Censuras pc

tintin«A Biblioteca de Brooklyn reconheceu que retirou das suas estantes o livro  «Tintim no Congo», banda desenhada da autoria do belga Hergé (1907 -1983), que tinha sido apelidada de racista e que era o último exemplar disponível de acesso livre nas bibliotecas públicas de Nova-York». (FV)

62 Comentários

  1. Anónimo
    Posted 5 Setembro, 2009 at 11:00 | Permalink

    os teus amigos comunas também fizeram campanha anti hergé em portugal

  2. Anónimo
    Posted 5 Setembro, 2009 at 11:18 | Permalink

    Talvez estas imagens fossem mais apropriadas para ilustrar o post Gabriel, repare nas feições de chimpanzé.

    http://vivirlatino.com/i/2007/07/afrika01n.jpg

    http://vivirlatino.com/i/2007/07/tintinCongo_big.jpg

  3. Anónimo
    Posted 5 Setembro, 2009 at 11:27 | Permalink

    Por esta lógica, retiram-se uma boa parte dos livros publicados num certo período.

    Já agora proíba-se também a bíblia, que refere a existência de escravos.

  4. Posted 5 Setembro, 2009 at 12:24 | Permalink

    Já agora proíba-se também a bíblia, que refere a existência de escravos.

    Lá chegaremos.
    Será mais rápido se o Louçã for primeiro-ministro.

  5. Posted 5 Setembro, 2009 at 12:37 | Permalink

    Assim os anti-racistas deixarão de ter as necessárias referência para demonstrar o que é racismo… na banda desenhada.

    Também nunca ouvi ninguém afirmar que para se ser anti-racista era preciso ser-se inteligente..

  6. Posted 5 Setembro, 2009 at 12:43 | Permalink

    Ouvi dizer que já há versões politicamente correctas da Bíblia, sem termos sexistas nem racistas.
    A esquerda sempre foi especialista em reescrever a História: basta pensar na antiga União Soviética e nas fotografias retocadas para não aparecer o Trotski.

  7. Posted 5 Setembro, 2009 at 13:07 | Permalink

    ja’ a seguir, um post sobre a retirada das bibliotecas de livros sobre homosexualidade.

  8. Posted 5 Setembro, 2009 at 13:12 | Permalink

    ja’ a seguir, um post sobre a retirada das bibliotecas de livros sobre homosexualidade.

    Está enganado.
    Esses devem manter-se para mostrar como uma coisa que era má, feia e pecaminosamente anti-natural se transformou em boa e se transformará em obrigatória.
    Será ainda mais rápido se um determinado senhor for primeiro-ministro.

  9. Amonino
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:15 | Permalink

    .
    A questão das Biblias:
    .
    Fragment from world’s oldest Bible found hidden in Egyptian monastery
    Academic stumbles upon previously unseen section of Codex Sinaiticus dating back to 4th century
    .
    http://www.independent.co.uk/news/world/africa/fragment-from-worlds-oldest-bible-found-hidden-in-egyptian-monastery-1780274.html
    .
    .
    Temas eleitorais importantes, “EDUCAÇÃO”:
    .
    -You’ve had your chips: fattening food banned from school canteens
    School dinners will be calorie controlled and chocolate, crisps and sugary drinks will be banished in a bid to reduce childhood obesity
    .
    http://www.guardian.co.uk/education/2009/sep/03/school-dinners-meals-canteens-nutrition
    .

  10. Posted 5 Setembro, 2009 at 13:19 | Permalink

    Qualquer biblioteca faz sempre uma selecção dos seus livros e os critérios de selecção são dos mais variados.
    Dizer que todos os que não foram escolhidos foram censurados, parece excessivo.
    Então e a liberdade de escolha?

  11. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:20 | Permalink

    Este é tão burro que nem sabe a data da publicação do Tintin no Congo.

  12. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:22 | Permalink

    Alguém aqui leu ou viu os bonecos do Tintin no Congo e das suas diversas edições?

    Só por uma questão de curiosidade e para se saber se até percebem o significado da palavra racismo neste caso.

  13. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:24 | Permalink

    Qual era o problema do Tintin no Congo.

    E eu nem estou a negar que não houvesse por lá algum problema.

