Jaime Nogueira Pinto: o que ficou por lembrar

Jaime Nogueira Pinto (JNP) constrói hoje no seu artigo publicado no Observador um enredo subtil que, embora não tendo má intenção sofista, ilude a verdade e subverte a realidade dos factos.
Diz JNP que a Alemanha, a Holanda, a Áustria e a Finlândia, a que chama depreciativamente “os financeiramente correctos” são países profundamente egoístas por serem avessos ou recusarem a emissão de coronabonds. Refere ainda que os governos destes países só se mostram preocupados com o “déficit” e apenas querem uma União Europeia “para os tempos fáceis”.
Desde logo JNP parece fazer a habitual confusão entre variáveis fluxo e stock. Do que veio reportado na imprensa, os países supostamente “malvados” têm objecções de princípio a níveis de dívida pública astronómicos como os de Portugal ou Itália. Não estariam demasiadamente preocupados com o valor dos déficits em situações de excepção como a da epidemia que nos faz companhia neste momento, não fosse dar-se o caso de os países pretensamente “vítimas” terem, recorrentemente e ao longo de décadas, despesas públicas acima dos valores que recolhem através de impostos. A reserva dos Estados hipoteticamente “facínoras” é, aliás, maior porque num passado não tão distante quanto isso acudiram a situações de insolvência dos países “injustiçados” na expectativa de que estes mudassem de vida após uma situação de aperto e se tornassem entidades de contas razoavelmente certas e gastos parcimoniosos.
Só para que nos entendamos: a Alemanha tem uma dívida pública de 62% do seu PIB, a Holanda de 53%, a Aústria de 74% e a Finlândia de 59%. Já Portugal, como se sabe, ultrapassa os 122%.
JNP esquece algumas coisas. Primeira: se os países “anti-coronabonds” estão em condições de ajudar os outros é porque criaram riqueza suficiente e pouparam em medida tal para que não haja dúvidas fundadas quanto à sua solvência para o nível de dívida que têm actualmente. Já os países “pro-coronabonds” acumularam um stock de dívida pública tão exagerado que já não há margem para distender o déficit durante o período económico mais conturbado sem que os credores tenham uma percepção de risco enorme e sério receio de nunca mais serem ressarcidos dos seus empréstimos.
Desde logo é crucial que as pessoas e as sociedades sejam livres nas suas opções, mas responsáveis pelas decisões que tomam. A seu tempo os países frugais (como também lhes chamam) optaram por reformar a sua sociedade e o âmbito de actuação do Estado. Nós, legitimamente e por vontade popular optamos por não reformar. Ou, melhor dito, optamos por dar ao Estado um peso cada vez maior nas nossas vidas e permitimos que se endividasse a tal ponto que, em momentos de aflição como a covid19 (ou outros), o próprio recurso a mais dívida se torna extremamente difícil. Ora, não é legítimo sugerir que a responsabilidade dos nossos actos e imprudências seja de terceiros.
Outra coisa que JNP esqueceu é a de que é absolutamente racional e um dever básico que os países “maus” tenham noção do risco de incumprimento por parte de Portugal, Itália ou mesmo Espanha. O dinheiro alemão ou holandês não é dos respectivos Estados, mas sim de cidadãos concretos a quem lhes foi subtraída parte dos seus rendimentos. Os contribuintes desses países não são Portugueses, mas são gente respeitável também. Mal fora que os governos destes países desconsiderassem esta circunstância.
JNP esqueceu ainda um outro facto indesmentível: dívida agora significa impostos futuros. Quer JNP deixar às gerações mais novas e aos portugueses vindouros um peso de obrigações de que não foram responsáveis e condicionar de forma dramática a possibilidade destes desenharem o seu próprio futuro com um mínimo de liberdade? A solidariedade inter-geracional passa pelos mais jovens e os que ainda nem sequer nasceram pagarem os desvarios e esbanjamento de quem se lhes antecedeu na história?
