com que ideias, com que projecto e com quem?
Ao que tudo indica, a direita do regime sairá num estado comatoso do acto eleitoral do próximo dia 6 de Outubro. Pela primeira vez, desde o 25 de Abril de 1975, os partidos que hoje formam o seu conjunto – PSD, CDS, Aliança, Iniciativa Liberal e Chega, os cinco candidatos a eleições regidas pelas normas constitucionais vigentes – arriscam-se a ter um resultado inferior a 30% e, com isso, entregarem, não só, uma maioria parlamentar absoluta à esquerda, mas uma maioria qualificada de 2/3. O possibilitaria, pela primeira vez na nossa democracia, que uma única área política pudesse rever a Constituição sem necessidade da outra.
Consequentemente, e porque quatro anos passam depressa e a próxima legislatura pode até nem os esgotar, os partidos que pedem o nosso voto para o próximo dia 6 de Outubro deveriam dizer-nos o que querem fazer com ele para reconstituírem a área política que integram e apresentarem um projecto comum alternativo ao socialista. Sem isso, arriscamos a que o regime continue nas mãos da esquerda e da extrema-esquerda por muitos anos, mexicanizando-se, ou, pior ainda, a que alguns dos partidos da direita regressem ao poder sem saberem o que lá vão fazer. Como sucedeu com Durão Barroso, com os miseráveis resultados de que ainda hoje estamos a padecer.
Numa troca de tweets com o Carlos Guimarães Pinto, presidente da Iniciativa Liberal, ele adiantou-me que, em sua opinião, o caminho passaria por encontrar ideias que suportassem um projecto político, naturalmente de partidos e pessoas, por esta ordem sucessiva de importância. Posso concordar, mas não ignoro que as ideias e os projectos de nada valem sem pessoas que acreditem neles e sejam capazes de os realizar. Por mim, a ordem dos factores é, por isso, a inversa, já que sem as pessoas certas, nos lugares certos, nunca se chegará às ideias certas, nem a um projecto político acertado. Se assim não fosse, seria indiferente que à frente do PSD estivesse Rui Rio ou outro político qualquer, e creio que todos já percebemos que não é assim.
Deste modo, o que um humilde eleitor, como eu, pode, de momento, ambicionar é que os responsáveis partidários lhe digam o que farão com o seu voto depois do dia 6 de Outubro, caso ganhem as eleições (compreendo, estamos em campanha eleitoral…) ou as percam. Até agora, infelizmente, com excepção do Miguel Morgado, que não tem responsabilidades partidárias, não vi ninguém a fazê-lo. E convém ter presente que quatro anos passam muito depressa e não se arranjará uma solução para este problema de um dia para o outro.

Aqui está o tal velho e ainda muito actual problema da ciência. Como é que se define correctamente?
O que é a direita?
Basta afirmar ser de direita, mas actuar como a esquerda? Ser uma cópia má do original, dos fascistas da esquerda?
Quem mente é um mentiroso ou uma pessoa honesta?
Se o autor comprar uma garrafa cara de vinho do Porto e abrir a mesma e o conteúdo for água? O autor também continuará a dizer que é vinho do Porto? Não! Ou dirá que foi enganado?
Outra vez: Quem mente é um mentiroso ou uma pessoa honesta?
Então, o que é que este PSD e o CDS têm de ver com a direita? Nadinha.
O método de Aristóteles não funciona aqui.
É o conteúdo que determina sempre, se alguém é de direita ou não. A leitura da definição tem quer ser sempre feita da direita para a esquerda.
Aristóteles definia da esquerda para a direita, o que é errado e leva a estas discussões infrutíferas.
O PSD só ganha, se defender valores reais da direita. E para o CDS ainda pior, ou com mais rigor.
Mas uma coisa é certa. A realidade vai partir a espinha dorsal a toda esta esquerda fascista podre e putana, mais cedo ou mais tarde, que acimentou a perversidade e a decadência na nossa sociedade.
