O ministro, a economia e as falhas de mercadoa
O Ministro da Economia não tem aparecido nas notícias, e bem! Pena é que exista esse Ministério pois é o primeiro passo para deixar de existir Economia.
Mas, num olhar mais atento pelos jornais, lá aparecem referências a Pedro Reis em alguns eventos públicos distribuindo soundbytes acerca das suas prioridades para o país na área que tutela. “Tutelar” a Economia é já de si todo um programa, para não dizer simplesmente uma contradição nos termos. Mas enfim…
O ministro Pedro Reis afirmou recentemente – e cito: “Tenho como prioridade máxima a operacionalização do Banco de Fomento”. O governante acrescentou que o Banco de Fomento “tem de colmatar as falhas de mercado“. Proclamou depois ser sua intenção “recuperar com intensidade e empenho a diplomacia económica”, explicando que pretende incentivar as empresas a uma “agenda de cobertura de novos mercados”.
Um discurso com décadas, gasto, bafiento e inútil que recupera fantasias estatistas de governos passados. Por exemplo António de Oliveira Salazar chegou a criar um Banco de Fomento na década de 50, Paulo Portas passeou-se por esse mundo fora à conta pública supostamente catalisando a internacionalização da economia privada e o socialista António Costa diz sobre o Banco de Fomento exactamente o mesmo que o coordenador do programa económico do PSD.
O toque de modernidade que Pedro Reis introduz agora é o de defender que Portugal se deve posicionar internacionalmente em sectores como o da “transição digital, da transição climática ou da fileira verde”, o habitual lero-lero parolo e dirigista de quem se julga capaz de saber melhor do que os mercados que caminhos a economia deve tomar.
A ideia peregrina de que existem falhas de mercado resulta da circunstância infantil e utópica dos burocratas no poder idealizarem nas suas simples cabecinhas que existe um modelo económico perfeito, e que se a coordenação livre dos agentes económicos não resultar igual à concepção imaculada das suas geniais teorias os governantes devem culpar a realidade e accionar a intervenção do Estado para suprir as necessidades particulares um número muito limitado de projectos e apoiar os objectivos específicos de certas corporações.
Apesar de terem falhado todas as experiências históricas que tentaram substituir o mecanismo de mercado por um planeamento central mais ou menos assumido, os nossos políticos dizem que “agora é que vai ser!”…
Ou seja: preferem continuar a usar o Estado como baby-sitter de grupos específicos e de interesses instalados na nossa sociedade à custa do dinheiro de todos os contribuintes.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:

Só falta dizer que, mesmo sem ideologia de intervenção no mercado, o Estado omnipresente tanto afecta a economia que, tem necessáriamente que intervir para compensar os efeitos mais daninhos.
Quanto ao lero-lero, longe estamos de que se fale no tom que define as acções no mercado: capital e eficiência bastantes.
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Com tantos bancos a operar em Portugal, não faz cá falta nenhuma esse tal banco de fomento, a não ser para fomentar a distribuição do dinheiro dos contribuintes por empresas amigas dos governantes em ação.
Mas hoje temos uma notícia muito interessante.
O Banco de Portugal teve prejuízo em 2023. Eu não me lembro de isto já ter acontecido.
Mas afinal o Banco de Portugal nas mãos do Centeno, deu nisto?
O Centeno não era aquele ministro das finanças dos governos do Costa. O supra-sumo das finanças.
Estão para aparecer mais quantos buracos financeiros?
É que o Costa esteve no governo mais de 8 anos a construir buracos.
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Se estes palermas não se arrogassem estas “importâncias” de serem muito precisos para resolverem isto e aquilo, que na maioria dos casos não seria preciso resolver se não fossem as “soluções” deles, viveriam de quê? Do seu trabalho honesto, árduo e continuado? “Isso custa, costa(s)”.
Melhor para eles é ter acesso às chaves do cofre e, depois, “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte”.
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