À especial atenção do senhor ministro Mário Nogueira. Este artigo dá um retrato fiel do sistema de ensino em Portugal e, sobretudo, da ineficácia, para não dizer mesmo inutilidade, das políticas de educação durante os últimos 42 anos, mais dirigidas para objectivos políticos do que os objectivos que aqui são enunciados. Parabéns ao seu autor.
Porquê? Arrisco esta resposta: porque os pais de classe média/alta das crianças de Oeiras inscrevem os seus filhos em escolas privadas, e as escolas públicas do concelho incluem, maioritariamente, crianças de estratos sociais muito baixos, designadamente imigrantes e seus descendentes. Não me parece que trocar de mistificação seja a solução.
Uma mistificação sempre pronta para a troca. É esse o problema da esquerda, não vivem sem ver uma mistificação em tudo. Em vez da coragem de gerir uma escola racionalmente e convenientemente, é muito mais fácil utilizar a vergonhosa desculpa da natureza social dos alunos como primeira causa de resultados. Está sempre alguém a querer fazer-lhes mal e, em principio, é de “classe média/alta” (num pais como o nosso esta designação é de um ridículo absoluto).
Acha que 30 alunos de famílias residentes nos prédios de realojamento do Alto dos Barronhos, em Carnaxide, podem ter o mesmo aproveitamento escolar médio que 30 alunos de famílias residentes nas moradias de um 1/1,5 milhão de euros de Carnaxide? E acha que estes últimos frequentam a escola pública onde andam os outros? E sendo certo que há 600.000 portugueses a ganhar o salário mínimo nacional e que a mensalidade e demais custos de uma escola privada em Oeiras ronda esse valor (v.g., os Maristas, se for o St. Julians é o dobro, e não lhes sobram vagas) como é que se permite afirmar que “classe média/alta” é um designação “de um ridículo absoluto”? Há 29 anos que vota em partidos da (dita) direita, mas há 47 que tenho vergonha na cara. E é por ser de direita e ter vergonha na cara que me oponho a que um cêntimo dos meus (enormes) impostos sirva para subsidiar pessoas da “classe média/alta” (como eu) que não querem ter os filhos na escola pública. E levo a mal que tentam aldrabar os outros com a média das escolas públicas de Oeiras “o mais educado de todos os concelhos do país e o segundo em poder de compra”, como se não soubéssemos todos qual o nível de educação e poder de compra das famílias da larga maioria dos alunos dessas escolas.
Você não percebeu o artigo e eu não lho vou explicar. O que sei é que há, de uma ponta à outra deste país, crianças das classes baixa, média baixa, média alta e alta em escolas publicas que, essas sim, são as comparáveis com a escola da Arruda dos Vinhos e deveriam funcionar, pelo menos, tão bem como ela. Mas os professores “são pagos para ensinar e não para educar” e as escolas são as primeiras a aceitar essa verdade absoluta. Se você quer continuar a falar de classes fica a falar sozinho.
Não faço ideia quem são os alunos do “Externato João Alberto Faria” na Arruda dos Vinhos. Nem sequer sei se são da Arruda dos Vinhos. Nem sequer conheço a Arruda dos Vinhos. O que sei, e o que comentei, é que fazer uma correlação entre a média das escolas públicas de Oeiras e o facto de este ser “o mais educado de todos os concelhos do país e o segundo em poder de compra”, é um grosseira mistificação, pois essa é justamente a razão que leva a que as escolas públicas de Oeiras tenham, desproporcionadamente, alunos de estratos sócio-económicos baixos.
Claro que sim pá…tal e qual como os alunos de Arruda, que são filhos de gente pobre ou quando muito de classe média baixa, pouco escolarizada…e tem….espante-se melhores notas.
Mistificações há para todos os gostos. A dialéctica dá para tudo
Nem quero imaginar como se sabe Português em Angola, Moçambique etc…. Deviam ser todos ricos lá no Séc. XIX, XX.
Ou como gente com a 4ª classe sabia escrever bom português.
Os milhares de milhões que os contribuintes gastam com a “Educação” do Ministério Marxista da 5 de Outubro fazem qualquer aluno milionário comparado com um de há 100 anos atrás. Basta falarmos de 9-12 anos de educação obrigatória.
Não há é índices para a vontade de aprender.
O que olhando para o lixo que são alguns manuais também se deve dizer que não surpreende.
O melhor seria extinguir a maquina. Pois quem esta la dentro tem a mesma ideologia. Criar de raiz um novo Ministerio da Instrucao e ao longo de uma decada estudar caso a caso a gestao das escolas, que passariam para cooperativas de professores ou instituicoes privadas. Apenas ficariam nas maos do Estado parte dos estabelecimentos em areas geograficas especiais.
O artigo citado comete um erro, ao dizer que as escolas públicas não pagam TSU. Pagam sim, para os funcionários de entrada recente, ou então a contribuição para a Caixa Geral de Aposentações, o que vai ao mesmo.