    Aliás, até era capaz de jurar que a HM o desencantava, e ainda chamaria pior se, em vez de pretos, fossem israelitas, por exemplo.

  14. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:25 | Permalink

    Mas, para isso, é preciso conhecer-se o livro, a época histórica que retratava em tom de brincadeira e quando foi publicado.

    Quem é que de todos os comentadores conhece?

    É apenas por curiosidade.

  15. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:26 | Permalink

    Atgé deixo a mesma pergunta à HM que admito que conheça para poder escrever este post.

  16. Posted 5 Setembro, 2009 at 13:30 | Permalink

    O post é do Gabriel.

  17. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:31 | Permalink

    Enganei-me, o post é do Gabriel, acredito que conheça porque o Gabriel gosta de BD antiga.

    Mas duvido que a HM gostasse deste livro.

    Não é por nada…

  18. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 13:31 | Permalink

    E ia jurar que mais ninguém que por aqui passou o viu, sequer.

  19. lucklucky
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:02 | Permalink

    O Mein Kampf e o O Capital provavelmente lá continuam…

  20. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:04 | Permalink

    E porque motivo não deviam continuar?

    E que imbecilidade de comparação é essa?

    Leu o Tintim no Congo?

    É que eu ia jurar que é mais outro que desconhece o livro.

    Mas, neste caso, tenho a certezinha que se em vez de pretos fossem judeus, era mais outro a defender a censura.

  21. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:05 | Permalink

    É que, quem nem entende a diferença entre BD, um livro de economia-política e um manifesto ideológico, mais valia estar calado.

  22. Posted 5 Setembro, 2009 at 14:07 | Permalink

    E ia jurar que mais ninguém que por aqui passou o viu, sequer.

    Vi e li vários livros do Tintin.
    Tambem li o saudoso “Cavaleiro Andante”.
    Tinha personagens de antologia, uma pena que o herói fosse, deixa lá ver como é que se pode escrever, eunuco.

  23. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:08 | Permalink

    Por outro lado, cada um, à sua maneira, fazem parte do Panteão da Histíria.

    O Hergé, já lá está, como autor incontornável e criador da mais famosa série de BD- com detalhes sociais, costumes e apontamentos históricos de todo o mundo.

    E até ia alterando alguns deles, como marcas de carros e outros, de acordo com as edições.

    Só um imbecil ia retirar um dos álbuns, como se tinha retirado o Tintim no País dos Sovietes por outros motivos.

  24. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:10 | Permalink

    Eu perguntei se leu este, em particular, e não a publicação da revista Tintim, essa sim, comparável a um Cavaleiro Andante.

    Leu o álbum do Hergé – Tintim no Congo?

    É capaz de explicar o motivo pelo qual ele actualmente causa melindre?

    E eu não nego nada disso. Apenas acho piada à forma como as pessoas arrumam tudo em etiquetas- basta a palavra racismo e já está a fogueira feita ou a água deitada para a apagar, com comparações a Mein Kamp

  25. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:13 | Permalink

    Todos os herós de BD não fodem nem são casados.

    Até o Pato Donald é apenas tio.

    E isso é mais um chavão disparatado porque imaginar-se um personagens de aventuras a foder, era coisa descabelada.

    Para isso havia a Castafiore e a sua paixoneta pelo capitão Haddock

  26. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:14 | Permalink

    Nem o grande sedutor do Corto Maltese fodia, e era personagem real, em vida real, quanto mais estas do Hergé, perfeitamente diferentes.

  27. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:17 | Permalink

    A piada aqui está que a censura actual segue as modas politicamente correctas.

    A do passado apenas se preocupou com a imagem da Rússia da Revolução- que ficava aquém da realidade.

    Como antes, já se haviam preocupado com outras personagens que o Hergé tinha criado, aquando da ocupação francesa, onde até se chegou a ver apologia do nazismo.

  28. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:18 | Permalink

    Acrescente-se que por cá o tintim no país dos sovietes também estava interdito na Ditadura. Nem sei o motivo, não havia edição em parte alguma.

  29. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:21 | Permalink

    Mas o Hergé sempre conseguiu congregar todos as paranóias. Era ele e o Disney. O Walt Disney por causa de ser eunuco e outras imbecilidades no género.

