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A função económica do especulador

6 Janeiro, 2010

Um especulador é um fulano que tem uma crença mais ou menos fundamentada sobre o futuro e faz uma aposta numa actividade económica com base nessa crença. Se a crença se revelar fundamentada, o especulador ganha muito dinheiro. Se a crença se revelar falsa, o especulador perde muito dinheiro.

Existe um incentivo para que os especuladores encontrem actividades que resolvam problemas ou respondam a necessidades dos consumidores: o lucro. Existe um incentivo para que os especuladores evitem projectos inviáveis, megalómanos, projectos para os quais existam substitutos mais baratos ou em que o consumidor não está interessado: o prejuízo.

O especulador é o agente principal do processo de procura de inovações num mercado livre. O mercado livre:

1. Permite a busca descentralizada de inovações, porque vários especuladores podem agir em paralelo.

2. Limita os custos da inovação porque os especuladores têm incentivos quer para escolher os projectos mais promissores quer para evitar os becos sem saída.

3. Responsabiliza os especuladores individuais e protege o público em geral dos custos de apostas erradas.

70 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 14:27

    tás a confundir investimento com especulação, o investidor tem fé e arrisca o seu e o especulador bebe uns cafés e arrisca o que é dos outros.

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  2. Trinta e três's avatar
    6 Janeiro, 2010 14:37

    Bem, o comentário anterior já põe o dedo na ferida, mas quanto a especuladores, conheço melhor outra versão: um indivíduo tem um primo na Câmara e sabe que uma determinada área vai mudar o estatuto da REN (ou RAN, tanto dá) para urbana. Apressa-se a comprar o maior número possível de terrenos aos proprietários que não têm primos na Câmara. A alteração do estatuto concretiza-se e o indivíduo ganha uma fortuna.Dir-me-ão: isso não é um especulador, é um vigarista! Respondo: pois…

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  3. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    6 Janeiro, 2010 14:58

    Especulador pode ser também um gajo que pratica o crime de especulação previsto no artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 28/84, de 20 de Janeiro.

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  4. Desconhecida's avatar
    Winston permalink
    6 Janeiro, 2010 15:06

    Claro que isto não inclui o amigo Berardo que é um especulador à Tuga: quando ganha é dele, quando perde, pagamos todos.

    O especulador tem de facto uma função numa economia de mercado onde os agentes estejam em situação de igualdade perante o regulador, sejam livres de tomar as decisões e totalmente responsáveis por elas.

    Não é de todo o caso de Portugal.

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  5. Piscoiso's avatar
    6 Janeiro, 2010 15:19

    Não deve ser fácil ser especulador.
    Até porque quando se pergunta a alguém:
    – O que é que fazesna vida?
    ninguém responde especulo.
    Começa por ser uma palavra feia, terminada em culo, de rima difícil.
    Rima com chulo.

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  6. Pax Julio's avatar
    Pax Julio permalink
    6 Janeiro, 2010 15:20

    Embora o anónimo 1 não tenha dado uma definição adequada de especulador, o facto é que o texto confunde especulador com investidor.

    O especulador procura oportunidades de arbitragem. Isso nada tem a ver com inovação.

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  7. vG's avatar
    6 Janeiro, 2010 15:35

    Os carrosseis das feiras reclamam o mesmo direito que os profesores, não querem ser avaliados/vistoriados.

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  8. Desconhecida's avatar
    Observador da decadência permalink
    6 Janeiro, 2010 15:37

    O especulador é um animal sem ética nem moral e de ganância desmedida. Mas não deixa de ser curiosa a ideia descrita neste post.

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  9. LR's avatar
    6 Janeiro, 2010 15:43

    “O especulador é um animal sem ética nem moral e de ganância desmedida. Mas não deixa de ser curiosa a ideia descrita neste post.”

    Exactamente. Mas da sua acção resultam geralmente benefícios públicos.

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  10. LR's avatar
    6 Janeiro, 2010 15:51

    “O especulador é um animal sem ética nem moral e de ganância desmedida. Mas não deixa de ser curiosa a ideia descrita neste post.”

    É verdade, mas da sua acção decorrem geralmente benefícios públicos.

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  11. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 15:58

    #7 – no problem, o psd já lá chegou.

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 16:00

    João.
    Convenceste-me.
    Vou ser especulador.
    Ainda não sei bem onde arranjar o capital inicial, mas acho que é uma actividade com futuro.

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  13. Nuno António's avatar
    Nuno António permalink
    6 Janeiro, 2010 16:06

    A questão essencial é que, em muitos casos, o nosso sistema legislativo oferece um conforto fiscal às actividades especulativas, não-produtivas (ex: a geração por via administrativa, de mais-valias urbanísticas para os especuladores, prejudicando todo o resto da sociedade). Não se pode confundir o risco de investimento com a especulação associada a actividades rentistas. Liberais como John Stuart Mill expressam isso na sua obra.

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  14. Nuno António's avatar
    Nuno António permalink
    6 Janeiro, 2010 16:09

    Caro anónimo (#12)

    É ainda pior do o que a sua ironia descreve. A etapa final da bolha imobiliária em Portugal, foi estar-se a especular com dinheiro emprestado. O tempo que tal sucedeu por cá só é possível devido ao estímulo que é dado pela fraquíssima legislação que temos. Eu sei que existe o mito de que “temos boas leis não são é aplicadas”. Acredito que tal seja verdade para muitas áreas mas não seguramente para a especulação, sobretudo a imobiliária.
    Aceite os meus cumprimentos.

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  15. Eduardo F.'s avatar
    6 Janeiro, 2010 16:20

    Se o João Miranda tivesse usado a expressão “operador de capital de risco” em vez do insidioso vocábulo “especulador”, estou convencido que teria amainado o tom de vários dos comentários precedentes. Para mais, teria igualmente aderido ao recente “upgrade” semântico de que o vocábulo “operador” tem sido alvo (caso dos “operadores” judiciários, por exemplo).

