O prejuízo em ser português
João Pires da Cruz: Se um extraterrestre visse o espaço económico dentro do perímetro de Portugal, julgaria que os mais pobres dos pobres são funcionários públicos, maquinistas de metro, motoristas da Carris, professores em geral, taxistas e todo o tipo de sujeito que consegue falar mais alto que os outros. E não há como negá-lo! Dos 400 milhões de euros de custos do estado adicionais que foram decididos logo no início desta legislatura, 9 milhões foram para pensionistas com pensões inferiores ao salário mínimo, sendo os restantes 391 milhões para devolver rendimento aos funcionários públicos. (…)
Vamos buscar os deficientes a casa para irem votar. Mandamos os bombeiros em ambulâncias buscar as pessoas a casa para que possam chegar às mesas de voto e votarem, em igualdade de circunstâncias com todos os outros cidadãos maiores de idade. Estas pessoas são completamente enganadas, porque se em vez de irem votar, fossem de cadeira de rodas atravancar o trânsito para o Marquês de Pombal, já tinham tido os seus interesses satisfeitos, como os taxistas ou os maquinistas do Metro. Se calhar a fração dos 400 milhões de euros era diferente e tinham levado um pouco mais que metade daquilo que foi dado aos taxistas. O custo do seu respeito pela ilusória legalidade democrática é sofrerem o prejuízo em ser português.
Ser português acarta um prejuízo logo à cabeça se não pertencermos a um dos grupos que tem sido conciliado numa “política de diálogo” ou de “concertação”. Infelizmente para nós, os prejudicados, vivemos numa era em que liderança não é impor um caminho definido pelos eleitores, mas sim a “concertação” de interesses acima do voto.

Solúvel? Nem pó!
De pano cru, um saco,
Feito por minha avó.
Por debaixo um “caco”
Segue-se café em pó:
Deita-se água a ferver
Fica pronto a beber.
E as borras do café?
Para o caixote do lixo
Lá iam parar, olé. . .
licas (pedindo licença de publicação)
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És um troll de merda
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Com esta direita mais parva e foleira da Europa ser português é uma verdadeira tragédia!!!
Um fado…
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