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O que revelam as agressões nas escolas

15 Novembro, 2019

Deixei a docência em 1994 altura em que, devido à precariedade laboral dos professores, tive de optar pelo privado. Nesse tempo já havia turmas e alunos difíceis. Recordo inclusivamente de colegas brincarem comigo dizendo: “oh ! coitada! calharam-te as piores turmas da escola!” Lembro do susto que foi entrar na sala do 8º F da escola de Ponte de Lima (a pior que tive) e ter ficado quase 15 minutos a olhar para aquele cenário de miúdos barulhentos a ignorarem a presença do professor sem saber por que pontas lhe pegar. Mas de tudo o que vivi e vi naquela época nada mas mesmo nada se compara ao que encontrei passado 25 anos do meu regresso ao ensino. Estou em estado de choque!

Já sabia que o ensino público se tinha degradado mas estava longe, muito longe de imaginar que tivesse batido no fundo. Logo no primeiro dia percebi o trabalho hercúleo que iria ter pela frente para conseguir dar uma aula: crianças que não param de gritar por tudo e nada, que não obedecem, que não respeitam nem o professor nem os colegas, que não param de correr, que agridem. Estão a ver a ala de um manicómio? Senti que estava num. Lembrei-me do que fizera nos anos 90 em que consegui um “acordo” com as turmas “mais excitadas” de conceder uns minutos para “descomprimir” antes de começar a lição entre outras estratégias para os disciplinar. E resultou brilhantemente. Mas há uma diferença muito grande: naquela época os miúdos ainda traziam valores de casa e os professores ainda tinham autoridade. Hoje não.

Esta semana fui surpreendida com outras duas situações inéditas: um menino do nada baixou a as calças e andou a mostrar o sexo pela sala; outro menino – que soube entretanto que os pais estavam em processo litigioso de divórcio – reage violentamente contra uma colega provocando o pânico na sala enquanto o tentava imobilizar para o acalmar e retirar dali.

Nas minhas aulas – que agora mais parecem terapia de grupo – ando a analisá-los e ouvi-los. Vejo meninos com carências afectivas e défice de atenção profundas, revoltados, com raiva oprimida, sentimento de abandono. Outros ultra mimados sem qualquer noção de limites, pequenos ditadores habituados a reinar. O que provocou tudo isto?

Em primeiro lugar está a desestruturação da família, o principal pilar da sociedade. Dos anos 90 para cá houve uma aceleração da degradação do meio familiar. De 12,9% de divórcios por cada 100 casamentos passamos para 64,2% até 2017 (fonte PORDATA) em que os agregados monoparentais femininos passaram de 174.036 para 400.782 até 2018 (fonte PORDATA). Num estudo de Edyleine Bellini Peroni Benczik (Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), é dito que: “(…) a partir de um estudo de caso clínico e de uma rigorosa revisão da literatura, relacionada à importância da figura paterna na vida dos filhos, Eizirik e Bergamann afirmam que a ausência paterna tem potencial para gerar conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança, bem como influenciar o desenvolvimento de distúrbios de comportamento. (…) Segundo Muza, crianças que não convivem com o pai acabam tendo problemas de identificação sexual, dificuldades de reconhecer limites e de aprender regras de convivência social. Diz ainda: “(…) desde o útero, a criança já escuta e discrimina a voz dos pais devido à diferença de tonalidade. Portanto, o vínculo do bebê com a figura paterna se inicia ainda no útero”. Uma família feliz faz seres felizes, seguros e capazes de enfrentar adversidades. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio nos filhos.

Por muitas teorias que inventemos para nos sentirmos melhor com as nossas consciências de adultos egoístas, a verdade é que a falta de um pai no dia a dia da criança tem consequências no seu crescimento. Se juntarmos a isto a implementação do feminismo radical que elimina, ridiculariza, oprime e castra o pai dos seus direitos, temos o caldo ideal para uma sociedade disfuncional. Não menos importante é o aumento dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, que não substituem a família tradicional, mas que a ideologia de género quer normalizar com direito a procriação in-vitro alegando ser igual em todos os aspectos e por isso deve ser incentivada nas escolas. Porém, os filhos dessas uniões nunca foram ouvidos nem tidos em conta sobre essa experiência como se pode ver neste testemunho de uma mulher que foi criada com duas mães. Ser criado por dois adultos do mesmo sexo é uma alternativa ao abandono infantil mas nunca será igual a um lar tradicional. São factos.

