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Imigração e Criminalidade

8 Maio, 2024

Luís Montenegro, Rui Moreira entre outras figuras públicas prestaram um péssimo serviço ao país na forma como comentaram os crimes ocorridos no Porto envolvendo imigrantes magrebinos.

Obviamente que espancar pessoas é a todos os títulos condenável e absolutamente inaceitável. E era apenas isto que deveriam ter dito. Quando os políticos enquadram a violência ocorrida em suposto racismo, xenofobia e “crimes de ódio” cedem à tentação de mostrar quão boas e virtuosas pessoas são. Mas pior. Embora quiçá sem intenção, objectivamente menosprezam a realidade de insegurança que se vive na cidade e sobretudo escondem e silenciam a questão da ligação entre imigração e criminalidade.

Em vários países da Europa está estudado e documentado o desproporcionado número de crimes que são cometidos por algumas etnias relativamente à sua representatividade na população em geral. Em Portugal parece que se escondem este tipo de estatísticas, mas com grande probabilidade o nosso país não será uma excepção europeia.

Esta disparidade na propensão para o crime não resulta da genética ou da raça em si mesma. Mas certamente também não é resultado de racismo ou discriminação social. Aliás, não me consta que as cidades da Argélia ou de Marrocos sejam mais seguras que as cidades portuguesas, e lá não existe certamente xenofobia contra argelinos nem marroquinos, os habitantes locais. Os padrões de comportamento de imigrantes em Portugal, nomeadamente de origem islâmica, resultam de diferenças culturais e de uma complexidade de factores nomeadamente a idade média e a composição familiar das suas populações.

Porém, ao contrário daqueles que não se cansam de apontar as falhas do nosso país em integrar os imigrantes, convém não esquecer que a responsabilidade primeira e o ónus da adaptação recai em primeira instância sobre os próprios imigrantes e não sobre a sociedade de acolhimento.

Ora, Portugal não deve autorizar a permanência de imigrantes com registo criminal conhecido, nem deve tolerar delinquentes estrangeiros desculpabilizando-os como se vítimas de racismo se tratassem.

Evitar que as questões da imigração e da criminalidade sejam associadas na discussão pública é uma lengalenga politicamente correcta que resultará apenas em abdicarmos dos nossos valores de liberdade, segurança e identidade cultural, o que não ajuda a manter uma sociedade funcional.

Podemos fechar os olhos a isto e tratar um caso de polícia como se fosse um pretexto para bater a mão no peito virtuoso ao mesmo tempo que ignoramos as queixas de quem vive no local. Mas não podemos ao mesmo tempo queixarmo-nos do crescimento do populismo.

A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:

7 comentários leave one →
  1. BandoDeCorruptos's avatar
    BandoDeCorruptos permalink
    9 Maio, 2024 09:29

    Certíssimo!!!
    Isto só mostra mais uma vez, como se preciso ainda fora, que estes politiqueiros encaram o exercício da política como uma oportunidade de se “alambazarem” com o acesso à chave do cofre de todos nós, e nunca com o mínimo do sentido de responsabilidade que representarem-nos e exercerem o poder em nosso nome e em benefício do Portugal de hoje e do futuro, e com respeito pelo do passado, exigiria.
    Se populismo fôr tentar manipular sentimentos e aspirações legítimos para obter poder, então isso implica, pelo menos, o reconhecimento, por parte dos populistas, desses sentimentos e dessas aspirações.
    Esse reconhecimento está bem acima da negação e da ocultação que deles fazem estas supostas almas puras, com a preocupação, em proveito próprio, de não perderem o acesso aos níveis de decisão no estado e com isso o acesso ao nosso dinheiro, para o poderem usar, ilegitimamente, em exclusivo proveito, quer seja para aumentarem e manterem o poder que detêm, quer seja para, muito prosaicamente, no-lo roubarem.
    Isso constitui, no mínimo, abuso de confiança, de poder e de autoridade e em muitos, muitos casos, fraude e roubo descarados, E como o palerma-abandalhador-mor da república, tão bem aconchegadinho no nosso palácio de Belém, acabou de exemplificar, nada os demoverá desse caminho, nem mesmo a Traição que, bem vistas as coisas, já está implícita na anterior descrição dos seus comportamentos.
    Sem consciência disto, estaremos condenados, enquanto contribuintes, até mesmo mais do que apenas enquanto eleitores, a engordar estes porcos, mais iguais que os outros “animais”, que nos escravizam o mais que vamos deixando. Ou assumimos a responsabilidade de exercermos e de defendermos a nossa liberdade e corremos o risco de fazermos pelas nossas vidas, sem lhes pedirmos batatinhas – para não termos de lhes dar todo o resto da comida – ou, supostamente em nosso nome, eles tudo dirão e eles tudo nos farão, porque as nossas batatinhas, e os banquetes deles, vêm de lá de fora com estas instruções. Alguém falou em Traição?

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  2. vasco Silveira's avatar
    vasco Silveira permalink
    9 Maio, 2024 12:01

    Caro Senhor

    Felicito-o pela oportunidade, e razão, do que escreveu.

    Talvez a análise da evolução, simultânea, da imigração e da criminalidade da Suécia, nos mais recentes 10/15 anos, seja um exemplo paradigmático das sua tese. Mas provavelmente essa análise, não é feita, nem é permitida!

    Cumprimentos

    Vasco Silveira

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  3. Chopin's avatar
    Chopin permalink
    9 Maio, 2024 15:32

    É mais do que gritante a ligação entre criminalidade violenta e invasão de refugiados de guerra nenhuma, que foi despoletada de forma sincronizada por todo o Ocidente, por causas misteriosas e revoluções coloridas (é só perguntar de quem são os barcos que se entregam 24/24 a transportar os coitadinhos).

    Os céticos vão poder ver in loco, à sua porta brevemente, nos seus netos e netinhas como será maravilhosa a sociedade depois de consumada a tão almejada partilha do território nacional com numerosos grupos étnico-culturais hostis ao nosso modo de vida e hábitos civilizacionais, com uma natalidade que numa ou duas décadas lhes entregará os destinos da nação que alguém nos legou após séculos de esforço e sacrifício.

    Na administração das maiores cidades britânicas e no seu próprio governo, já podemos ver o que nos espera. Com uma agravante, os portugueses contemporâneos são mansos. Provavelmente, vamos ouvir a maioria implorar para ser sodomizada, como no caso das vacinas covideiras, para no fim saírem de mansinho pela porta dos fundos. Só que neste caso, não haverá retorno. Há diferenças entre uma agulha e uma adaga no traseiro.

    O eleitorado está bem representado naquela caricatura semelhante a um boneco de St. Aleixo, em Belém. “É preciso matar o homem branco”!

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  4. Atento's avatar
    Atento permalink
    9 Maio, 2024 20:38

    Os padrões de comportamento de imigrantes em Portugal, nomeadamente de origem islâmica, resultam de diferenças culturais…

    Só culturais? O crime não terá nada, nada a ver com a sua realidade material, sócio-económica – sejam marroquinos, portugueses ou japoneses?

    Os Telmos liberocas detestam imigrantes – gente reles, suja, cheia de problemas! – mas adoram ‘nómadas digitais’ – gente fantástica, endinheirada, sempre pronta a consumir e a encher o rabo aos nossos senhorios!… que isto de viver na cidade é para gente como deve ser, não é para tugas pobres.

    Felizmente que o útil se junta ao agradável e há mais imigrantes com guito branquinhos do que escurinhos… já bem nos chega o tom bronzeado-a-puxar-para-o-chinelo tuga, distante dos alvos louros a norte e a (far)oeste que, esses sim, são sempre bem-vindos. Estamos cá para servi-los.

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    • BandoDeCorruptos's avatar
      BandoDeCorruptos permalink
      13 Maio, 2024 21:50

      O “Atento” tem todo o ar de ser mais um daqueles assessores-censores, a la engenheireiro fócrates, pagos com o nosso dinheiro, controlarem o discurso e injectarem a cantilena do largo dos ratos parecendo vulgares anónimos, pelo que não tenho esperanças de que este meu comentário lhe sirva para o que quer que seja, mas, para aqueles que possam pensar que ele tem uma pontinha de razão, recomenda-se a leitura de “O Mito do Contexto” do Popper. Só para não se deixarem comer por parvos por esta esquerdalha caviar (ou cocaína).

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      • Atento's avatar
        Atento permalink
        18 Maio, 2024 19:42

        O “Atento” tem todo o ar de ser mais um daqueles assessores-censores…

        A sua pontaria só fica atrás da sua erudição. Não encontrei, porém, qualquer contra-argumento ao que escrevi. Deve ser lapso meu: um fã de Popper não se ficaria por um pífio ad hominem.

        Se fosse um daqueles cretinos direitalhas que escrevem sem nada dizer e citam autores só para se armar, aí sim, faria sentido. Mas esses não frequentam um blog sofisticado como o Blasfémias. Ou posts do Betinho Telmo, o neoliberoca bomboca.

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  5. JgMenos's avatar
    JgMenos permalink
    10 Maio, 2024 17:53

    «parece que se escondem este tipo de estatísticas»?

    O Estado determina que se esconda e a cambada de farsantes na política dizem ser muito saudável que assim seja!

    Cambada de idiotas, o jesuitismo esquerdalho!

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