O meu Plano para a Geração “Nem-Nem”
O Governo criou um programa para a geração dos “nem-nem” ou seja aqueles miúdos barbudos com idade para ter juízo e responsabilidade que nem querem saber de estudos nem de trabalho. Muito bem. Ora parece que este programa vai dar 700 euros mensais a estas criaturas que deverão desenvolver um projecto de empreendedorismo que a ser seleccionado, permitirá aceder a um apoio de 10 mil euros para iniciar um negócio próprio. Ou seja, o governo que gosta de começar as casas pelos telhados com o dinheiro dos outros não entende que encontrou nesta fórmula apenas mais um impulso retardador, financiado, para que este “jovens peludos” continuem a gozar seu precioso tempo livre à conta dos papás. Não funciona.
Para resolver o problema desta “juventude” temos de ir ao fundo da questão e isso, ninguém quer porque dá muito trabalho e responsabiliza todos aqueles que querem ver sua culpa sacudida: a família e o Estado.
A família é o pilar da educação. É de tenra idade que se ensina a ter objectivos e responsabilidades, princípios básicos da vida em valores com os quais o indivíduo crescerá. São as primeiras ferramentas. Com estas bases sólidas ingressa depois para a escola que lhe dará outros conhecimentos que irão complementar essas bases e farão dele um cidadão capaz de integrar o mercado de trabalho.
Ora o problema está quando ambas instituições se demitem do seu papel. Os pais educam os filhos como pequenos príncipes onde tudo lhes é garantido sem qualquer esforço nem mérito. São suprimidas todas as adversidades porque não os querem frustrar dizendo “sim” a quase todos os desejos para não os “traumatizar”. Na escola, não se ensina cidadania nem se prepara o indivíduo profissionalmente. Debita-se sim, um extenso programa curricular que é preciso cumprir a toda a força. Resultado: homens e mulheres que acabam o secundário (alguns nem isso) sem saberem lutar na vida, alheios completamente ao que se passa no Mundo. Crianças grandes impreparadas, mimadas e ignorantes que só pensam em ter muitos likes no facebook, instagram e concorrer à Casa dos Segredos.
É preciso tomar consciência que foi a sociedade que criou os “nem-nem” e terá que ser a sociedade a reverter este longo processo. Porque eles não são mais do que um produto das sociedades ditas socialistas que promovem o laxismo. Estudar por exemplo nunca foi tão fácil. Já se pode passar de ano com 7 negativas. Nem é preciso ser-se bom aluno, agora, para entrar nas universidades onde já se entra com médias também negativas. Deixou de haver excelência. Exigência. Qualquer um pode ser doutor mesmo que não tenha jeito nenhum. Por outro lado, subsidia-se tudo e mais alguma coisa o que reduz o esforço colectivo. Para quê matar-me a procurar trabalho se posso estar em casa a receber salário mínimo? Porque razão hei-de aceitar um trabalho dito menor se posso ter subsídio até ter o emprego ideal? É isto. E sem alterar toda a estrutura que leva ao laxismo, pouco adianta criar programas para o empreendedorismo porque só empreende a quem lhe foi incutida de pequenino essa habilidade, em casa e na escola. Não nasce com o indivíduo. Estimula-se e desenvolve-se.
A mim, como mãe, este assunto não me preocupa de todo. Sei que nunca vou ter filhos “nem-nem”. A primeira já com 31, está em Londres a trabalhar na área dela com distinção. A do meio, está completamente focada no objectivo de acabar o 12º ano, ser trabalhador-estudante e independente a partir dos 18. O segredo destes meus jovens cá de casa está na forma como os eduquei desde o berço. Sem lhes privar do essencial, sempre souberam que tudo o que era supérfluo tinha de ser conquistado por eles com o esforço deles. Nunca me preocupei em não frustrá-los com “nãos” porque eles fazem parte da vida. Logo cedinho, foram estimulados a trabalhar em casa ou nas férias da escola para comprar os ténis de marca (dos outros nunca houve falta), dinheiro para concertos ou simplesmente para fazer poupanças. Sempre souberam que o dinheiro não nasce das árvores. Que sem esforço não se alcança objectivos. Sempre foram estimulados para serem adultos pró-activos de excelência. Aprenderam cedo a serem responsáveis pelas suas tarefas que tinham de cumprir escrupulosamente. O mérito era sempre compensado. Já o laxismo, castigado. Mesmo com as falhas na escola que não cumpre nem de longe seu papel (não por culpa dos professores, mas sim, do Estado), só com a educação de casa, tornaram-se indivíduos capazes de enfrentar as adversidades da vida sem culpar os outros por isso. Mas podiam ser ainda muito melhores.