Depois vem a falta de transmissão de valores judaico-cristãos. A nossa civilização ocidental resultou desses valores que foram sendo destruídos um a um: liberdade, família e fé. Neste estudo é dito: “(…) no modelo judaico-cristão a dignidade humana se encontra no núcleo central do estado democrático de direito. (…) Para o direito e para a tradição religiosa judaico-cristã o ser humano não está valorado por etnias, classe económica ou orientação sexual, antes seu conceito é estabelecido no próprio valor da vida humana. (…) A influência da moral judaico-cristã no direito se reflecte na busca por uma sociedade mais humana, justa, fraterna e, portanto, mais digna.” A verdade, por muito que doa é que continua a ser a Igreja quem mais se preocupa com os desfavorecidos e o Estado laico quem mais os a despreza e abandona.

Segue-se as pedagogias “modernas” que impedem os pais de exercer a sua autoridade de forma clara impondo métodos de desculpabilização e vitimização onde a criança acaba por tomar o controlo da situação por falta de liderança firme dos pais. Já não se pode frustrar as crianças porque tudo traumatiza permitindo o abuso de poder dos petizes sobre os pais.

As novas tecnologias vieram depois substituir os pais e as brincadeiras na infância tornando-os seres fechados, anti-sociais e solitários. As lacunas afectivas cresceram exponencialmente. Nunca os miúdos tiveram acesso a tanta coisa e ao mesmo tempo com falta de tudo o que o dinheiro não compra: atenção e afecto.

Por fim as políticas de Esquerda do BE, PCP e PS que promovem implicitamente a desconstrução social – pela imposição da doutrinação nas escolas do ensino da ideologia de género com guiões escritos por feministas radicais que defendem o fim do patriarcado – e o laxismo no ensino com a eliminação de exames e chumbos até ao 9º ano.

Descompensados, com falhas graves de afectos, atenção, transmissão de valores, desmotivados, solitários e frustrados, os miúdos chegam às escolas em estado selvagem onde se exige que seja o professor a “domesticá-los” e ainda a ensinar-lhes as matérias para a sua vida profissional futura. O mesmo professor a quem a sociedade das pedagogias “modernas” retirou todo o poder, toda a autoridade e ainda o culpabiliza pela falta aprendizagem e de educação dos jovens em vez de responsabilizar um Estado que quer tomar o lugar das famílias com demagogias e populismo, só para criar cidadãos imbecis que votarão neles.

Esta sociedade doente está a criar pequenos monstrinhos sem se dar conta. Vimos isso a toda a hora com agressões a professores por alunos e pais de alunos; agressões a pais pelos filhos e a filhos pelos pais; agressões entre casais; agressões entre alunos. Agressões que por vezes acabam em mortes. Porquê tanta surpresa com a desumanização da sociedade se fomos nós que deixamos que ela se deteriorasse com a nossa apatia e falta de intervenção parental e cívica?

A mudança far-se-á no dia em que todos tomarmos consciência da IMPORTÂNCIA do nosso papel como pais nessa mudança, do nosso poder de alterar o rumo desta civilização através dos nossos ensinamentos aos filhos (que são nossos e não do Estado) e começarmos a exigir atitude aos governos pela reposição no ensino público de todos os valores sociais perdidos e que faziam desta sociedade um lugar apetecível.

