Saltar para o conteúdo

Diário do manicómio

5 Abril, 2020

Quase, quase a adormecer, ouço um megafone debitando sílabas mecânicas sem os intervalos preenchidos pela Internacional Socialista que indicariam tratar-se de uma campanha eleitoral de um dos resquícios revolucionários que os baby boomers mantêm vivos para gozar com os mileniais crédulos em qualquer treta. Não era, pelo que saí à rua para descobrir quem seria o idiota do autor do desaforo. Tratava-se de um carro da polícia a “aconselhar” as pessoas para que não saíssem de casa. Olhei em redor e não vi qualquer pessoa na rua: cá estávamos nós, eu e um carro da polícia de onde um agente “aconselhava”, em total exclusividade para mim, que devia regressar rapidamente a casa. Emocionado pelo gesto pessoal, regressei a casa. Eles lá continuaram, a falar sozinhos.

Quando entrei em casa ouvi um barulho ensurdecedor. Vim à janela e vi um meteoro a atingir o carro da polícia. Por entre a destruição total do carro, um deles, preso na chapa amolgada como o papel da multa de estacionamento que recebi quando ainda éramos humanos, ainda vivo, gritava por ajuda. Abri a janela e gritei: “não podemos sair de casa”.

41 comentários leave one →
  1. 5 Abril, 2020 10:24

    Esse é o problema à Robinson Crusoé. Os conceitos abstractos fabricados em “laboratório” esbarram com uma natureza humana e biológica mais complexa.

    Há um todo maior que o somatório das partes. Por cabeça a cabeça já o Hobbes era pessimista e, nesse ponto, acertava mais que posteriormente o Rousseau.

    Liked by 1 person

  2. 5 Abril, 2020 10:26

    Imagine-se o que seria uma situação de excepção frente a algo desconhecido a ser decidida à ancap ou por democracia directa.

    Liked by 1 person

  3. Weltenbummler permalink
    5 Abril, 2020 11:08

    a esquerda empandeirou o país

    Liked by 1 person

  4. Zé Manel Tonto permalink
    5 Abril, 2020 12:26

    Devia compilar estas histórias e publicar em livro.
    Eu compro.
    Quando me deixarem sair de casa.

    Gostar

  5. lucklucky permalink
    5 Abril, 2020 12:28

    A destruição que se está a fazer não tem paralelo na estupidez.

    Note-se ainda que para o bem e para o mal isto é o Fim do Ocidente como algo que outros possam admirar.
    Terá obviamente impacto nos sistemas políticos. Claro que Portugal só na aparência é uma democracia – está acabou em 2005 por o Jornalismo Marxista a dar cobertura às ameaças de violência violência política de Esquerda.

    O Jornalismo é também o que regula a promoção e catalização política, quais os temas que são assunto e o que não é. Resultado, um Estado que nunca foi tão grande e se arrogou de tantas responsabilidades sem nada preparado para um vírus.

    O jornalismo fazendo ainda pior mundialemnte ajudou a promover o “Aquecimento Global”, biliões de euros foram desviados para essa monocultura.
    Era impossível pensar diferente ou dizer que haveria outras prioridades. Ou não colocar os ovos todos no mesmo cesto.
    Aparece outra coisa totalmente diferente e temos desastre.

    Agora voltaram os sacos e copos descartáveis depois de terem sido odiados por boa parte da população por instigação jornalista.

    Liked by 2 people

    • 5 Abril, 2020 12:42

      “sem nada preparado para um vírus.”.

      Isso é praticamente uma realidade geral. O problema é precisamente esse. Uma vez que não houve como fazer?

      Gostar

      • Andre Miguel permalink
        5 Abril, 2020 13:00

        Não houve o quê? Virus? Só em Espanha no inverno 2017/18 houve 800 mil casos de gripe, 52 mil hospitalizados e 15 mil mortos. Não houve quarentena, nem foi notícia. Isto do covid é um tremendo disparate ou não sabemos a verdade.

        Liked by 1 person

      • 5 Abril, 2020 13:30

        Virus com esta facilidade de transmissão e letalidade sem tratamento?

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 13:32

        Está a partir de dados diferentes. Um encerrado e não planetário e outro em aberto, planetário, com morbidade e letalidade muito maior e desconhecido.

        Quer fazer crer que também se improvisaram morgues e esgotaram ventiladores ou nem foi possível tratar e morreram pessoas em casa, sem tratamento, como agora está a acontecer em tanto lado?

        Há exageros para um lado e exageros negacionistas para outro que se equivalem.

