Helena, por muito que goste do vosso blog, e por isso mesmo, tenho de fazer aqui uma crítica ao argumento. Compreendo que não concorde por n razões, mas porque até agora nunca foi, não é argumento.
A família em questão esgotou todas as possibilidades.
Não conseguiram adoptar ninguém, coitados.
O amor era imenso, a vontade grande, a motivação extrema, a paciência infinita.
Não é uma falta de generosidade, nada disso!
Mas infelizmente neste país não há crianças para adoptar e o mundo está tão rico e longe que não há como, sei lá, adoptar um refugiado, e olhe que eles queriam, não queria saber se era moreninho ou não, queriam só uma criança para dar amor.
Portanto, a família estava condenada à infelicidade intergeracional.
Uma pobre mãe sem filhos, uma avó sem netos.
Sem ecografias, sem parto, sem recordações umbilicais ou estaminais, até.
Assim vão ter um “filheto” ou “netilho”.
Ficam todos felizes.
Se eu fosse cínico diria que é uma questão do “gene egoísta”, e que a família em causa acredita no sangue da família, do carne da nossa carne, do ” este é cá da casa”, etc.
Mas não pode ser, são progressistas.
E é com progressistas destes que o mundo pula e avança, pula e avança.
É preciso muito má vontade de quem critica. É só uma versão moderna que a ciência permite, de práticas sancionadas até na Bíblia. Livro do Génesis capítulo 30, versículos 3 a 5.
“«Julgas-me capaz de substituir Deus, que te recusou a fecundidade?» 3*Ela respondeu: «Aqui tens a minha serva Bila; vai ter com ela. Que ela dê à luz sobre os meus joelhos; assim, por ela, eu também terei filhos.» 4Deu-lhe, pois, a sua serva Bila por mulher, e Jacob aproximou-se dela. 5Bila concebeu e deu um filho a Jacob”
Com que então as barrigas de aluguer são uma prática sancionada na Bíblia. Mas quando se trata da condenação da homossexualidade já não convém usar a Bíblia.
Iliteracia científica é um problema que afecta muita gente, inclusive «licenciados(as)».
É curioso que ainda há quem não saiba o que é uma «barriga de aluguer», que em em bom rigor não é de «aluguer» – isso é linguagem porca de neo-liberais que vendem e alugam tudo, até as mães! – mas sim barriga de substituição.
Helena, por muito que goste do vosso blog, e por isso mesmo, tenho de fazer aqui uma crítica ao argumento. Compreendo que não concorde por n razões, mas porque até agora nunca foi, não é argumento.
GostarGostar
Eu compreendo a situação.
A família em questão esgotou todas as possibilidades.
Não conseguiram adoptar ninguém, coitados.
O amor era imenso, a vontade grande, a motivação extrema, a paciência infinita.
Não é uma falta de generosidade, nada disso!
Mas infelizmente neste país não há crianças para adoptar e o mundo está tão rico e longe que não há como, sei lá, adoptar um refugiado, e olhe que eles queriam, não queria saber se era moreninho ou não, queriam só uma criança para dar amor.
Portanto, a família estava condenada à infelicidade intergeracional.
Uma pobre mãe sem filhos, uma avó sem netos.
Sem ecografias, sem parto, sem recordações umbilicais ou estaminais, até.
Assim vão ter um “filheto” ou “netilho”.
Ficam todos felizes.
Se eu fosse cínico diria que é uma questão do “gene egoísta”, e que a família em causa acredita no sangue da família, do carne da nossa carne, do ” este é cá da casa”, etc.
Mas não pode ser, são progressistas.
E é com progressistas destes que o mundo pula e avança, pula e avança.
GostarLiked by 1 person
É preciso muito má vontade de quem critica. É só uma versão moderna que a ciência permite, de práticas sancionadas até na Bíblia. Livro do Génesis capítulo 30, versículos 3 a 5.
“«Julgas-me capaz de substituir Deus, que te recusou a fecundidade?» 3*Ela respondeu: «Aqui tens a minha serva Bila; vai ter com ela. Que ela dê à luz sobre os meus joelhos; assim, por ela, eu também terei filhos.» 4Deu-lhe, pois, a sua serva Bila por mulher, e Jacob aproximou-se dela. 5Bila concebeu e deu um filho a Jacob”
GostarGostar
Com que então as barrigas de aluguer são uma prática sancionada na Bíblia. Mas quando se trata da condenação da homossexualidade já não convém usar a Bíblia.
GostarGostar
Quer falar do texto em que João se reclina sobre o peito de Cristo, ou da amizade entre David e Jónatas?
GostarGostar
Iliteracia científica é um problema que afecta muita gente, inclusive «licenciados(as)».
É curioso que ainda há quem não saiba o que é uma «barriga de aluguer», que em em bom rigor não é de «aluguer» – isso é linguagem porca de neo-liberais que vendem e alugam tudo, até as mães! – mas sim barriga de substituição.
GostarGostar