a dra. cristas tem os dias contados
A avaliar pelo que se lê neste artigo do Observador, parece que há uns quantos cidadãos filiados no CDS sumamente preocupados com o «esvaziamento ideológico» do partido, que se propõem redefini-lo nos «grandes princípios» que o devem nortear.
Lido o texto do jornal, e presumindo que este não falta à verdade, conclui-se que o esforço intelectual desses cidadãos não excede o de uma toupeira à procura de um buraco por onde possa ver a claridade do luar. Porque, se for verdade o que ali está escrito, o esforço da toupeira será infinitamente superior aos resultados aqui apresentados.
Enumerando os méritos de tão suados trabalhos, ficamos a saber que o CDS deverá «abrir-se» aos militantes e ao povo trabalhador, proibir o aborto e o casamento homossexual, conferir o direito de voto nas autárquicas aos jovens com dezasseis anos, afirmar-se perante o PSD (de que não poderá ser «muleta») e – não podia faltar – retomar as suas preciosas origens «democratas-cristãs».
Admitindo que todos os subscritores das peças «ideológicas» a submeter ao Congresso do partido tenham mais do que dezasseis anos – o que o teor das propostas não permite assegurar – e que aqueles que tenham já atingido a maioridade tenham todos casamentos heterossexuais e nunca tenham levado as namoradas à parteira, é de lhes perguntar o que pensam (?) sobre o destino do país e da sua economia, sobre o papel do estado na regulação social, a carga fiscal que incide sobre os portugueses e as suas empresas, a educação e a justiça, ou até, fugindo às funções tradicionais da soberania, coisas um pouco mais prosaicas como, por exemplo, o alojamento local, o Serviço Nacional de Saúde, a RTP ou a Caixa Geral de Depósitos. Tudo coisas certamente muito comezinhas para preocupar tamanhas inteligências, preocupadas que estão com a especulação sobre o cosmos e a vida, de que as propostas que veiculam trazem uma nova e invejável mundovisão.
A Dra. Cristas que se acautele, ou não aquecerá o lugar que ocupa.

Por este caminho, quem tem os dias contados somos nós.
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Só não entende quem adormeceu ao som dos hipnóticos.
https://www.publico.pt/2016/09/20/sociedade/noticia/jovens-portugueses-sao-dos-mais-consomem-tranquilizantes-e-sedativos-entre-os-europeus-1744626
Já nem os presstitutos conseguem omitir as notícias, nem as pivots distraem os ignoranres.
https://eco.pt/2018/03/06/nova-injecao-publica-no-novo-banco-obriga-a-despedir-ate-1-100-trabalhadores/
http://observador.pt/2018/03/07/cocaina-presente-nas-aguas-residuais-aumentou-em-lisboa-e-porto/
http://observador.pt/2018/03/07/parlamento-azeredo-lopes-falha-entrega-de-dossie-sobre-tancos/
https://www.publico.pt/2010/04/29/sociedade/noticia/alta-comissaria-para-a-saude-alerta-para-um-sns-insustentavel-1434705/amp
Nem as cristas todas do sítio podem parar a geringonça a caminho da vereda.
No fundo da vereda está o poço. Disfrutem enquanto é tempo.
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Vamos lá falar de coisas sérias.
O Paulo foi convidado em 2013 pela élite. A senhora ainda não foi sequer convidada.
Tal como as coisas estão, quem não é convidado, não conta.
Houve só um que foi convidado e não apareceu. Tramou-se, ainda hoje o esfaqueam.
O Paulo anda contente na dele. Bem informado, até se mostrou irrevogável a certa altura. Recuou, mas já sabia que a maré baixa ia chegar. Quando vier a maré alta ele reaparece.
Dizem as más linguas que o mar está bravo. Eu não tenho ido à praia.
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Entre outros méritos do PPCoelho, esse, recusou-se ir ao altar Davos. Outro: não passou “bola”, nunca se sentou ao lado de certa gentalha que preside a clubes de futebol.
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Depreende-se que nos assuntos económicos concordam, no geral, com a direcção partidária. É precisamente nos costumes e na imposição de agendas que a esquerda tem vencido aos pontos a direita, por falta de comparência.
Eu nem vou muito à bola com o PP, mas não acha que quem defende o conservadorismo nos costumes também tem direito a representação politica? É que na minha opinião, nestes últimos anos, a “direita” em Portugal é praticamente uma cópia da esquerda, com mais algum rigor na Economia. E não muito…
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Não é por falta de comparência, é mesmo falta de cérebro de quem vota.
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A ACristas vai triunfar facilmente no congresso. Com poder reforçado. Está em alta.
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O “artigo” vem assinado por Miguel Santos Carrapatoso.
Não sei quem é e nunca ouvi falar no senhor.
Provavelmente continuará no seu anonimato a escrever umas coisas para um jornal que é lido por alguns na internet.
Gostava de ter um emprego como este.
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A mim preocupar-me-ia o enchimento ideológico.
Dantes achava que os partidos eram muito fulanizados, e achava aflitiva a falta de ideias em cãogressos televisionados do PSD, etc.
Hoje acho isso próprio de associações semi-benévolas de malfeitores, e ficava preocupado se adquirissem ideologia.
Aí é que a coisa podia descambar a sério. Prefiro que se concentrem no saque sem fanatismo ideológico.
( “Quais ideias?” – ainda bem que não têm, era pior. )
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