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 13:33

        Quantos médicos, enfermeiros e demais pessoas ligadas a hospitais morreram nesse surto de gripe?

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 13:35

        Não morreram porque não trataram?
        Morreram mas não se soube?

        Ou estamos perante o que é óbvio, por todo o mundo, uma situação planetária diferente que não é epidemia local e sazonal como as outras?

        Gostar

      • Andre Miguel permalink
        5 Abril, 2020 13:52

        Zazie, o que sei é que neste momento apenas 0,32% da população espanhola está infectada. Justifica estourar a economia com este racio? Por mim, claramente, não. Continuo sem ver a racionalidade disto tudo.

        Liked by 1 person

      • 5 Abril, 2020 13:57

        “Isto do covid é um tremendo disparate ou não sabemos a verdade?”

        É um disparate que começou onde tudo começa, pelos motivos milenares de sempre, incluindo na mesma província onde houve peste há séculos.

        O disparate matou por lá gente em pouco tempo. Enquanto ninguém no Ocidente sabia em que consistia esse disparate ou se se pegava aos restantes seres humanos.

        Acontece que os restantes também viajam muito e o disparate chegou ao Ocidente. Chegou a Itália há pouquíssimo tempo e começou a matar e a contaminar a uma velocidade que era mais que inventona chinesa e pegava-se mesmo a humanos e não só a velhos chineses.

        Agora o disparate está em toda a parte e continua-se sem saber o que é, como se espalha, como contamina, como se trava, como se trata, quem pode morrer, quem está a salvo, quem está imunizado, quem não está e quais as consequências de poder apanhar seja quem for.

        Mais do que isso, o disparate acontece em pleno século XXI. O do triunfo do conhecimento científico como nunca no passado existiu. E o do máximo de tratamento hospitalar como também nunca houve no passado.

        E ataca no Ocidente mais do que nos outros atrasados.

        Pela net a informação circula. Todos sabem, todos vêem e todos reagiram mais ou menos da mesma maneira.

        O que quer que seja este disparate só não tem esta panorâmica para um extra-terrestre.
        E não me parece que venham aí ETs para explicar e ensinar o que fazermos com isto.

        Estamos a copiar o que todos fazem, com pequenas variantes acerca das quais nem tempo sobra para se retirarem grandes ilações ou conhecimentos

        E é óbvio que olhar para o que vai sair daqui é suficientemente bera para também ser humano que se negue e mande trabalhar os outros fora de casa e de transporte público.

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 14:02

        A racionalidade está no instinto de vida que todos temos. A racionalidade estará na forma de nos protegermos para a economia não provocar mais danos que a doença e conscientes que isso implicará mais surtos não controláveis.

        Em abrindo fronteiras a coisa recomeça. Já nem é por se trabalhar fora de casa porque há muita gente a ter de trabalhar sem ter tempo para comentar virtualmente o disparate irracional que aconteceu no ano da capicua da sorte- 2020.

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 14:04

        Tente responder racionalmente às perguntas simples que eu coloquei.
        Os médicos, os enfermeiros, toda essa gente a morrer (não me estou a referir aos apenas portadores).

        Se conseguir tem a resposta para a sua perplexidade que as percentagens não esclarecem

        Gostar

      • Andre Miguel permalink
        5 Abril, 2020 14:46

        Zazie, Concordo com os seus comentários, é mesmo por aí que vai a coisa.
        Outro pormenor que não entendo: todos os dias vemos conferências de imprensa de políticos, directores disto e daquilo, enfim, burocratas ocupam todo o espaço mediático. Cientistas e epidemiologistas, nada, zero, nicles. Não dá para perceber.

        Liked by 1 person

      • 5 Abril, 2020 14:48

        Mesmo retirando tudo o que é visível na contaminação, a maneira mais fácil de se parar de comparar com o pico de gripe sazonal de 2018 que nem foi mundial, era perguntar qual foi o lockdown mundial que aconteceu nessa altura.

        Ordens de grandeza em situações idênticas, são passíveis de comparação e, mesmo assim, só à posteriori.

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 14:49

        Sem virgula entre sujeito e verbo

        Gostar

      • Carlos Guerreiro permalink
        5 Abril, 2020 14:50

        Em Madrid, o mais grave de Espanha morreu ontem/hoje o primeiro médico. Não é referido se tinha outra patologia associada.
        Vamos ver se o confinamento não irá agravar a situação em Outubro/Novembro quando voltar e não houver imunidade de grupo. Fechamos tudo outra vez?
        Talvez tivesse sido mais sensato proteger os mais vulneráveis (idosos e pessoas com imunodeficiências ou patologias crónicas) e deixar os outros desenvolver imunidade.

