E que tal o ministro da Defesa dedicar-se à Defesa propriamente dita?
Depois de um ministro da Defesa que avaliava a legalidade do acontecido às armas em Tancos a partir da sua experiência como espectador de ‘filmes policiais’ temos agora um ministro da Defesa que sobre Defesa e Forças Armadas nada diz mas avaliando as suas intervenções temos de admitir que o ministro deve ter sido escolhido por se interessar pelos filmes cujo enredo decorre em quartéis.
Ontem, 3 de Fevereiro, o ministro João Gomes Cravinho anunciou que quer desconstruir a “imagem tradicionalmente masculina” associada à Defesa Nacional. Note-se que em Janeiro o ministro da Defesa queria desconstruir a imagem das Forças Armadas através do seguinte plano: Dormir em quartéis para atrair jovens às fileiras. Sendo que em Março do ano passado já tínhamos tido o “ambicioso plano” (PUBLICO dixit) das creches nos quartéis.
Outra constante destas intervenções do ministro da Defesa é que não só nunca é interrogado sobre as questões da Defesa propriamente dita como estes seus anúncios são invariavelmente apresentados como uma ideia brilhante que ofusca a ideia brilhante anterior e leva a que não se lhe pergunte sobre o saldo de todas essas ideias – Por exemplo, como está a correr o plano das creches nos quartéis? – ou sobre o seu sentido: que sentido faz falar da desconstrução da “imagem tradicionalmente masculina” do Exército quando houve mais mulheres do que homens a candidatarem-se no último concurso para oficiais? Acontece é que não houve candidatos suficientes para preencher as vagas.

Ridiculo ministro, mas é apenas mais um de um ridículo governo cheio de gente com falta de categoria! Pena que não possam ser desconstruidos por todos nós com urgência ! O país ganhava e nós ficavamos mais limpos de tanta porcaria
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Baralhar cartas viciadas por baixo da mesa faz parte da lógica que sustenta o engodo do sistema .
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Tendo em conta que os elementos femininos tendem a ocupar lugares como condutores pessoais e secretárias, e que esses lugares estão normalmente associados a altas patentes.
Considerando ainda que a pirâmide está invertida, é natural que sejam necessárias muitas mulheres para dar graxa a tanto general !
Mas se ele quer mesmo acabar com essa ideia “obsoleta” de que a tropa é coisa de macho, pode começar por publicar uma estatística indicando para cada teatro de operações o nº de militares, distribuídos por género (F/M/I) !
Quando o Polígrafo confirmar que na República Centro Africana e no Afeganistão a nossa representação tem mais mulheres que homens o mito do macho cai, e eventualmente nunca mais se levanta 🙂
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Posfácio*: Com a última prestação pública do Sr Almirante…«em marcha a restruturação e a modernização das Forças Armadas»
Direito a juntar-se à plêiade de ministros e generais do Novo Estado:
«modernização en marche»-Restelo 2020 dC
“O colapso das Forças Armadas” – André Pardal no Público (26Jul19)
«Querem isso, Exército sem soldados?» -Nuno Rogeiro, na Sábado (4Jul19)
«Uma reforma que define um novo modelo para a DN» -Aguiar Branco (2013)
«O reforço da tendência de militarização» da GNR-MGen Monteiro Valente (2007)
«A reforma da instituição militar estará concluída em 2007» – Severiano Teixeira (2006)
«O ministro está a fazer uma revolução tranquila no MDN» – Luís Amado (2005)
«O Exército marcha para a mudança» – General Viegas CEME (2002)
«FA -o caminho do futuro, que tropa queremos?» – General Alvarenga CEMGFA (2002)
«Reforma das FA -uma reflexão» – Jorge Sampaio PR (1999)
«Desafios das FA no virar do século» – Veiga Simão (2Abr98)
«Racionalização dos efectivos, um imperativo de modernidade» – Fernando Nogueira (1992)
«Vamos combater a nossa inércia» – General Loureiro dos Santos CEME (1991)
* De texto virtual ao SExa o Cmdt Chefe das FA.
PS: acrescentar este Ministro Desconstrutor.
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