    O Hergé porque foi nazi, anti-comunista primário e depois racista.

    Para quem lhe conhece a obra desde sempre, isto apenas dá vontade rir.

  30. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:26 | Permalink

    Mas querem uma aposta- tentem encontrar o álbum e fazer um inquérito político-partidário.

    Eu matava-me a rir com o que diriam as jotas.

    E aqui na blogo, acho que se contava pelos dedos quem não o chamasse de racismo ou aceitasse publicá-lo e ver o que sucedia nas caixas de comentários.

  31. Posted 5 Setembro, 2009 at 14:28 | Permalink

    Já agora,

    Esta obra teve, além de várias “edições”, pelo menos duas “versões”, pois Hergé redesenhou-a completamente.

    É pena que não se perceba a qual delas se refere o ‘post’.

  32. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:33 | Permalink

    Pois é bem verdade. Até me esqueci desse detalhe.

    Ele próprio alterou. Mas eu até ia jurar que hoje em dia é igual. Em Inglaterra sei que tudo o censura.

  33. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:34 | Permalink

    Eu costuma coleccionar as diferentes versões de todos os álbuns porque era delicioso verem-se as mudanças.

  34. Posted 5 Setembro, 2009 at 14:36 | Permalink

    Está à venda na FNAC, a 12,99€.
    Quando era muito novo, li alguns, mas não recordo de ter lido esse no Congo. Preferia o Asterix e também o Corto, um pouco mais tarde.
    Mas para rir, era o Gotlib.

  35. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:37 | Permalink

    Mas, não me recordo de nenhum jovem ficar chocado ou sequer notar qualquer racismo no tintim no Congo.

    E, hoje em dia, duvido que encontre um que não fique enojado e desate a disparatar a chamar racismo.

    E, no entanto, mesmo em tom de brincadeira, aquele Congo e aqueles pretinhos patetinhas, deslumbrados pela quinquilharia, também não eram. de todo, irreais.

  36. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:38 | Permalink

    Não sei qual é versão da FNAC.

    Mas lembro-me do escândalo que existia em se falar nesse famigerado Tintim no País dos Sovietes.

  37. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:42 | Permalink

    Por outro lado, o interesse deste e de vários outros é que foram feitos apenas por viagens de livro e de “vox populi”.

    O Hergé nunca foi ao Congo e até praticamente nem viajava.

  38. Posted 5 Setembro, 2009 at 14:43 | Permalink

    O site do Gotlib.

  39. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 14:47 | Permalink

    Mas devem ter deitado fora a versão a cores.

    Não acredito sequer que uma biblioteca fosse cometer esse crime de património em desfazer-se da versão original a preto e branco.

    E nem acredito que a tivesse disponível- assim nas prateleiras, para crianças.

    Isso são raridades de reservados.

  40. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:04 | Permalink

    PUBLICAÇÃO: Tournai : Casterman, 1980
    - Univ. Aveiro

    Tintim no Congo / Hergé

    AUTOR(ES): Hergé, pseud.

    PUBLICAÇÃO: [Lisboa] : Difusão Verbo, imp. 1996

    ……….
    outra da Verbo de 2003 e mais nada, numa pesquisa rápida na Porbase.
    ——————————

    Veja-se, por curiosidade- o que já se publicou acerca do Tintim.

    A invisibilidade do género em Tintin [ Texto policopiado] : a conspiração do silêncio / Ana Maria Magalhães da Cunha Correia ; orient. Rui Zink. Lisboa : [s.n.], 2004.

    —————-
    Tintin, Hergé et la “belgité” : atti / Colloque… ; a cura di Anna Soncini Fratta

    AUTOR(ES): Colloque [sur] Tintin, Hergé et la Belgité, [Bologna], 1992; Fratta, Anna Soncini, ed. lit.

    PUBLICAÇÃO: Bologna : CLUEB, 1994

  41. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:07 | Permalink

    Quanto à tipologia das feições dos pretinhos ainda existe um detalhe com mais piada.

    A marca de chocolates dos “Conguitos” chegou a oferecer bonequinhos de borracha praticamente idênticos.

    Ainda tenho um. Eram bem giros.

  42. Gabriel Silva
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:08 | Permalink

    «Esta obra teve, além de várias “edições”, pelo menos duas “versões”, pois Hergé redesenhou-a completamente.