Reveja aqui aluna que agride professora por causa de telemóvel:

Como a criança vê o pai:

Saiba mais sobre filhos pequenos ditadores:

26 comentários leave one →
  1. 15 Novembro, 2019 13:10

    Muito bom post.
    Concordo com as causas apontadas para a situação a que o ensino público chegou.
    Seria ainda de aprofundar a desvalorização da classe docente pelos sindicalistas de esquerda e pelos políticos democratas e demagogos que temos.
    Por sistema, a rapaziada da política tem posto em causa o papel do professor, a sua autoridade, o seu prestígio e estatuto social. O professor tem vindo, pouco a pouco, a ser o alvo de todas as invejas, mal estares, desconcertos e descompressões dos piores dos nossos concidadãos.
    Os resultados estão à vista.
    A próxima estação passa pela falta de professores: Não conheço nenhum filho de professores que queira ser professor. Os filhos de professores nem equacionam a possibilidade de seguir as pegadas dos seus pais. Não era assim há 30 anos. Longe disso…
    As ESES, portanto, estão à míngua de alunos. Pior: os poucos alunos que as frequentam têm médias académicas ridículas.
    Apetece ser mauzinho e dizer que este país não merece muito mais…

    Quanto ao resto é como muito bem diz: « O mesmo professor a quem a sociedade das pedagogias “modernas” retirou todo o poder, toda a autoridade e ainda o culpabiliza pela falta aprendizagem e de educação dos jovens em vez de responsabilizar um Estado que quer tomar o lugar das famílias com demagogias e populismo, só para criar cidadãos imbecis que votarão neles.»

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  2. Weltenbummler permalink
    15 Novembro, 2019 14:38

    foi demasiado branda no diagnóstico do social-fascismo actual responsável por c3em milhões de mortos e no poder hã 45 anos

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    • JgMenos permalink
      15 Novembro, 2019 15:00

      O social fascismo metia-nos na ordem num ápice!
      O que temos é puro ‘progressismo’: destruir para impor o social fascismo.

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  3. Jornaleca permalink
    15 Novembro, 2019 14:39

    Uma objecção tenho, cara autora.

    Nós? Não!!

    Que tenho eu de ver com aqueles, que andaram a arruinar tudo? Nada! Nadinha.
    E você na mesma.
    E muitos outros aqui igual.

    Nada do que escreveu me pode surpreender.

    A mãe de um aluno atirou-me à cara, uns anos atrás, que o filho dela nunca mentia. Eu que o apanhei a mentir, tantas vezes e não o permitia e não o deixava escapar com essa. Dois mentirosos, a mãe e o filho.

    Uma vez ameacei-o em dar-lhe uma chapada na cara, se ele continuasse a mentir. Nunca na vida eu punha mão a ele. Mas isso não o podia dizer, senão ele não acabava com as mentiras. Só ameacei de uma maneira credível. Eia pá. A casa toda estremeceu, os asnos apareceram por todo o lado, a proteger o menino malvado. O facto que ele mentia e era mal-educado, não interessava aos burros. Mas eu é que mandava. Começou a chorar e enganou quase todo o pessoal. Mas a mim não enganou. Ele teria merecido mais que uma chapada, para o endireitar e ele aprender a ter respeito, perante os mais fortes.

    A mãe estava divorciada. E o filho, ia de um lado para o outro. De uma mãe mentirosa para um pai mentiroso. Um diz uma coisa, a outra uma coisa diferente. A vida do rapaz agora está feita ao bife. Ele vai ser talvez pior que os pais. Ou entrar numa via do crime.

    Compreender o jogo é uma coisa, ter soluções viáveis, actualmente muito difícil. Muito. As putas não deixam.

    Dar o seu melhor é muito bom e a realidade faz o resto.

    Eu não tenho dó nenhuma por/com essas pessoas. A maldade merece castigo. Quem não quer aprender a bem, paga a mal. A colheita é conforme a sementeira. Nem mais nem menos.

    E a escravatura está a bater à porta, por todo o lado. Esses alunos vão ter que a engolir, queiram ou não, igual.

    Na Alemanha é tal igual. Espanha na mesma. Reino Unido. França. Itália.

    Mas um dia, a puta da esquerda vai levar nos cornos, os cornos partem e eles desaparecem, para sempre.