O meu plano para os “Nem-Nem” começa por alterar toda a educação de base nas famílias e nas escolas. Essa é a prioridade. Porque sem isso pouco adianta este ou outros programas do género. Durarão apenas até o dinheiro do subsídio acabar sem qualquer resultado prático.
Porque a geração “Nem-Nem” só existe porque a estimulamos. É o produto da ineficácia da sociedade em construir cidadãos responsáveis.

“Jovens peludos”
ehehehe
Como alguém comentou por lá, há quem nem bolsas para estudos consiga, tendo os pais com ordenado mínimo.
Mais uma forma de criarem bolsas de voto- os apparatchiks dependentes do Estado.
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“Sei que nunca vou ter filhos “nem-nem”.”
Demasiadas certezas senhora Cristina. Tambem houve pais capazes de jurar que iam ter filhos normais e estes transformaram-se em drogados, doentes mentais ou suicidas.
Tenha cuidado, que a desgraça bate à porta por portas travessas.
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Meu caro, a mais velha já é independente. A do meio já trabalha nas férias de liceu. É o 2 ano consecutivo. Por iniciativa dela! Não. Não vou ter porque já não o são. O mais novinho, com os BONS exemplos das irmãs, também vai trilhar o mesmo caminho. Porque os BONS exemplos são contagiosos. Estou segura do q digo porquw também eu sou produto de 1 educação assim. Factos.
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Isto é o PS na sua missão de charneira da vagabundagem, movido pela sua enorme sensibilidade social à irresponsabilidade, derretendo os meus impostos.
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Cristina
Dou-lhe os meus sinceros parabéns pelo seu excelente texto.
Este seu texto devia ser policopiado e distribuído por todas as Caixas de correio particulares do País, todas as Escolas primárias, Liceus e Universidades, pela Assembleia da República e pela Presidência da República para que abram os olhos.
O maior CRIME que se está a cometer em Portugal é o abandono a que as crianças estão votadas.
Digo abandono e explico:
As Famílias, que têm um mínimo de estabilidade, não dão o apoio indispensável à criança, porque Pai e Mãe passam a maior parte do tempo ausentes a trabalhar para garantir o sustento do Lar.
Desde a mais tenra idade, as crianças são tiradas do seio familiar e despejadas para um viveiro comum onde são tratadas por técnicos que podem ser muito bons profissionais, mas não são os Pais de tais crianças…
A partir deste momento a criança começa a perder aquelas raízes que a ligariam por toda a vida aos seus familiares mais chegados, raízes que só surgem quando se vivem as duas primeira décadas (pelo menos) junto deles.
Os Pais, para compensarem a sua ausência diária, cumulam naturalmente os filhos com tudo e mais alguma coisa, não os contrariam em nada, não lhes incutem nem a responsabilidade nem os hábitos de trabalho e muito menos a obediência. Os meninos sentem-se como príncipes e, mais tarde, reizinhos despóticos, tudo exigindo a todos.
“Eu quero” são as palavras mais usadas pelas crianças logo que começam a balbuciar palavras coerentemente e não há quem as contrarie.
Tudo isto se agrava ainda mais, quando a maioria das Famílias só têm um único filho que, porque, por razões económicas, não podem ter mais.
Sobre o único filho recaem, “ipso facto” todas as atenções, mimos e deferências.
Então forma-se o perfeito egoísta, que nunca teve necessidade de partilhar algo com irmãos ou com outras pessoas e se não descamba nos piores vícios, alguns vai adquirir bem cedo.
A Escola, por seu turno, dá continuidade ao viveiro do Infantário, com turmas enormes e muitas vezes, com Professores de fraca qualidade ou saturados de toda a espécie de aborrecimentos.
