Um presente envenenado
Sem surpresas, após 8 anos de desgovernação total por António Costa e com o país mergulhado no caos social e económico, eis que a “velha” coligação AD vence as eleições. Sempre foi assim: o PS afunda a nação; o PSD é chamado para a fazer emergir.
À rasquinha – porque agora, ao contrário de outros tempos em que a política estava refém dos dois únicos grandes partidos, há o elefante do CHEGA na sala responsável pelo esvaziamento dos partidos do sistema -, a velha AD venceu estas eleições contribuindo para uma viragem expressiva à “dita direita” dando-lhe uma maioria relativa no governo e absoluta a nível parlamentar, totalizando 138 deputados, contra apenas 93 da ala socialista.

Seria um momento de comemoração se a “dita direita”, só para variar, se entendesse, como o faz tão bem a ala socialista. Só que não. Atropelam-se, insultam-se, ostracizam-se. Tudo porque um pupilo irreverente (agora “persona non grata” do PSD) teve a ousadia de criar um partido que choca de frente com o PSD – por estar a fazer a oposição corajosa que nunca ousaram fazer, e que em boa verdade, tanta falta fazia para colocar os socialistas no lugar e forçar uma governação responsável. Uma blasfémia, portanto. Por isso, este grupo à “dita direita” passou a integrar os intelectualmente desonestos da ala socialista que apelidam este, outrora pequeno partido, de xenófobo, racista, extremista (por defender pena máxima para crimes hediondos com prisão perpétua como em 25 dos 27 membros da UE e castração química de pedófilos, de forma obrigatória, tal como na Ucrânia, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Noruega, Suécia, e voluntária na Espanha, Reino Unido, França), nazista e outros tantos adjectivos depreciativos tão convenientes quando se quer arrasar logo à nascença o que se considera ser um forte concorrente à governação.
Acordos na ala liberal (a “dita direita”), tão necessários para Portugal como o ar que respiramos, serão difíceis por mera estratégia (falhada) política. Não, não tem nada a ver com o “radicalismo” do CHEGA – que presentemente é moderado (vão ler o programa se faz favor) – e que esta gente sabe bem que não existe, que é propaganda fabricada pelos socialistas e que nem esses acreditam sequer na sua propaganda. Que o diga António Costa que recentemente foi sossegar a UE dizendo que o CHEGA não é um partido extremista logo não põe em perigo a UE! Isto realmente não se inventa!
Ouça aqui a análise de Miguel Morgado: https://drive.google.com/file/d/1LH7Ov9UW9o2stJ4XnE_WEkYc6fZZe2xM/view?usp=drive_link
Sem acordos (não estou a referir-me a “geringonças” de “direita”), Portugal vai mergulhar na instabilidade mesmo tendo TUDO para ter uma governação estável por 4 anos e poder assim fazer as reformas (radicais) estruturais indispensáveis para melhorar, o mais rapidamente possível, o nível de vida da população. Com uma maioria clara da dita “direita” no Parlamento devido ao pronunciamento massivo dos eleitores dentro e fora do país, é incompreensível que se deite tudo por terra por mera estratégia política. Mas afinal, o que conta mais para estes políticos? Os seus egos ou o bem estar dos portugueses, fartos de serem explorados e que arredaram dos sofás (a abstenção foi a mais baixa desde 1995) para correr com o socialismo?
Enquanto isso, as esquerdas tentam desesperadamente fazer geringonças (são experts nesta matéria) de DERROTADOS com o acordo de TODOS à dita esquerda. Sorte a nossa não haver deputados suficientes para esta fantasia tosca de reversão da vontade popular caso contrário, lá estávamos nós a ser governados, mais uma vez, por um grupo de derrotados como foi o caso em 2015.