        Liked by 1 person

      • 5 Abril, 2020 14:55

        Em Itália quantos já morreram?

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 14:56

        Qual a % de contaminados é que é necessária para haver imunidade de grupo?

        Sabe? ou fala de cor?

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 14:59

        Claro que vai acabar por se fazer isso. Isolar os velhos e pôr os outros a trabalhar.

        O problema é abrandar para poder tratar. Deixar morrer em casa ou sozinhos nos lares é possível e os hospitais retomariam a normalidade relativa, fora o acumular de todos os demais doentes com doenças bem mais graves que têm sido protelados.
        E que continuarão a arriscar apanhar mais este, tratando-se no hospital ou não.

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 15:06

        ” Cientistas e epidemiologistas, nada”.
        Falam todos pelo Imperial College e também não sabem..

        Na prática, o senso comum foi mais inteligente- As pessoas isolaram-se antes de as mandarem e começaram a usar máscaras quando ainda se dizia que até eram contraproducentes.

        O que quer que saibam acerca do bicho não serve para o “aniquilar”. Nem mesmo quanto ao modo de contaminação há unanimidade e tanto se falava no metro e meio de distância como agora já se fala na possibilidade de contágio a 6 ou 8 metros de distância, em havendo espirros.

        Muito menos se sabe como é que os assintomáticos transmitem-
        E isso seria determinante em relação às crianças fechadas sem ir à escola.

        Gostar

      • 5 Abril, 2020 15:11

        Há apenas, tecnicamente falando, um detalhe a dar para o científico que pode ser uma esperança.

        O bicho gosta de clima ameno. Por isso ataca forte e feio no Ocidente.

        Parece não se dar muito bem em contagiar gente com temperaturas demasiado altas ou demasiado frias.

        E, mesmo em relação a isto ainda não é certo, dado o isolamento ou menor densidade populacional dos países nessas regiões.

        Torna-se curioso, como acentuou o Jaime Nogueira Pinto, estarmos agora todos a falar de países em função de fronteiras políticas, quando geograficamente tudo estava ligado e nem se notava lá muito a diferença.

        Liked by 1 person

      • Carlos Guerreiro permalink
        5 Abril, 2020 19:32

        Zazie

        “Parece não se dar muito bem em contagiar gente com temperaturas demasiado altas ou demasiado frias.”
        “Sabe? ou fala de cor?”
        Parece que neste caso deve ser de cor. Um dos grandes focos de infecção foi nas estâncias de esqui da Áustria e do norte de Itália. Parece que temperaturas amenas nestes locais era coisa que não existia…
        A percentagem de população imunizada para haver imunidade de grupo eficaz? Diria 90%, quando a taxa de cobertura vacinal desce abaixo deste valor há risco. No entanto quando a vacina do pneumococo (Prevenar) não fazia parte do plano nacional de vacinação, mas existiam pais a comprarem e vacinarem os filhos, diminuíram muito os casos de pneumonia graves por pneumococos. Logo se houver imunidade de um número apreciável da população ao SARS-Cov2 o contágio também diminuirá.

        Gostar

      • lucklucky permalink
        6 Abril, 2020 21:45

        “Ordens de grandeza em situações idênticas, são passíveis de comparação e, mesmo assim, só à posteriori.”

        https://www.euromomo.eu/

        Embora o pico do inverno de 2016-17 seja o maior de todos veja os picos e a duração de 2017-2018 comparado com hoje.

        E depois diga-me que o jornalistas e os jornais nos dão notícias e que quem tem o poder para construir a narrativa não censura e não empola quando conveniente?

        Gostar

      • lucklucky permalink
        6 Abril, 2020 22:01

        Na 3º semana de Janeiro deste ano tivemos excesso de mortes num nível alto “high” do que agora na 13º que está num nível normal “no excess” segundo o site:

        Por exemplo na 3º 4º e 5º semana de 2019 Portugal teve um valor muito alto “very high” de excesso de mortes.

        https://www.euromomo.eu/slices/map_2017_2020.html

        2010 a 2017
        https://www.euromomo.eu/outputs/map.html

        andar com rato na linha azul para deslocar as semanas.

        Gostar

    • 5 Abril, 2020 15:00

      O problema dos esquemas teóricos à Academia de Lagado é sempre o mesmo- isolam-se dados como se tudo o resto tivesse ficado suspenso para as contas baterem certo e as teorias serem provadas.

