Ajuste directo (1):

Câmara Municipal de Loures - Objecto do contrato - VINHO TINTO E BRANCO – Valor: 652.300,00 €

(dica de Bruno)


46 Comentários

  1. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:22 | Permalink

    Grandes bebados!!
    Deve ser o vinho para dar aos motoristas da camara..

    Incrível!! A camara compra vinho e o contribuinte paga!!!

  2. António Carlos
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:35 | Permalink

    A que acresce
    http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=5283

  3. Confrade
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:38 | Permalink

    ora… foi para o almoço e para o jantar!

  4. blogdaping
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:42 | Permalink

    “Bebados” ??? Eheheeh:!

  5. honni soit qui mal y pense
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:42 | Permalink

    1

    Bingo

  6. tina
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:44 | Permalink

    Mais de meio milhão de euros em vinho!!!… E qual é a urgência desse projecto para se enquadrar em ajuste directo? Isto até põe uma pessoa mal-disposta.

  7. Confrade
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:46 | Permalink

    Tina, bebe um copo que isso passa ! lol

    ps:sem ofensa

  8. Acção Directa
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:49 | Permalink

    Ora pois.

  9. Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:50 | Permalink

    Já se sabe que com vinho fica sempre mais caro!

    Brutal.
    lol

  10. Nelson Gonçalves
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 14:59 | Permalink

    Fazendo de advogado do diabo, a despesa até pode ter uma justificação perfeitamente aceitável. A minha pergunta é que tipo de poder tem o cidadão caso considere que não se justifica a despesa ? Pode impugnar ? Pode pedir para que seja verificada pelo tribunal de contas ?

    Porque se não, este tipo de consultas não passa de um passatempo. O povo vê, reclama mas não pode fazer nada.

  11. Confrade
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:02 | Permalink

    #10: algumas das despesas podem ser perfeitamente justificadas. A consulta é apenas um passatempo. Apesar de parecerem escandalosas poderão ser justificadas, ou até serem gralhas

  12. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:03 | Permalink

    Oeiras foi mais modesta, ficou-se pelos 18,000€ de Bagaço. Parece que era para misturar no Vinho hehehehe

    http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=11128

  13. tina
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:06 | Permalink

    “a despesa até pode ter uma justificação perfeitamente aceitável.”

    Como por exemplo, oferecer em almoços aos empreiteiros seleccionados por ajuste directo?

  14. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:06 | Permalink

    Remoção e reboque da viatura 19-91-SN

    Município de Lagoa
    Dadicauto Comércio e Reparação de Automóveis, Lda

    Preço do contrato (Euro): 8.500,00 €
    http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=3847

    :)

    PS: também acho que alguns só podem ser lapsos.

  15. tina
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:08 | Permalink

    Isto é incrível.

    “Objecto do contrato(descrição sumária): Aquisição de 8105 litros de aguardente de 77% para adição ao Vinho de Carcavelos.

    Preço do contrato (Euro): 18.722,55 €

    Prazo de execução (dias): 1

    Local de execução: Oeiras”

    E agora, que justificação se arranja para adicionar o bagaço ao vinho (!!!!) e para além do mais, ser tão urgente que se enquandra em ajuste directo?

  16. bruno
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:22 | Permalink

    após googlar um pouco…

    NIF Nome entidade adjudiatária
    115339345 MARIA IRENE BRITO COSTA.

    http://quintadacarregosa.com/pt_PT/AEmpresa.php

    Lamentavelmente, não percebo nada de vinhos nem de finanças/fiscalidade… não sei se é caro ou se é pertinente adjudicar 130 mil contos de vinho a um particular…

  17. honni soit qui mal y pense
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:26 | Permalink

    10

    é isso mesmo

    só pode reclamar votando …

  18. Agro
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:27 | Permalink

    #15

    Tina

    Sem querer defender este esquema do ajuste directo.