E não, não era a mesma coisa se houvesse entendimentos à direita: em 2015 PS tinha PERDIDO as eleições para Passos mas tinha uma maioria parlamentar à esquerda; em 2024 AD ganhou-as também com maioria relativa mas tem, agora, uma maioria parlamentar à direita. Fazer acordos na ala da “dita direita” com IL, PSD e CHEGA, para fazer reformas ESTRUTURAIS corajosas e que já tardam, é um dever URGENTE pelo bem da nação que navega à deriva desde 74.

Mas… e porque há sempre um “mas” manhoso, o PSD não deixa de lado a hipótese de se entender com o PS… Como é possível sequer pensar nessa solução com uma votação expressiva a dizer BASTA! aos socialistas? Os políticos arrogam-se do direito de fazer o que melhor lhes convém, por interesses meramente políticos, por ordem e graça de quem? Acordos com o PS são para quando a vontade popular deu uma MAIORIA à “direita” para afastar o socialismo das decisões do país? Mas afinal, quem representam no Parlamento? O povo que os elegeu e que eles têm obrigação de representar ou os partidos de que fazem parte? Estou confusa.
Com a votação da emigração, o partido mais temido da esquerda à direita, arrecadou mais 2 deputados, e foi o partido vencedor na diáspora somando um total de 50! Quem vai ter coragem de desprezar totalmente a vontade popular bem expressa nestas eleições? Quem arrisca este suicídio político?
Bom, querem a minha opinião? Até gostava de ver a AD sozinha a prosseguir com o cerco sanitário ao CHEGA e abrir portas escancaradas ao IL sem poder fazer absolutamente nada estrutural. A sério. Porque quem ficar a governar agora, vai receber um presente envenenado se não se unir em força para fazer mudanças rápidas e corajosas que só uma direita muito UNIDA e sem tabus consegue. Quem pensa e age ao contrário, aprenderá da pior forma o que é fracasso. Não tenho dúvidas acerca disto.
É que a saída apressada de Costa (que era mais do que uma lapa agarrada ao poder) tem muito mais que se lhe diga que uma simples suspeita por corrupção. Parece que, afinal, vem aí um tsunami de problemas com as tranches do PRR… e contas com habilidades contabilísticas (o costume) para iludir os incautos.
Segundo o jornalista, José Gomes Ferreira, foram assinados acordos com a UE para os PRR em que Costa assinou compromissos (que compromissos são estes?) que o obrigava, entre outros que não sabemos ainda, a uma reforma estrutural profunda da administração pública sob pena de ver as tranches bloqueadas… Precisamente quando Costa abandona o barco, há tranches em risco por falta de CUMPRIMENTO do compromisso assinado. Ouça aqui: https://drive.google.com/file/d/1IJ-WupkiBbGdHc5M_cM9Mg51nM5Jvixg/view?usp=drive_link



Ora, a ser verdade, e com promessas a granel durante as campanhas, há uma pergunta que surge: como vão os partidos que governarem CUMPRIR com essas promessas que os fizeram ganhar estas eleições? Não vão. Não há dinheiro. E já estão a preparar, nos bastidores, as narrativas (como escrevi na minha crónica anterior) do “Ups! isto afinal está pior do que pensávamos”.
Atentem ao facto da máquina de propaganda do Costa andar há algum tempo a proclamar que “há cofres cheios e excedentes” (só se for de ar pois não pagar compromissos, não cumprir com a execução do orçamento de Estado, não é ter cofres cheios é ser-se caloteiro e aldrabão) para quem vier governar AGORA ser enxovalhado, acusado de mentir, faltar à palavra com o cumprimento das promessas. Nada foi ao acaso. Mas desengane-se quem pensar que os partidos das promessas avulso não sabiam dessa forte possibilidade. Ninguém irá ser apanhado de surpresa. Todos sabiam do pântano do Costa. Mas mesmo assim abriram cordões à bolsa. Isto é política.
Quem agora está no poder ou se une (sem ostracizar parceiros) num compromisso sério de governação (mas não vai acontecer), para ter mais força para aprovar grandes reformas que endireitem rapidamente o país, ou tem o fracasso como destino certo.
Por outro lado, quem não governar e estiver na oposição (graças a uma estratégia política errada), sairá por agora, vencedor no próximo sufrágio porque não mancha a sua reputação numa governação que se avizinha difícil e sem margem para cumprir o quer que seja. Vai ser mais do mesmo (do tempo de Passos a braços com a Troika) e Costa sabe disso. Abandonou deliberadamente um barco à deriva com a proa já a afundar, porque só ele sabia o real estado do país. E prepara-se para voltar “triunfante” depois de uma passagem pela presidência do conselho europeu.
O “triunfo dos porcos” nos espera se a ala liberal continuar a atropelar-se e a fazer cercos sanitários a perigos fictícios.

Já assistimos ao esvaziamento total do CDS; agora estamos no esvaziamento gradual do PSD que ganhou com uma diferença de apenas cerca de 54 000 votos (nunca foi tão baixa). Porque esse cerco sanitário ao CHEGA nunca foi por questões de ideologia mas sim, estratégia política. Nem sequer é para honrar uma palavra dita. Porque se não se coligaram (e essa parte já foi cumprida), munir-se agora de acordos que promovam grandes reformas para o bem do país, à “dita direita”, não é faltar à palavra. É dignificá-la com um compromisso sério de governação responsável.
Um entendimento do IL, PSD, CHEGA, seria vital nos tempos que correm. Uma oportunidade única de converter a miséria progressiva de décadas de socialismo. Mas para isso teríamos de ter um senhor como Passos Coelho, – que disse claramente e sem constrangimentos que o CHEGA não é um partido de extremistas – a liderar o partido vencedor.
O destino do PSD (caso não mude de liderança ou atitude rapidamente) será o mesmo do CDS: esvaziar até não existir. Não por culpa do CHEGA ou outro partido qualquer, mas por culpa deles que não querem ler a mensagem clara dada pelos portugueses. Vai-lhes correr mal a teimosia. O povo saiu do sofá em peso para afastar os socialistas mas o PSD teima em dá-lhes a mão sem necessitar deles para nada.
Isto só pode correr mal.

De duas uma: ou Montenegro toma juízo ou podemos, com o Chega, encerrar mais este capitulo triste da História de Portugal: a IIIª República!
Marxismo nunca mais!!!
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O PSD engana o seu eleitorado, porque eles mesmos se auto designam centro-esquerda e os seus eleitores afirmam que eles são DIREITA. Ora eu vi na semana passada numa mesa de debate onde estava José de Matos Correia o nosso deputado Pedro Dos Santos Frazão ser “corrigido ” por ele dizendo que o PSD NÃO É DIREITA! Porque insistem (como diz o nosso recém deputado prof João Tilly) os comentecos, os jornalecos , os badamecos e outros bonecos em passar a FRAUDE de que PSD é DIREITA?
E eu digo abertamente: a IL pode ser direita na Economia, mas é esquerda nas doutrinas mortíferas como legalização da prostituição,aborto,eutanásia, adopção de crianças por pares do mesmo sexo, identidade de gênero ou ideologia (sei lá já o que são essas trapalhadas que só tiram o foco à Economia e ao crescimento da nação!? )
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E sabe que mais, Cristina Miranda? Tenho um irmão a viver em França que na semana passada comentava comigo a sua admiração por tantos votos anulados e eu disse que tinha a ver com a falta da cópia do C.C . Ele disse-me que não era necessário. Eu disse que era sim. Ele respondeu que nas eleições de 2022 diziam para juntar a cópia do C.C mas que desta vez não dizia! Fiquei consternada e ele também, porque temos 3 hipóteses: ou as ordens foram bem dadas e não foram cumpridas ou não foram compreendidas por quem preparou as cartas com os envelopes ; ou foram mal dadas; ou foram bem dadas e a pessoa que as executou deliberadamente não deu a informação para que o CHEGA tivesse menos votos do que devia ! Esta última, é a hipótese para onde estou mais inclinada. Não houve macacos do BE e do Livre que anulariam votos da IL e do CHEGA? Não terão sido palhaços desses quem preparou os envelopes?
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O princípio da solução patriótica, se ainda há pátria.
*Resposta aos protestantes das praças Maiden aqui na paróquia: *
Brainstorming com todos, Benckmarking em seis meses. Capaz de dizer onde e como.
Em vêz das inutilidades revisões CEDN, forma de adormecer papalvos.
Usado por Portas-MDN e os seus sucessores, meio ano a empatar.
Disse.
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O PSD é esquerda suave, social-democrata. O próprio Sá Carneiro o afirmou. O resto é ruído. Tem melhores quadros técnicos do que o Socialismo corrupto, é certo. Mas, os dois juntos são a luva branca e a luva negra daquela coisa que o sr Alphonse Capone jurava que não existia.
Se o André não escorregar nas cascas de banana marcélicas e não tropeçar nos montes negros, o Chega vai devorar metade do PSD.
Os portugueses, ao fim de 50 anos de vigarice, estão pobres e fartos. O que mantém o regime podre é a Comunicação Social capturada pelo tal partido que o corajoso juiz de Aveiro denunciou como autor do atentado ao Estado de Direito e que infelizmente acabou nas tesouras do P.Monteiro e do bode Noronha.
O André é o enfant terrible que decidiu dizer o que todos pensam e se acobardam de exteriorizar. Tem lacunas nalgumas áreas importantes? Tem as mesmas que os outros disfarçam com aldrabices e marketing.
Sempre considerei que a primeira qualidade de um dirigente político deve ser a sua integridade. O resto vem com a tarimba, se a qualidade lá estiver.
50 anos de gamanço encapotado e por último, o golpe final da esquerda anti-patriótica (PSD incluído), a destruição da coesão nacional com a importação de uma avalanche de terceiro mundistas, escolhidos a dedo pelo Soros e companhia, nos extratos mais baixos de sociedades violentas e impossíveis de integrar.
RIP nação portuguesa!
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Vitória sem glória.
Assume o poder a direita com os cofres e as barragens cheias.
Pode ser que existam buracos nos cofres mas a barragens!
Estão cheias. Salta à vista.
Mas tem sorte Montenegro. O PS vai deixar governar até colocar um socialista na presidência da República Portuguesa.
Depois rua.
Montenegro vai ser responsável por esvaziar cofres e barragens.
Com uma probabilidade de 25 % O ASS temido pela direita irá dissolver a assembleia da República da qual foi presidente.
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Cristina disse: “(…) um pupilo irreverente (agora “persona non grata” do PSD) teve a ousadia de criar um partido …”
Falso, o Chega já existia, o André Ventura foi chamado para entrar no partido.
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Não. Não existia. Eu fui convidada por uma das fundadoras, logo no início para fazer parte desse partido e André era um dos fundadores.
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Sra. Cristina, está enganada. O André Ventura não fundou nada, o partido – ou melhor o movimento político – já existia mas com outro nome/designação.
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O BASTA! é efectivamente o primeiro nome do CHEGA q não foi aceite mas André já fazia parte e juntou-se para as europeias. Patrícia Uva e Jorge Castela (que foi quem fez o manifesto e declaracao de princípios), lançaram-me o convite para integrar a direcção. Patrícia Uva esteve sempre desde o Basta(designação não aceite pelo constitucional) até ao CHEGA. Concorreram coligados para as europeias. Tenho no meu arquivo, conversas no messenger q comprovam o q aqui afirmo. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/BASTA!_(coliga%C3%A7%C3%A3o)
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Acrescento, depois de consultar os documentos que Jorge Castela me fizera chegar, que os fundadores do CHEGA, foram: 1. André Ventura 2. nuno afonso 3. João Almeida 4. Nelson Galhofo 5. Carlos Monteiro 6. Adair Ribeiro 7. Joana Ribeiro 8. Floriano rocha 9. Marcia Silva 10. Rodrigo Taxa 11. Patrícia Uva 12. Jorge Castela 13. Pedro perestrello 14. Cristina vieira 15. Cristina A. 16. Fernanda Lopes 17. Bruno Semedo
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Adair Ribeiro? Brasileiro … não se enganou quem me disse que havia dinheiro provindo de seitas religiosas brasileiras a financiar o Chega!