Mas, como JNP coloca a questão quase do ponto de vista deontológico e não tanto do utilitarista, vou-me abster de comentar os resultados que invariavelmente se verificam quando se fornece droga a quem tem comportamentos aditivos de estupefacientes ou o que é de esperar quando se cede a chantagistas.
Digo antes que a verdadeira caridade parte da vontade livre de quem a oferece. Caridade não é responder a pedinchar de mendigos. Gostaria também de salientar que não constitui obrigação moral a nenhum Estado acudir a situações de má gestão pública e falta de previdência de terceiros países.
A quem já beneficiou de ajuda externa e mais do que uma vez como Portugal, se não sabe viver com os seus próprios meios nem tem nenhum pudor de ainda assim fomentar o esbulho das pessoas e dos seus contribuintes que criam riqueza, seria de bom tom não esquecer de a ajuda que já teve. Se não agradece, pelo menos, deveria ter o recato de não se sentir credor de direitos que não tem.
É de elementar decência não exigir dos outros a manutenção do país numa situação de dependência de terceiros e parasitismo compulsivo.
O preço a pagar pela liberdade é elevado, mas define um povo.

Como diz o artigo anterior, o governo português aumentou os funcionários públicos, no passado dia 20 de Março, quando já se sabia da tormenta que iria atingir os privados. Depois disto, não há palavras para descrever a repugnância que este governo me dá e que também, pela mesma razão, deve dar à Holanda e aos outros países responsáveis.
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E seguramente não se esqueceram da redução do horário que signdica o mesmo dinheiro por 87,5% do trabalho ou um aumento salarial de 14,29%,
Quando a função pública passa a ser o couto de correlegionáris e alfobre de votos, todo o governo é não confiável – corrupto.
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Portugal quer usar com os outros países, aquilo que sabe resulta tão bem dentro das suas fronteiras. Ou seja:
Chora que já mamas e o muito indígena direito à indignação.
Estas são as armas dos portugueses. A indignação é a arma de porcaria porque não indica qual o horizonte futuro ou um curso ou plano de ação. Esta emoção preferida do tuga é pouco efetiva porque indica quem a manifesta que está certo e que deve continuar assim. Isto cria uma mistura de conformidade e indignação improdutiva.
Qual a segunda correspondência da Indignação? – Culpa. Quem se indigna está satisfeito, muito satisfeito, a identificar culpados para uma situação …. Que naturalmente não é ele! Os outros. E resulta de todas as vezes.
Em Portugal sempre que alguém canta fora do tom FCE (fascismo cultural de esquerda) é acusado de populismo. Lembrem-se sempre que a indignação publica é considerado um dos mais sólidos instrumentos do populismo.
E o que custa a este FCE (por medo) e à iniciativa Liberal por outro lado (incompreensão) é que o André Ventura usa essa arma da indignação com mestria porque tenta criar um outro horizonte e aponta soluções de futuro e planos de ação. É isso que o torna perigoso para o regime. Não é porque é de extrema direita, ou racista, o que raio lhe queiram chamar.
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Excelente texto.
Nunca o o disse de um artigo de JNP, posso concordar, posso discordar, discordar mesmo totalmente, mas nunca este baixo nível. É uma vergonha o artigo do Jaime Nogueira Pinto.
O suposto apoiante do Estado Novo com défice zero e 15% de Dívida Política – nunca chamo Dívida Publica à Dívida Política – Parece convertido às benesses da Dívida do 25 de Abril e a consequente chantagem emocional e populista quando o extremismo do regime do 25 de Abril leva a record de dívida e os problemas ficam claros e se amontoam.
Por definição um record é algo extremista.
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Leu o texto do JNP ou este comentário do TAF?
Ia jurar que nenhum de v.s leu o artigo. Porque o artigo é profundo e este comentário é uma treta ao lado, querendo corrigir contas técnicas que o JNP nem aflorou, mas sim ideias de União e humanismo que ele mostra como hipócritas, perante outras ajudas como as da Rússia.