A TSU tem duas componentes. Ambas, na prática, são pagas pelo trabalhador, mas a lei estabelece que parte é paga pelo trabalhador a outra pelo patrão. A não ser que o patrão seja o estado. Assim, todos os trabalhadores pagam 11% de TSU. Mas apenas os patrões privados pagam 23,75% adicionais. Quando o estado paga alguma coisa a uma empresa, essa alguma coisa acaba por ter 23,75% de volta para a segurança social sobre os custos do trabalho que, no caso da educação, são 90% do custo.
O mal do Sistema de Ensino esta no desprezo dado a memorizacao e a avaliacao. Os meninos nao podem decorar logo no Ensino Primario porque coitadinhos sofrem. Nem podem fazer exercicios repetitivos como copias ou ditados. O importante e que se sintam felizes. Como nao memorizam nunca vao desenvolver a memoria, a concentracao, nocoes de espaco e tempo…
No Estado Novo os filhos de pais analfabetos faziam a quarta classe memorizando inumeros dados de Geografia, Historia e Gramatica. Frequentemente, com distincao…
Como sou do interior ainda fiz o quinto e sexto ano no antigo Ensino Basico Mediatizado la na vila. A escala local era rico e fascista pois era filho e neto de patroes. O meu colega de carteira era sobrinho da empregada da minha avo e os pais viviam mal e era semi analfabetos. Ali ninguem falava das condicoes economicas de ninguem. Quem nao passava e porque era preguicoso e nao tinha estudado, ponto final. Os testes eram feitos pelo Ministerio e havia avaliacao externa dos professores, que eram apenas dois. Na zona os melhores alunos do setimo ano eram os que vinham do EBM e nao os que vinham da C+S. O Guterres acabou com quase todas estas escolas e em muitos locais substituia as por C+S sem cuidar se havia populacao que justificasse a construcao dos edificios. Foi nos anos da paixao da Educacao. Agora temos um Parque Escolar altamente sobredimensionado em muitas areas do pais e ninguem fala do assunto em Portugal.
Tenho uma teoria muito simples para esses rankings: são um grande embuste.
Na época da tecnologia, dos inquéritos e das estatísticas, como é possível comparar água de cheiro com urina?
À especial atenção do senhor ministro Mário Nogueira. Este artigo dá um retrato fiel do sistema de ensino em Portugal e, sobretudo, da ineficácia, para não dizer mesmo inutilidade, das políticas de educação durante os últimos 42 anos, mais dirigidas para objectivos políticos do que os objectivos que aqui são enunciados. Parabéns ao seu autor.
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Porquê? Arrisco esta resposta: porque os pais de classe média/alta das crianças de Oeiras inscrevem os seus filhos em escolas privadas, e as escolas públicas do concelho incluem, maioritariamente, crianças de estratos sociais muito baixos, designadamente imigrantes e seus descendentes. Não me parece que trocar de mistificação seja a solução.
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Aqui no Norte é a mesma cena. Não são coisas comparáveis.
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Uma mistificação sempre pronta para a troca. É esse o problema da esquerda, não vivem sem ver uma mistificação em tudo. Em vez da coragem de gerir uma escola racionalmente e convenientemente, é muito mais fácil utilizar a vergonhosa desculpa da natureza social dos alunos como primeira causa de resultados. Está sempre alguém a querer fazer-lhes mal e, em principio, é de “classe média/alta” (num pais como o nosso esta designação é de um ridículo absoluto).
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Acha que 30 alunos de famílias residentes nos prédios de realojamento do Alto dos Barronhos, em Carnaxide, podem ter o mesmo aproveitamento escolar médio que 30 alunos de famílias residentes nas moradias de um 1/1,5 milhão de euros de Carnaxide? E acha que estes últimos frequentam a escola pública onde andam os outros? E sendo certo que há 600.000 portugueses a ganhar o salário mínimo nacional e que a mensalidade e demais custos de uma escola privada em Oeiras ronda esse valor (v.g., os Maristas, se for o St. Julians é o dobro, e não lhes sobram vagas) como é que se permite afirmar que “classe média/alta” é um designação “de um ridículo absoluto”? Há 29 anos que vota em partidos da (dita) direita, mas há 47 que tenho vergonha na cara. E é por ser de direita e ter vergonha na cara que me oponho a que um cêntimo dos meus (enormes) impostos sirva para subsidiar pessoas da “classe média/alta” (como eu) que não querem ter os filhos na escola pública. E levo a mal que tentam aldrabar os outros com a média das escolas públicas de Oeiras “o mais educado de todos os concelhos do país e o segundo em poder de compra”, como se não soubéssemos todos qual o nível de educação e poder de compra das famílias da larga maioria dos alunos dessas escolas.
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Você não percebeu o artigo e eu não lho vou explicar. O que sei é que há, de uma ponta à outra deste país, crianças das classes baixa, média baixa, média alta e alta em escolas publicas que, essas sim, são as comparáveis com a escola da Arruda dos Vinhos e deveriam funcionar, pelo menos, tão bem como ela. Mas os professores “são pagos para ensinar e não para educar” e as escolas são as primeiras a aceitar essa verdade absoluta. Se você quer continuar a falar de classes fica a falar sozinho.
