Cem anos de solidão
Apoio popular é o primeiro elemento necessário para a criação de autoridade. Contudo, uma autoridade assente somente nessa fundação é frágil, incerta e vacilante. Portanto, qualquer um que se encontre investido de autoridade baseada apenas no apoio popular terá que tomar medidas que melhorem e consolidem as fundações pela criação de força. Da mesma forma, teremos que olhar para poder, isto é, a capacidade de usar a força, como a segunda fundação na qual toda a autoridade é baseada. Esta fundação é mais estável e segura, mas não necessariamente mais forte que a primeira. Se o apoio popular e o poder se encontram unidos e passíveis de serem mantidos por algum tempo, então uma autoridade pode surgir baseada numa fundação ainda mais forte, nomeadamente a autoridade da tradição. E, finalmente, se apoio popular, poder e tradição estão unidos, então a autoridade baseada nestes poderá ser vista como invencível.
in “Mein Kampf”, Adolf Hitler (Julho de 1925)
Tradução pouco profissional mas suficientemente aceitável do autor do post.

O Putin deve ter lido umas 100 vezes esta passagem pois é assim mesmo que o sistema de poder e autoridade continuam a funcionar por aqueles lados.
Já assim o era quando sistema foi implementado pelo tio José do bigode farfalhudo, consta que terá ido buscar inspiração ou compartilhava do mesmo espírito dos ensaios do tio Adolfo do bigodinho.
Coitado do Putin que ficou órfão de ambos os tios, mas prossegue a visão destes sem temor.
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Curiosamente, não é só para aqueles lados que a coisa funciona assim. Até já funciona assim nos sítios mais insuspeitos.
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Hungria, por exemplo ou a Bielorrússia.
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O que Hitler e Putin fizeram foi o contrário da tradição.
Escolher guerra de conquista é quase sempre uma revolução não uma conservação.
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Esse Hitler era esperto.
Revela um conhecimento dos antros de poder enorme.
vinte valores na cadeira: ditadura.
Ainda bem que se meteu nas drogas.
As drogas são o grande inimigo dos ditadores. Dão sensações de poder.
Os ditadores adoram essas sensações.
Mas as drogas são traiçoeiras.
Ainda bem que existem drogas para abreviar a vida dos ditadores.
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A droga em que se meteu foi o jogo. Jogou sempre paradas mais altas e como ninguém o parou só depois de ter a Europa quase toda destruída.
É claro que a incompetência cultural-militar da França de 1939 fica em primeiro plano.
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Tradição, para que dela resulta benefício a quem está no poder, implica que este não ande a reboque do vozerio dos idiotas que sempre se sentem gente só porque a contrariam.
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