      Liked by 1 person

  6. Maria José Melo permalink
    5 Abril, 2020 12:53

    Boa caricatura!

    Gostar

  7. 5 Abril, 2020 13:00

    A transmissão de informação tem que ser dividida em 3 categorias: Geral e concisa sobre factos, não deve ser livre nem acessível a todos para se expressarem, Geral e de opinião deve ser livre e finalmente as redes sociais que são o caldeirão pessoal de cada um, onde se escolhe quem se lê e o que se diz que acabará por ser lido por todos.
    Nota final: o lápis da censura deve ser vermelho.

    Liked by 1 person

  8. Filipe Bastos permalink
    5 Abril, 2020 17:17

    Os posts da zazie, que escreve sempre em muitos, como quem se vai lembrando das coisas, são do mais acertado e racional que tenho lido.

    E tenho lido muitos, muitos deles americanos, cuja fasquia é baixa, mas também ingleses, alemães, espanhóis, italianos, sul-coreanos. Está tudo à nora.

    Até concordo, coisa rara, com o André Miguel: esta reacção parece absurda para estes números. Num país de 10 milhões, 11 mil infectados e 300 mortes é nada; num mundo de 7.8 mil milhões, 70 mil mortes é menos que nada. Ainda por cima quase todos velhos e doentes. Estará tudo doido?

    Mas a zazie tem razão: absurdo ou não, ninguém quer ser o próximo. E se muitos precisarem de hospital, o sistema estoura. Até assim, com tão poucos infectados, já falta tudo – cá, na Itália, nos EUA, em todo lado.

    Coisas assim grandes evocam sempre desconfiança e conspirações. Mas se em certos casos – o 11/9, as armas do Iraque, os números ridículos que a China tem dado, etc. – a mentira é óbvia, numa paragem assim quem ganha?

    Será isto tudo para depois encher a Banca? Os ‘mercados’? A China? Para fortalecer governos totalitários? Para nos habituar à tirania?

    Ou será, como diz a zazie, apenas o desnorte de um mundo que às vezes imaginamos preparado e avançado, mas que treme todo ao mínimo abanão?

    Liked by 1 person

    • Zé Manel Tonto permalink
      5 Abril, 2020 17:46

      Acredito que seja mais o desnorte. A população dos países Ocidentais está habituada a uma existência fácil, e pacífica. Algo que mate, digamos, 0,4% da população no Reino Unido, 200 mil pessoas, na maioria idosos com problemas de saúde, é coisa inimaginável para quem tiver menos de 70 anos.

      No passado, isto seria visto com naturalidade.

      No passado, sem segurança social, sem o Estado a assumir dívidas gigantescas para manter gente em casa sem trabalhar, as pessoas saiam na mesma, pois entre 0,4% de mortes ou 30% de desemprego, e muita fominha, a escolha era óbvia.

      Na bancarrota Sócrates a recessão portuguesa não chegou a 10%, acumulados em 3 anos.
      Agora as previsões para os diversos países Ocidentais vão de 10 a 25% em 3 meses.

      Agarrem-se, metam o cinto de segurança, isto não vai ser bonito.

      Liked by 2 people

      • Filipe Bastos permalink
        5 Abril, 2020 18:55

        Zé Tonto,

        Tem razão. Basta imaginar hoje a gripe de 1918: morrer 5% da população, ou seja, 500 mil mortes em Portugal, 400 milhões de mortes no planeta.

        Em cem anos, ou até bastante menos, desabituámo-nos da banalidade do horror. Este só existe em pequenos fragmentos editados na TV, fome em África, explosões no Iraque, decapitações no México, miséria na Índia.

        Nunca cá, nunca connosco. Hecatombes, guerras e epidemias parecem episódios distantes de um mundo de que já evoluímos.

        Liked by 1 person

    • Carlos Guerreiro permalink
      5 Abril, 2020 18:30

      “Até assim, com tão poucos infectados, já falta tudo – cá, na Itália, nos EUA”
      Acordou agora? Cá já faltava muita coisa antes do Covid, não sabia das listas de espera para cirurgias, consultas, exames complementares de diagnóstico? Como é que julga que o Centeno conseguiu o superavit de 2019?

      “Será isto tudo para depois encher a Banca? Os ‘mercados’? A China? Para fortalecer governos totalitários? Para nos habituar à tirania?”
      Esqueceu-se dos mamões?