    É pena que não se perceba a qual delas se refere o ‘post’.»

    Caro Medina Ribeiro,
    Na verdade não sei, pois não tive infelizmente oportunidade de consultar o exemplar que existia na biblioteca de Broklin…..
    Mas do que conheço da «polémica» penso que a questão das versões existentes será relativamente «irrelevante» para os pc’s, pois que a dita critica engloba a obra em si (a narrativa) e não meramente imagens mais ou menos datadas.

    Já agora e a título informativo: Tintin no Congo foi publicado originalmente em 1930 e 31 na revista Petit Vingtième. Publicado em formato album (a preto e branco) em 1931. Hergé redesenhou a história em 1946. E uma terceira versão surgiu em 1975. Note-se que não foi a única obra a ser redesenhada, todas as publicadas anterioremente a 45 o foram, abarcando não apenas os desenhos mas também os diálogos.

  43. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:08 | Permalink

    Estes pretinhos dos “conguitos” podiam comprar-se em qualquer café ou pastelaria ainda há relativamente pouco tempo.

  44. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:10 | Permalink

    Gabriel- só pode ter sido a colorida. A outra é absoluta raridade que nunca mais foi editada.

    Alguém que conheça edição da inicial, a preto e branco que informe. Porque eu desconheço.

  45. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:11 | Permalink

    Amenos que venha numa edição de luxo, de todos os desenhos iniciais do Hergé, ainda a preto e branco. Cheguei a comprar mas nem sei onde pára.

  46. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:14 | Permalink

    Mas é um facto que duvido que alguém andasse hoje em dia a fornecer a original com as anormalidades que tinha

    ehehehehe

    É que até era demais, mesmo para quem tem muito sentido de humor

    “:O)))

  47. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:15 | Permalink

    Por isso mesmo é que sendo raridade, só podia estar nos reservados de uma biblioteca.

  48. Gabriel Silva
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:20 | Permalink

    A primeira vez que a obra foi publicada em Portugal, foi nos anos 30, na revista Papagaio. A preto e banco.
    E tinha o curioso título: Tim-Tim em Angola, em que ele era uma repórtes português de visita áquela colónia.

    Mais info: http://euroquadrinhos.wordpress.com/2007/07/17/tintim-no-pais-do-racismo/

  49. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:23 | Permalink

    Ah, que engraçado! boa informação, Gabriel.

    Aquilo era mesmo caricatura colonial. E bem patetinha.

    Mas, pelo menos entre malta amiga, nunca me lembro de se reparar nela com esse sentido- eram bonecos de ficção. E aquela forma de desenhar pretinhos bem mais antiga, até na publicidade em geral ou no simples jazz quando apareceu em França.

  50. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:25 | Permalink

    Tudo tem um contexto histórico. Sem se entender isso dizem-se disparates como a comparação com o Capital de Marx que, segundo o lucklucky devia ser proibido numa biblioteca.

    Há formatações ideológicas vistas ao espelho. São todas variantes de pálas como as que usam os burros.

  51. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:28 | Permalink

    Exacto, o artigo é bom porque mostra essas tipologias comuns quando se desenhavam pretinhos.

  52. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 15:32 | Permalink

    Mas, aqui há tempos assisti a uma cena de racismo inventado, à conta de tanto exagero em sentido inverso.

    Um negro- daqueles bem escuros- foi levantar fotografias tipo passe, que tinha feito.

    Quando lhe passam as fotos – que eu ainda acabei por ver- como era óbvio, estavam um tanto escuras e ele desata a chamar racistas aos tipos da loja e a dizer que não era assim

    “:O))))

    E eles ainda lhe ofereceram nova sessão a ver se branqueava, que podia dar-se efeito de luz.

    Mas o tipo foi porta fora a chamar nomes e racismo e nem levou as fotografias

    Eu rebolei-me a rir. Nem me aguentei.

    “:O))))))

  53. Posted 5 Setembro, 2009 at 16:04 | Permalink

    É claro que na minha biblioteca eu guardo o que quero, e deito fora o que me apetece.