    O vinho de Carcavelos é um vinho licoroso (tipo Porto), em que durante a vinificação se adiciona aguardente vinica para se obter o teor alcólico por volta dos 18 graus.
    Atenção que não é bagaço (aguardente bagaceira- distilada do bagaço) mas sim aguadente vinica obtida pela distilação do vinho

  19. blogdaping
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:29 | Permalink

    Só andam pelo vinho ??
    Façam lá uma “investigaçãozita” na construção civil !!

  20. Confrade
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:38 | Permalink

    #13

    encontrei uma de 9000 de taxi, para transporte de duas pessoas entre Mangualde e Gouveia (26kms). Mas e se forem pessoas de precisassem *mesmo*? Poderemos dizer que situação alternativa devia ter sido usada, mas talvez exista uma justificação.

    Almoço com empreiteiros nao é justificação, claro

  21. tina
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 15:44 | Permalink

    “encontrei uma de 9000 de taxi, para transporte de duas pessoas entre Mangualde e Gouveia (26kms). (…) mas talvez exista uma justificação.”

    talvez fosse um táxi movido a energia eólica…

  22. Posted 14 Janeiro, 2009 at 16:06 | Permalink

    “ou até serem gralhas”

    Mas temos serviços com profissionalismo ou não? Então regista-se uma compra e nem se verifica se está ok? Logo na municiosa administração pública.

  23. Posted 14 Janeiro, 2009 at 16:11 | Permalink

    Tanto vinho, só pode ser para uma piscina municipal.

  24. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 16:14 | Permalink

    mais de 14 ME

  25. honni soit qui mal y pense
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 16:22 | Permalink

    21

    ora aí está uma daquelas coisas que não desagradaria ao manequim armani

    transportes ecologicos movidos a eolicas dos irmãos martins

  26. Posted 14 Janeiro, 2009 at 16:40 | Permalink

    @24:

    14M€ por ano para licensas MS! O facto do estado francês ter passado a usar Linux e Open Source deve ter algum significado.

  27. P1
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 16:52 | Permalink

    … até a “barraca” abana…

  28. Posted 14 Janeiro, 2009 at 17:19 | Permalink

    Olha! Isto é mesmo girooo.

    Serviço Piro Musical para as Festas da Passagem de Ano no Concelho de Olhão
    Preço do contrato (Euro): 100.000,00 €
    http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=12885

    Serviço Piro Musical? Huuuummm…

  29. antónio
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 17:22 | Permalink

    o ribau gastou 133.788,00 € em guardas metálicas para uma rotunda!!!

  30. Posted 14 Janeiro, 2009 at 17:36 | Permalink

    Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
    Prestação de serviços de assessoria no âmbito do Pelouro do Desporto
    Preço do contrato (Euro): 54.000,00 €

    Assessoria… no âmbito do Pelouro… 54.000 €… 11 mil contos…

    Aires Henrique do Couto Pereira, Eng. – PSD
    Vice-Presidente da Câmara Municipal
    Pelouros:
    Obras Municipais

    As coisas que os blasfemos descobrem!
    Desporto
    Polícia Municipal
    Protecção Civil

  31. hora-porra
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 17:39 | Permalink

    “o branco é para amadores”
    “beber um copo de vinho é dar de comer a um milhão de portugueses”-2ª república

  32. Posted 14 Janeiro, 2009 at 17:44 | Permalink

    A última foi um duro golpe aos blasfemos mais pê ésse dê.
    Vá lá agora uma nos bombos:

    Instituto do Desporto de Portugal, I.P
    Aquisição de serviços de produção de três filmes institucionais e seis mini-documentários.
    Preço do contrato (Euro): 73.800,00 €

  33. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 18:49 | Permalink

    E foi o preço mais baixo, compraram uma surrapa, ninguem faz milagres.

    Mas isto é assim, e os brinquedos do Natal para os filhos do pessoal e amigos.

