Agora que está resolvido o tremendo problema da descaracterização das cidades pelos turistas, qual é a proposta dos activistas do caracter?
12 Maio, 2020

André Abrantes AmaralOs que se queixavam do excesso de turistas em Lisboa ainda não devem estar arrependidos. Por estes dias a cidade está como sempre desejaram: despida de gente. Já quando a factura chegar, seja através de cortes nos salários ou aumento dos impostos, a conversa será outra. Nessa altura (por volta de Setembro quando a discussão do orçamento de estado se tornar pública) voltaremos a ouvir falar de solidariedade. Da solidariedade dos egoistas.
27 comentários
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nessa altura estão de ressaca da festa do avante
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Esse «problema» do turismo existiu porque foi parcialmente criado por alguns meios de comunicação social, especialmente o DN, o Público e o Expresso.
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Vai ser um regabofe no mercado de arrendamento , rendas à borla e proibição de despejos até às eleições
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Só têm o que merecem. Os próprios lisboetas diziam que a cidade estava impossível. Que lhes faça bom proveito.
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Definição de ironia:
A pessoa que conheço que mais se queixava do turismo era uma mulher, de esquerda, naturalmente, que nunca trabalhou um dia fora do ambiente protegidinho das universidades, e que já foi como turista a montes de sítios.
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O problema é depender tanto do turismo, não será? Um país onde 15% ou 20% da economia, se não for mais, depende desesperadamente de sermos criados da estranja, espera o quê?
Se não fosse o covidas seria um vulcão islandês, ou um terramoto, ou uma bomba muçulmana, ou da canalha americana a fingir-se muçulmana, ou outra coisa qualquer. Ou tudo havia de correr bem para sempre?
Sim, muitas empresas e estabelecimentos sofrem com isto, a questão é séria; mas muito chulo e muito mamão por aí, a começar por especuladores e senhorios, não merece pena. Uma coisa não invalida a outra.
Sim, havia excesso de turistas em Lisboa. Sim, os Airbnb e Ubers mamam de mais e descaracterizam as cidades. Sim, os preços das casas e das rendas atingiram valores absurdos. Ou algo disto é mentira?
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Enquanto nesse país for pecado enriquecer, resta estender a mão a quem vem de fora para fazer pela vida. Não fosse a UE e seríamos a Cuba da Europa, mas com fronteiras abertas resta aos portugueses que ficam servirem à mesa e serem de esquerda.
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Ou dedicarem-se à IT, Essa “invenção googleniana” em que um dos gurus é o Zukazuka e que um mamão esquerdalho apanha o comboio a meio querendo sacar a sua parcela fazendo de conta que tem valores “mais elevados”
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Portugal não é o único país onde 10 a 15% do PIB está relacionado com o Turismo. Nem uma percentagem tão grande do PIB estar no sector do turismo é sinónimo de país pobre e povo subserviente.
Pelo menos, não me parece que se diga isso de França ou Reino Unido.
Há muita coisa que pode descaracterizar uma cidade, mas penso que a Uber é um alvo errado. Quem vê um carro a trabalhar para a Uber, vê um carro, e algumas pessoas lá dentro. Não consegue ver qualquer diferença entre um carro não Uber. Os tuk tuk parecem-me um alvo melhor para critica se o objectivo é realçar o descaracterizar de uma cidade europeia.
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Se a inveja pagasse imposto…
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A inveja paga imposto: quem quer um carro maior do que o do vizinho ou uma casa mais opulenta do que a do primo pagará regiamente por isso em forma de IA e IMI.
Infelizmente, os invejosos profissionais são os que impõem impostos sobre os que têm inveja.
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Se a inveja pagasse imposto, a carneirada de direita estava toda carimbada.
Ninguém inveja tanto como o direitalha: este reduz tudo e todos ao que têm ou deixam de ter. A riqueza como propósito único da vida, a medida final de todas as coisas. Dinheiro, dinheiro, dinheiro é o deus do direitalha.
