Jornalista distraído

Tenho a impressão que o jornalista do Público que divulgou o fumogate violou uma regra implícita das viagens ao estrangeiro. São viagens de propaganda e de entretenimento. Os jornalistas são convidados para transmitirem correctamente a mensagem de propaganda e para se descontraírem um pouco. Não é por acaso que aquilo que era uma prática corrente só agora é que se tornou do conhecimento público.

13 Comentários

  1. Posted 14 Maio, 2008 at 17:13 | Permalink

    Na mouche.

  2. nem estranho não estranhar
    Posted 14 Maio, 2008 at 17:15 | Permalink

    Vamos ver se na volta, à chegada ao aeroporto, não tem lá um primo do Sócrates para o pôr a deitar fumo pelas orelhas. Ao jornalista, claro… Pode ser na presença da Polícia que também passa… O hábito faz o monge. Em Lisba, claro…

  3. Anónimo
    Posted 14 Maio, 2008 at 17:22 | Permalink

    Um dos grandes problemas disto é precisamente a enorme carência de jornalistas “distraidos” …

  4. Anónimo
    Posted 14 Maio, 2008 at 17:42 | Permalink

    Qual que JM! Já um editorial da revista Sabado na viagem a Angola foi dedicada ao tema do fumo do ministro da economia. Deve estar aí na net. Se encontrar coloco aqui.

  5. Posted 14 Maio, 2008 at 17:42 | Permalink

    Já falei com ele e de fonte geralmente bem informada mas que não posso revelar, sei que não lhe foi entregue o cheque habitual à partida.
    Não confundir com check-in.

  6. Anónimo
    Posted 14 Maio, 2008 at 17:46 | Permalink

    “É preciso admitir: o Governo de José Sócrates, de facto, não deixa as coisas pela metade. No avião fretado que levou ministros, empresários e jornalistas a Angola, foi aproveitado um buraco nas leis de aviação que permitiu que se fumasse a bordo. Mas os passageiros não se limitaram a dar umas passas – transformaram o avião numa chaminé com asas. E só pararam quando, no regresso, um assessor do primeiro-ministro se sentiu mal e precisou de receber oxigénio a conselho médico.

    José Sócrates sabe que este episódio não é um detalhe. Ou melhor: sabe que é um detalhe, sim – e que os detalhes são muito importantes em política. Foi por isso que se deu ao trabalho de encenar o detalhe do jogging nas ruas de Luanda. Foi por isso que se deu ao trabalho de anunciar o detalhe das 333 (e não 332 ou 334) medidas “simplex” contra a burocracia. Foi por isso que se deu ao trabalho de aparecer nas cerimónias de comemoração do 25 de Abril com o detalhe do cravo vermelho ao peito.

    Em política, os detalhes são importantes porque funcionam como símbolos.

    E o detalhe de um Governo a fumar descontroladamente a bordo de um avião é um símbolo poderoso de duas coisas. Primeiro, de que este Executivo não leva a sério o combate ao tabagismo, apesar de ter sentido a imperiosa necessidade de mudar a legislação há pouco tempo e de impor proibições violentas aos fumadores não ministros. Depois, de que, por mais restritivas que sejam as leis, é sempre possível contorná-las, principalmente se se tem alguma força política ou económica e muita falta de pudor.

    Grande parte do poder de José Sócrates, que gosta que o vejam como um guerreiro solitário contra interesses poderosos, é este: ele não é apenas sério, parece sério. Quando permite que numa viagem os ministros que estão à sua volta usem um estratagema para ganhar privilégios que nenhum português tem, deixa de parecer sério e passa a parecer, simplesmente, igual aos outros, o que, para ele, é tão fatal como um cigarro.”

    (Editorial da Direcção da revista Sábado, 4 de Maio de 2006)

  7. Posted 14 Maio, 2008 at 18:15 | Permalink

    Governo a fumar descontroladamente a bordo de um avião

    Não vai mais vinho para aquela mesa de jornalistas.
    Dois membros do governo fumam dois cigarros e transforma-se nisto.
    Porque é que nâo convidaram os jornalistas da Sábado para irem no voo?

  8. Anónimo
    Posted 14 Maio, 2008 at 18:23 | Permalink

    ó fado alexandrino, é outro voo. Foi o voo 2006 para Angola

  9. Posted 14 Maio, 2008 at 18:35 | Permalink

    Desculpe, mas aposto que o que escrevi sobre este aplica-se a esse.

  10. PimPamPum
    Posted 14 Maio, 2008 at 21:12 | Permalink

    Isto é o que eles querem, distrair o povinho com questõezitas menores, e entretanto vá de aumentar, os preços, o desemprego, etc.

  11. Posted 14 Maio, 2008 at 21:51 | Permalink

    Depois do anúncio de que Sócrates vai deixar de fumar, o jornalista ainda vai ser distinguido pela eficiência da terapêutica. E andamos a gastar tanto dinheiro em consultas e medicamentos para isso…

  12. Posted 14 Maio, 2008 at 23:05 | Permalink

    Há agora um Certo jornalista que não mais será convidado às viagens de Certo governo, de Certo país…

  13. Posted 15 Maio, 2008 at 00:34 | Permalink

    Mas este país é como dizia Filipe II de Castela: Não se governa nem se deixa governar!
    De facto até leio por aí uns quantos iluminados que consideram desprezível quer o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, quer a protecção de fontes economicamente viáveis e interessantes para continuarmos a consumir petróleo !
    Isto para não falar da exportação da nossa tecnologia na área da produção de energia renovável. Exportação que tem como contrapartida os postos d etrabalho em Portugal.
    Mas o que interessa discutir é literalmente uma nuvem de fumo. certamente para evitar poder de facto ver quais são os nossos interesses!


Um Trackback

  1. [...] Sócrates ao Público. Fumogate, é bem Dom João Miranda [...]

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