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Manuais escolares: abram-nos por favor

3 Abril, 2016

Fiz para o Observador um especial sobre manuais escolares.O Governo anunciou manuais escolares gratuitos. Mas nem os manuais vão ser gratuitos nem se deve se gastar tanto dinheiro com eles. BeFunky Collage (2).jpgPor exemplo  Ambos os livros têm mais de 500 páginas. Mas um custa 40,50€ e o outro 24,90€. O mais caro é obviamente o manual escolar.

Ao custo com os manuais “gratuitos mas caros” temos ainda de adicionar a parcela dos chamados “cadernos de atividades” pois é intenção do Ministério alargar a dita gratuitidade dos manuais não só a todos os ciclos de ensino mas também aos cadernos de actividades. Ou seja ao chamado bloco pedagógico.

bolo.jpg

5 comentários leave one →
  1. procópio's avatar
    procópio permalink
    3 Abril, 2016 18:23

    A negociata com os livros é apena mais um capítulo sórdido de todo um sistema educativo que não foi feito para funcionar, nem nunca funcionará. Um sistema que funcionasse seria um perigo, na medida em que poderia dar lugar a alunos bem preparados.
    O objetivo é ficarem o mais ignorantes possível. Só assim poderão votar xuxialmente.

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  2. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    4 Abril, 2016 02:01

    Tem sido um bom negócio. Muito «empreendedorismo» houve no tempo do governo de Passos Coelho.
    à custa da colectivização do ensino 🙂

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    • Rasputine's avatar
      4 Abril, 2016 16:48

      Para não falar no “empreendedorismo” que foi destruir escolas para construir escolas durante o mandato do “inginheiro-filosofeiro” Pinto de Sousa.

      O amiguinho de infância dele agradeceu muito…

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      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        5 Abril, 2016 11:11

        “(…) destruir escolas para construir escolas durante o mandato do “inginheiro-filosofeiro” Pinto de Sousa”.

        E que continuou no governo seguinte…

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  3. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    5 Abril, 2016 11:17

    A partir do momento em que o Estado imponha a gratuitidade dos manuais (porque os paga), impõe, também, o produto que quer. Logo, essa história dos “blocos” só continua se quiserem.

    Também me parece que, actualmente, os manuais são subsidiados. A ser assim, está criado o “edifício habitual” do empreendedorismo à portuguesa. Não será por acaso que as editoras mais fortes em Portugal, são as que têm tradição no negócio dos manuais escolares e, à custa disso, construíram grandes redes de distribuição.

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