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  16. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 16:23

    “O especulador é um animal sem ética nem moral e de ganância desmedida.”

    80% dos que conheço não são assim. Sim, eu sou especulador.

    Podem-me chamar chulo e chulo à vontade mas é com as asneiras alheias que mais o especulador ganha dinheiro. Quando perde é por culpa sua.

    Coisa que a carneirada não entende. Quando ganha, são sempre os melhores. Quando perdem a culpa é sempre dos outros. Vê-se isto nítidamente no governo.

    anti-comuna

    PM Bééééé! Bééééé! Bééééé! Bééééé! Bééééé!

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  17. Colonizado's avatar
    Colonizado permalink
    6 Janeiro, 2010 16:27

    Fora com os especuladores com os quais não seria possível levar o socialismo a tantos como hoje.
    O lucro é reaça!A divisão socialista a cada um segundo as suas necessidades(os gajos que mandam conseguem sempre inscrever-se antes dos outros…) é que é bom!Imaginem o que seria do gatinho dos gajos que mandam que se não houvesse socialismo…

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  18. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 16:27

    Parafraseando uma citação alheia:

    “O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude, o especulador ajusta as velas.”

    Béééééé! Béééééé! Béééééé! Béééééé! Béééééé!

    anti-comuna

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  19. Desconhecida's avatar
    al farheit permalink
    6 Janeiro, 2010 16:29

    Que gente boazinha…

    Que belo mundo o dos especuladores…

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  20. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    6 Janeiro, 2010 16:39

    Investidor: pessoa que arrisca um negócio para ganhar (ou perder) uma percentagem que o mercado considera razoável. (a média das taxas desse mercado)
    Especulador: pessoa que arrisca um negócio para ganhar (ou perder) uma percentagem que o mercado considera desrazoavel

    1. São tão necessários e úteis um como o outro.

    2. A moral não é chamada aqui para nada, excepto pelos falsos moralistas, aqueles que te querem obrigar a ter a moral deles.

    3.O individuo (#2) “que tem um primo na Camara…” não é um especulador, é mesmo um vigarista, e é lamentável que alguém desconheça claramente qual a diferença entre os dois.

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  21. Desconhecida's avatar
    6 Janeiro, 2010 16:55

    O estranho é que pessoas com formação em economia, como a Sr Professos Elisa Ferreira que foi minha professora de Economia Internacional, julgo, a zurzir no papel dos especuladores nesta crise!! Vá lá entender-se ou é ignorância absoluta ou desonestidade intelectual, ou então esteve no emprego errado.

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  22. Jose Simoes's avatar
    Jose Simoes permalink
    6 Janeiro, 2010 17:11

    Os especuladores (chamem-lhes outro nome se quiserem) que conheço tentam usar informação previligiada, burlam, manipulam o mercado e corrompem em prejuizo do outros intervenientes nos mercados financeiros (excepto alguns associados) e todos nós que de não estamos isolados desses mercados.

    Talvez existam especuladores como os descritos mas esses, depois de perder todo o dinheiro, abandonam o mercado.

    José Simões

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  23. Desconhecida's avatar
    6 Janeiro, 2010 17:22

    Os especuladores são úteis e necessários.Os que especulam com ideias são mesmo essenciais.

    Isso significa que deve valer tudo?

    Na verdade, não. Penso que há sectores de actividade que lhes deveriam estar vedados, alimentos e combustíveis, por exemplo.

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  24. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 17:25

    “Os especuladores (chamem-lhes outro nome se quiserem) que conheço tentam usar informação previligiada, burlam, manipulam o mercado e corrompem em prejuizo do outros intervenientes nos mercados financeiros (excepto alguns associados) e todos nós que de não estamos isolados desses mercados.”

    Isso não será um problema de más companhias?

    Eles existem mas não fazem parte do meu mundo. Devo ter sorte na vida.

    Há especuladores que dizem aos carneiros que estão a fazer asneiras, mas eles continuarão a cometer os erros porque é da sua natureza. Esse é o problema. Depois, como os carneiros cometem os erros, como votar em políticos corruptos ou incomptentes, atiram as culpas dos erros dos políticos para cima dos especuladores.

    Os especuladores, os sérios e que levam a profissão a sério, não costumam encostar-se aos políticos. Para eles, tanto se lhes dá como se lhes deu. Aproveitam a natureza humana para ganharem a vida.

    Claro que há os tais vigaristas, que são tidos como especuladores mas não o são. Tentam modificar as regras do mercado a seu favor, numa estratégio de risco baixo ou nulo à custa dos patos alheios. Por isso eles controlam ou tentam controlar os políticos, os especuladores mais burros que eu conheço. Poucos escapam.

    Quando o Pinócrates gasta rios de dinheiro nas eólicos, eles está a especular com o dinheiro dos contribuintes. E ganha sempre. Quem é que é mais vigarista? O gajo que lhe financia os projectos ou o Pinócrates, que usa a ignorância alheia para ganhar votos?

    Um vigarista é sempre um vigarista. Esteja ele nos mercados financeiros como no negócio dos tremoços. Um especulador nem precisa de enganar os outros. Ele sabe que a burrice alheia o favorece e aumenta as probabilidades de ser bem sucedido.

    Durante anos andei aqui a dizer que iamos cair no buraco, porque andamos a brincar com dinheiro emprestado. Disse que vinha aí um credit crunch e que Portugal ia estar na berlinda. Quantos acreditaram? os carneiros por norma nunca acreditam naquilo que lhes parece surreal. A ignorância não ajuda e os políticos, os especuladores-vigaristas mais espertos que temos, aproveitam a ingenuidade do público para lhes sacar as probendas.

