Dez anos *
A Expo’98 era um evento ‘universal’ que, garantiam, se ‘pagava a si próprio’. Nada disto aconteceu.
Mega Ferreira, um dos pais da coisa (ele diz que é tio) concluiu: requalificou-se um espaço de Lisboa! Afinal a Expo sempre foi de Lisboa e para Lisboa, foi um investimento urbano na capital que, claro, todo o País tinha de pagar. E muito. Nunca saberemos ao certo quanto custou esta aventura – em 2000, por acordo parlamentar (!), foi obtida a soma de 566,6 milhões de euros de prejuízos. Claro que deu empregos e negócios chorudos aos amigos da Corte.
E o marketing foi fabuloso – milhares andaram com peixinhos amarelos a nadar nos vidros dos carros. Seria melhor que agora exibissem outros autocolantes: com patinhos a esvoaçar. Pelo menos, 566,6 milhões deles.

Diz hoje no jornal que estou a ler que o Estado vai pagar em quatro anos, mais 480 milhões de euros, à RTP, por causa do famigerado “serviço público”. O ano passado este serviço custou 314,9 milhões com o financiamento público: receitas na factura da luz e contribuições do Estado.
Serviço público em quê?
Em não incomodar o primeiro ministro e o governo? Em entrevistá-lo de mansinho e sem fazer ondas? Em manter os apaniguados no quadro a ganhar balúrdios, à conta de comissões e acrescentos remuneratórios vários, com medo que eles possam ir a outra vida?
GostarGostar
E diz o mesmo jornal que numa destas noites, na SICN, desfilaram pelo écran, em menos de meia hora, nada menos do que oito-ministros-oito ( isto é uma tourada).
E Eduardo Cintra Torres acha que os agradecimentos por este meticuloso trabalho de propaganda se deve inteiramente a António José Teixeira, o besuntoso da tv e o seu patrão, Balsemaia que se entregou ao regime e governo que está.
GostarGostar
A Expo foi o folclore português do costume, onde alguns encheram os bolsos, como de costume…. A realidade é esta:
Assim, a República Checa, por exemplo, que tem um PIB igual ao português (apesar de ter entrado recentemente para a UE), em termos de distribuição de riqueza regista um índice de 26%. Portugal tem índice de 41%! Comparando com os países que recentemente se juntaram à UE (excluindo a Roménia e a Bulgária que ainda são países tipicamente terceiro-mundistas) temos que Portugal continua na cauda: a Lituânia que é onde, entre esses países, existem maiores desigualdades, tem um índice de 35,9%. http://criticademusica.blogspot.com/
GostarGostar
Se fosse preciso ir buscar um motivo contra a regionalização, CAA serie sempre o eleito.
A parolice que ele demonstra quando qualquer coisa envolve Lisboa é atroz.
Recorde-nos por favor Porto Capital da Cultura e a Casa da Música.
GostarGostar
E o Porto 2001?
GostarGostar
E o Futebol Clube do Porto !
GostarGostar
Creio que são os 10 anos da Expo 98 que se comemora e não os 10 anos desses outros eventos…
GostarGostar
Se calhar ando distraído…
GostarGostar
Sobre o Porto 2001 e quejandos estou farto de escrever. Sou sempre contra TODOS os investimentos públicos plenos de ‘elefantíase’.
Mas, convenhamos, este mau investimento é bastante agravado na sua perversidade quando é compulsivamente feito sempre no mesmo lugar piorando a macrocefalia que nos empobrece.
GostarGostar
Mr. CAA,
E quanto dinheiro DE TODOS NÓS não tem sido mal gasto no Porto ? — desde 1998 ?
Também desde há 10 anos, quanto PATRIMÓNIO DOS CIDADÃOS portuenses não tem sido mal “negociado” pelo poder político-autárquico em favor de uns poucos e prejudicado particulares e a maioria ?
Destas minhas perguntas (poderiam ser mais), não presuma que de repente sou contra a Expo’98 e que esqueça as “derrapagens” várias e graves. Quantos empreendimentos estatais ou municipais TAMBÉM NO PORTO E NO NORTE não têm dado prejuízos ao erário público e a pagar ainda hoje por todos nós ?