    A CM dá, com o nosso dinheiro, um Cabaz de Natal do bom e do melhor para os trabalhadores e amigos e paga os livros e os estudos aos filhos do trabalhador

    Pergunta ao Tio Belmiro se ele DA estas prendas todas

  34. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 19:36 | Permalink

    O branco e o tinto são para abrilhantar as festas multiculturais dos bairros tipicos de Loures.E de consumo obrigatório para muçulmanos.Uma nova forma de fazer conversões…

  35. Anónimo
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 21:11 | Permalink

    Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
    fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de
    misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos
    capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886

  36. Posted 14 Janeiro, 2009 at 23:08 | Permalink

    …depois de mais de um século, não mudamos nada, estamos é muito pior! Já agora que tal o Daniel não chamar o amigo Laden para um atentadozito ali pelos lados da Gaiola das Loucas!

  37. Ibn erriq
    Posted 14 Janeiro, 2009 at 23:09 | Permalink

    Essa do taxi 9000 € cheira-me a gralha talvez fossem 90 Euros mesmo assim 90 euros para 25 Kms é obra!

  38. Posted 14 Janeiro, 2009 at 23:18 | Permalink

    10 – Há sempre a possibilidade de impugnar contenciosamente o contrato e pedir providências cautelares (caso tenha legitimiade processual). Não é só através do voto!

  39. honni soit qui mal y pense
    Posted 15 Janeiro, 2009 at 09:50 | Permalink

    39

    Boa sorte .

    Da próxima a sua empresa nunca será convidada a apresentar propostas .

    Ora …

  40. Posted 15 Janeiro, 2009 at 18:15 | Permalink

    40

    Porquê?

    De acordo com a minha opinião pouco fundamentada e com a lei: se houve ajuste directo pode haver impugnação. Se houver exclusão injustificada de candidatos num concurso público ou outra ilegalidade impugna-se outra vez! Hoje em dia há uma coisa muito boa (já criticada aqui mas neste blogue critica-se tudo) que é a possibilidade de usar providências cautelares. Os contratos públicos não se furtam aos princípios gerais do Direito Administrativo, são apenas um ramo especial!

    É para isto que serve o Direito… Se os interessados souberem como agir (e actuarem bem informados dos procedimentos a seguir desde o inicio) dificilmente serão prejudicados. Foi por causa de coisas destas que o contencioso administrativo foi alterado! Além disso, com o reforço da publicidade dos contratos só não contesta quem não quer (tendo razão e interesse processual, claro).

  41. honni soit qui mal y pense
    Posted 16 Janeiro, 2009 at 10:12 | Permalink

    40

    Conversa .
    O ajuste directo é por convite a um só fornecedor .
    Que legitimidade tem se não foi convidado para impugnar ?
    testemunhou algum conluio ?
    tem provas de trafico de influências ?

    palheta de teorico do direito

    nos concursos publicos pode recorrer sim, se tiver sido parte , e recorrer hierarquicamente ou contenciosamente …

    aos interessados não convem agir , pois se o fizerem podem “ficar” afastados da contratação por convite , ou por arte e engenho dos juris ser colocado abaixo do primeiro lugar por avaliação de subcriterios subjectivos ao critério de adjudicação da proposta economicamente mais vantajosa

    o reforço da publicidade não dá dto nenhum dto á contestação a não ser aquela que aqui fazemos e que não tem consequência nenhuma … a não ser aquele que entre nós resultar no próximo sufragio eleitoral local ou nacional

    o Direito não é aquilo que pensa , na realidade serve para os espertos utilizarem a Lei em seu proveito , ou aqueles que não sendo espertos podem ter os meios de contratar um bom jurista ou advogado …

    temos de acreditar na Justiça é verdade …~mas não sejamos ingenuos

    impugne … boa sorte

  42. Posted 16 Janeiro, 2009 at 17:38 | Permalink

    40

    Tem muita razão naquilo que diz mas veja o seguinte:

    Neste caso (dos vinhos) não estando preenchidos os requisitos do artigo 20.º num. 1 al. a) do código dos contratos públicos (neste caso não está), ou o artigo 24.º do mesmo diploma, qualquer concorrente poderá (dependendo, é claro, de outros factos subjacentes ao ajuste directo) impugnar, à luz do artigos 9.º e 40.º do CPTA.