    Claro que depois há os especuladores que viram investidores porque são mal sucedidos. Houve um que veio para os jornais dizer que o futuro era o fim do petróleo e apostou parte das suas poupanças em produtos que o iriam enriquecer caso tal cenário acontecesse. Como deu barraca, agora deve ser investidor, claro. E por isso berra contra os especuladores. Esquecendo-se esse opinion maker que as suas apostas financeiras foram em parte canalizadas para produtos que provocaram a subida dos preços dos cereais. E lá voltou o gajo a queixar-se dos especuladores que apostam na subida de preços dos cereais, provocando a fome no mundo. Quando ele próprio, como ignorante que é, embora fale e escreva bem na imprensa, foi um dos que contribuiu para a subida exponenacial dos preços dos cereais, aqui há uns meses atrás.

    Dizer mal dos especuladores fica bem e alivia as culpas próprias dos politicos, que julgam saber mais que os próprios mercados.

    Enfim. Nada como me rir com as críticas aos tais especuladores. ehehheehheeh

    Bééééééé! Bééééééé! Bééééééé! Bééééééé! Bééééééé!

    anti-comuna

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  25. Jose Simoes's avatar
    Jose Simoes permalink
    6 Janeiro, 2010 17:59

    “Isso não será um problema de más companhias?”

    Raramente vou ao banco, já que trato quase tudo por canais alternativos.

    No entanto sempre que vou já, para alguma operação mais personalizada, vendo que eu tenho alguma modesta liquidez, é raro o dia em que não me tentam “vender” algum produto através de argumentos falsos. Tenho uma formação suficiente para me apreceber disso (apesar dos meus graus académicos serem todos em Física…), mas estimo que 90% dos clientes com o meu perfil financeiro não têm essa informação e são assim fácilmente aldrabados. Afinal se as pessoas não se aconselham com o seu banco, onde podem arranjar conselho?

    Será que isso é só comigo? Imagino que propostas semelhantes são feitos a outros clientes. Portanto não pode ser um caso raro.

    Não se passa isso consigo?

    Más companhias, sem dúvida. O problema é que “eles” são muitos e é impossível evitá-los, sem ir morar para uma ilha isolada a viver do que a terra dá.

    José Simões

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  26. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 18:01

    Vejamos o caso concreto português.

    Temos um governo que mente descaradamente, que tem as Contas Públicas num caos, que até o Tribunal de Contas não percebe o que lá se passa. De vez em quando surgem notícias que mostram que o ministro da despesa pública é ainda mais vigarista que o Maddoff.

    Um especulador pensa. Que país de tótós é este, que está fortemente endividado, as suas perspectivas de crescimento das piores da OCDE, desemprego galopante, a sua mão-de-obra mais qualificada a fugir do país, a corrupção é endémica e afecta as figuras mais destacadas do país, as élites são tão ou mais corruptas que os seus políticos, a imprensa vive amordaçada ou é tão má corrupta como os seus políticos, a Justiça é um nojo que nem sequer funciona, etc. Este país será capaz de pagar as suas dívidas? No passado não se safou lá muito bem. Então, monte-se uma estratégia de investimento relativamente simples: vende-se dívida deste país da treta e compra-se de países mais a sério, tipo Alemanha. (Ou usa-se derivados, o que se puder.)

    O país vai ao charco, porque os investidores internacionais começam a ter medo de emprestar dinheiro a este país da treta. Mal frequentado e pior dirigido. E o especulador vê a sua conta a subir, porque as obrigações portuguesas caem a pique, por falta de procura internacional. E até pode ganhar uma pipa de massa.

    Agora eu pergunto. De quem é a culpa? Dos políticos e da merda de sociedade civil portuguesa ou dos especuladores que podem ganhar muito dimnheiro apostando no falhanço crónico deste país que mal funciona?

    A carneirada atira-se contra os especuladores e tal. Porque não sabem como funcionam as coisas. Os políticos, dos principais culpados de um eventual crash português, atirarão a culpa para a crise estrangeira ou atirarão contra os especuladores. Mas os especuladores têm culpa dos erros alheios? Ou apenas fazem o seu trabalho de tentarem adivinhar o verdadeiro preço da dívida portuguesa?

    Os espuladores não pediram para se gastar dinheiro sem o ter. Nem pediram para terem em Portugal corruptos no poder. Nem uma Justiça como a de Angola. Os especuladores não fizeram nada para que Portugal esteja neste pântano. Apenas reconhecem um regime político falhado, sem uma cultura de disciplina financeira e tentam adivinhar o verdadeiro custo da dívida portuguesa, apostando em yields superiores ao que paga face ao bund. Se acertar, ganha dinheiro. Se errar, perde dinheiro. Não quer saber do país para nada. É Portugal como pode ser a Grécia ou o Biafra. São os países os culpados, não os especuladores.

    Como diria o outro: “Habituem-se!”

    Não se pode esperar apenas coisas boas dos mercados. Eles também precisam que se lhes mereça a confiança, não é verdade? Quem quer a bolota, trepa.

    anti-comuna

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  27. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 18:02

    “Será que isso é só comigo? Imagino que propostas semelhantes são feitos a outros clientes. Portanto não pode ser um caso raro.”

    O meu amigo então não sabe o que é especulação. Paciência. Comece pelo básico. 😉

    anti-comuna

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  28. Desconhecida's avatar
    jiboia cega permalink
    6 Janeiro, 2010 18:13

    O especulador é, ou deve ser, um elemento importante; para o progresso numa sociedade de democracia-liberal.

    Como o João escreveu, ele assume riscos que mais ninguém quer. Introduz liquidez nos mercados onde actua, sejam eles quais forem, e com isso facilita muito as transacções.

    A nossa crónica incultura financeira, leva-nos a avaliar o especulador de forma negativa. Isto vem do salazarismo. Penso que era um dos aspectos mais negativos do Estado Novo, que era um Estado anti-liberal.

    AB escreveu certo quando diz que os especuladores de ideias são mesmo indispensáveis. Sem eles seria impossível o progresso. Quem poria algo em causa?

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  29. Desconhecida's avatar
    luso permalink
    6 Janeiro, 2010 18:22

    “Embora o anónimo 1 não tenha dado uma definição adequada de especulador, o facto é que o texto confunde especulador com investidor.

