E se fosse Barack Obama?
Compreendo que seja difícil reconhecer mérito em alguém que se odeia e em que se apostava que iria arruinar o Mundo com sua loucura, narcisismo e prepotência (sim, ele tem isso tudo). Mas uma coisa é não gostar da pessoa Trump outra coisa é não admitir a eficácia dos seus métodos para conquistar a paz mundial. Dizer-se que foi mérito da China, que foi desespero de Trump (esta foi hilariante!), que foi a Coreia que vergou os EUA (com esta ainda não parei de rir!), que Kim chega numa posição de força melhor que a do Trump como afirmou Miguel Sousa Tavares (valha-me Deus!), que a ideia de paz nem sequer foi dele, é de uma desonestidade intelectual sem limites. Os factos não mentem e é só preciso lê-los com seriedade.
O episódio que culminou neste momento histórico do aperto de mãos entre EUA e Coreia do Norte, foi a posição severa e intransigente de Trump em relação Kim Jong-un quando num ultimato que todos se apressaram a classificar de louco e irresponsável, e que provocaria a III Guerra Mundial, Trump avisava que se o “rocket man” não parasse de fazer experiências com mísseis nucleares, faria desaparecer a Coreia do Norte do mapa! Foi esta posição impopular, politicamente incorrecta que foi decisiva na mudança de planos de Kim. Nunca ninguém tinha tido a coragem de se dirigir a esse pequeno ditador coreano desta forma. De “diálogos em diálogos” o menino mimado que se achava acima de qualquer acordo, brincava aos poderosos provocando o Ocidente. O ódio aos EUA ensinado nas escolas era o combustível que alimentava a loucura de Kim. Até ao dia em que outro louco como ele o enfrentou, sem medo. Kim Jong-un ainda testou Trump com mais uns lançamentos para fingir que era um “poderoso destemido” e estava preparado para “destruir os EUA”. Mas quando Trump imediatamente endureceu as ameaças e fez avanços de tropas para posições estratégicas. Kim recuou e cedeu. Todos assistimos a isto. Porque negar?
Não foi a China nem a Coreia do Sul que pararam a loucura de Kim. Foi o bluff de Trump que resultou na perfeição. Porque o poder começa no indivíduo e só depois acaba no governo. Se Trump não tivesse sido credível na sua determinação, jamais teríamos assistido a esta viragem clara na união das Coreias e desarmamento nuclear. A própria Coreia do Sul o reconheceu.
Tal como Trump, Reagan no passado, igualmente com um bluff bem montado de que iria dar início a um projecto de Iniciativa de Defesa Estratégica – um sistema defensivo com mísseis colocado no espaço que asseguraria que nenhum míssil disparado pela URSS atingisse os EUA – numa altura em que o império socialista se estava a desmoronar por falência económica, conseguiu pôr fim à Guerra Fria que ameaçava o mundo. Mikhail Gorbachev, tal como Kim, consciente da sua incapacidade para fazer frente aos EUA, cedia. Curiosamente, porque a nossa História tem destas coisas, foi Gorbachev (o líder comunista que cedeu à pressão) e não Reagan, que recebeu o prémio Nobel da Paz por “ter posto fim” à Guerra Fria. Ironias.
Não tenho qualquer dúvida que se mudássemos de protagonistas nesta história e tivesse sido o Obama a conseguir igual feito, o Mundo inteiro iria render-se aos seus pés. As televisões iriam fazer directos, ao minuto, a acompanhar cada movimento do Presidente, cada palavra, cada expressão. Qualquer coisa por muito insignificante iria ser enaltecida e o momento comentado em mais de uma hora de telejornal, durante vários dias, várias semanas até, com todos os comentadores televisivos histéricos a bater palmas dizendo que nunca se vira nada igual: EUA a apertar as mãos à Coreia do Norte e esta em simultâneo à Coreia do Sul até agora desunida! Mas não. Tinha de ser o Trump, o homem mais odiado do planeta a conseguir o que não foi conseguido em 70 anos. Logo é preciso desvalorizar.
Curiosamente também, Obama não precisou senão de belos discursos visionários por um mundo livre de armas nucleares para ganhar um Nobel da Paz, em 2009, com menos de 9 meses de presidência e sua candidatura entregue à tangente a menos de um mês depois de assumir o cargo. Ou seja, foi premiado pelas belas intenções que ainda não tivera tempo de concretizar antes do prémio (não me lembro de alguém que tenha contestado isto). Mas já não se aceita que quem efectivamente concretize essa paz sequer sonhe com isso.
Goste-se ou não é um marco histórico que terá ainda grandes desenvolvimentos e cujo o mérito é tão somente dos dois homens que o protagonizaram: Trump e Kim Jong-un. Habituem-se à ideia.

