O Chega está apatetado, ou apenas parece?
O disparate inconsequente das chamadas «linhas vermelhas» e do «não, é não» tem permitido instalar-se na sociedade a ideia de que o Chega é um partido diferente de todos os outros. Acresce que o facto de PSD e Iniciativa Liberal ostracizarem o Chega de um eventual entendimento para governar o país, tem dado a André Ventura a oportunidade de capitalizar ainda mais essa distinção radical do Chega com uma liberdade acrescida. Saber que não terá responsabilidadess governativas imediatas, dá-lhe espaço para propôr medidas políticas que atraem a atenção e popularidade junto de camadas alargadas da sociedade descontente com o estado do país, e para quem a consistência doutrinária ou exequibilidade dessas ideias não são análises a que se dediquem.
Mas conviria ao Chega não exagerar no pregão de banha-da-cobra, arriscando um registo de conto-do-vigário ao apresentar um chorrilho de medidas económicas que só não são absurdas porque são mesmo absolutamente erradas e profundamente estúpidas. É que, a dada altura, o eleitorado de Direita que vê o PSD como uma matiz alaranjada do socialismo do PS, e vê a Iniciativa Liberal como um recreio de crianças woke que querem pagar menos impostos mas que não “deslargam” o Estado, esse eleitorado de direita – dizia eu – não é parvo de todo e acaba por não ter mais disposição para discursos próprios da “esquerdalha chavista” como a demagogia dos supostos «lucros excessivos» da banca ou das gasolineiras, ou lirismos incalculados de pensões de valor igual ao salário mínimo.
Nem tão pouco algum eleitorado potencial do Chega fica agradado com o novo coelho que Ventura tirou da cartola: o combate à economia paralela. Quem não aprecia a economia paralela reduz a despesa do Estado e com isso baixa impostos. Não promete mundos e fundos a uns com o dinheiro dos outros.
Se o Chega não quer perder uma certa imagem de ser uma “verdadeira oposição” ou um veículo eventualmente útil para forçar o realinhamento e reagrupamento do espaço da Direita no combate ao PS, talvez valha a pena acautelar que na loja do Mestre André a falta de homogeneidade ideológica própria de um partido populista não atinge níveis tão extremos que lhe quebrem o crescimento potencial.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:

Está a intelectualizar demasiado. Como na publicidade, o que interessa é a impressão que fica.
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Caro Telmo, o Chega, por ser fora do sistema e não estar entranhado nas “fidelidades” de politicos que todos tem rabos de palha (do PS, PSD e CDS), tinha sempre uma solução se o Governo lhe caisse ao colo: um OE de base zero e selecionar 6 a 15 mil milhões de euros que anualmente vão para aos recônditos mais bem guardados da Partidocracia do Bloco Central.
Abaixo a Partidocracia!
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O Chega ao aceitar refugo do PSD mostra que não tem a cabeça sequer no sítio.
A Iniciativa Liberal idem, foi é uma tristeza estes últimos anos, quando poderiam ter demonstrado que são Liberais ficaram do lado do Governo: Lei da Censura, COVID nem vamos falar de serem anti-ciência pelo neo-marxismo social.
O Chega é util como voto de protesto, como maneira de tirar poder aos canalhas que lá estão hoje ou os do PSDois e levantar assuntos que são censurados pelos outros.
Portugal foi destruído como entidade por este regime e isso vai ficar claro em poucos anos. Aquilo que esté acontecer aos activistas das “notícias” vulgo jornalistas é só o aperitivo. Têm o que merecem por serem um dos principais culpados pelo estado do país, durante 50 anos criaram e premiaram os valores que conduziram o país para a não existência.
O objectivo de qualquer Português nas eleições deve ser tornar o país ingovernável. Deixar tudo bloqueado porque será sempre pior se alguém tiver poder. Na politica não se aproveita ninguém por isso o menos mau é congelá-la.
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Porque será que o Chega incomoda tanta gente que até adivinham que não chega ao governo?
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Ainda esta semana reli um artigo do Estebes (MEC) a rasgar as vestes “como é que nós não vimos isto, não topamos o povo, somos burros” em 2016 na eleição do Trump.
Calculo que passadas duas semanas tinha voltado ao mesmo, e assim continua. Nem vale a pena.
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Com a corrupção que grassa em Portugal, sobretudo pelas teias de interesses e conluios que PS e PSD montaram por todo o país, tanto no poder executivo como no poder autárquico, deixa campo livre ao Chega para crescer ainda mais, se entretanto, como diz e bem o Telmo, André Ventura não exagerar naquilo que propõe e pensa fazer, pois ao mínimo deslize, saltam-lhe logo em cima os jornaleiros obedientes da imprensa falida que seguem a linha editorial emanada do Largo do Rato, questionando logo de supetão onde é que ele, André Ventura, iria buscar tanto dinheiro para tantas promessas.
É evidente, que neste país, há sempre dinheiro para tudo menos para o que é essencial, que é o bem-estar individual dos cidadãos, que mesmo a trabalhar no duro e a descontar para impostos que os estrangulam cada vez mais, sobram sempre uns bons milhões para se enterrarem na TAP, essa companhia de bandeira, que já foi comparada às nossas caravelas de 500, para salvar bancos que nunca mexeram uma palha por nós ou suportar empresas como a EFACEC, deixada de brinde por Isabel dos Santos que se escapuliu para o Qatar, por anda a expensas do dinheiro sujo que extorquiu de Angola.
Dinheiro há sempre, menos para tudo o que é essencial, como esta obra faraónica do TGV, que só vai beneficiar alguns empresários do norte quando querem vir a Lisboa tratar de negócios, pois só o que se vai gastar em expropriações daria para corar de vergonha qualquer cidadão, fora os desvios de milhares de milhões que vão ocorrer para a conclusão deste projecto, ou para o novo aeroporto, que ainda não se sabe onde se vai localizar, mas isso pouco importa, desde que isso permita mais uns desvios para encher os bolsos de alguns, que nestes coisas não brincam em serviço.