    O especulador procura oportunidades de arbitragem. Isso nada tem a ver com inovação.”

    Não há diferenças entre especulador e investidor. Isso é mais uma treta. Pessoas há que convencionaram que o investidor tem projectos de longo-prazo, enquanto os do especulador são de curto-prazo. Todo o investidor é um especulador, seja qual fôr o prazo, pois ele está a apostar na incerteza onde poucos se atrevem a chegar.

    Imaginem o investidor que faz um negócio pensando no longo-prazo. As coisas correm melhor que o previsto e ele rápidamente fecha o negócio. Por essa definição ele deixou de ser investidor e passou a especulador!? Ou por outras palavras, passou de um honesto comerciante ao mais tenebroso malfeitor!!!

    A ileteracia financeira é em Portugal um caso grave. Isto devia ser ensinado nas escolas. Mas se ainda não ensinam as elementares regras de trânsito!!!?

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  30. Jose Simoes's avatar
    Jose Simoes permalink
    6 Janeiro, 2010 18:24

    “O meu amigo então não sabe o que é especulação”

    O amigo pensa que e especulação só se aplica a mercadorias que se podem transportar de barco. Bem vindo ao século passado XX, o XXI é já a seguir.

    José Simões

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  31. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 18:37

    Caro José Simões, não leve a mal. Mas o que escreveu não me parece que é especulação. Mas aplicações feitas por terceiros. Vc. é que diz isto aqui:

    “Afinal se as pessoas não se aconselham com o seu banco, onde podem arranjar conselho?”

    Quem especula não procura conselhos dessa natureza. Pode pedir de natureza técnica mas não dos investimentos em si. Não me leve a mal, nem quero mostrar pretensionismo, mas posso-lhe dizer que sou especulador profissional. Algum mérito devo ter, não acha.

    A sério. Não me leve a mal, mas o que descreveu não é especulação. Apenas isso.

    anti-comuna

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  32. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 18:45

    os especialistas em especulação investiram nesta caixa de comentários.

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  33. Desconhecida's avatar
    nuno moncada permalink
    6 Janeiro, 2010 19:04

    “os especialistas em especulação investiram nesta caixa de comentários”

    É bom que assim seja para que as pessoas tenham do especulador uma imagem verdadeira e não distorcida por preconceitos negativistas do sé. XX.

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  34. Jose Simoes's avatar
    Jose Simoes permalink
    6 Janeiro, 2010 19:47

    “Caro José Simões, não leve a mal”

    Claro que não levo, sobre isso não é necessário especular..

    Mas percebeu (talvez) mal a minha ideia. Quem especula é o banco, não o cliente, O banco compra e vende dinheiro e especula nessas operações, nada de errado se não burlar os seus clientes através de informação errónea. É o meu exemplo de especulador que burla e usa influência política.

    Os banco têm o dever de aconselhar bem os seus clientes na aplicação das suas poupanças. Isto, como creio que diz com toda a razão, não se aplica ao cliente que queira especular, mas isso será uma ultra-minoria, e mesmo nesse caso o banco deve informar que não o pode aconselhar, e logo abster-se de dar conselhos.

    José Simões
    (que, perdoe a franqueza, pensa que todos os especuladores honestos acabam por perder o seu dinheiro EM MÉDIA para os especuladores desonestos, o que leva ao seu empobrecimento seguido de desaparecimento)

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  35. Licas's avatar
    Licas permalink
    6 Janeiro, 2010 20:28

    2.Trinta e três disse
    6 Janeiro, 2010 às 2:37 pm
    Bem, o comentário anterior já põe o dedo na ferida, mas quanto a especuladores, conheço melhor outra versão: um indivíduo tem um primo na Câmara e sabe que uma determinada área vai mudar o estatuto da REN (ou RAN, tanto dá) para urbana. Apressa-se a comprar o maior número possível de terrenos aos proprietários que não têm primos na Câmara. A alteração do estatuto concretiza-se e o indivíduo ganha uma fortuna.Dir-me-ão: isso não é um especulador, é um vigarista! Respondo: pois…
    ********************************

    POIS É . São destas informações privilegeadas (mas que nome!) que
    provocam lucros astronómicos sem que
    o Chico-Esperto tenha aumentado a
    riqueza do País: puro parasitarismo.
    URGENTE ACABAR com este tipo
    de actividade por medidas Judiciais
    efectivas, de combate à acumulação
    desproporciomadamemte rápida do volume de bens: Ao que se chama enrequecimento ilícito, de que o Partido do Governo mostra tanta relutância tem em implementar . Ele lá sabe porquê. . .

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  36. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    6 Janeiro, 2010 20:49

    Quem joga na lotaria ou no euromilhões também é especulador? É vigarista?

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  37. Eduardo F.'s avatar
    6 Janeiro, 2010 21:11

    “O especulador é um animal sem ética nem moral e de ganância desmedida.”

    Pergunto-me como apodar todos aqueles portugueses – talvez mais de um milhão de famílias – que, insatisfeitos com as baixas taxas de juro nominais, tomaram decisões no sentido de se tornarem proprietários de uma segunda habitação (recuperada na “terra”) e de uma terceira (no Algarve, na Costa de Prata… etc).

    O exercício parece-me fazer sentido caso algum destes portugueses necessitar de liquidez e não conseguir vender uma das habitações que possui a um preço suficiente para cobrir o custo de aquisição mais o montante ainda em dívida ao banco. Este português em particular corre o risco de concluir que mais teria valido a pena, afinal, ter mantido os tais depósitos a prazo…

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  38. anti-liberal's avatar
    anti-liberal permalink
    6 Janeiro, 2010 21:24

    .

    Acho piada o anti-comuna afirmar que é especulador profissional por que uma das características do especulador é, exactamente, não se denunciar – todos somos especuladores e não nos denunciamos.
    O especulador cala-se e actua na opotunidade que considera certa.
    É verdade que o especulador pode ser considerado um oportunista por que, na realidade, o é.
    As pessoas erram quando usam a palavra especulador com sentido pejorativo.