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O Jaime Nogueira Pinto é um analista e historiador interessante, mas de economia e finanças não percebe mais do que a média.
Inclusivé, não percebe como funcionariam as tais “bonds”. Imaginem que eram condóminos de um prédio em que o condomínio faz um empréstimo para resolver um problema estrutural do edifício e dá parte do dinheiro ao drogado do 2º Esquerdo e para ele tratar da parte dele. Só um idiota que acredita que há vacas voadoras engolia esse anzol.
O PS está acantonado e sem saída, e por isso está à rasca. Completamente manietado pelas seitas comuno-fascistas e agora também pelas manobras do hipocondríaco.
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Onde é que ele percebe ou não percebe disso num artigo do Observador e não neste resumo ao lado do TAF?
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«Europa é um projecto só para os tempos fáceis (…) quando as coisas apertam, é com cada um, com cada governo, com cada Estado Nacional»
JNP- e isto sem sequer falar nos eurobonds mas na ajuda humanitária que não aconteceu.
Falso?
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“Tudo isto é, em parte, simbólico, mas não deixa de realçar, por contraste, o profundo egoísmo, silêncio e descoordenação dentro da União Europeia, onde o grupo dos “financeiramente correctos” – Alemanha, Holanda, Áustria e Finlândia – faz barreira à solução dos chamados “CoronaBonds”.”
“Também já arrepiou caminho, mas o facto é que a recusa dos “financeiramente correctos” em aceitar uma solução conjunta, na forma de Obrigações emitidas colectivamente sob a chancela da EU, criou um forte ressentimento nos italianos e nos espanhóis, os povos até aqui mais castigados pelo flagelo do Covid-19.
Esta recusa de aplicar medidas excepcionais em tempos excepcionais mostra o pior da burocracia e tecnocracia da União Europeia e a mentalidade dos eurocratas em todo o seu esplendor. E, sobretudo, revela os profundos egoísmos nacionais dos mesmos governantes que todos os dias clamam contra o perigo dos ‘nacionalismos’ e dos ‘populismos’.”
“Obrigações emitidas colectivamente sob a chancela da EU” – são ou não uma definição de eurobonds?
Os eurobonds e os “Coronabonds” são diferentes? Duvido que os contribuintes alemães ou holandeses vejam as diferenças.
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O JNP há muito que vem a desenvolver (por idiossincrasia) a ideia do ressurgimento de noções nacionais diferentes do projecto kantiano europeu.
Neste momento ele lê assim o comportamento e ainda mais importante a forma como o introduz- entre o racionalista voltairiano ou o doutor da Relíquia – a Ciência e Mamon versus o que a ultrapassa e troca as voltas.
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“O JNP há muito que vem a desenvolver (por idiossincrasia) a ideia do ressurgimento de noções nacionais diferentes do projecto kantiano europeu:.
Esse é precisamente o ponto. Paerece-me contraditório que se seja a favor da preservação dos estados-nacão – eu sou – e defender a mutualização de empréstimos, discutidos ao telefone. Antes disso temos que discutir os limites ao federalismo europeu – que às vezes é mau, outras vezes é bom.
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O sermão que todos os direitalhas sabem de cor: o da formiga e da cigarra. Para a direita o mundo resume-se a formigas e cigarras.
É um mundo simples, como o das crianças. Quem tem muito é porque o merece. Quem tem pouco também. Quer seja pessoas ou países.
Portugal estourou muita esmola europeia, lá isso estourou. É ver as bombas de muitos senhores empresários. Audis, BMWs, Mercedes, até Porsches com fartura. E montes no Alentejo. E casinhas no Algarve. Mas disso não fala o moralista direitalha: a moral é só para pulhíticos e para o povão.
Também não fala do que os países a norte, as formigas ricas, têm ganho com o Euro e a UE. Há uns quadros giros onde se vê quem realmente ganhou com isto. Nem fala da mama da Holanda, da Irlanda, do Luxemburgo ou da Suíça, essas formiguinhas tão hipócritas, nos impostos dos outros.