    Mas numa biblioteca pública já não será bem assim, e numa Biblioteca Nacional não é de certeza – os livros, aliás, são obrigatoriamente enviados para lá pelas editoras, e existe o chamado Depósito Legal.

    Agora imagine-se que, por absurdo, os livros existentes (ou a banir) numa biblioteca pública dependiam do critério (ou dos caprichos) do director – alguém que é nomeado superiormente e que, portanto, é substituído de vez em quando.
    Alguém imagina o que seria uma instituição dessas?

    Ítalo Calvino tem um saboroso conto de 1953, intitulado «Um General na Biblioteca» em que ficciona isso mesmo:

    Um general invade uma biblioteca com tropas, e põe os subordinados a ler os livros, para saber quais deverão ser banidos por não serem “politicamente correctos”.
    E, como é italiano, começa logo por condenar os que elogiam os cartagineses nas guerras púnicas!

    Só que, a pouco e pouco, aqueles militares vão começando a ler, a instruir-se, e chegam à conclusão de que a Humanidade, afinal, não é tão simples quanto pensavam… e acabam por ser fervorosos leitores da biblioteca – embora só depois de passados compulsivamete à vida civil, pois os chefes acima deles continuam a ser as mesmas bestas quadradas de sempre – como as que, no caso referido neste ‘post’, censuraram Hergé…

  54. Posted 5 Setembro, 2009 at 16:07 | Permalink

    Estes pretinhos dos “conguitos” podiam comprar-se em qualquer café ou pastelaria ainda há relativamente pouco tempo.

    Pois agora é diferente.
    Aquele novissímo edifício na Avenida da República foi comprado pelos pretitos.
    Mais exactamente pelos fulanos da Sonangol.

  55. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 16:11 | Permalink

    O problema é que uma censura deste tipo- num local que não serve para venda mas para memória e História, acaba por ter efeito para legitimar muito mais coisas.

    Ainda a propósito do Tintim e do pc- vale a pena ler e os comentários .

    Eu não conheço esta “tese” da Aberta mas conheço outras de género, em estudos literários que são autêntica aberração e deformação mental.

  56. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 16:16 | Permalink

    Aquela bibliografia com a entrevista ao Milou, na secção de Entrevistas, também tem piada.

    “:O))))

  57. za-zie
    Posted 5 Setembro, 2009 at 16:17 | Permalink

    ahahahah

    Que boca mais gira- ainda havemos de ver pastilhas de chocolate branco a oferecerem “tuguitos”

    ehehehe

  58. JJPereira
    Posted 5 Setembro, 2009 at 17:24 | Permalink

    Mais uma estupidez, semelhante à recusa da estátua em Queen`s.
    A ” questão cromática” a dar mais um empurrãozinho ao irreversível declínio americano – exibido, atestado e oficializado com a entrada do “entertainer” na Casa Branca.
    Já deve ir em tonelada a cera das velas oferecidas à Virgem de Kazan – em agradecimento, calcula-se…

  59. Posted 5 Setembro, 2009 at 20:12 | Permalink

    A imagem que ilustrava este ‘post’ deixou de estar visível, não sei porquê.
    De qualquer forma, a capa da versão redesenhada por Hergé pode ser vista [aqui].

  60. Piscoisa
    Posted 6 Setembro, 2009 at 19:13 | Permalink

    Retiraram?Porra que era mais educativo trocarem os personagens.Branco em vez de preto.É o que nos andam a fazer.

  61. Confrade
    Posted 6 Setembro, 2009 at 22:23 | Permalink

    zazie, porque não te calas?

  62. Xico
    Posted 6 Setembro, 2009 at 23:13 | Permalink

    O Tintin no Congo é infelizmente um retrato fiel e mordaz de muitas daquelas tiranias africanas e da situação em que se colocaram aqueles países e aqueles povos, com descolonizações politicamente correctas, não estando os mesmo preparados para enfrentarem e concorrerem com o mundo de hoje. Eu li e gostei, e gostei ainda mais de uma exposição em que artistas negros, por causa do referido livro, desenharam o Tintim a ser sodomizado por um núbio com um membro sofrendo de elefantíase.
    É muito mais divertido o mundo assim! Não gostam, critiquem e respondam na mesma moeda.
    (fiquei sem saber a opinião do Tintim sobre o núbio, mas parece que não foi má)


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