      Liked by 2 people

      • Filipe Bastos permalink
        5 Abril, 2020 19:00

        Carlos,

        Eu falei nos mamões: a Banca, os ‘mercados’. E acordei há algum tempo; v. é que talvez não.

        É o seu capitalismo que anda demasiado entretido a produzir iphones e farpelas, a criar centros comerciais e a fomentar o consumo alarve, a propalar o mantra do crescimento ‘infinito’ a todo custo, e a mercantilizar de forma obscena a Saúde e a investigação médica, em vez do bem comum.

        Ao mínimo abanão, desastre: todos à briga por ventiladores, máscaras(!) só da China, um sistema de saúde governado por lucros, accionistas, por dinheiro – como se este fosse a medida de todas as coisas.

        Isto não deve chegar a tanto, felizmente, mas se o caldo entornasse mesmo apetecia dizer: pois agora comam dinheiro…

        Liked by 1 person

      • Carlos Guerreiro permalink
        5 Abril, 2020 19:22

        Filipe

        “Ao mínimo abanão, desastre: todos à briga por ventiladores, máscaras”

        Ao mínimo abanão?
        Em Portugal, com o socialismo e a esquerda radical e caviar unida, nem um abanãozinho era preciso, o SNS em que “nada falta, nem se prevê vir a faltara” estava preso pelos arames.
        E estaria um pouco melhor preparado se esta gente em vez de estar preocupada com casas de banho de género, eutanásia, direito dos animais, emergência climática, agendas digitais, aeroporto do Montijo estivesse atenta ao que se passava na Ásia (especialmente na Formosa, Coreia do Sul e Japão, a China é uma ditadura comunista, não são de fiar). A cereja no topo do bolo foi a discussão da renacionalização dos CTT agendada pelo bloco de esquerda no dia 12 de Março. E a palhaçada continua, dia 30 ou 31 de Março foi publicado no diário da república a instituição do dia 31 de Março como Dia Nacional em memória das vítimas da inquisição (também do bloco?), era mesmo o que era necessário nesta altura…

        Liked by 2 people

      • Carlos Guerreiro permalink
        5 Abril, 2020 19:29

        Filipe

        Sobre o comunismo/socialismo e o capitalismo, é ver o que uma atriz chilena comuna, Carolina Cox, diz sobre o paraiso socialista de Cuba – https://blasfemias.net/2020/04/01/imperdivel-4/
        Ela queixa-se que há muitos ratos! Deixem-na mais uns meses que ainda a vêm a queixar-se que há é poucos ratos…

        Liked by 1 person

      • lucklucky permalink
        6 Abril, 2020 22:05

        Sobre os mercados o Filipe Bastos ainda não descobriu que ele é parte dos mercados…

        Ainda não construiu a sua comuna. afinal não quer sair dos mercados. Ninguém o impede.

        Gostar

  9. Filipe Bastos permalink
    5 Abril, 2020 19:47

    Sim, Carlos,

    Li da dondoca chilena e escrevi nesse post: uma coisa não invalida a outra.

    Vocês precisam de uma cassete nova, a actual só serve para comunas. Estou-me a borrifar para o comunismo e os regimes comunistas, ditaduras atrozes que só servem para demonizar uma sociedade mais igualitária.

    Nenhum de vós despreza o badocha da Coreia ou o palhaço da Venezuela mais que eu, ou outra pessoa como eu que preze a igualdade e a justiça. Tal como nenhum de vós já malhou tanto no 44 e no Partido Sucateiro.

    E quanto menos se falar em socialismo melhor; é um termo carregado e contraproducente, que arrasta qualquer discussão para o benfica-sporting do costume. Precisamos de uma verdadeira 3ª via.

    Já que não chega lá eu explico-lhe, Carlos: defeco de alto em ideologias, líderes e ideológos. Defendo uma democracia semidirecta, a limitação da riqueza e um sistema igualitário com prioridades – a começar pela saúde – geridas centralmente e validadas por todos. Não, não é à balda: um sistema pensado de raíz.

    E não é socialismo. Bardamerda para o socialismo. Se quiser chame-lhe assobio; é irrelevante. Tem é de ser justo e – adivinhou – anti-mamões.

    Gostar

  10. MJRB permalink
    5 Abril, 2020 19:52

    “Sorte” teve Vc. VCunha, por os “altifalentes” da polícia não colocarem no intervalo dos avisos cançonetas do Zé Cabra, do Toi e de mais cantantes pimba.

    Liked by 1 person

  11. Cacim Bado permalink
    6 Abril, 2020 16:47

    Afinal o Cabrita tem policias.

    Liked by 1 person

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: