Leituras (2):
Publicado por Gabriel Silva em 23 Julho, 2008
«Os pobres do estado», por Rui Ramos, no Público de hoje:
«(…) Há, no entanto, uma pergunta que naturalmente ocorre: porque não tentar atingir o mesmo efeito de «mistura social» deslocando as classes médias dos seus condomínios para a Quinta da Fonte ou para a Cova da Moura? Responder-me-ão: porque se recusariam a ir e não se pode obrigá-las. O que, precisamente, não se passa com os pobres: a esses é possível obrigar, como estão a descobrir os refugiados da Quinta da Fonte. Os pobres dependem do estado. Em troca de casa e de subsídios, encontram-se à mercê dos funcionários, e dos «especialistas» que os estudam e decidem o que mais lhes convém. e nada disto, curiosamente,, parece perturbar os patronos da pobreza.
Os pobres, no actual regime social, são o que a discussão à volta da Quinta da Fonte revelou: uma espécie de cobaias sociais com que os burocratas e pensadores do estado Social fazem as suas experiências sociológicas. (…)»
Publicado em 23 Julho, 2008 às 9:33 am e está arquivado em Portugal, Socialismo, Sociedade. . Pode seguir as respostas a esta entrada através do RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
23 Julho, 2008 às 9:39 am
Ora, os pobres do estado sao todos aqueles que recebem subsidios para a habitaçao. Incluindo os que ganham bem. Nao sao só os do bairro. E aqueles que recebem subsidios para a reinserçao depois dos cargos publicos? Outros pobrezinhos.
23 Julho, 2008 às 9:49 am
Uma versão poética do mesmo tema no mesmo jornal
Agentes da equipa de intervenção da PSP caminham para cá e para lá no bairro quase deserto da Quinta da Fonte, em Loures. Jovens de etnia africana conversam nos degraus das portas dos prédios de paredes grafitadas. Uma mulher cigana sentada num passeio vai partindo em bocados uma banana e enfiando pedaços na boca de um menino de três anos. “É o meu filho, estou aqui sozinha com ele”, diz baixinho, com os olhos esbugalhados.
Andreia Sanches
Não perca qualquer dia na FNAC a saborosa compilação.
23 Julho, 2008 às 10:13 am
Os pobres do Estado são a maior riqueza deste país.
23 Julho, 2008 às 10:20 am
Servem para fazer politiquice.
23 Julho, 2008 às 11:47 am
O Rui Ramos propõe o quê exactamente, que eu não percebi? Deixar actuar o mercado?
23 Julho, 2008 às 11:57 am
Seria curioso que alguém informa-se o povo, a bem da verdade (embora isso não interesse), que nesse modelo de Bairros Sociais existe classe média constituída por “otários” à força que compraram casas.
Exemplo: Na Quinta da Fonte existem 350 pessoas que em 1995 se inscreveram na cooperativa de habitação que fez nascer o bairro. Na altura pagaram 600 contos (3000 euros) e continuaram a pagar rendas que chegam hoje aos 220 euros. No total, essas casas custaram entre 45 mil e 60 mil euros, dependendo da dimensão. Hoje, de acordo com o Imposto Municipal sobre Imóveis, valem 35 mil euros
“Quando se soube que o bairro ia servir para alojamento social, houve quem se apressasse a vender as casas.” Quem não o fez –”porque acreditou nas promessas da Câmara” – nunca mais conseguiu vender. E agora, “nem a família convidamos para vir cá” é o lamento que se ouve deles.
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=0B8224A7-2B49-4E44-93AC-62CA3A876E70
Mas como neste politicamente correcto soa melhor dizer que os ciganos e africanos foram empurrados para aquele gueto, ninguém fala nem quer saber dos verdadeiros “guetizados”.
Assim qualquer um escreve um textozito com as palavras “gueto”, “pobres”, “dependentes”, “racismo”, “xenofobia” e afins, e candidata-se logo a um Prémio Nóbel do politicamente correcto.