É natural que projecte essa inveja nos outros, pois passa os dias a reprimi-la em si próprio. Tal como o esquerdalha tem de ‘sinalizar a sua virtude’ a todo momento mostrando que não é racista, sexista, etc., o direitalha sinaliza a sua mostrando que não é invejoso. Só mesmo ele acredita.
O melhor exemplo é, claro, os EUA. A sociedade mais fútil, interesseira, egoísta, neurótica e invejosa do planeta.
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Entre uma sociedade “fútil, interesseira, egoísta, neurótica e invejosa”, cheia de mamões da República Federal Alemã, e a sociedade virtuosa comunitária na miséria da República Democrática Alemã, a populaça inculta preferiu a opressão capitalista, Ingratos. Tudo culpa do bloqueio capitalista. Ups o bloqueio foi em Berlim e foi efectado pelos comunas.
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Ainda que mal pergunte, onde é que o caro comentador gostaria de ter nascido e, claro, ter continuado a viver?
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Carlos, o comunismo ser uma trampa não invalida que o capitalismo também o seja. E o capitalismo de há 50 ou 60 anos, quando ainda tinha a competição comuna, não era a mama em roda livre de hoje. Sabe quanto era a taxa máxima de IRS em 1960 nos EUA? Era 91%.
Em todo o caso, a questão da inveja mantém-se. O direitalha passa a vida com ela na boca, quando é ele quem mais inveja.
Mário, não sou esquisito desde que seja na Europa. Se por azar tivesse nascido americano, só descansava quando me visse livre daquilo. É o esgoto do Ocidente.
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Caro Filipe Bastos,
Deduzo portanto que se esteja a referir a um, ou mais, países europeus onde não haja »mamões«. E onde a constante luta entre »direitalhas« e »esquerdalhas« seja qualquer coisa residual só para o pessoal se entreter.
Como, assim de repente, não estou a vislumbrar esse(s) paraíso(s), continuo intrigado.
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Filipe, sendo o comunismo e o capitalismo trampas, o povo preferiu uma trampa à outra (o “esgoto do ocidente” é de longe melhor que o paraíso de leste). Mas pensando bem, não deixam de ter razão, existe uma diferença que faz toda a diferença, numa “trampa” existe liberdade e na outra não, e o povo não é completamente parvo.
Sobre a taxa mais elevada do IRS nos EUA, é o exemplo da inveja que existe, não na direita, mas na esquerda. Em 1960 nos EUA 1% dos agregados com os rendimentos mais elevados recebiam 9% dos rendimentos e pagavam 13% de todos os impostos, actualmente têm 20% do rendimento e pagam 38% dos impostos, mas o problema é a taxa máxima…
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“Carlos, o comunismo ser uma trampa não invalida que o capitalismo também o seja”
A única trampa aqui é a pasmaceira intelectual de quem confunde uma ideologia politica, social e económica, com um sistema económico apolítico.
Mas da mesma forma que o socialismo ainda exorciza os fantasmas do fascismo — um sistema político desaparecido à 45 anos algures na Argentina — ninguém aqui estranha quando o socialismo rasga as vestes e grite alto e de punho fechado contra toda e qualquer outra coisa, ainda que beneficie directamente dela, apenas para esconder as deficiências do seu pensamento politico.
Portanto a sua esquizofrenia anti-capitalista não estranha. É velha e já estamos todos habituados. Comentários formulaicos como os seus nem sequer precisam são lidos até ao fim.
Mas força, camarada!
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Correcção: nem sequer precisam ser lidos até ao fim.
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O Filipe diz que trabalha em IT.
As ferramentas de trabalho do Filipe são made in Silicon Valley, no “esgoto do Ocidente”. Sillicon Valley é terra de mamões. Logo o Filipe é um mamão e ingrato, pois morde a mão que lhe dá de comer.
Deve ser a nova aquisição da brigada abrantina, pois não se percebe tanta contradição de pensamento.
