Desobediência civil?

Quando no ano passado, em Pedrógão, as “autoridades” encaminharam dezenas de pessoas para uma estrada da morte; quando para prevenir que falhas evidenciem de agora de novo a trágica incompetência do estado em defender a vida e propriedade dos cidadãos se evacua centenas de pessoas da zona de Monchique-Silves; quando uma amoral figura de quinta categoria que se encontra a primeiro-ministro encena uma sessão fotográfica para enganar o povo acerca do seu empenho e solidariedade nos momentos difíceis; quando o combate a incêndios passa de um comando local para um comando nacional de instituições pejadas de diligentes serventuários políticos…
Quando tudo isto acontece, as pessoas em risco de vida e de perderem todos os seus haveres devem obedecer a planos e decisões tomadas por agências estatais centralizadas, ou seguir o seu instinto e saber de experiência feitos individuais assumindo conscientemente a responsabilidade dos seus actos e escolhas?
A resposta a esta questão parece ter já sido dada pelo 112: “Boa sorte!”
É assim?
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É isso mesmo! Uma figura de quinta categoria! Está tudo dito!
P.S. Desconheço se é amoral! mas confirmo que é de quinta categoria! E acrescento Sem Vergonha
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Gente nauseabunda que tomaram o poder de assalto via geringonça.
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A função primitiva do INEM é colocar um recurso num determinado ponto do território. Não conseguir identificar esse ponto por GPS é obra digna de um país único, de gente muito especial. É como um adulto não saber dar a descarga da sanita. É escabroso. Como pode este povo compreender e reformar o país, regionalizar ou tomar decisões estratágicas num quadro internacional complexo quando a cabeça está intelectualmente ao nível dos testículos?
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O estado já não assegura a segurança das pessoas . Culpa? O PR.
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Portugal é a geringonça. O resto é paisagem…
Os azeites contra a geringonça fazem-me lembrar a velha frase que vinha escrita em quase todos os taxis de Lisboa “se tens inveja de mim faz o que eu faço: trabalha”.
É isso que falta à direita…
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Segundo o Cabrita/governo, o comando das operações de combate ao incêndio passou para Lisboa — “normal”. O comandante da Proteção Civil foi ontem afastado, em pleno e grave caso para resolver não só em Monchique — também normal, “estava prevista a rotação do cargo”.
Esta gentinha faz e diz o que quer. A oposição, o PC, o BE e a populaça-NADA estão de férias. Repito, é fácil governar o sítio.
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A oposição, o PC, o BE e a populaça-NADA estão de férias. Repito, é fácil governar o sítio.
Está aqui tudo explicado.
E sim, eu e os que aqui escrevem, também somos culpados, somos a populaça.
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Tem toda a razão. Já estamos ao nível dos “ lulas”. Falta pouco para chegarmos ao nível dos “ maduros”. A constituição e o sistema político que temos há mais de 40 anos garante o poder à gente que o criou. E quando o poder é garantido, a degradação é fatal.
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Bandalhos e badalhocas e’ o que estes fdp sao.
Portugal a saque!!
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no ano passado, em Pedrógão, as “autoridades” encaminharam dezenas de pessoas para uma estrada da morte
Isso é falso.
O IC8 foi encerrado. Mas ninguém encaminhou ninguém para outra estrada qualquer.
A imensa maioria (aliás: praticamente a totalidade) das pessoas que morreram na EN236-1 provinha das aldeias em redor dela. Ninguém vinha do IC8. Houve um único casal que morreu e que não provinha dessas aldeias, mas esse casal vinha do Norte, não do IC8.
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Do relatório da CTI da AR:
“Muito embora a atuação da GNR pareça, de acordo com as informações recolhidas, ter sido a correta, dentro de todos os condicionalismos, nomeadamente de comunicações, e tendo em conta a excecionalidade da situação, fica por apurar até que ponto o corte do acesso ao IC 8, terá tido alguma influência no relatado congestionamento de trânsito na EN 236-1 entre o cruzamento com estrada Várzea/Vila Facaia e o nó com o IC 8. Fica também por apurar a aparente contradição sobre o relato de não haver trânsito naquela via entre as 20h00 e as 20h15, e os relatos que referem a existência de um congestionamento de trânsito. Finalmente fica por apurar porque razão, perante a rápida aproximação da frente de fogo, não foi feito o corte da EN 236-1 na direção Figueiró dos Vinhos – Castanheira de Pera. A justificação de não haver ordens do COS nesse sentido, contrasta com a descrição de que os cortes de estrada foram essencialmente tomados por livre iniciativa dos militares da GNR, de acordo com a sua perceção do risco para a circulação do trânsito.”