De qualquer forma, quem tem de pagar 4,26 euros por mês e deve neste momento à autarquia quantias que chegam aos oito mil euros, têm carabinas, pistolas, automóveis e carrinhas novos cujo valor ultrapassa, em vários casos, os 30 mil euros e televisores de plasma tem a nossa admiração e de todos aqueles que se matam a trabalhar para pagar as casas aonde vivem, os impostos e tudo o mais que os “vampiros” deste oásis gentilmente recebem.
23 Julho, 2008 às 11:58 am
Antigamente dizia-se que “a cavalo dado não se olha o dente”
Hoje, não só se lhe “olha o dente” como se discute a cor e forma e ainda se exige um subsidio para a alimentação e limpeza do bicho. É a vida!… :)
23 Julho, 2008 às 12:38 pm
Tenho andado pelos blogs e já ando farto de ver um e outro a usar o politicamente correcto, para justificar as opiniões daqueles que consideram que as pessoas são discriminadas e que a maior culpa esta em quem decide. Se a falta de argumentos é assim tanta…calem-se.
23 Julho, 2008 às 6:36 pm
Acho q os pobres nao sao tao pobres assim ja que financiam o estado com o seu trabalho q por sua vez sao distribuidos um pouco por todo o lado como universidades corruptas ou ministerios da cultura que sao depois apropriados pelos ricos (nas suas contas na suiça) e pelos intelectuais.
23 Julho, 2008 às 6:46 pm
Pobres, como?
Com plasmas, aparelhagens, playstations, dvd’s, e o mais que se tem sabido?
Sem pagarem renda de casa (nem água, nem luz)?
Pobres, como?
23 Julho, 2008 às 7:08 pm
E repugnante ver gente a discutir a playstation do pobre..não vejo ninguem a discutir o yacht do rico isso sim e que deve custar umas coroas valentes ao estado mas infelizmente falta um telemovel com camara de filmar ate la temos que esperar.
23 Julho, 2008 às 8:23 pm
Este Anónimo é uma besta, sem ofensa, claro.
23 Julho, 2008 às 8:54 pm
Besta é o senhor, sem ofensa claro.Alias nem sei porque se deu ao trabalho de responder o comentario nao era dirigido a si, estava a generalizar.
23 Julho, 2008 às 9:12 pm
Afinal, ainda é mais besta do que eu pensava; sem ofensa, claro.
23 Julho, 2008 às 9:42 pm
a discutir o yacht do rico isso sim e que deve custar umas coroas valentes ao estado
Custou mas foi umas coroas valentes ao dono.
O Estado ficaria altamente agradecido se cada português tivesse um iate.
23 Julho, 2008 às 9:45 pm
Que horror .. realmente só visto. Dão-lhes casa à borla, dinheiro todos os meses para viverem de borla, rendas de borla, água de borla, electricidade de borla e ainda os obrigam a ir viver para lá. Mas que bandalhos … mas que cientistas sociais mesquinhos e depravados …
23 Julho, 2008 às 10:20 pm
Senhor Dasse :) esqueca la isso.
24 Julho, 2008 às 1:09 am
que carroceiro.
24 Julho, 2008 às 12:09 pm
Quem são os patronos da pobreza?
Resposta: os internacionalistas das internacionais comunistas e socialistas mais uns que não o sendo se sentem “envergonhados” por terem que rebater com argumentos masi “nacionalistas, essa palavra proscrita do dicçionário politicamente correcto.São tão corectos , tão correctos que tendo combatido o fascismo e o colonialismo conseguiram o milagre de reconstituir todo o império cá dentro e lá fora tudo por nossa conta.Pobreza?Nada disso estão é a africanizar tudo e obviamente a nivelar por baixo a única coisa que sabem fazer…
E notem que a NUMENKLATURA já assumiu o velho mito de que BRANCO é RICO e portanto é ele que tem que pagar… em dinheiro e segurança!