Não promova uma “guerra” contra o Sul e sobretudo contra Lisboa. Porque sei estar perante uma pessoa inteligente, tenho a certeza que a sabe perdida.
Eu, poderia também aqui, enumerar todas as virtudes (e defeitos) que Lisboa tem, ao ponto de muitas pessoas do Porto preferirem viver e trabalhar por cá. Mas não vale a pena.
Pela enésima vez, recomendo também a si que não gaste energias com o mega-problema “Lisboa”.
FCPorto.
Casa da Música.
Fundação de Serralves.
Vinho do Porto.
E tantos outros casos de sucesso, é que devem servir de exemplos para uma maior AUTONOMIA, a todos os níveis, das pessoas, da economia, dos serviços, do comércio, da indústria, do turismo, etc, etc, para que apliquem energias, talento, criatividade ao serviço da cidade e do Norte.
Mas o meu amigo sabe também que não necessita que eu lhe/s dê conselhos sobre “esta matéria”.
GostarGostar
Já alguém discutiu sobre o que não se fez em Portugal com o dinheiro que se gastou na Expo de Lisboa?
GostarGostar
E repito:
A “perseguição” ao Porto, por parte do “centralismo” lisboeta e sulista é tanta, que Vasco Graça Moura foi (com Mega Ferreira) quem desde o primeiro segundo imaginou e pensou uma Expo EM LISBOA, e o “Gil, mascote mundialmente difundida, foi criada por dois artistas do Porto !!
Como é ? VGMoura, é um “traidor” ?
António Modesto (e o outro portuense cujo nome neste momento não me lembro) foram hostilizados ?
GostarGostar
Sendo eu a favor da regionalização penso que o Fado têm razão, ó CAA existe mais mundo para além do
Porto e do FCP, este é um mal da massa critica portuense, é muito bairrista e endogâmica. Não esquecer que o Porto é a Lisboa do norte do país, o pseudo-elitismo que afecta estes novos-ricos do Porto no clube portuense, no cdup, na feup, a passear com o suv do banco pelo rural, no T2 de 50 m2 do banco na Foz, Matosinhos, Leça, o Valentim Loureiro, Sérgio Silva ( aqui pode ver-se bem a parolada que é esta gente ao dar crédito a um tipo destes, basta alguém acenar uns trocos e já é gente!), o Rui Rio com o s500 e o circuito da Boavista, etc É DE RIR por isso não falem de Lisboa pq nota-se a INBEIJA!
GostarGostar
Infelizmente o “Lisboa a arder” é a mentalidade de muito habitante do Porto…Coitados.
GostarGostar
Minhoto,
Essa, sua, de o Porto ser a Lisboa do Norte, está certíssima, mas eu por respeito para com Mr.CAA e os habitantes do Porto, não referi esse e outros(!) factos.
Quem defende a Regionalização (e eu não me importo nadinha, provavelmente com todo o gosto de votar favoravelmente desde que TUDO E TODOS esteja muito bem explicado), não pode guerrear permanentemente o Sul e Lisboa — conselho de amigo….
GostarGostar
Mr MJRB,
Estou plenamente de acordo consigo. Esses tipos do Porto são todos uns parolos. Lisboa tem que ser independente, não precisa do País para nada. Regionalização já!
GostarGostar
Recordando havia na zona da expo instalações petroliferas da galp, a empresa municipal de tratamento de lixo e o depósito militar.Neste último tinham sido gastos milhões a fazer armazéns modernos que foram de imediato para o lixo.A poluição que lá havia limitava-se a ferrugem e a um poço que servia de fossa de recepção de lavagem de viaturas.
Mas hoje é que é fixe.Casino, droga nas esquinas… e cada cm2 bem cheio de cimento…
Zonas industrias todas transfromadas em torres eis o que os doutos humanistas fizeram.Agora que combatam a pobreza por decreto…
GostarGostar
Não se aguenta mais tanto disparate do MJRB.Será que é uma invenção(provocação) do Sócrates?