Cumulativamente, os Professores, estimulados por um Ministério facilitista, fazem maquinalmente o seu trabalho e… já está!
Assim aparecem os “Nem-nem” que, em 2013 já eram em Portugal 434 800 jovens, dos 15 aos 32 anos, (fonte: Público “on-line” 24/11/2013).
As Famílias instabilizadas (sobretudo pelos divórcios e separações) geram nas crianças, ainda com mais facilidade, todos os defeitos que acima apontei.
Ora, se o Estado vai subsidiar as pessoas que: não fazem, nunca fizeram e não têm vocação para fazer, o que é que se espera que aconteça?
Com todo o dinheiro que vai desperdiçar, melhor seria gastá-lo a organizar correctamente a Sociedade, começando pela Escola, que hoje pouco menos é que uma “Bagunça” total.
Os Professores é que o dizem!
Termino com este pensamento:
Até à idade escolar, a Mãe devia ter o direito de estar com os seus filhos pelo menos metade do dia de trabalho, se o quisesse; porque também há muitas que não querem porque põem a Carreira à frente da Família, mas depois não se queixem das consequências…
Agradeçam tudo isto ao 25 de Abril de 1974.
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Que leva as mamãs a serem tão irritantes ?
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Filhos como você
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Hehehehehe o lambisgoia não esperava por essa…
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Óptimo post.
Para quando um post acerca de bandidos de colarinho branco (empreendedores, negociantes, accionistas, investidores, chulos, vígaros de braço-dado com políticos saídos do Rato), gajos e gajas que anunciam duma noite para o dia convenientes insolvências, que devem dezenas e centenas de milhões de euros aos bancos (alguns falidos) e que certamente não devolverão 1 cêntimo ? Pagam os tugas, claro !, que até admiram a “honestidade” e “percurso de vida” desses seus carrascos…
Quando os “socialistas” tomam posse como governantes, escusam anunciar, porque tenho sempre a certeza disto: surgirão subsídios a granel e sem controle para praticamente todas as áreas de actividade e… para muita gente habitualmente inactiva.
Sobretudo eles e elas “socialistas” mas também “independentes” têm pelo menos 1 aninho desafogado para melhor comer, beber, fumar, pagar a renda, viajar e empreender qualquer coisa ou coisinha.
São beneficiados “jovens peludos” e muitos seniors, com ou sem barba. O erário público –é sempre necessário frisar, os contribuintes– contribui desse modo para o P”S” ter mais votos e outros apoios. Manjedoura mais ou menos cheia, um fartar vilanagem !
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Penso que já há um plano para os “nem-nem”: é filiarem-se no Bloco de Esquerda.
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a minha Mãe nem era irritante nem era uma mamã, mas isso foi há muito tempo.
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Nota-se…
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“O meu plano para os “Nem-Nem” começa por alterar toda a educação de base nas famílias e nas escolas.”- C.M.
Explique lá com um desenho, para eu perceber, como é que pretende alterar a educação de base nas famílias?
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Nem com um desenho dos mais simples alguma vez vais entender, jerico!!
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Mas sempre se entretinha a colori-lo o resto da tarde.
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Com a “cabeça” que demonstra por aqui, @ cois@ nem com as linhas acertava… tal como quando mija.
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Pelas respostas que me são dadas, a educação desta gentinha é à base de insultos.
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Até agora foram só uns gentis “afagos” no ego. Espera até começar a insultar… seu lesma!!!
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Os teus insultos apenas dizem quem tu és.
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Pois dizem. Tal como as tuas parvoíces…
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Educando os pais
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Falta saber como.
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Não falta não. Vou escrever sobre isso. Continue desse lado.
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“A família é o pilar da educação.” – verdade universal em vias de extinção…
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Já em 1971 o psiquiatra David Cooper publicava “The Death of the Family”, na tradução “A Decadência da Família” (Portugália Editora)
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E assim acaba a educação.
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ó piscoiso,
sobre insultos, não dá lições a ninguém. Tá ?
não se lembre quando há uns anos atrás, sempre que lhe desagradava opiniões, não insultuosas, por tudo e por nada insinuava que um gajo seria homossexual ?