O culto da morte produz morte. E pobreza, claro.
GostarLiked by 2 people
reconstituírem a área política que integram e apresentarem um projecto comum alternativo ao socialista
Se são cinco partidos, cada um luta por si e com as suas ideias, e não têm nada que ter “um projecto comum” para uma “área política que integram”.
Os cinco partidos da putativa direita têm cada qual as suas ideias e os seus protagonistas; eles não formam nenhuma frente comum nem têm, nem têm que ter, nenhum projeto comum.
Tal e qual, aliás, como os partidos da putativa esquerda.
GostarGostar
Só a “putativa” esquerda é que pode ter projectos em comum, nao é? Tal como perder as eleições e governar.
V. Exa. seria cómico, não fosse trágico. E perigoso.
GostarGostar
Se os outros sem ganharem as eleições já reescreveram totalmente a Constituição ex-Portuguesa, nem imagino o que será isso que o senhor rui a. escreve de “pudesse rever a Constituição sem necessidade da outra.”
GostarGostar
A questão prática é, como livrar-se da influência maligna, malvada dos Bilderbergers (maçónicos)?
Porque é que esse grupo controla o PS e o PSD?
Como é que Portugal pode livrar-se da influência dos porcos do ambiente (comunistas verdes), que estão a preparar-se para encarecer a vida do cidadão enormemente e semear pobreza, em vão, só para agradar ao ambiente?
Quem é que terá a coragem de retirar Portugal do euro?
Portugal hoje é uma sucursal de Bruxelas (Paris e Berlim). Quem terá a coragem de mudar isso?
Quem é que quererá defender primeiro os intersses de Portugal?
Et cetera.
GostarLiked by 1 person
O [que] possibilitaria, pela primeira vez na nossa democracia, que uma única área política pudesse rever a Constituição sem necessidade da outra.
Isso é um tigre de papel. O PS não quer rever a Constituição, a não ser eventualmente nalguns pormenores de menor importância. Jamais PS, PCP e BE se poderão pôr de acordo para fazer qualquer alteração significativa à Constituição. Essa possibilidade de “a esquerda” se unir para modificar sozinha a Constituição não passa de um espantalho para assustar direitistas como quem espanta pardais.
GostarGostar
Vamos ver. Esperamos que tenha a razão do seu lado, mais tarde.
O factor mais malvado é eles governarem sem consultar o povo, mas só conforme a esquerda internacional quere, destruindo assim e deste modo o conceito da nação. Um crime gigante e fatal.
A Rússia proibiu a intromissão de ONGs no próprio país, como aquela do cabrão e da puta do Soros e de uma outra americana. Eles sabem porquê.
GostarLiked by 1 person
“O PS não quer rever a Constituição, a não ser eventualmente nalguns pormenores de menor importância” – mas já deu para perceber que o parvalhão do costa faz O QUE FOR PRECISO (se não houver saída imediata de Cash – porque isso não há, por muito que digam o contrário) para se manter agarrado ao poder e daí o perigo: cede em toda a linha aos comunas radicais para ter mais 4 anos de mama (como fez até aqui).
Quem manda políticamente DE FACTO é o B.E., o PCP e o PAN que têm o costa refém…
GostarLiked by 1 person
“a direita do regime sairá num estado comatoso do acto eleitoral do próximo dia 6 de Outubro”
A minha atitude perante a direita do regime é a mesma que a do Ferro Rodrigues pelo segredo de justiça.
Um bando de socialistas um bocadinho menos deslavados que os restantes.
Quam é de direita não tem em quem votar em Portugal. O último a sair que desligue a luz.
GostarGostar
… e então se for de conservador, está ainda mais entalado! Se bem que pessoalmente dificilmente concebo uma direita não conservadora… acaba sempre “socializante”…
GostarLiked by 1 person
… o “de” está a mais; sorry!
GostarGostar