    Nuno

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  39. Desconhecida's avatar
    6 Janeiro, 2010 21:29

    Eu penso que é difícil para a maior parte das pessoas compreender o lado positivo da especulação, sobretudo quando pensam que os pode afectar directamente.

    O mesmo é dizer que poucos aceitam que alguém ganhe dinheiro não mexendo na mercadoria, sobretudo quando sente que será ele que irá pagar esse lucro.

    Uma versão “soft” da coisa é o nosso(dos portugueses) característico pé atrás em relação ao comércio e aos comerciantes. Um paradoxo, já que comerciar foi sempre a actividade que os portugueses sempre fizeram melhor

    É a ideia de que a criação de riqueza se faz através da produção de bens materiais.E é perfeitamente compreensível.

    Para a generalidade das pessoas o especulador não cria riqueza, pois apenas se aproveita-se da riqueza criada por outros.

    Mas não é assim.

    Então, em duas frase, como é que se pode defender o papel do especulador?

    Assim:

    O especulador é um adivinhador de tendências, sabe hoje as necessidades que outros só saberão que vão ter amanhã.

    Ao antecipar necessidades (físicas ou não)despoleta processos produtivos e faz-se pagar por isso. Justamente.

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  40. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    6 Janeiro, 2010 21:49

    este agora acha que um especulador é um bruxo. balha-me o santo ovídeo, o mesmo da piggy, o especulador inventa necessidades e cria expectativas para sacar cacau aos tansos.

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  41. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Janeiro, 2010 22:02

    “Quem especula é o banco, não o cliente, O banco compra e vende dinheiro e especula nessas operações, nada de errado se não burlar os seus clientes através de informação errónea. É o meu exemplo de especulador que burla e usa influência política.”

    Bom, pensei que era outra coisa.

    Eu não tenho grandes diferenciações entre especulador e investidor, senão na assumpção de riscos. Um investidor que sabe à priori o seu retorno mediante um determinado risco, já não considero estar a especular. Isto é, no momento da decisão do investimento, se alguém já sabe de antemão qual a rentabilidade obtida e o risco incorrido, deixa de estar a especular e passa a estar a investir. Alguém que investe em algo, sem saber à priori qual a sua rentabilidade esperada e qual o risco associado, aí está a especular. Independentemente se especula com activos financeiros imateriais, bens ou até mesmo serviços.

    O problema é que os especuladores são confundidos com vigaristas e são o bode expiatório ideal. Ninguém gosta de se considerar especulador pela carga negativa associada. Preferem chamar-se investidores (o Buffett especula tanto ou mais que o Soros), traders (na prática mercadores, como os almocreves de antigamente), gestores de activos, etc. Claro que os vulgares comerciaintes ou até industriais também especulam. Por muitos estudos que se façam na altura do lançamento de um projecto de investimento, uma indústria ou uma unidade produtiva assenta na especulação. Pura e simplesmente.

    É claro que ninguém se apresenta em público como um vulgar especulador por causa das críticas sociais. Ninguém o faz nem o deve fazer por duas ordens de razões. A primeira por causa da imagem negativa associada. A segunda, pelos parasitas que pensam que um especulador é uma espécie de mago que faz transformar chumbo em ouro. ehehhheheh

    Mas na essência quase todos nós somos especuladores. Essa é a mais pura das verdades.

    anti-comuna

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  42. anti-liberal's avatar
    anti-liberal permalink
    6 Janeiro, 2010 22:05

    .

    Voltei aqui apenas para deixar claro que a “especulação” se dá, muitas vezes, um sentido pejorativo.
    Especulação é, tão só, investigação teórica, puramente racional.

    Nuno

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  43. bulimundo's avatar
  44. Desconhecida's avatar
    Daniel Santos permalink
    6 Janeiro, 2010 22:26

    What a wonderfull world…

    Cartéis e concertação de preços, monopólios, oligopólios, produção deitada ao lixo e produtos baratos vendidos a preso de ouro porque “assim justificam as regras do mercado” tudo isso não existe. O capitalismo é o paraíso na Terra.

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  45. Desconhecida's avatar
    Daniel Santos permalink
    6 Janeiro, 2010 22:27

    * wonderful

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  46. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Janeiro, 2010 23:05

    João Miranda esqueceu-se do Maior Especulador de todos. O Especulador que usa o dinheiro de outros sem a sua autorização: chama-se Estado. Por isso investe em ventoinhas que não dão lucro, em Biofuel ineficiente, em Educação que não funciona e quando não funciona reforça o investimento, em Justiça idem, em Saúde idem. O grande especulador Estado com cada vez maiores defices e que precisa de juros baixos que para financiar esses defices construíndo ao mesmo tempo uma gigantesca bolha de empréstimos.

    Mas é pior, o Grande Especulador Estado não se contenta em usar o dinheiro dos vivos para especular, pede empréstimos sobre o trabalho de cidadãos que ainda não nasceram e imprime a moeda que lhe dá na cabeça. Não há maior especulador que este, com menos “regulação” e com os resultados mais desastrosos, se fosse Privado seria preso, odiado, mas como o Especulador Estado tem uma ideologia elogiada pelos jornais não há CEO, CFO Estatal que sofra alguma coisa…

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  47. Desconhecida's avatar
    Daniel Santos permalink
    6 Janeiro, 2010 23:22

    Pois cara Lucky mas é assim em democracia. Sabe, elegem-se governos para nos governarem a todos. Funciona assim há muito tempo…

    Mas pode tentar entrar na era dos Países Privados, assim à moda dos condomínios fechados…

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  48. LR's avatar
    6 Janeiro, 2010 23:43

    Daniel Santos,

    Os condomínios fechados são muitíssimo mais controláveis que os governos e funcionam muitíssimo melhor.

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  49. Desconhecida's avatar
    Daniel Santos permalink
    7 Janeiro, 2010 00:23

    LR

    Solução?

    Fechamos os governos?
    Instalamos uma ditadura?