Não, isso só complicaria a questão. Se o mundo não for assim simples e linear, formigas poupadinhas e cigarras estróinas, a malta ainda desata a questionar outras coisas. A riqueza tão mal distribuída, por exemplo, quer entre formigas quer entre cigarras. É melhor não complicar.
Olhem, sabem para o que isto do covid dava jeito? Para um reset a sério. Da riqueza, do trabalho, de tudo. Assim é que se vê que profissões têm realmente valor. Assim é que se vê como isto está tão, mas tão mal distribuído.
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“É ver as bombas de muitos senhores empresários. Audis, BMWs, Mercedes, até Porsches com fartura. E montes no Alentejo. E casinhas no Algarve. Mas disso não fala o moralista direitalha: a moral é só para pulhíticos e para o povão.”
Porque é que se haveria de falar? Comprar algum deses produtos é imoral ou ilegal?
Como sempre a inveja e ódio ao diferente é o “padrão” da esquerda.
Tu pareces estar o nível do Pol Pot.
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“É tudo um putedo”
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No país onde eu vivo vêm-se muitos desses carros.
Em Portugal é preciso ganhar muito acima da média.
Talvez o problema não seja de quem os tem em Portugal, mas a mentalidade do povinho que faz com que o país seja pobre, e a esmagadora maioria da população só possa sonhar com um carro assim.
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Portugal tem uma % desproporcional desses carros caros. Não é mérito; é mama. Sobretudo de pseudo-empresários.
E mesmo no país onde v. vive, que % da população os tem? E no mundo que % das pessoas tem uma vida decente, quanto mais um carro?
Se amanhã o ‘povinho’, como diz, mudasse por magia de ‘mentalidade’, acha que todos podiam ter um Porsche?
Os direitalhas americanos e ingleses costumam dizer que não é um “zero-sum game”. É mentira. Tudo é limitado, a começar pelo planeta. O capitalismo é um jogo viciado por mamões.
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“Portugal tem uma % desproporcional desses carros caros. Não é mérito; é mama. Sobretudo de pseudo-empresários.”
Ora aqui está o retrato do Filipe – “pseudo-empresário” que mama na trollaria xuxa.
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Sim, camarada. Antes da UE, os holandeses e os alemães viviam muito mal (tirando os alemães do leste, claro!). Já nós, tirando aqui de haver fome em Setúbal, da autoestrada ir de Aveiras de Cima à Marateca, e de um terço dos portugueses viver da agricultura de subsistência, da pesca artesanal e de fábricas que faziam coisas que ninguém queria comprar, estávamos muito bem em 1986.
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JPT esqueceu um importantíssimo troço de auto estrada: Ponte da Arrábida – Oliveira de Azeméis … é que assim é quase mais 50% … 30km’s mais …
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Não me lembro de ver tanta indignação nacional, quando os “populistas e outros istas” denunciavam os desvios de fundos, a corrupção e por aí fora. Fosse ela de esquerda ou de direita.
Muuuitas vezes o saudoso Medina Carreira alertava para o rumo que Portugal estava a seguir.
Deram-lhe ouvidos? NÃO! Apenas o criticavam de forma suave.
Os ouvidos agora estão todos abertos para criticar os vindouros de Medina Carreira.
Too late!
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Passando pelo velho Medina Carreira. Mais um ‘velho’ de algum modo da geração de Eanes vindo há pouco a público. Sóbrios, dedicados e de olhos bem abertos.
Agora, perante o ‘sucesso’ do Talented Mr Costa, é tarde.
Estranho, qto a Jaime NP. Deve ser resultante da sua costela cristã oposta à dos protestantes do norte, talvez.
‘Deformação’ da escolástica católica que nos foi debitada quando jovens e nele ainda perdura.
Como diz atrás o lúcido Ausente52 e corrobora ente Presente45, ainda hoje com três A4 dos quadros de Medina Carreira, recolhidos após conferência algures.
