver um com a outra.
Então não querem lá ver que se entende “por bem” influenciar a coisa
mais intima – a vida da pessoa – obrigando a se conformar com a entidade
mais artificial e fabricada que consiste a religião? Era bom, era!
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ficas-te bem photo oh Licas
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Ó sua besta, ficaste sem alma ortográfica.
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. . . a não ser que o sofrimento dos doentes terminais
tenha o objectivo único ______________de se ganhar o Paraíso.
(o céu dos pardais são as barrigas dos gatos, soe dizer-se)
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Oh minha besta o Q esta em causa num doente terminal é a sua (dele) ALMA
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Provem-me que a alma existe, e mesmo que
provado o improvável, deixa ainda muito a desejar
que deus existe, josephvuss . . .
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Já o Aristóteles dizia que existem diversos tipos de alma- das vegetativas às animais, chegando às humanas.
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Os dicotomistas => corpo e alma (sendo que para eles, alma e espírito são sinônimos)
Os tricotomistas => corpo, alma e espírito.
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Quando o exercício do contraditório se arrisca a ser varrido com insultos, o melhor é deixá-los no quintal do pensamento único.
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ExplQ o Q é o pensamento unico ….(tavez coito anal é procreativo)
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Leia Schopenhauer, ou Marcuse.
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Josephvss, 17 Março 2016 16:06
Ganda Tomás de Aquino, PONTO FINAL:
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Gostava bem de saber como o tal Tomás
(se não fosse crente, claro) provava a existência da alma…
e depois que “ela” era imortal…Gostava.
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A pinhead is a pinhead! Nothing I can change 😛
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Aqui pra nós oh licas a alma só faz sentido para quem tem fé so why bother ….:P
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Estas porcarias fracturantes nada têm a ver com religião ou oposto. Têm a ver com uma intenção de misantropia e misoginia em que o humano se degrada
Porque nem é acompanhada por nenhuma ideologia de aprimoramento da espécie, como foi a nazi. Nem procura o Homem Novo, como também o mesmo pacote utilitarista comuna procurava.
Isto é fazer desaparecer todas as diferenças e instintos vitais de uma civilização.
E é logo na Europeia, mostrando a lei darwinista do mais forte.
A ver se os imigras islâmicos se matam ou se abortam e têm estas exigências de direitos de retirada de cena.
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Tudo misturado, remexido, sem qualquer sentido.
No final: o crente, o pecado, o proibido,Percebe-se nitidamente.
Não há vantagem social ou pessoal que o doente terminal seja impedido
de terminar por sua alvedria. Nenhuma.
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Nem ninguém o impede, ou impede?
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Absolutamente . . .
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Nunca, que eu saiba, prenderam um tipo que se tenha tentado suicidar, principalmente se teve sucesso.
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ehehe
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If I be worthy, I live for my God to teach the heathen (pagan), even though they may despise me.
Saint Patrick (17março)
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Dizem tudo isto mas depois votam PSD e CDS que estão muito bem com o Aborto.
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Não Zazie nada disto tem que ver com “misantropia e misoginia em que o humano se degrada”
Tem que ver com processos para atingir o Poder para isso é preciso a criação de uma cultura. Identidade que o facilite.
Como a Esquerda está-se nas tintas para o que quer que seja excepto o Poder.
Veja-se como abandona qualquer das suas “causas” quando conveniente.
Se a Esquerda precisar de tropas de choque e quem lhe pague os impostos é bem capaz de proibir o Aborto.
Quando for conveniente o Aborto deixa de ser identitário.
Pode ser tudo e o seu contrário.
A questão é o Poder.
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