    Há pessoas que acham que a democracia é uma maçada.

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  50. Stran's avatar
    7 Janeiro, 2010 00:41

    Caro Anti-comuna,

    Honestamente julgo que estas definições:

    “Um investidor que sabe à priori o seu retorno mediante um determinado risco, já não considero estar a especular. Isto é, no momento da decisão do investimento, se alguém já sabe de antemão qual a rentabilidade obtida e o risco incorrido, deixa de estar a especular e passa a estar a investir.”

    e esta:

    “Por muitos estudos que se façam na altura do lançamento de um projecto de investimento, uma indústria ou uma unidade produtiva assenta na especulação. Pura e simplesmente.”

    São um pouco contraditórias, ou pelo menos deveriam de o ser. Um empresário deveria pela sua natureza saber qual o retorno do investimento esperado e o risco associado. Aliás deveria ser isso que levaria a uma decisão de avançar ou não avançar com determinado projecto. Certamente existe margem para um pouco de especulação (afinal muitas vezes está associada a estas decisões outros factores, nomeadamente emocionais) mas não deveria ter muito peso na tomada de decisão. E julgo também que na 1ª definição a expressão mais correcta seria o de “esperado” em vez de “obtido”, pois senão a palavra “risco” deixa de fazer sentido.

    Por outro lado também acho que dá uma definição muito “optimista” da actividade de especulação, quase que dizendo que a parte “boa” é que é especulação e a parte “má” já não é especulação. Na realidade tanto as consequencias positivas como as negativas fazem parte dessa definição. Alguém que investe na bolsa porque acha que vai ganhar dinheiro porque está sol é um especulador, um mau especulador, mas um especulador “nonethelesss”.

    E pessoalmente julgo que a actividade de especulação deveria estar/ser limitada em alguns mercados. Areas como a energia e os alimentos julgo que são demasiado sensiveis para serem utilizados maioritariamente por especuladores, pois as consequências dessa especulação afecta mais que os especuladores per si.

    E também considero, e mais uma vez é uma opinião pessoal e de um leigo na matéria, que a actividade de especulação teve forte influência na dimensão das duas ultimas crises.

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  51. Carlos Albuquerque's avatar
    7 Janeiro, 2010 01:12

    “Responsabiliza os especuladores individuais e protege o público em geral dos custos de apostas erradas.”

    No mundo ideal, talvez. Na realidade basta ver como o público em geral tem sido protegido dos custos das apostas erradas ao longo desta crise.

    Se não tivesse havido intervenção dos governos veríamos a realidade de como todos somos realmente especuladores e estaríamos todos a pagar os custos das especulações que nem temos consciência de fazer. Só que aí quem seria o tal “público em geral”?

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  52. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    7 Janeiro, 2010 01:23

    Meu caro Stran, compreendo as suas posições. Mas, acredite, pouco me importa as definições teóricas. Interessa-me sobretudo os actos económicos do ponto de vista do risco e da rentabilidade obtida/esperada.

    Se me disser que existem aspectos da especulação que são maus, concordo. Mas se me disser que conhece algum sistema melhor que o dos mercados abertos e livres para nos indicar valores de referência para melhorarmos a eficiência económica, aí eu direi que não acredito em si. Lá está, é como nos sistemas políticos. A democracia é o melhor, dos piores. Os mercados livres é o melhor dos piores.

    Quanto a isto:

    “E julgo também que na 1ª definição a expressão mais correcta seria o de “esperado” em vez de “obtido”, pois senão a palavra “risco” deixa de fazer sentido.”

    Esperado ou obtido em termos contratuais. Como sabe, o risco zero não existe. Não existindo podemos trabalhar com expectativas dentro daquilo que consideramos como quase certo. Se um Estado me dá 3% de rentabilidade a 12 meses e tenho um risco baixo, posso dizer que estou a investir nele. Mas nada me garante que esse Estado cumprirá o contrato comigo. Mas as margens de erro são baixas.

    Da mesma forma, quando eu faço um projecto de investimento e como as variáveis são um bocado dadas ao arbitrio, como depende de horizontes temporais que quase são impossíveis de prever com razoabilidade, podemos dizer que é especulação. Pode alguém me indicar a taxa de inflação dentro de 10 anos? E as taxas de juro? O nível fiscal? A procura? Blá, blá, blá?

    É verdade que a dita ciência económica procura na matemática uma espécie de rede que tudo justifica. Mas na realidade, a matemática sendo importante não é mais que uma mera ferramenta, muitas vezes utilizada para justificar vontades que verdadeiramente explicar e justificar determinados investimentos.

    Mas eu não sei se isto entra nos cânones da teoria económica, entende? Está para além do que eu sou capaz de abarcar. Por enquanto limito-me a tentar entender a realidade. Apenas e só. 😉

    anti-comuna

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  53. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    7 Janeiro, 2010 01:26

    “Se não tivesse havido intervenção dos governos veríamos a realidade de como todos somos realmente especuladores e estaríamos todos a pagar os custos das especulações que nem temos consciência de fazer. Só que aí quem seria o tal “público em geral”?”

    Se os governos não tivessem criado as condições para a crise, não seria preciso a emergência dos governos. Os políticos fazem lembrar os advogados. Criam problemas para os depois cobrarem pela sua resolução. lololololol

    Mas, diga-me. Dê-me duas ou três referências académicas em que provam que a crise foi devia aos especuladores.

    Sabe? Os especuladores têm sempre as costas largas e ninguém (ou quase) os defendem. Quando vc. abusa desta acusação, sem a provar, ao estilo marreta, só merece um comentário:

    Bééééé! Bééééé! Bééééé! Bééééé! Bééééé!

    anti-comuna

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  54. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    7 Janeiro, 2010 01:40

    “Pois cara Lucky mas é assim em democracia. Sabe, elegem-se governos para nos governarem a todos. Funciona assim há muito tempo…

    Mas pode tentar entrar na era dos Países Privados, assim à moda dos condomínios fechados…”

    Defendo que o limite de impostos devará estar inscrito na Constituição e quem não aceitar faz outro País com as suas propriedades.. Neste momento no desenvolvimento político Ocidental já limitamos a discricionaridade do Governo sobre certas coisas mas nada sobre o trabalho ou posses. Isto é a Constituição impossibilita votar para matar alguém(excepto no caso da idade como se vê no aborto) , mas não limita votar para tirar 30-50-90-100% das posses de uma pessoa. Deveria ter-se muito cuidado quando maioria poder tirar a riqueza a uma minoria e uma maioria passa a viver do trabalho de uma minoria.

