Centralista e liberal?
Ainda a propósito de um dos temas que foi discutido na mais recente tertúlia da Oficina da Liberdade, o Manuel Pinheiro apresenta o seu argumento sobre a Regionalização.
Destaco abaixo breves excertos, sendo que o texto completo pode ser lido aqui.
O que importa não é saber se o Estado é melhor gerido a partir de Lisboa ou de cada Concelho. O Estado desenvolve actividades muito díspares. Portanto, o que importa é perceber de que forma o Estado se deve organizar para melhor servir os cidadãos em cada uma das áreas de intervenção.
Desengane-se quem acha que o Porto é menos centralista do que Lisboa ou que Guimarães é ainda menos do que o Porto. Todos os são: a única diferença é que Lisboa anda há 850 anos a apanhar porrada e aprendeu a moderar-se.
Não subscrevo as soluções do costume que partem sempre por colocar o Estado no Interior. O que o Interior precisa é de actividade económica, que gera emprego, que gera necessidade de serviços públicos e não o oposto.

o estado social-fascista faliu na urss
e antonio das mortes insiste
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O último parágrafo auto-contradiz-se. Ao colocar o Estado no Interior gera-se atividade económica e emprego.
Por exemplo, algumas cidades do Interior vivem em boa parte das universidades públicas que nelas estão instaladas.
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Luís, obrigado pelo comentário. Se é certo que locais como a Covilhã ou Vila Real receberam muita gente com as respectivas universidades, não esqueça:
– que hoje a maior parte dos cursos no interior não têm alunos suficientes e o Estado está a limitar as vagas na costa, sobretudo Porto e Lisboa para forçar a transferência para o interior. É uma limitação insustentável a prazo; este ciclo esgotou-se;
– não há orçamento nem alunos para colocar uma Universidade em cada cidade do interior;
– mesmo que houvesse uma Universidade e que o Estado a enchesse de estudantes, a Universidade em si é só uma semente – o que importa saber é se, após o curso, os estudantes lá ficariam, gerando empresas, riqueza e postos de trabalho. Ou seja, voltamos sempre ao início. O que o interior precisa é de um contexto que atraia investimento e que ajude a rentabilizar negócios,
Por último: leia o artigo completo que é mais explicativo do que este excerto.
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a maior parte dos cursos no interior não têm alunos suficientes e o Estado está a limitar as vagas na costa, sobretudo Porto e Lisboa para forçar a transferência para o interior
Essa política do Estado é correta.
Repare que no Porto e Lisboa os estudantes se queixam de não conseguirem arranjar quartos a preço comportável.
É a mesma coisa que nos EUA ou na Alemanha, países nos quais as principais universidades públicas se situam em cidades relativamente pequenas. É assim que deve ser.
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Não basta instalar Universidades, não basta “empurrar” os alunos para o interior !
Os cursos não são todos iguais. Dum modo geral os cursos de letras (línguas, história …) são fáceis de instalar. Quando muito dependiam de bibliotecas, mas agora basta a net.
Instalar um curso de medicina, e algumas engenharias é um pouco mais complicado, e não é por acaso que correspondem às profissões mais deficitárias (nem sempre com mais procura por parte dos candidatos). São necessários laboratórios dispendiosos, ou no caso da medicina um hospital de certa dimensão para as práticas …
Não é por acaso que há tantos licenciados da área das letras desempregados, ou a trabalhar em funções sem qq relação com a sua formação.
Muitas empresas já aprenderam a trabalhar de forma descentralizada.
Ainda que as grandes decisões estejam concentradas no governo, não é necessário que este esteja sediado numa única cidade. Se os ministérios estivessem distribuídos pelas capitais de distrito, muitas empresas iriam com eles, e Lisboa podia finalmente dedicar-se à sua grande vocação : O turismo ! Claro que encolhia, e é por isso que há por aí tanta gente aflita.
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