Pois como afirmou o Chopin num comentário acima:
“RIP nação portuguesa!”
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Isto era a lista inicial de fundadores. A lista onde alguns nomes faltavam ainda confirmar. Sim, eram estes. Mas como sabe, entretanto, saíram uns e entraram outros. O Jorge Castela, o autor do primeiro manifesto e declaracao de princípios, foi um deles. Isto foi apenas para responder ao seu comentário onde afirmava q Ventura não fazia parte, inicialmente, da fundação do CHEGA. Não só fazia parte como foi o militante número UM.
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Não estou optimista que boa parte da direita descubra finalmente que o PSD não é de direita.
É sim do centro extremista favorável aos planos do PPE e Socialistas para a União Europeia ainda mais dependente dos outros blocos.
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Exactamente
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De notar como Montenegro consegue por toda a gente em sentido incluindo principalmente comentadeiros, que passaram todo o tempo a badalar sobre as alegadas incapacidades do homem para mostrar serviço. Metam a viola no saco.
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O não é não de Luís Montenegro não tem nada a ver com a honra da palavra, mas com o preconceito ideológico e estratégico de uma teimosia.
As contas finais, como já se viram, saíram furadas ao PSD, que em coligação com o defunto CDS e com a família real dos Câmaras Pereira, não foi além de uma pífia vitória, a necessitar mesmo de photo-finish.
Este parco resultado conseguido pela AD, que nem eles próprios esperariam nas suas previsões mais pessimistas, e depois de 8 anos de total desgoverno do PS que pelos vistos não souberam capitalizar, chegaram à cruel conclusão que mesmo aliando-se ao seu parceiro ideal de caminhada, a IL, que também estagnou em termos de votação e deputados, fica agora num beco sem saída para impor no parlamento o que quer que seja, quando à sua direita, por muito que o tentem ignorar e encurralar por cercas sanitárias e linhas vermelhas, está o partido CHEGA, o único a aumentar exponencialmente o número de votos e de deputados, 50, e deem as voltas que queiram dar, usem os argumentos que demagogicamente queiram forjar, o que é certo é que o CHEGA, é já hoje, uma equação importante no xadrez político nacional, por muito que lhes chamem racistas, xenófobos, radicais extremistas, populistas ou outros mimos inventados pela comunicação social avençada.
O CHEGA deve-se assumir como um partido de oposição, em clara confrontação com os partidos tradicionais do nosso regime, PS e PSD, que dizendo-se diferentes, são em tudo iguais, pois com eles no poder, como se pôde comprovar ao longo de todos estes anos, é uma alforria aos interesses instalados, às influências congeminadas e à corrupção descarada.
O povo é sábio, conhece a dureza da vida e as agruras da miséria e da pobreza, ao contrário de outros, que só conhecem as mordomias confortáveis dos gabinetes onde tudo decidem levianamente, não em prol do bem-estar do país e dos cidadãos, mas em benefício dos interesses partidários.
A liberdade deles transformou-se em libertinagem, a democracia deles enquistou-se em promessas e propagandas vãs, como quem cola cartazes numa parede, para se julgarem os donos delas, como se um cravo vermelho ao peito fosse a prova da sua paternidade.
Cito novamente António Aleixo, o poeta do povo: Vós que lá no vosso império, prometeis um mundo novo, calai-vos que pode o povo, querer um mundo novo a sério.
Tantas vezes a demagogia vai a votos que um dia já não há votos para a demagogia.
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