    652.300,00 € é mais do que € 75 000 logo, se a matéria de facto se resumir ao preço e não houver mais nada (normalmente haverá, a não ser que essa gente seja parva),qualquer interessado, mesmo que não tenha sido convidado, poderá impugnar e ganhar sem ter de provar tudo o que você disse.

    Será palheta de teórico do direito (que, honestamente, percebe muitíssimo pouco de contratação pública) mas já vi coisas bastante mais complicadas resolvidas com justiça… Contudo, como um mui ilustre advogado disse um dia, “Apesar de tentar encontrar a Justiça, ela deve trabalhar à noite em sítios que eu não frequento ou durante as horas em que eu estou a dormir”. Mas eu ainda devo ser parente do Cândido!

  43. Anónimo
    Posted 17 Janeiro, 2009 at 19:05 | Permalink

    Em abono da verdade, , aqui fica a notícia do Público
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356275&idCanal=12

    A matéria-prima deste “milagre” da tecnologia reside nas duas bases de dados oficiais referidas, sendo que a das Obras Públicas, gerida pelo Instituto da Construção e do Imobiliário (INCI) e criada em nome da transparência dos contratos, apresenta desde o início grandes problemas de acessibilidade e erros graves. Já com cerca de 15 mil registos de ajustes directos, este portal não obedece sequer a uma ordem cronológica, nem permite a realização de qualquer tipo de pesquisas, o que o torna em grande parte inútil. Por outro lado, as informações fornecidas estão longe de ser seguras, chegando a ser caricatas.

    Basta dizer que a Câmara de Loures lá está com uma compra de vinho de 652.300 euros e que a de Castro Marim aparece como tendo contratado um professor de Educação Física por um milhão e 53 mil euros. Isto quando o limite legal para as aquisições por ajuste directo de bens e serviços está fixado, no caso das autarquias, em 206 mil euros. Casos como estes, que estão a fazer as delícias de muitos bloggers desde anteontem, são às dezenas, havendo até uma renovação de licenças de software da Microsoft que custou 14 milhões e 360 mil euros à Agência para a Modernização Administrativa.

    Os erros em causa têm sido objecto de reclamação por parte de várias entidades, como é o caso da Câmara de Loures, que desde o início de Novembro está a protestar, sem sucesso, contra muitos deles, designadamente os dois zeros que foram acrescentados aos 6523 euros que pagou pelo vinho. A última reclamação desta autarquia data de 18 de Dezembro e consta de uma carta do seu presidente ao ministro das Obras Públicas, que ainda não teve qualquer efeito nem resposta.

    Um erro informático, mais um que serve para desculpar tudo o que não funciona por cá. No entanto não deixa de ser um site oficial que disponibiliza esta informação… ou apresentava porque já tiraram as informações do ar…

    Numa matéria onde devia haver transparência, não só não há como a informação que existe é errada!

  44. Anónimo
    Posted 9 Dezembro, 2009 at 12:46 | Permalink

    A juntar a isto só falta mesmo para compôr o ramalhete, as taxas municipais, recentemente aplicadas pela Câmara Municipal de Loures, pelo máximo claro !

  45. Anónimo
    Posted 9 Dezembro, 2009 at 12:50 | Permalink

    Ou seja isto tudo pleo interesse dos municipes. Sim, porque basta a pessoa pensar no seguinte:

    - Paga taxas de tudo e mais alguma coisa, por exemplo, nas taxas da água e esgotos
    nomeadamente: taxas de residuos sólidos.

    Ora basta chegar o Inverno, para se vêr as inundações provocadas na maior parte das vezes por falta de limpeza dos Canais de Esgoto em que transborda tudo por fora.

    Fica a pergunta, o que andam os serviços câmarários a fazer ao longo do ano, e nas alturas de Primavera ou Verão, por exemplo ? Será que andam a limpar estes canais ? Ou será que andam a beber o vinho da última despesa apresentada pela câmara e a passear nos carros de serviço ?


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