GostarGostar
Piscoiso 18,
V. não existe. Logo, não pode concretizar o mínimo pensamento próprio.
GostarGostar
É verdade que o local onde hoje está a expo era uma autentica lixeira. Hoje, comparando com ontem, está um brinquinho. Mas a que preço? Quanto pagaram (e Ccontinuam a pagar)todos os portugueses para uma infima percentagem desses portugueses desfrutarem.
Cavaco e Ferreira do Amaral foram os mentores de tal obra.
Cardoso e Cunha (aquele que Santana correu da TAP) um grande entusiasta na época. Disse nessa altura que o investimento se pagava a si próprio. Depois veio Guterres e mudaram as moscas mas continuou a mesma m.rd. Hoje é o que está á vista. Um país de pelintras com a mania das grandezas. Já assim foi desde os descobrimentos com o comércio das especiarias, depoiscom o ouro do Brasil…, e hoje continua.
GostarGostar
Mas continua a ser verdade que a Expo, o Euro, Casa da musica, rotundas pelas autarquias ( daqui a alguns milénios qd estudarem a nossa civilização vão pensar que eram oferendas ao deus Sol), etc são roubos ao contribuinte e claro que o fosso entre ricos e pobres aumente, ou estavam a espera que os porcos voassem?
GostarGostar
O vosso provincianismo é absolutamente inqualificavel!!!! Então e no caso do metro do Porto que tem sido um sorvedouro de dinheiro sem parar, não tem sido pago por todos nós? Tenham tento na língua e deixem-se desse provincianismo que não os qualifica bem e ofende a inteligência de qualquer ser pensante.
GostarGostar
“O vosso provincianismo é absolutamente inqualificavel!!!! Então e no caso do metro do Porto que tem sido um sorvedouro de dinheiro sem parar, não tem sido pago por todos nós?”
Meu Deus, não se enxergam!
Tal e qual no futebol…
GostarGostar
Toda a classe politica, sem excepção anda há 34 anos a tourear-nos. Deram-nos festas tais como a Expo98, Porto capital da Cultura, Euro 2004 e até agora têm a desfaçatez de promoverem o Mundial de 2015. No entanto o país real bate fundo, com a Educação, Saúde, Segurança, Economia, etc pelas ruas da amargura. A Eslováquia e a Eslovénia já estão à nossa frente, as nossas empresas e correspondentes trabalhadores estão cada vez mais pobres, e as desigualdades sociais agravam-se. Contudo a classe politica assobia para o lado, pois não passa por dificuldades. Basta analisar os ex-ministros que são gestores de grandes empresas, Antonio Guterres, Jorge Sampaio e outros que já se orientaram.
Tenho simpatia pela social democracia, a verdadeira, e não a que defende a Manuela F.Leite. Cheira-me a liberalismo encapotado.
Penso que sem uma refundação do sistema democtratico, pode-se mudar as caras mas os vicios continuam.
Viva a impunidade, corrupção e trafico de influencias.
Portugal no seu melhor, ou seja na cauda da dita Europa desenvolvida
GostarGostar
E Ferreira do Amaral, Mira Amaral, Celeste Cardona…
GostarGostar
É engraçado. Critica-se um evento em Lisboa e cai tudo em cima do Porto. E os do Porto é que são os provincianos…
Mas curiosamente, os eventos e projectos no Porto, ao contrário do de Lisboa, nunca foram apresentados como “grandes desígnios nacionais”.
Curiosamente, o Porto Capital da Cultura poderia ter sido considerado um designio nacional, não por ser no Porto, mas se encarado em abstracto no conjunto de candidaturas sucessivas a capital da cultura que Portugal tem apresentado (Lisboa, Porto, Guimarães + Coimbra Capital da Cultura Nacional). O mesmo não se passou seguramente na Expo que, aliás, custou mais do que todos os referidos eventos…
O facto é que, independentemente de CAA ser portuense, tem razão no que diz. E o facto de que quem não concorda apenas apresentar arugmentos do estilo “mas no Porto é pior” é bastante significativo.