    A partir do momento em que tecnologia seja suficientemente desenvolvida, novos países poderão nascer nos Oceanos, no Espaço e nessa altura acaba o Estado como o conhecemos, não será mais definido por um Passado mas mais por um Futuro. Não terá possibilidade de estrangular as pessoas. Que é aliás o que os grandes propoentes das Uniões, Governos Mundiais querem.

    Aliás como cada vez mais coisas são políticas uma vez que há cada vez mais discussão/discordância do que eram valores mais ou menos estabilizados a fragmentação é uma consequência natural de tudo passar a ser Política. Quando não houver quase nenhum entendimento sobre algum valor não há razão para viver numa mesma comunidade a não ser por necessidade de alguém querer a posse de algo que outrém tem.

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  55. Carlos Albuquerque's avatar
    7 Janeiro, 2010 01:47

    Caro anti-comuna

    A crise surgiu porque houve uma série de instituições que fizeram investimentos/especulações que falharam. Havia duas alternativas: deixar o mercado seguir o caminho ou haver intervenção dos governos. Se o mercado tivesse seguido o seu caminho não sei o que teríamos hoje mas não me parece que fosse agradável. Havendo intervenção dos governos, é o público em geral a pagar uma importante parte dos custos.

    Em termos práticos veja o caso do BPP ou do BPN. É o público em geral a pagar os custos das actividades privadas de investimento/especulação. Assim foi nos EUA (só houve uma falência emn grande e ia sendo o fim do mundo).

    Quanto às costas largas, se toda a actividade humana tem o seu quê de especulação, obviamente há sempre especuladores envolvidos no que corre mal. E nesta crise foram as grandes instituições financeiras que se espalharam.

    Quanto à frase do João Miranda que comecei por referir, continua a parecer-me totalmente desligada de qualquer realidade prática.

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  56. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    7 Janeiro, 2010 02:07

    “A crise surgiu porque houve uma série de instituições que fizeram investimentos/especulações que falharam. ”

    E quem incentivou ao endividamento?

    O amigo já pensou que os governos apostam no endividamento do público, pela via dos incentivos fiscais, em vez do arrendamento? Porque será? Não será porque é uma forma de chular os detentores de propriedades?

    Assim sendo, quem criou um sistema fiscal perverso, de incentivo ao endividamento em vez da poupança?

    E quem está a tentar destruir a poupança, para estimular uma procura, para alimentar os parasitas do Estado?

    E quem manipula as taxas de juro dos mercados, incentivando precisamnete à tal asssumpção de risco por parte das instituições?

    E quem criou as leis e protecções a determinadas empresas, tipo Fannie Mae nos USA? Estimulando o empréstimo a pessoas sem capacidade para pagar os empréstimos? Não foram os políticos, dizendo que se devia dar uma casa a cada um?

    E poderia ir por aí fora.

    Dirá que houve especulação. Claro que houve. Mas, olhe Vc. tem a certeza que a crise foi provocada pelo subprime? Sabe, há académicos que têm outras opiniões baseados nalguns estudos que fazem. Mas ninguém fala neles, claro. Porque é melhor atirar a culpa contra os tais especuladores sem rosto.

    Mas então, quem foram os idiotas que foram pedir dinheiro ao banco sem terem condições económicas para pagarem? Não foram as próprias populações? E não é o tal sistema democrático a funcionar? Dar ao povo aquilo que ele pede? Pois.

    Sabe, é fácil atirar bojardas contra os especuladores. Mas os tais especuladores que são sempre criticados, foram dos tais que avisaram que a crise vinha aí, porque o sistema económico é cada vez menos livre e mais politizado. Porque existe aquele conceito curiosa: é a política que deve dominar a economia e não o seu contrário. Pois. Vê-se. Os mercados livres funcionam melhor que as intervenções públicas. Os mercados, apesar das suas falhas, ainda são os melhores mecanismos de alocação de recursos e avaliação de risco. Nenhum governo o consegue fazer como fazem os mercados. Portanto, temos que saber viver com os mercados livres e aprender a regulá-los e não os substituir.

    Só mais uma nota. Quem acabou com a regulação que impedia a mistura entre banca de investimento e de retalho? Não foram os próprios políticos? Foram comprados pela banca? Lá está. Afinal os mercados não são tão livres como se pensa. É que são poucos os especuladores que apreciam a mistura entre alguns agentes económicos e políticos. Afinal, o fascismo económico é isso mesmo: mistura explosiva entre políticos e alguns interesses económicos.

    No caso do BPN era deixá-lo fechar e aplicar a Justiça. Mas nem sequer funciona a Justiça. O Maddoff foi apanhado muito mais tarde e já está a cumprir pena. E em Portugal? Pois. A culpa é dos especuladores? 😉

    anti-comuna

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  57. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    7 Janeiro, 2010 02:16

    Os especuladores são necessários para chegar á eficiência. Experimentar é especular. Forma uma bolha de menores dimensões que rebenta porque os resultados negativos aparecem de imediatos. Ciência e Negócios estão cheios de gente que arrisca uma ideia, um projecto que não tiveram resultado positivo.