Dinheiro há sempre, menos para tudo o que é essencial, e ele por vezes até aparece bem vivo, escondido no gabinete do Escária, que ficava logo ali ao lado do gabinete do Costa, e agora tão bem ridicularizado por uma campanha do IKEA.
Dinheiro há sempre, menos para tudo o que é essencial, para o subsídio de missão da PJ, deixando de fora as outras forças de segurança, como se fosse um rebuçado dado pelo PS, uma vez que esta não participou na operação Influencer, e assim descobriram-se e encontraram-se provas que nunca o teriam sido se houvesse as habituais fugas de informação, para avisar com antecedência os infractores, que é tanto do agrado desta polícia ao serviço do PS.
Dinheiro há sempre, menos para tudo o que é essencial, e quando estes trauliteiros da política e da comunicação social se preocupam onde André Ventura o vai desencantar para cumprir o que promete, melhor faria se perguntassem, ou investigassem, onde é que o dinheiro dos nossos impostos, pagos com tantos sacrifícios por todos os cidadãos cumpridores, é mal gasto, e aí o André Ventura até deu algumas pistas, fora as que já são do conhecimento geral e descritas acima, pois ele mencionou as fundações, as associações, os observatórios, as ideologias da treta de género, mas aí ninguém ousa mexer, ninguém ousa perceber, ninguém ousa mexer nas conveniências, conivências, conluios, promiscuidades, de pescadinhas de rabo na boca, porta-giratórias, trocas de favores, maçonarias, e outras bizarrias instaladas em instituições decrépitas e desacreditadas, que curiosamente o polígrafo da SIC nunca investigou, porque aí, as linhas vermelhas são outras e a pimenta na língua seria desaconselhável não fosse ela própria desmascarar o grupo de Balsemão, falido e salvo por dinheiros públicos de forma encapotada.
Dinheiro há sempre, menos para tudo o que é essencial, e faz bem o André Ventura distribuí-lo por quem realmente precisa, como do pão para a boca, que é isso que tem faltado às políticas desastrosas que têm ocorrido em Portugal desde Abril de 74, divididas entre governos de de PS e PSD.
Já o digo há muito tempo e este meu pensamento continua cada vez mais actualizado, havia hoje mais motivos para se fazer uma revolução do que em 74, porque realmente este país, como já alguém dizia, não se governa nem se deixa governar, bateu no fundo e caminha inexoravelmente para o abismo, se entretanto não mudarmos as coisas e não fizermos nada.
No dia 10 de Março temos mais uma oportunidade, seria bom, quase como um pedido de socorro último, que a aproveitássemos com energia de mudança e disrupção contra este status quo que nos sufoca e amordaça, pois deixá-la para mais tarde, pode ser tarde demais.
Viva o Portugal limpo!
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Está tudo dito e bem.
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Tudo que o desalinhado escreveu é pura verdade.
Aliás, gostava de ser eu a ter escrito este comentário, mas tenho as minhas limitações, que não o torna possível.
Bravo Desalinhado, continue a comentar, que eu também gosta de o ler.
Obrigado também Telmo, por ser o último bastião do Blasfémias, Blogue que ainda não foi “capturado” pelo censor do “Big Brother”/ Agenda Global!.
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Porque é que o Blasfémias está tão fraco?
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Já não tem o inefável CAA e o seu “sockpuppet” Cristina Keller a elogiá-lo.
Tempus fugit.
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Excelente artigo.
Sempre defendi desde o primeiro dia que o PSD nunca deveria de ter empenhado pelos ouvidos do PS e dos padrinhos da comunicação social.
Deveria de ter em aberto todas as possibilidades.
Assim o Ventura lá vai cantando e rindo
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O PSD é fraco, precisa da aprovação da comunicação social de esquerda e extrema esquerda.
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Da ‘cerca sanitária’ esquerdalha, que rendeu ao Chega uma mão-cheia de militantes,
ao ‘no governo não’ de uma direitinha conciliadora com a cambada de esquerda, que trará ao Chega os votos que provavelmente o porão a condicionar a governação.
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Como se vê, nem só a esquerda aprecia concursos de pureza ideológica.
A “patetice” do Chega é fácil de explicar: quer botinhos. Quer botinhos pelo mesmo motivo que o PS, o PSD e todos os pulhíticos desde sempre os querem: para ter poleiro, mama e tacho. O Pulha Ventura sonha com um tacho ministerial; e a pandilha dos cheganos sonha com tachitos paralamentares e afins.
Então prometem o mesmo que todos os pulhíticos desde sempre: tirar aos mamões, à Banca, multinacionais e afins, para dar ao povão. Porque é o povão que vota; não a dúzia de mamões a quem o betinho Telmo lambe o rabo.
Como o Telmo não precisa de botinhos pode continuar a ganhar o concurso de culambismo ideológico; mas o Chega – ou o PSD, ou o Trampa, ou qualquer um que queira ganhar eleições e não apenas largar postas em blogs moribundos – precisa de agradar à populaça, por muito que a despreze. É isto, só isto.
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Queridos autores deste Blogo: onde está o meu pequeno comentário enviado há alguns minutos???
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Sou V/ leitora e comentadora há muitos anos. Continuo à espera do meu comentário enviado, agora já faz mais de quarenta ou mesmo cinquenta minutos!!! Por favor publiquem o meu comentário que é importante. Obrigada.
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Os algoritmos automáticos que o WordPress tem a filtrar comentários não querem saber …
Experimente com umas circunlocuções …
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