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Se a inveja pagasse imposto o FB seria rei, imperador absoluto. O seu ódio para quem cria riqueza é tal que nem a confusão mental que vai naquela cabecinha o safava. Aliás , os últimos genocidas da história da humanidade tinham exactamente a mesma panca.
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“Se a inveja pagasse imposto, a carneirada de direita estava toda carimbada.”
Não percebo esse comentário. Eu tenho a mesma atitude para o iate de um milionário, ou para o carro do vizinho, que o Ferro Rodrigues tem para o segredo de justiça.
Não me parece que seja a carneirada de direita a exigir mais e mais impostos, retirando dinheiro aos outros.
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Lisboa agora é que está fixe! pão com chouriço, calde verde, tinto alentejano, pastel de nata, castanha assada. Se não puder ser mais, assim já chega.
Mas pode ser que os preços venham para níveis mais compatíveis com o rendimento dos portugueses… isso seria o ideal. Leal concorrência.
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O mamão do Estado perdeu uma boa fonte de receita. Se há quem viva de caridade é uma estrutura soviética do Estado que se multiplica em ministérios, direcções gerais, assessores, autoridades, secções, etc que vive de uma extorsão disfarçada de Estado Social do contribuinte.
Contribuinte esse que serve o Estado praticamente seis meses por ano. Assim mais vale servir o turista, que deixa o seu dinheiro, que o Estado que nos leva o dinheiro para enriquecer uma canalha, a maioria socialista, que se ri de nós e cada vez vez se reproduz mais com bons carros, boas casas, bons contratos, boas regalias.
Depois do contribuinte penar seis meses o retorno do Estado é péssimo: a saúde é quase soviética. Lá diziam os médicos soviéticos: “eles fingem que pagam e nos fingimos que trabalhamos”. Policia? Ordenados de merda, equipamento miserável, instalações à cubana (ratos, chuva, humidades, etc)! Cumprem? Pimba: processo em cima. Marcelos, Mamadou Ba, bem pagos por nós, colocam-se ao lado dos agressores. Morrem ou são espancados … paciência! Estavam a pedi-las. Escolas? Enfim … falta tudo menos os sindicalistas que não aparecem, não trabalham e pagamos nós .. trabalha escravo.
Habitação? Ah rendas caras. Vamos condicionar as rendas, vamos obrigar os senhorios a ceder os imóveis, vamos englobar rendimentos, vamos aumentar o IMI, vivem numa estrada nacional? Chupa. Abriu uma empresa? Capitalista, explorador, ladrão!
Comprou terreno? Imposto! Construiu ou comprou casa? Imposto! Vive nela … imposto! Vendeu? Imposto.
Qualquer papelito pimba uma taxa, um imposto, uma contribuição para os Pravdas que servem o poder socialista, para empresas falidas, para RTPs, para TAPs.
Depois do golpe do 25 de Abril em cada 3 anos fomos governado por mamões de esquerda … o caminho é a escravatura.
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Em vez de estar a fazer chicana política, a Helena Matos e o André Abrantes Amaral deveriam estar a fazer propostas concretas para reativar a economia, neste caso concreto reativar o alojamento local.
Que propõem a Helena Matos e o André Abrantes Amaral? Acabar com o lockdown e com as restrições à economia, ou pelo contrário mantê-los? Isso é que eu gostaria de saber.
(Eu sou partidário de terminar as restrições, mas não vejo muito mais gente a defender isso.)
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Reativar a economia?que economia?a capitalista? Nahhhh está bem assim com o estado a suportar toda a “economia”. Acabar com esses mamões capitalistas devia ser um designio nacional já que o é da esquerda. Ou porventura querem continuar a mamar na teta dos que criam riqueza? E seremos felizes como qualquer cubano.
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Reativar a economia? Oh Luis se em Portugal os liberais são funcionários públicos e os empresários são socialistas, assim é que está bem. :))))
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