Nuno Melo e a flotilha do CDS
Com a sua declaração sobre a Palestina, o ministro Paulo Rangel reconheceu na prática que Portugal é um Estado que não se dá ao respeito. Houve reconhecimento implícito de que os nossos governantes são moluscos políticos ávidos por acompanharem os rebanhos das elites europeias alienadas em folclores de sinalização de suposta virtude.
Os membros do governo português viram na fantochada de considerar a Palestina um estado a oportunidade de massajar o seu próprio ego e se auto congratularem com a ficção de serem boas almas imbuídas de espíritos compassivos.
O problema é que o circo de agradar à opinião pública dominante, revela que os dirigentes não têm noção das suas responsabilidades, subvertem elementares princípios e valores básicos de respeito pela vida humana e condenação da barbárie, e são inábeis política e juridicamente ao acrescentar entropia aos caminhos da paz, da libertação imediata dos reféns e à eliminação dos terroristas do Hamas.
Nuno Melo, presidente do moribundo CDS e ministro da Defesa está contra a decisão do governo sobre esta matéria. A fazer fé nas suas declarações, Nuno Melo entende que o assunto é tão importante que decidiu dar nota pública sobre a sua discordância. Mas a sua atitude revela antes ou hipocrisia, cinismo e pequenez política. Qualidades que provavelmente acumula enquanto dirigente partidário. Pois se o erro do governo português em reconhecer a Palestina como estado é tão grave e contraproducente como diz ser, a única atitude séria e adulta seria abandonar funções no executivo.
Não o fez por tática político-partidária. Achará que é a única forma de manter a sobrevivência do CDS. Creio, no entanto, que o episódio de assemelha às tristes figuras da ramboia da flotilha de Mortágua. Nuno Melo perdeu o momento de afirmar o CDS como uma referência ética e sucumbiu à mediocridade cobarde de não romper com uma pastosa e pestilenta forma de fazer política. De novo resignado aos humores do Ministro dos Negócios Estrangeiros, o partido de Nuno Melo insiste em ser um parasita do PSD, continuando o seu caminho para a vala comum das instituições irrelevantes.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:

O reconhecimento da Palestina por parte do estado português revela bem a ausência de uma política de identidade, com voz e vontade próprias, preferindo o caminho do seguidismo de maria-vai-com-as-outras, como é apanágio de países fracos, cobardes e subservientes, como é Portugal.
Reconhecer um estado terrorista como é a Palestina, que se vendeu à barbárie do Hamas e às suas hediondas acções armadas contra Israel, numa conivência política e ideológica cínica e indisfarçável, que só escapa à cegueira de países fantoches e à demagogia enquistada de organizações inúteis como a ONU.
A Alta Autoridade para a Palestina não existe ou, pelo menos, na prática, não passa de uma ficção abstracta mal-amanhada e pouco credível, com que tentam enganar a opinião pública de todo o Mundo, porque na verdade, o seu ódio de estimação a Israel é uma consequência demasiadamente perigosa e perturbadora para que se aceite de ânimo leve a existência de dois estados naquela zona do Médio Oriente, por quem tanto a hipocrisia internacional reclama, sabendo bem os judeus, até pelos ensinamentos trágicos da sua história, que não se pode confiar neste vizinho tão malévolo e nada recomendável.
O Irão é a força do mal que patrocina todos estes esquemas de morte e ódio, e o seu fanatismo militar e religioso não obedece a regras nem conhece limites para espalhar as suas acções e intenções, que se resumem, unicamente, à eliminação dos judeus e do estado de Israel.
Todo o Mundo sabe disto, tem conhecimento desta cruel realidade, mas prefere a inércia e a inacção dos cobardes que ainda acreditam na diplomacia das palavras e nos acordos com bandidos facínoras.
Não sejamos ingénuos e nem nos turvem os olhos. Os comandantes do Hamas estão principescamente instalados em hotéis de 5 estrelas no Qatar, e dali imanam todas as suas acções e estratégias para os poucos guerrilheiros, que ainda restam na faixa de Gaza, devem cumprir e seguir. Para isso jogam sempre com os reféns que têm na sua posse, como um factor psicológico e inibidor para que Israel seja mais comedido e cuidadoso nos seus ataques.
O Hamas, patrocinado com o dinheiro sujo e ensanguentado do Irão, paga às mulheres palestinas para terem filhos, paga aos homens palestinos para os fazerem, para depois, todas aquelas crianças, sem qualquer futuro, sejam encaminhadas para escolas-madraças controladas pelo Hamas, onde levam uma lavagem cerebral completa, em que o mais importante que ali aprendem(?), é considerarem os israelitas como inimigos e Israel como um país que deve ser eliminado. O fanatismo é tal, que nas tabuadas que ali se pregam, 1+1=2 é substituído por 1 israelita morto + 1 israelita morto = a 2 israelitas mortos. É com esta fixação doentia e fanática, que encaminham estas crianças para engrossarem as futuras fileiras do Hamas, e que por volta dos 10 ou 12 anos já são preparados para usarem a manobrarem armas.
Esta idiotice apalermada e ridícula da flotilha, que segundo parece leva mantimentos mas também uns quantos e quantas inúteis, que queriam descobrir agora o caminho marítimo para Gaza, faz parte da moda e da praga que invadiu este Mundo perdido e entregue à bicharada, e agora, pelos vistos, as bandeirinhas da Palestina e os respectivos lenços no pescoço, vieram substituir, para já, as bandeirinhas coloridas da LGBT, mas que no fundo têm como denominador comum o mesmo estilo de género de gentinha, como dizia o outro.
Este Mundo está perdido, se entretanto não houver uns quantos que não se deixem perder nesta carneirada, e escapem ilesos a esta formatação do pensamento, tão na berra por tudo quanto é sítio, onde o jornalismo se transformou em activismo e a política que esqueceu os cidadãos e descambou para um laboratório de causas.
Eu cá por mim, vou continuar desalinhado, a lutar arduamente contra toda esta espécie espúria e escória que nos invadiram, como pragas de gafanhotos que até já nos tapam a luz do sol.
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Portugal, em vez de reconhecer o estado da Palestina, não seria preferível que reconhecesse primeiro a condição de podridão e corrupção em que se transformou o estado português?
É que as prioridades são como as acções: cada um toma as que quer!
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Isto é muito pior.
O apoio do jornalismo ao terrorismo nos anos 90 deu-nos o 11 de Setembro.
Os terroristas viram que o terrorismo dava reconhecimento e poder politico.
Este apoio ao Hamas pelos jornalistas – que se fizeram portas vozes do movimento- e estados Europeus vai assegurar um guerra civil na Europa Ocidental.
O Governo do PSDois é só mais um desastre.
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A demissão como forma de luta?
Muito ao jeito do sistema…
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Caro Senhor
Agradeço o seu artigo, o que eu nem sabia ter acontecido(não vejo notícias na televisão e só leio, nacional, o Observador), e provavelmente não tiraria a sua acertada conclusão.
Não consigo no entanto deixar de fazer o (repetido) reparo sobre excessos de linguagem que esvaziam a solidez de um artigo.
Cópia do “desnecessário” em baixo
“… sucumbiu à mediocridade cobarde de não romper com uma pastosa e pestilenta forma de fazer política. …, o partido de Nuno Melo insiste em ser um parasita do PSD, continuando o seu caminho para a vala comum das instituições irrelevantes.”
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