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    • Cristina Miranda permalink
      15 Novembro, 2019 15:41

      Concordo em absoluto. Aqui o “nós” não é pra levar à letra, obviamente porque assim como há excelentes pais, também na escola se vê quem são os meninos que trazem educação de casa e da boa. Aqui no texto não falei ainda desses mas subentende-se que os há apenas são poucochinhos. E sim, os miúdos mentem e de que maneira. Quando ocorreu aquela situação da tentativa d eagressão de um menino que eu impedi, as meninas foram todas aos gritos e a chorar dizer aos pais que a professora TAMBÉM tinha sido agredida!!!!! Faz ideia do que passei para que acreditassem que isso era falso? Foi difícil e a dúvida mantém-se provavelmente nalguns que acham que estou a proteger o menino “agressor”. Surreal.

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      • Jornaleca permalink
        15 Novembro, 2019 16:38

        Cara autora, obrigado pela sua resposta, e sim, eu faço ideia, eu sei. É um horror (muitas vezes).

        Seja muito forte e não se deixe enganar.

        E eu desejo-lhe muitos alunos, que saibam apreciar, o que você lhes vai ensinar do bom que existe.

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  4. José Monteiro permalink
    15 Novembro, 2019 14:45

    «15 minutos a olhar para aquele cenário de miúdos barulhentos a ignorarem a presença do professor»
    Há bastantes anos (cerca de 20), mas no Técnico, IST, impressões de aluno chegado de Glasgow com bacharelato, para o pai: o professor entrou de manhã no auditório, com os alunos como se nada se tivesse passado; caminhou alguns passos e parou por uns instantes olhando os alunos, sem que nada tivesse mudado; perante o espectáculo, saiu de seguida do anfiteatro sem aula.
    A nobre, apoiada e acarinhada profissão.
    Uma professora do ensino básico, há dias (Fundão): temas exotéricos para alunos iniciados; nesta altura do 1º período, já teve de se desembaraçar de dois trabalhosos relatórios (destinados à gaveta), quando dentro de pouco tempo, virão as classificações do final.
    O monstro da 5 de Outubro não perdoa. Há que justificar os empregos dos burocratas e gabinetes instalados.

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  5. Jornaleca permalink
    15 Novembro, 2019 15:23

    Na Alemanha sucede agora, com muita frequência, que os filhos dos migrantes ilegais, dos quais nenhum é pobre, NENHUM, batem nos filhos dos alemães.

    E os directores, perversos, doentes, cobardes, enfiam a cabeça na areia ou no cu do Soros e demais. Não protegem os mais fracos.

    As facas andam à solta, também nas escolas.

    E pior ainda. A jet set socialista, essa canalha podre, que permite isso, manda os próprios filhos, se os tiver, para escolas privadas.

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    • jppch permalink
      15 Novembro, 2019 16:13

      Quer-se dizer… os Xuxas criam um paradigma de escola pública para todos mas que não serve para os filhos deles (nós os animais somos todos iguais, só que uns são mais iguais do que outros), que os contextualizam na escola privada, que os pais xuxas tanto combatem… ta bem… e o que vai ser destes jovens, quando chegarem à universidade? os do público e os do privado? É o caos? é que os da pública vão lá chegar acéfalos ou formados por via administrativa… vamos acreditar que chegaremos a isto?

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      • Jornaleca permalink
        15 Novembro, 2019 16:51

        @ jppch

        É mesmo assim.

        Um exemplo concreto é a ministra Manuela Schwesig, do PS alemão. Debaixo de pretextos ridículos fez mesmo isso. Faz pouco tempo, era ministra de assuntos familiares ou assim, respectivamente.

        A ministra apoia fortemente tudo o que é perverso, a política do gender, e assim. A migração ilegal. Ajudou a ocultar os crimes dos migrantes. E a destruir o conceito da família judeu-cristã, que ela odeia.

        Como responde a realidade? O PS está cada vez mais perto dos cinco por cento. A barra para entrar no parlamento no tal país. O partido socialista é um caos total, irreconhecível. Controlado por asnos, que nunca trabalharam a sério, que não sabem o que é trabalhar e soar, e que estudaram coisas como: sociologia e politologia.