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Primeira medida contra os nem-nem: que as “mamãs” voltem a ser Mães e que deixem os né-nés crescerem sem permanente interferência sufocante e etc aquelas coisas que deviam ser óbvias mas que pelos vistos não são.
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Os nem-nem jão não têm nada disso. Têm “meio-progenitor muito ocupad@ com a “carreira” (del@)
São filhos dos “nim-nim”
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Comentário interessante e que – lamentavelmente – fica perdido no habitual chorrilho de insultos em que sempre se transforma o desenvolvimento dos temas propostos.
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… e netos dos “não-nãos” ? ou não?
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Dos sim-sim
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É bem certo o provérbio: “PARA QUE A ESCOLA SEJA A SEGUNDA CASA, A CASA TEM DE SER A PRIMEIRA ESCOLA”
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O assunto é demasiado importante para que a maioria dos comentários seja fraco, tal como este.
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Caro senhor Costa, se o seu comentário se refere ao que eu coloquei, devo dizer-lhe que consegue ser ainda mais sofrível. Por ser realmente um assunto importante o tema da Cristina Miranda, é que Casa e Escola são dois locais para a educação dos jovens dos mais importantes que existem. Se me disser quais os locais mais importantes que estes, peço por favor que os mencione.
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Pois…no tempo do kamarada Kim Passos, a malta estudantil regrediu décadas.
Nem contas de sumir sabem fazer.
Por onde andará o kamarada Nuno Crato, grande ideólogo maoista da UDP e do PCP(R) ? e que quis fazer uma reforma neo-comunista no Ensino??????
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Pisa está-se pisando para as pisadas do seu argumento.
Portugal subiu em 2015 até ao ponto de o El Mundo perguntar em editorial o que é que Portugal andava a fazer bem.
Quer apostar qual será o próximo resultado do Pisa c’o Tiago dos Alvitres?
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Ui… Isso anda mesmo mal em argumentação para ter de recorrer a metáforas de ideologia…comunista(???). Ahahahahahahahahah
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Haja decoro. Como podem os contribuintes deste país pagar subsídios a gente que não faz nada e que está em boa idade de trabalhar?
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Como podem? Se é isso que votam!
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Os contribuintes deste país contribuem com a contribuição que contribui para aquilo que se faz com o seu dinheiro, para cuja decisão afinal não contribuem.
Temos de ser chamados por outro nome. Aqui não se contribui, é-se roubado.
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Começa bem, mas no fim esquece algo e a meio derrapada para a presunção (os detalhes dos exemplos pessoais eram desnecessários, com 31 em Londres?! Que dificil… eu com 27 estava em Luanda e o meu irmão com 29 em Kuala Lumpur. E daí? Adiante…).
Faltou mencionar algo fundamental como o mérito, que simplesmente não existe numa sociedade socialista, os medíocres é que terminam por triunfar. A cada um conforme as suas necessidades, lembra-se? Pois cada vez temos mais necessitados e menos capacitados. (E por isso a sua filha está em Londres… e ainda bem para ela!)
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O André gosta de criticar só porque sim. É 1 pena. Os apontamentos pessoais servem o seu propósito. Não gosta. Problema seu. Mas logo de seguida veio mostrar galões com seus 27 anos, porquê? Sim, ela agora tem 31 mas já lá está há 4. Mas isso não é o q trata o texto. Trata sim de gente q por ter tido 1 educação nesse sentido, soube fazer-se à vida. Ponto. E falo de mérito. Só q esteve tão preocupado em ver defeitos no texto q nem o leu e interpretou direito.
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O meu plano era os nem nem engrossarem os bloguista do blasfêmias juntando se todos assim aos desempregados instrumentais que escrevem para este blogue.
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Republicou isto em PortugalGate and commented:
A Geração dos Nem-Nem(Jovens que não estudam e nem trabalham), são a nova vaga que partidos como o Bloco de Esquerda querem e estão a produzir com facilidade. A sociedade actual rege-se pela mediocridade, falta de ambição e querer e não são com “explorações do c***” dos outros que isto vai lá. Uma nota para a foto, que interesse tem meter o meu cabelo no rabo dos outros? O quão produtivo é essa “actividade” mórbido-neandertal?
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