Ninguém o quis ouvir,
nem Passos PM, em cujo lançamento do seu livro Vencer esteve presente.
Too late to be wise.
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O que ninguém fala é que mesmo que todos os estados estivessem de acordo criar eurobonds ia ser um processo complexo porque não existe um Estado europeu. Então quem seria a entidade emitente? Ter-se-ia, provavelmente, que se criar um fundo para o fundo emitir as eurobonds. E se o Banco Central Europeu afirma que vai injectar biliões para quê eurobonds que seria um processo mais moroso? Ou o que interessa mesmo é empatar…
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Todos temos os nossos momentos menos bons, ou mesmo maus, quero acreditar que Jaime Nogueira Pinto teve o seu.
Vir com este artigo caucionar a bizarra bravata do manhoso Kosta contra os países que estão pelos cabelos com as extravagâncias e atoleimadices de desgovernos, como o nosso e o espanhol e o italiano, que se comportam como desmiolados irresponsáveis, acumulando dívida pública estratosférica devo confessar, a sério, que nunca me passaria pela cabeça.
No melhor pano cai a nódoa.
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Leu o artigo do JNP ou apenas este comentário ao lado do TAF?
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Creio que isto https://www.facebook.com/ACorDoDinheiroCL/videos/2599351790352476/?vh=e&d=n cabe dentro do tema e que vale a pena ver até ao fim. Desmistifica e esclarece muita da propaganda ideológica que por aí, e até aqui, anda.
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O texto do JNP, como sempre, é muito bom. É lê-lo e perceber que o que diz não se resume a este comentário.
Há um abismo entre cultura e contas técnicas quando o sentido do JNP nem é esse. É mais importante, como resumo da tal “falta de união” esta passagem:
“Será possível que alguém volte a acreditar na sua retórica humanista e humanitária em relação aos povos de toda a Terra, aos refugiados, aos imigrantes, aos famintos e perseguidos de todo mundo, ao planeta que sofre e aos animais que se extinguem se, na hora de ajudar, de salvar, os seus confrades e vizinhos europeus se mostram preocupados com o déficit?”
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Jaime Nogueira Pinto é um bom historiador. Ponto. A pocilga exala tal cheiro que até as mentes sãs podem sofrer vertigens momentâneas. De qualquer forma a opinião é livre. Medina Carreira era um socialista verdadeiro, tal como Henrique Neto. Emitia opiniões sólidas que confirmam os que pensam. Como disse há uns dias, não vale a pena discutir com gente incapaz de perceber a realidade. Em vez da realidade criou-se uma situação fictícia para que se mantenha o estado de cleptocracia, nepotismo, impunidade, censura e desorganização vigente. Os responsáveis por esta situação vão agora navegar à bolina.
O vírus corresponde apenas a rajadas de vento temporárias, a tempestade económica vem logo a seguir. Esta tempestade chega a afectar os supra poderes de forma imprevisível.
A UE já não é sequer um supra poder, por isso a discussão sobre os financeiramente correctos pode parecer actual, mas de facto já está ultrapassada.
Só o sector produtivo terá condições para sobreviver. Os sectores parasitários têm dominado sociedades intoxicadas pela propaganda e pela engrenagem financista dos sem tinos habilidosos. É nelas que o social fascismo encontra os seus apoios, o kosta canta as suas proezas e o outro exibe as suas vacuidades. A tempestade vai varrê-los.
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A solidariedade dos chineses tam bém deve ser lembrada.
“Testing kits which were headed to the UK have been found to be contaminated with coronavirus. A Luxembourg-based manufacturer Eurofins, told UK labs on Monday that deliveries would be delayed as core parts had been contaminated with coronavirus,
The Telegraph .
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Vergonha! Continuam a mandar o Virus Chinês disfarçado com medicamento.