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O relatório diz que ficou tudo por apurar.
Porém, é ridículo supôr que o corte de uma estrada no sentido este-oeste (o IC8) leve pessoas a tomarem uma estrada no sentido norte-sul (a EN236-1), ainda para mais quando sabem que anda um incêndio por perto. Só pessoas tolinhas da cabeça fariam tal coisa. O facto é que não se conhece um único automobilista que tenha feio tal coisa.
Quanto à sugestão de encerrar ao tráfego a EN236-1, não entendo como poderia tal coisa ser feita, uma vez que essa estrada é a que faz ligação a todas as aldeias que foram queimadas… Como se pode encerrar uma estrada que é o ponto de fuga para uma dezena de aldeias?
Mais uma vez, não se conhece qualquer automobilista que tenha tomado a EN236-1 em Figueiró dos Vinhos em direção a norte e que tenha perecido no fogo. Para quê, então, continuar a falar dessa tese estúpida?
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Lê o relatório, Lavourinha: o soldado da GNR que ficou a vigiar o corte do IC8 no nó com a EN 236-1 testemunhou que viu veículos a circularem na EN 236-1 nos dois sentidos.
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Ho meu lindinho ingricola, tu também deves um dos FDP (fanático dos popós) .
E sabes mais que a comissão nomeada.
Afinal quem és tu? Serás de cá? Daqui?
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Contrariando o ministro Cabrita que não se cansa de propalar exemplaridade do ataque às chamas.
Pelo caminho reprova-se a atoarda do presidente Marcelo quando este considera que a resposta tem sido brutal.
Num caso como noutro ressaltam para além de hipocrisia e irresponsabilidade sem limites um bruto abuso da natureza dos cargos que estes dois seres ocupam.
Se o novo responsável pelo comando tiver competência e destreza para tanto diga-lhes que a salvaguarda de vidas humanas não é incompatível com uma eficaz ação contra as labaredas, antes pelo contrário estas duas vertentes são complementares.
Os brutos ignorantes e manhosos devem ser metidos na ordem.
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no ano passado, em Pedrógão, as “autoridades” encaminharam dezenas de pessoas para uma estrada da morte
Isso é falso.
O IC8 foi encerrado. Mas ninguém encaminhou ninguém para outra estrada qualquer.”
Não é nada falso. É inteiramente verdade uma vez que ao não encerrar tal via – EN 236-1- quando o podiam e deviam fazer, foram as autoridade que conduziram as pessoas à morte.
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Não diga asneiras. Sabe-se há muito tempo a história de todas as pessoas que morreram na EN236-1, uma a uma. Praticamente todas elas estavam nessa estrada provindas de uma das aldeias à sua volta, fugidas do fogo. (A única exceção foi um casal que vinha do norte, sem saber que ali havia um incêndio.) Nenhuma delas tinha vindo para a EN236-1 provindas do IC8.
Nenhuma pessoa foi conduzida à morte na EN236-1 pelo facto de o IC8 ter sido cortado. Nenhuma.
As pessoas que morreram na EN236-1 não estavam nela a passear ou a fazer viagens de longo curso (com exceção do casal que acima referi). Estavam nela porque tinham sido apanhadas pelo incêndio numa das aldeias em redor e estavam a tentar fugir pela estrada que constitui a única saída para essas aldeias. Não tinham absolutamente nada a ver com o IC8 nem com o facto de este ter sido cortado.
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Como raio quer você que se encerre a EN236-1? Essa estrada não é uma autoestrada, que só tem um pequeno número de entradas. A EN236-1 tem ramais que vão dar às aldeias em redor praticamente de 500 em 500 metros. Para a encerrar teria sido necessário pôr um par de guardas em cada um desses ramais – e esses guardas todos teriam morrido queimados.
É claro que se poderia ter posto guardas a impedir o acesso à EN236-1 a partir das suas extremidades, nas vilas de Figueiró dos Vinhos (a sul) e Castanheira de Pera (a norte). Mas isso em nada teria impedido os automobilistas provindos das aldeias ao longo da EN236-1 de a ela acederem e de nela encontrarem a morte.
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É.
Como explicou um GNR, ou sai a bem ou sai à força, até logo.
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