E agora, algo de completo mau-gosto, porque sim

No cânone da loucura dos “excessos de um artista”, expressão devidamente ilustrada na canção “Baile da Paróquia” de Rui Veloso e Carlos Tê, figura no topo da página um certo incidente ocorrido durante o Seattle Pop Festival em 1969. Ao que consta, uma bonita groupie1 ruiva foi atada nua a uma cama onde membros não nomeados da banda Led Zeppelin a penetraram com um peixe. Membros da banda Vanilla Fudge também se identificaram como autores da instalação artística, mas, à parte de um mítico filme — cuja existência é mais do que plausível —, tais declarações podem ser um mero aproveitamento de obra alheia. Há, contudo, algumas divergências acerca da espécie de peixe utilizada no happening, sendo que o galhudo-malhado da história original parece ser uma aproximação romantizada (os tais excessos de um artista) de um comum arenque.
O que é sabido é que, algures, uma sexagenária anda a conter-se de se associar ao movimento #MeToo. O seu silêncio ensombra a aura de delação vanguardista que faz substituir tribunais por bonitos vestidos em desfiles de galardões cinematográficos e, lamentavelmente, impede a correcta catalogação ictiológica do evento.
Como diz a canção, “já ninguém mais tem respeito pelos excessos de um artista”.
1 Groupie é um termo que designa um tipo de rapariga que, não tendo sido levada pelos pais para o programa Supernanny porque tal violaria os seus direitos, tendia a aparecer por geração espontânea em quartos de hotel onde estrelas hospedadas lhes oferecem um cházinho enquanto ouvem uma ou outra história com lobos maus.

Led Zeppelin, dos melhores ! Mai nada !
Quanto à groupie, passou por tempestade forte no Zeppelin.
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Poisson pour le dinner?
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Não disse nada, porque não chegou ao topo da carreira. Há situações que as mulheres, fazem questão………………feitios.
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eheheheh
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O preconceito do vitor ácerca dos lobos maus é despiciendo.
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Não notou a minha piscisexofobia? Já sei que uma pessoa pode amar um peixe, mas não me habituo à ideia.
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ictofobia
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Ictofobia não é justo! Eu gosto de peixes. Só tenho medo de sexo com eles.
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“em quartos de hotel onde estrelas hospedadas lhes oferecem um cházinho”
de cannabis, certo?
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vitorcunha, desculpe a sugestão, para se habituar a qualquer ideia estúpida veja os canais generalistas da TV meia hora por dia. Aí poderá habituar-se aos excessos dos artistas dos futebóis, das discotecas lúdicas, da central de negócios, dos amigos dos amigos de peito com cuecas inocentes, de salteadores dos seus próprios bancos, de meninas sérias, de ministros desconchavados, de idiotas sem apelo e até de peixinhos da horta.
Se depois da meia hora de penitência não for parar a algum hospital legionela, respire fundo e venha comigo ao Procópio. Temos muito que conversar, agora que os bilderberguers andam inquietos e cessam de mandar recados à senhora Merkel.
Estou a olhar para a lua, uma Super Lua, uma Lua de Sangue Azul. Pronúncios?
O meu tetra avô um regenerador, amigo do Fontes Pereira de Melo, presenciou-a há 150 anos do vão de escada abraçado a uma croupie do tempo.
Deixou escrito: “Que a Procuradoria-Geral da República se guarde no dia em a Lua Azul voltar. Fino era o meu tetravô!
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E esta infeliz oprimida também não é um #MeToo, é. Onde estão as vozes de indignação ?
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O Presidente dos Estados Unidos alarmou esta quarta-feira o FBI ao assegurar que planeia tornar público informação que detalha supostos abusos da agência norte-americana e do Departamento de Justiça na investigação sobre a ingerência russa nas eleições de 2016.
Não percebo nada, Então agora é o FBI que anda alarmado?
Algo de completo mau-gosto, porque sim, porque não se faz uma desfeita dessas ao FBI.
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“Catalunha. Polícia procura Puigdemont na mala do táxi do líder do Podemos”.
Já agora vou ver se está no portabagagens do meu jaguar.
Seria algo de completo mau-gosto, porque sim, porque o meu jaguar só fala inglês.
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