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Não faço ideia quem são os alunos do “Externato João Alberto Faria” na Arruda dos Vinhos. Nem sequer sei se são da Arruda dos Vinhos. Nem sequer conheço a Arruda dos Vinhos. O que sei, e o que comentei, é que fazer uma correlação entre a média das escolas públicas de Oeiras e o facto de este ser “o mais educado de todos os concelhos do país e o segundo em poder de compra”, é um grosseira mistificação, pois essa é justamente a razão que leva a que as escolas públicas de Oeiras tenham, desproporcionadamente, alunos de estratos sócio-económicos baixos.
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Claro que sim pá…tal e qual como os alunos de Arruda, que são filhos de gente pobre ou quando muito de classe média baixa, pouco escolarizada…e tem….espante-se melhores notas.
Mistificações há para todos os gostos. A dialéctica dá para tudo
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Nem quero imaginar como se sabe Português em Angola, Moçambique etc…. Deviam ser todos ricos lá no Séc. XIX, XX.
Ou como gente com a 4ª classe sabia escrever bom português.
Os milhares de milhões que os contribuintes gastam com a “Educação” do Ministério Marxista da 5 de Outubro fazem qualquer aluno milionário comparado com um de há 100 anos atrás. Basta falarmos de 9-12 anos de educação obrigatória.
Não há é índices para a vontade de aprender.
O que olhando para o lixo que são alguns manuais também se deve dizer que não surpreende.
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O melhor seria extinguir a maquina. Pois quem esta la dentro tem a mesma ideologia. Criar de raiz um novo Ministerio da Instrucao e ao longo de uma decada estudar caso a caso a gestao das escolas, que passariam para cooperativas de professores ou instituicoes privadas. Apenas ficariam nas maos do Estado parte dos estabelecimentos em areas geograficas especiais.
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O ranking devia ter outra coluna: o valor da despesa anual por aluno, mensalidade, atividades, fardas seguros, enfim o que sai do bolso.
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Porque na Arruda (dos Vinhos) os alunos vão para escola com o “speed” de “sopas de cavalo cansado”
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O artigo citado comete um erro, ao dizer que as escolas públicas não pagam TSU. Pagam sim, para os funcionários de entrada recente, ou então a contribuição para a Caixa Geral de Aposentações, o que vai ao mesmo.
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A TSU tem duas componentes. Ambas, na prática, são pagas pelo trabalhador, mas a lei estabelece que parte é paga pelo trabalhador a outra pelo patrão. A não ser que o patrão seja o estado. Assim, todos os trabalhadores pagam 11% de TSU. Mas apenas os patrões privados pagam 23,75% adicionais. Quando o estado paga alguma coisa a uma empresa, essa alguma coisa acaba por ter 23,75% de volta para a segurança social sobre os custos do trabalho que, no caso da educação, são 90% do custo.
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As condições económicas de Einstein eram muito piores do que qualquer aluno em Portugal.
As condições económicas dos maiores pensadores da antiguidade eram piores que todos os alunos em Portugal.
Já a qualidade da ideologia e cultura das escolas e dos seus tutores e professores da antiguidade talvez fosse bastante melhor…
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O mal do Sistema de Ensino esta no desprezo dado a memorizacao e a avaliacao. Os meninos nao podem decorar logo no Ensino Primario porque coitadinhos sofrem. Nem podem fazer exercicios repetitivos como copias ou ditados. O importante e que se sintam felizes. Como nao memorizam nunca vao desenvolver a memoria, a concentracao, nocoes de espaco e tempo…
No Estado Novo os filhos de pais analfabetos faziam a quarta classe memorizando inumeros dados de Geografia, Historia e Gramatica. Frequentemente, com distincao…
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Como sou do interior ainda fiz o quinto e sexto ano no antigo Ensino Basico Mediatizado la na vila. A escala local era rico e fascista pois era filho e neto de patroes. O meu colega de carteira era sobrinho da empregada da minha avo e os pais viviam mal e era semi analfabetos. Ali ninguem falava das condicoes economicas de ninguem. Quem nao passava e porque era preguicoso e nao tinha estudado, ponto final. Os testes eram feitos pelo Ministerio e havia avaliacao externa dos professores, que eram apenas dois. Na zona os melhores alunos do setimo ano eram os que vinham do EBM e nao os que vinham da C+S. O Guterres acabou com quase todas estas escolas e em muitos locais substituia as por C+S sem cuidar se havia populacao que justificasse a construcao dos edificios. Foi nos anos da paixao da Educacao. Agora temos um Parque Escolar altamente sobredimensionado em muitas areas do pais e ninguem fala do assunto em Portugal.
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Um colégio custa 500 euros de mensalidade? Isso dá 6000 euros em 12 meses, quanto custa um aluno no Ensino publico? Algo não bate certo.
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Tenho uma teoria muito simples para esses rankings: são um grande embuste.
Na época da tecnologia, dos inquéritos e das estatísticas, como é possível comparar água de cheiro com urina?
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