        Estes dias, uma ministra foi apanhada, em ter falsificado um terço do seu doutoramento. Como a gaja é da esquerda, a universidade não lhe retirou o doutoramento e ela não se demitiu. Um crime, enorme. Doutoramente em politologia. Coisa que nada vale, nem dá para limpar os pés.

        Em Itália, ouvi de casos, em que mesmo pais estrangeiros, e alguns mesmo muçulmanos, a queixarem-se, e querer retirar os próprios filhos, de escolas, onde os italianos, as crianças italianas, já estão em clara minoria.

        O que quero dizer com isto? Que as situações nas escolas públicas já estão tão más, tão graves, que até pais, do qual menos se esperava, já estão desesperados, por terem que ver, que a escola não vai ajudar em nada aos próprios filhos. Pelo contrário. Os pais têm que ter medo, porque não sabem, se vão ver os filhos vivos ao fim do dia.

        Isto também em Itália.

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  6. Cristóvão permalink
    15 Novembro, 2019 15:29

    Relacionado com o tema: https://www.youtube.com/watch?v=y9LlCwDK2NA

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  7. Artista Português permalink
    15 Novembro, 2019 16:18

    Cristina, olhe que a sociedade não está a criar “pequenos monstrinhos”. Quando muitas dessas crianças entram na escola já são esses pequenos monstrinhos. E dali saem verdadeiros monstros que tornam a sociedade monstruosa. Não precisa de ser meiguinha na sua análise. De resto está tudo em conformidade. Parabéns!

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  8. professor permalink
    15 Novembro, 2019 18:22

    Muito agradecido pela LIÇÃO .
    Muito Bom FIM de SEMANA
    (felizmente fui professor naquilo que agora chamam maus tempos (x) …)

    x E para aqueles que agora estão a chamar -me nomes lhes digo que pela PIDE fui preso e que ainda me prejudicou em 2 anos de reforma .

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    • Portuga permalink
      16 Novembro, 2019 00:09

      Olhe lá sr. professor. E por que é que a pide é chamada prá qui? Se calhar o sr professor fazia parte daqueles andavam a espalhar panfletos a dizer que o comunismo é que era bom sabendo que nesse tempo esse regime estava proibido e não era bem-vindo para a maioria da população, como está provado desde sempre. Agora não se queixe sr. professor! Já sei, agora vem dizer que era apenas democrata. Muita mentira se tem dito neste pais!

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      • Jornaleca permalink
        16 Novembro, 2019 08:12

        Exacto!!, Portuga. Muito bem dito!! Certeiro!!

        E o que os mentirosos ocultam, eles, na verdade, não tem nada contra a PIDE, porque a PIDE continua a existir, e de maneiras muito, muito piores, que ela foi.

        A PIDE comunista hoje, assegura que a escravidão possa continuar.

        A PIDE daquele tempo, protegia a nação, e fez muito bem.

        Eu não ouviu até hoje uma única critica dos macacos da esquerda fascista, em relação à PIDE comunista chinesa, por exemplo.

        A China comunista actual, de hoje, está a transformar o país, num autêntico inferno nesta terra. Esses idiotas em Portugal gostam disso.

        A esquerda é a coisa mais burra, mais criminosa, mais hipócrita, mais incompetente, mais falsa do mundo.

        Os “direitos humanos” só interessam para chegar ao poder. Uma vez no poder, acabaram-se os direitos humanos.

        Quem diz China, diz Cuba, Bolivia, Venezuela, Coreia do Norte e muito mais. Mas na China actual, batem todos os recordes.

        E continuam a comprar smart phones da Huawei, uma empresa altamente criminosa, que trabalha em conjunto com os assassinos e ditadores chineses, e ajuda ao regime perseguir e controlar qualquer pessoa em todo o mundo, na teoria, da qual eles não gostarem.

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  9. André Miguel permalink
    15 Novembro, 2019 18:36

    Conseguir domesticar um povo e destruir uma nação em 40 anos, sem disparar uma bala, é obra. Estão de parabéns todos os portugueses que o fizeram e os que o permitiram. Só temos o que merecemos.