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Nada disso, a encomenda visava a estratégia HI (imunização de grupo) que o UK estava a seguir, mas o UK entretanto mudou de estratégia e com o atraso na entrega da encomenda ficou tudo “desencontrado” …
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Mais terreno aplainado e passadeira estendida com ternura para as reeleições do MCThomaz e do AC-DC, hoje na capa da revista do Expresso (que não compro): “Winston Churchill tornou-se um herói devido à II Guerra Mundial. Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa são líderes à altura desta pandemia ?” Essa despudorada lambebotice (e favor) é assinada por Henrique Monteiro e Ângela Silva.
Balsemão que não se queixe das vendas em decréscimo.
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O tio balsas foi justamente o elemento chave na iberia de uma das super estrutura que têm governado o mundo, Foi substituído pelo cherne, tipo do mesmo calibre. Ao que parece transportaram para Cascais uma excrecência. Trata-se de uma super estrutura em declínio que teve em Bielderberg o seu esteio. Exercem ainda influência em países falidos, onde existem milhões de ignorantes do seu destino. Altos níveis de desemprego e suicídio os aguardam..
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O velho sábio aponta para o rasgo no casco do titanic que está afundar o navio no meio do oceano, e os tolos só querem saber da sua liberdade de navegação, e de que têm combustivel suficiente para que o motor não pare.
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Parabéns! Óptimo artigo. A última frase: “ O preço a pagar pela liberdade é elevado, mas define um povo.” diz tudo.
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Portugal, para conseguir modernizar-se em ordem a poder aceitar investimento estrangeiro de empresas modernas (que exigem autoestradas, internet rápida, etc,), teve que se endividar.
O dinheiro da dívida foi para comprar equipamentos aos países industrializados do Norte. Essas compras foram um subsídio às empresas industriais desses países (se Portugal não se tivesse endividado essas empresas não tinham mercado para exportar toda a sua capacidade de produção), os quais não necessitaram de dar dinheiro a fundo perdido às suas empresas (apoios à exportação). Ganharam esse dinheiro nesses tempos e agora ganham os juros dos empréstimos que fizeram.
Ganharam em dois carrinhos, e ainda há quem, nascido e criado em Portugal, defenda os gabirus do Norte, e aceite que os povos do Sul não preguiçosos, só gostam de alcool e putas…
Grandes patriotas!
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Um estado enorme que tira a todos , mesmo aos mais pobres ( a estes saca-lhes no mínimo 50% do que ganham ) , para dar a alguns ( amigos , familiares e correligionarios) encavalitados no monstro sem que tenham de produzir algo , sem que tenham de esforçar-se e trabalhar , aperta o futuro dos portugueses para um buraco donde espera ser safo pela piedade de outros que tomaram a responsabilidade das suas vidas nas suas proprias mãos .
E mais , ainda se arrogam á exigencia da esmola , á qual se habituaram desde há longos anos sem que a aproveitassem para criar um modo de vida que os tornasse autosufucientes . Criaram , leis , regulamentos e mais regulamentos , não reformaram a Justiça , a segurança ,a educação , tornando um inferno de burocracia a vida dos portugueses que necessitam o dobro do esforço dos outros europeus para criar o mesmo bem ou serviço .
Socialismo!
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Deixe de fumar drogas e verá as coisas mais claras.
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Então nós endividámos-nos para nos desenvolvermos… E eu convencido que, em 86, quando chegou cá a Europa, já cá tinha vindo o FMI duas vezes, em 77 e 83. De facto, coitados dos holandeses e dos alemães, que, sem o nosso poderoso consumo, estavam na miséria em que viviam antes de 1986 – ao contrário de nós, claro, que, até esse ano, estávamos lançados no caminho do progresso (mas devagarinho, que, na nossa Diane 6, ir de Lisboa ao Porto, era coisa para 6 horas). Ou este cidadão é novo demais para se lembrar, ou, coitado, já está senil.
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Caro Senhor
Por ser O J N Pinto, mais importante era realçar a realidade artificial que ele construiu. De uma Europa, que tal como D João VI assinou a carta sem a conhecer, assinou de cru.., na sua constituição, o que estava inacabado, porque vinha aí De Gaulle….!
