Greves dos professores
O início do novo ano escolar está aí à porta e já se pré-anunciam novas greves dos professores. Acho óptimo! Quanto mais greves houver, melhor.
Não que reconheça no recurso à greve um «direito» dos trabalhadores. Sosseguem os pascácios que me consideram um perigoso comentador de ultra-direita que não vou argumentar nesta crónica sobre o facto de a greve ser uma forma ardilosa de subverter e desrespeitar os termos de um contrato de trabalho, assim como uma maneira de coagir sob ameaça uma das partes contratantes. Fiquem pois tranquilos os meus ouvintes mais sensíveis a opiniões contra-corrente.
O que gostaria hoje de vos transmitir é a tese de que a greve prolongada e repetida é talvez a única forma de a sociedade actual tomar consciência de que é seu dever resgatar os seus filhos do sequestro e posse que o Estado exerce sobre as crianças. Isto mesmo pensava antes e melhor do que eu um grande filósofo britânico contemporâneo.
Em verdade vos digo: ao longo do tempo as famílias e os Pais sucumbiram ao facilitismo e egoísmo de transferir para o Estado a responsabilidade de educar as nossas crianças. Decretou-se a escolaridade obrigatória. O Estado passou a ter um serviço de ensino. E atribuiu-se aos professores a tarefa de serem agentes públicos educativos das nossas crianças. De tal forma é sedutor este aligeirar de responsabilidades que muita gente vê no professor um pai efectivo dos seus filhos.
Cuidar dos filhos é extremamente difícil e exigente. Não serão tão poucas quanto isso as situações em que os Pais são obrigados a deixar de trabalhar para acompanhar a sua prole. Mas esse é o dever de quem os trouxe ao mundo e lhes ofereceu a maravilha da vida. Contudo, a vida é dura e por vezes aflitiva, sem dúvida. Ainda assim, os Pais têm o dever de nunca renunciar a cuidar da educação dos seus filhos.
Ao deixar os alunos sem aulas por longos períodos, as greves poderão ser a forma mais eficaz de lembrar que a responsabilidade pela educação dos filhos é dos Pais e nunca do Estado.
A minha crónica-vídeo, aqui:

“a greve ser uma forma ardilosa de subverter e desrespeitar os termos de um contrato de trabalho, assim como uma maneira de coagir sob ameaça uma das partes contratantes” Pergunta-se: os congelamentos eternos, que subertem os termos de um contrato de trabalho, numa carreira devidamente legislada, enganando os trabalhadores, a parte mais fraca, são o quê?
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Muito bem.
Maria quando há acordos e não são cumpridos deve-se accionar os tribunais.
Note-se ainda que há um problema de agência, o ministro que fez os contratos não está gastar dinheiro seu, está gastar dinheiro dos contribuintes, logo pode prometer riquezas.
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