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  10. SRG permalink
    15 Novembro, 2019 18:40

    Na minha modesta opinião, o problema mais grave é que há pais que pensam que a educação é dada nas escolas. Outro grave problema foi a retirada total da autoridade aos professores, o que banalizou a relação entre docente e instruendo. No meu tempo de escola, respeitávamos os professores de tal maneira que só se ouviam insectos a sobrevoar a sala. Outros tempos, em que a palavra mais usada era, Respeito.

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    • 15 Novembro, 2019 18:45

      De qualquer forma é bom saber que este discurso da excecionalidade da retenção não é mesmo nada novo…
      Os marçais, as Benaventes e os Valsassinas já andam por aí há muito tempo… ainda o Tiaguinho andava de cueiros.

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  11. 7anaz permalink
    15 Novembro, 2019 22:13

    Pois, o seu texto revela o caminho que estamos a trilhar até chegarmos a atopia social, a correr bem. Eu também fui educado nesse padrão judaico-cristão da família como o pilar da sociedade, sendo ela própria a unidade mínima de sociedade, e como tal, é ela própria o barómetro do bom ou mau funcionamento da sociedade, e é daí que parte, que nasce tudo. É nesse sentido que eu tenho tentado pautar a minha vida e a da minha família, até hoje. Mas sinto isso mesmo que a Cristina aqui explica; esta engenharia social implementada descaradamente e organizada ao detalhe vai levar, no limite, ao desaparecimento da civilização europeia, tal como a conhecemos e estudamos pela história.

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    • Jornaleca permalink
      16 Novembro, 2019 08:01

      Só a “não cultura” dos ímpios é que vai desaparecer.

      O diabo já tem os cornos partidos e pouco tempo para enganar o pessoal, ou quem quer ser ou deixar-se enganar.

      Existe uma discriminação MUITO positiva.

      Só a cultura dos filhos do diabo é que se vão lixar no futuro próximo. E de que maneira.

      Aos justos nada disso vai suceder.
      Agora era bom saber, o que é um justo. 😉

      Factos empíricos:
      Não acha estranho, que com a introdução obrigatória da perversidade e decadência, da adoração do culto da morte, pela central dos macacos parvos em Bruxelas (via Berlim e Paris) abriram também as portas aos bárbaros muçulmanos, que os odeiam?

      Isto são factos que ninguém consegue negar.

      Só malucos é querem conviver com outros, que os odeiam e querem destruir e matar. O muçulmano (só existe um muçulmano, só um islão, segundo o macaco e o ímpio turco Erdogan ) é o inimigo natural e perfeito do ateu.

      A UE está a transformar-se de dia para dia num autêntico manicómio. LOL!!

      Provas não faltam, existem em abundância.

      O ímpio está a fazer, a cavar a própria cova.
      E eles não o conseguem ver. Negam o óbvio. Eles estão podres.

      Ouvi dizer, que toda a Europa vai sucumbir perante o bárbaro muçulmano, fora Portugal, que vai escapar, de certo modo.

      Eu lembro outro facto pouco conhecido, mas inatacável, que foi uma puta socialista de Sintra, que deu o nome dela, para levar em frente uma moção no parlamento europeu, para dar direitos superiores e especias, a aqueles que vão ao cu do próximo, aqueles que adoram o culto da morte.

      A moção dela fracassou cinco ou seis vezes, mais ou menos. Não passou. Mas as serpentes intrigantes não desistiram. Modificaram e trocaram sempre as vírgulas, para poder, contra todas as regras, apresentar no fundo o mesmo papel, para aprovação no tal parlamento. Sempre fracassou. Até as mesma putas mudarem de estratégia. No lugar da criminosa podre de Sintra, escolheram o nome de uma lésbica da Áustria do partido dos comunistas verdes. E pimba. Lá passou a porcaria, que a puta podre de Sintra tanto adora.

      A gaja de Sintra gosta de levar no cu. A seguir vem a sodomia. E assim. Agora ensinam esses crimes às nossas crianças nas escolas primárias. Em toda a Europa, assim a teoria.