Porque terá o contribuinte holandês que subsidiar a incontinência do governo portugês?
Portugal de há 35 anos a esta parte já tem recebido, em termos líquidos, cerca de 1,5% do seu PIB, em fundos de coesão e outros. O que dá cerca de 60% do PIB; ou 130 mil milhões de Euros. Isto vem acontecendo de há 35 anos a esta parte: parece ser um caso óbvio de subsidiodependência, compreendendo-se que os contribuintes holandeses ( não existe dinheiro público: é todo dos contribuintes) estejam cansados.
Cumprimentos
Vasco Silveira
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Cansados de pagar estão os malandros dos holandeses, e outros.
Os de cá estão prontos a receber mais sem repugnância. Era bom era.
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Portugal antes da chegada da Bomba Atómica chinesa:
Festas e mais festas:
Passagem do Ano
Carnaval
Festivais de música
Festas da Cidade
Festas dos Oragos
Queimas das Fitas
Festas das vindimas
Natal
Feriados, pontes e Férias
45 dias ou mais
(Não se contam aqui as de algumas classes que duram vários meses!)
Viagens.
Para o Estrangeiro, quanto mais longe melhor
Para os Meninos finalistas de qualquer coisa
Para o Algarve, sempre
Para os Açores e Madeira ao menos uma vez na vida
Para a Disneilândia para as criancinhas que aí têm muito que aprender
Futebol:
Dez Estádios novos e muitos outros remodelados como manda o figurino
O pessoal do Norte vem ao Sul
O pessoal do Sul vai ao Norte
Competições internacionais, é ver o pessoal a encher os aviões para lá e para cá.
Restaurantes caros quase sempre cheios
Bebidas caras aos hectolitros
Automóveis dos mais caros e potentes a mudar de cinco em cinco anos, pelo menos.
Brinquedos dos mais sofisticados para miúdos e para graúdos
Telemóveis de última geração – um para cada cidadão
Tabaco um ou dois maços por dia
Greves:
Uma por dia
Caramba! Nós somos pessoas modestas, pacatas e poupadas
Não compramos Livros. (para quê? não os lemos).
Não compramos Jornais, a não ser os da bola ou o pasquim do crime para alimentar o espírito basbaque cá do sítio (também, diga-se de passagem, nenhum presta para nada pois há muito que foram destronados pelo papel de embrulho e pelo rolo branquinho e fofinho da privada)
Trabalhamos com afinco o menos possível,
É repugnante como esses que são mais ricos que nós nos desprezam.
É repugnante!
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Eu li o artigo do JNP antes deste post e a sensação que fiquei foi se era mesmo um artigo do JNP. A meio puxei o ecrã para cima para ver o cabeçalho e verificar se não tinha ido parar a outro artigo.
Não acho necessariamente mau que discorde de um artigo de um colunista que gosto de ler.
Com o Medina Carreira, que gostava de ver e ouvir, por vezes ficava a sensação que repetia o que sabia que os espectadores do programa gostariam que dissesse. Ou seja tem um programa (ou coluna de opinião do jornal) onde vai dizer (ou escrever) o que os espectadores (ou leitores) esperam. Deixa de ser um comentador para passar a ser um artista de variedades.
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Geralmente discordamos, mas este seu insight merece aplauso. É realmente como diz.
E a maioria não se lembra disso: esquece-se que cada artigo ou programa pode ter começado como opinião e inspiração, mas à medida que ganha leitores / espectadores torna-se um produto, do qual o autor vive, e cujos prazos e expectativas tem de cumprir como qualquer produtor.
O Alberto Gonçalves, por exemplo, escreve bem e tem um público fiel. Que diria este se amanhã, por qualquer motivo, o Gonçalves mudasse de opinião? Quantos continuariam a lê-lo moderado ou esquerdista, em vez de direitalha radical?
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