Por último, e porque parece que em Lisboa existe a ideia de que tudo que se faz no Porto corre mal ou é mal feito, convém informar sobre os reais resultados do Metro do Porto: o Metro do Porto não teve derrapagens relevantes, e tem um desempenho operacional ao nível dos melhores da europa. Superou os objectivos a que se propôs. E que se o ESTADO estivesse a cumprir as dotações financeiras a que se comprometeu, estaria a cumprir o project finance.
O mesmo não se pode dizer do Metro de Lisboa, que recentemente foi classificado como o metro da europa com pior desempenho operacional, que tem uma dívida acumulada superior a 2% do PIB de Portugal (!), que perde anualmente 160 milhões de euros (!), e que recentemente foi considerado o pior (!) metro da europa.
Não obstante, tanto o custo de um como de outro são financiados pelos restantes portugueses que habitam fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Sim, pelos mesmos que têm visto as suas urgências a ser encerradas. Importa fazer justiça a estes portugueses.
Mas claro, mais importante do que isso é defender a requalificação urbana de uma cidade (questão puramente local) como um designio de importância nacional. Afinal, quem é o provinciano aqui?
GostarGostar
Caro Minhoto,
não compreendo como é que o Porto pode ser centralista em relação ao Norte quando não tem qualquer poder político. O Porto apenas faz o que todas as cidades deveriam estar a fazer: reinvindicar para si. Porque a verdade é que o resto do Norte está calado (com excepção hoje…), e só fala quando é para criticar o Porto.
Ou seja, em ver de se juntar à voz de quem luta contra a injusta distribuição de recursos pelo poder central, prefere criticá-los por aqueles, em termos relativos, serem menos injustiçados que os outros. Haja pachorra, não critique o Porto porque Lisboa fica com 90% e dá 10% ao Porto (quando o Porto devia ter 15%). Critique Lisboa por ficar com 90%.
Quanto às rotundas, suponho que no seu pseudo-cosmopolitismo prefira túneis, que são mais vistosos, apesar do custo. Ainda assim, as rotundas continuam a ser uma das técnicas mais eficazes para assegurar fluidez no tráfego, face a cruzamentos com semáforo. Sabe, esse tipo de comentários sempre me pareceu resultado da inveja que alguns têm da facilidade de circulação que existe nas localidades com rotundas…
rotundas pelas autarquias
GostarGostar
Ó Simões e aquelas rotundas em forma de oval de rugby são as mais seguras, isso da Força Centrifuga
é mito, não têm é mãozinhas!
GostarGostar
A maioria destes comentários comprovam – se ainda existissem dúvidas – que o disparate faz escola em Portugal.
Para a esmagadora maioria dos ‘tugas’ a Expo, o Porto 2001, o CCB,o Euro 2004, as obras com mais de uma década na Linha do Norte, e todos, todos, os investimentos públicos ruinosos que nos têm assolado, foram óptimos e só pecaram por escassos. Se lhes pedissem a opinião seriam sempre a favor de ‘obras-âncora’ do regime e quanto mais caras melhor!
E depois queixam-se que esta choldra fica cada vez mais para trás.
GostarGostar
São os mesmos que acham que “enterrar” 400 milhões (no final se não forem 800 é porque ainda vai ser mais) numa “obra municipal” paga por todo o país está bem, só porque esse município alberga a Capital.
É claro que é uma obra de “grande interesse para o país”!
Que digam os habitantes de Mogadouro, Celorico de Bastos, Resende, Odemira e Loulé, por exemplo, o grande interesse que têm em ver um município receber 400 milhões para renovar uma frente ribeirinha, só porque este é da capital! E os outros, o que são?
GostarGostar
Ninguém ainda percebeu que:
a) A Expo está a ser paga por quem lá habita, através do preço dos terrenos, pagos à ParqueExpo.
Nem um cêntimo dos cofres do estado…
GostarGostar