Os cães ladram e a caravana passa. Principalmente os actores de Hollywood, esses rosnam com quantos dente têm e insultam em directo, mas cada vez menos lhes acham piada. Metem dó, coitadinhos. Entre mal educados, pedófilos, molestadores sexuais e histéricas poucos se aproveitam em Hollywood.
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Está por saber o papel verdadeiro de obama na política. Quando um dia se colocarem as peças todas no tabuleiro veremos quão enganados andaram os seus apoiantes muitos dos quais andam mudos e quedos.

As mudanças de governos nas sociedades ocidentais são mais aparentes que reais. Quem mandam são quase sempre os mesmos, não estão sujeitos a votos, não aparecem nas têvês, nem estão ao alcance dos comuns mortais. São os vaidosos que vão para a política (44 sic). Cabe aos poderosos manipulá-los.
O wikileaks tem revelado alguns sujeitos: Rothschild, Rockefeller, Warburg, a famkília real britânica, Bruce, Soros, Cavendish, De Medici, Hannover, Habsburg, Krupp, Plantagenet, Romanov, Sinclair and Windsor, Kissinger.
Se a corrupta Hillary tivesse ganho, a democracia de muitos países, incluido a dos EU correria perigo. Cúmplices são Merkel, Juncker, Macron, Tusk, Erdogan. Obama espreita nova oportunidade. O palhaços kosta e beijocas não contam. A zona económica por agora dita exclusiva talvez…
A vaidade é facilmente manipulável. Alguns enchem-se de dinheiro. Somos o sétimo país em offshores! Só que, esses pecúlios, mais cedo ou mais tarde voltam todos aos mesmos sacos. A tempestade finaceira que aí vem abrirá clareiras.
A China olha de longe e congemina os seus planos a médio e longo prazo. Na Iberia, como a designam também.
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Nem mais. Um presidente eleito, á revelia dos pensantes e dirigentes em Washington, passou de vergonha, por serem completamente ignorados, a eles, a Elite.
A esquerdice, não tem autoridade moral, para dizer o que quer que seja, além de ser intelectualmente desonesta.
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Na mouche. Trump tem cumprido as promessas que fez. E é precisamente isso que causa certos engulhos aos políticos profissionais, já que Tramp nunca foi profissional da política. É um patriota ingénuo, que eu considero um perigo, para os esfomeados da política e os media subjugados pela esquerda retrógada.
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O beijo de Judas era menos hipócrita que este aperto de manápulas
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Too early to tell.
Mas o fascinante nesta história são as limitações narcisistas, mentais de quem escreve nos jornais e fala nas TV’s.
Dizem-se multi respeitadores dos outros, das outras culturas, mesmo que violentas como o Regime Comunista Norte Coreano mas depois parece que não querem que se fale numa linguagem que essas culturas entendem para poder haver um diálogo.
Na verdade não respeitam a cultura violenta do Regime Comunista, querem que se fale com eles como a França fala com a Itália e vice versa.
Se bastasse apelar à sensibilidade dos Comunistas então centenas de milhares, milhões de Coreanos nunca teriam sido assassinados por Comunistas Coreanos em primeiro lugar.
A força e o poder é a linguagem dos Comunistas. É a cultura do Regime.
É o que eles entendem.
Já é tempo de os comentadores da nossa praça e jornalistas respeitarem as outras culturas não é? Trump fá-lo ao falar numa linguagem que os Comunistas entendem.
E não não pode ser um bluff. MAD não é um bluff.
Quem diz que é um bluff não entendeu o jogo.
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Claro que a China – e a sua proverbial paciência – sai vencedora da cimeira de Singapura.
Já para não falar do Sr. Kim da Coreia da Norte que obrigou o Sr. Trump a fazer continência a um general norte-coreano.
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Vá lá , vá lá……já é um progresso…..o anterior presidente americano baixava as calças e oferecia-se para ser enrabado tanto pelos chineses como com o pai do obeso comunista.
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Se não nascesse tinha de ser inventado. Ahahahahahahahahah
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Bravo Cristina! Como sempre, tão certeira como o Ronaldo! Só mais uma achega o Obama – o tal amante da Paz – recebeu o Nobel por ter feito promessas que não cumpriu, como aquela de fechar Guantanamo. Além disso só soube atear fogo ao Médio Oriente. Veja-se só aquilo da Primavera árabe…. Um aldrabão refinado. Daqui se conclui que na política vale tudo; o Nobel não vale nada.
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Camarada, tal como o outro que disse que “não tive necessidade dessa hipótese” quando lhe perguntaram por Deus, os progressistas não vêem necessidade da honestidade de qualquer espécie como ingrediente para instaurar o paraíso na Terra.
Por alguma razão depois os paraísos saem um bocado infernais …
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Absolutamente perfeito.
Coloquei um post que mostra o nojo que é a imprensa portuguesa
Está aqui
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Digam esses aziados o que disserem, a culpa foi mesmo do Trump!
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