      Como combater este crime? Com bárbaros muçulmanos. Eles matam-os a eito. Penduram-os muito alto, em guindastes, em gruas. Basta olhar para o Irão, por exemplo. Ou para a Arábia Saudita.

      Sempre achei muito estranho, porque é que os porcos da esquerda fascista, nunca criticavam a falta de direitos humanos no mundo muçulmano. O porco do Miguel Portas beijava o cu aos muçulmanos, aquele asno e ignorante perfeito, por exemplo. Hoje sei. Eles não são melhores que os porcos muçulmanos. Impossível.

      A propaganda socialista é diferente da do muçulmano. Mas o conteúdo é o mesmo. Ambos tratam as mulheres, como fossem esterco.

      Etc.

      Claro que esta UE vai cair. E de que maneira.

      Mas os justos não vão cair. Nunca.

      Só os ímpios é que vão levar nos cornos. E é bem que assim suceda. É muito justo. Muito.

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  12. A. R permalink
    15 Novembro, 2019 23:32

    Um dia terá tudo que bater no fundo para recomeçarmos.
    Na URSS nos tempos gloriosos das amplas e da imposição do comunismo o divórcio era uma mera formalidade: todos iam com todas e vice-versa. Passados 15 anos bandos de jovens violentos sem freios, que nem a polícia dominava, infestavam as grandes cidades e aterrorizavam as pessoas.
    Abriram então os olhos … e perceberam.

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  13. Miguel Neto permalink
    16 Novembro, 2019 05:34

    Quando eu estudava no liceu, era frequente ouvir-se um professor dizer a algum aluno que dissesse um disparate, qualquer coisa como: “perdeste uma boa oportunidade para estar calado. Esperava mais da tua intervenção”. Isto quando o professor era simpático. Hoje o que interessa é que os meninos participem. Por maiores disparates que digam, tudo é válido, devendo os professores promover a participação e o debate.

    Vivemos numa sociedade com algumas características socialistas já muito enraizadas. Por exemplo, todos, pais e crianças só falam dos seus direitos. Ninguém exige que lhes perguntem pelas respectivas responsabilidades, quando são as responsabilidades que cada um pode e quer ter, uma daquelas coisas que mais e melhor nos definem. É, para dar outro exemplo, uma das coisas que nos diferencia dos animais (que também cada vez mais têm mais direitos)

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    • Jornaleca permalink
      16 Novembro, 2019 07:37

      A psicologia ajudou a fazer muito mal, nesse sentido e a criar esses idiotas, que adoram esquecer, que para distribuir, é preciso primeiro produzir.

      As obrigações são a primeira coisa. Essa coisa dos direitos é uma vigarice comunista, para destruir uma sociedade.

      O partido actual com mais riqueza é o partido comunista, dizem. Porque é que então não dão as casas aos sem-abrigo?

      E porque é que não pagam IMI?
      O partido comunista não paga IMI!! Isto é um CRIME!!

      E se alguém disser, que os outros também não pagam, não vale, igual. O partido comunista devia pagar, independente do que os outros fazem. Como bom exemplo. Na teoria. Ou exigir ter que pagar. Organizar demonstrações a favor de pagar IMI. Mas nada disso se vê.

      Quem não trabalhar, não tem direito ao comer. O comunista faz de outra maneira. O comunista tem escravos que trabalham, para o alimentar. Até alguém partir os cornos ao ladrão do comunista.

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  14. 16 Novembro, 2019 06:23

    Dona Cristina, digamos que tem razão quanto ao problema da indisciplina, e o inferno que isso representa para os professores… de bem. Mas deixe-me ser franco consigo. Nos tempos que correm, é melhor ser desobediente e não “aprender” nada na escola , do que ter virar obediente e levar com uma lavagem cerebral.
    Nos dias de hoje na escola quem é desobediente tem uma chance de recuperar o tempo perdido no futuro. Quem obedece vai ser um escravo do sistema para o resto da vida.
    Na verdade é para isso que serve verdadeiramente escola e a “educação”

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