    Uma coisa diferente é manipular os resultados – por exemplo baixar juros para níveis insustentáveis ou subsidiar- assim falsifica-se os resultados da especulação. Quando isso acontece forma-se uma bolha maior que o normal, que é o mesmo que dizer, há um consenso maior do que seria normal sobre esse assunto, eliminando artificialmente outras apostas.
    E os consensos generalizados formam bolhas especulativas generalizadas no qual a partir de determinada dimensão passam a dominar a economia colocando tudo em risco porque uma grande parte depende do sucesso ou falhanço de uma única aposta ou de um único saber. Pode-se fazer a analogia para um sistema totalitário onde a aposta está toda na competência do Governo Totalitário. Ou seja há apenas uma reduzida variedade na especulação.Se não for competente cai o Regime todo e toda a sociedade. O que tem menos probabilidades de acontecer do que com diversas apostas por diversos actores.
    A Sociedade Portuguesa tem muita grande concentração especulativa, aposta tudo no Estado, o Estado como tem crescido exponencialmente é cada vez mais o monopolista da especulação Portuguesa, os resultados dessa aposta concentrada estão-se a começar a ver. Como os resultados da especulação do Estado podem ser manipulados pelo próprio Estado: pedir emprestado ao nível da sua dimensão, aumentar os impostos sem limite, desinformar, é previsível que o resultado seja uma grande bolha especulativa que agora está prestes a rebentar.

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  58. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    7 Janeiro, 2010 02:37

    Em quase todos os Países Ocidentais houve uma grande bolha imobiliária. Todos estão com problemas veja-se por exemplo a Espanha que talvez venha dar mais dores de cabeça do que a Grécia.
    Qual a coisa comum a todos eles: todos se convenceram que a aposta no imobiliário era segura. Ou por outras palavras formou-se um Consenso alargado.
    A razão para a formação desse Consenso?: Juros extraordináriamente baixos, bonificações/benefícios fiscais, instrumentos complexos, estas três variáveis diferiram os verdadeiros custos.

    Para os EUA:
    http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703278604574624681873427574.html

    “…There is more to this ugly situation. New research by Edward Pinto, a former chief credit officer for Fannie Mae and a housing expert, has found that from the time Fannie and Freddie began buying risky loans as early as 1993, they routinely misrepresented the mortgages they were acquiring, reporting them as prime when they had characteristics that made them clearly subprime or Alt-A.”

    “Market observers, rating agencies and investors were unaware of the number of subprime and Alt-A mortgages infecting the financial system in late 2006 and early 2007. Of the 26 million subprime and Alt-A loans outstanding in 2008, 10 million were held or guaranteed by Fannie and Freddie, 5.2 million by other government agencies, and 1.4 million were on the books of the four largest U.S. banks.

    In addition, about 7.7 million subprime and Alt-A housing loans were in mortgage pools supporting MBS issued by Wall Street banks—which had long before been driven out of the prime market by Fannie and Freddie’s government-backed, low-cost funding. The vast majority of these MBS were rated AAA, because the rating agencies’ models assumed that the losses that are incurred by subprime and Alt-A loans would be within the historical range for the number of high-risk loans known to be outstanding.

    But because of Fannie and Freddie’s mislabeling, there were millions more high-risk loans outstanding. That meant default rates as well as the actual losses after foreclosure were going to be outside all prior experience.”

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  59. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Janeiro, 2010 14:19

    #47

    Não sabia que o BPP, que preenche todos os quesitos do que designa como o “Maior Especulador” já foi nacionalizado e integrado na máquina do Estado

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  60. Licas's avatar
    Licas permalink
    7 Janeiro, 2010 14:42

    ****** As pessoas erram quando usam a palavra especulador com sentido pejorativo.

    Nuno
    ****************************
    POIS É . São destas informações privilegeadas (mas que nome!) que
    provocam lucros astronómicos sem que
    o Chico-Esperto tenha aumentado a
    riqueza do País: puro parasitarismo.
    URGENTE ACABAR com este tipo
    de actividade por medidas Judiciais
    efectivas, de combate à acumulação
    desproporciomadamemte rápida do volume de bens: Ao que se chama enrequecimento ilícito, de que o Partido do Governo mostra tanta relutância tem em implementar . Ele lá sabe porquê. .

    Sr. Nuno , diga-me, se não é muito pedir, qual a vantagem social da operação que descrevi com exemplo na aquisição de terrenos agrícolas (ou ex-de reserva ambiental), os quais depois de serem comprados ao especulador virão a ser ocupados por prédios de habitação.
    O DOS PREÇOS DOS ARRENDAMENTOS DAS HABITAÕES SEREM BRUTALMENTE INFLACIONADOS ?
    CHAMA AO PROCESSO DE MAIS-VALIA?
    TENHA JUÍZO !!!

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  61. gonçalo costa's avatar
    gonçalo costa permalink
    7 Janeiro, 2010 17:16

    “Se a crença se revelar fundamentada, o especulador ganha muito dinheiro. Se a crença se revelar falsa, o especulador NUM PAIS GOVERNADO PELO SOCRATES TEM A GARANTIA DE TE UM RENDIMENTO MINIMO GARANTIDO DO SEU INVESTIMENTO ATRAVEZ DE UMA PPP E NÃO perde dinheiro.”
    PS: A maiusculas autoria do proprio

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  62. Desconhecida's avatar
    Daniel Santos permalink
    7 Janeiro, 2010 22:24

    #55
    lucklucky

    Se lesse com atenção a torrente de disparates que disse até percebia que contrariam alguns dos Direitos Humanos fundamentais. Desça à Terra, estamos a falar do Presente.

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  63. Stran's avatar
    7 Janeiro, 2010 23:58

    Boa noite meu caro Anti-Comuna,

    “Se me disser que existem aspectos da especulação que são maus, concordo. Mas se me disser que conhece algum sistema melhor que o dos mercados abertos e livres para nos indicar valores de referência para melhorarmos a eficiência económica, aí eu direi que não acredito em si.”

    Quanto à primeira frase, sim di-lo-ei. Quanto à segunda frase depende muito do que significa para si “abertos e livres” significa sem regras e em que a unica regulação é a auto-regulação então eu diria que sim, que existe um sistema melhor. Se por outro lado, a noção de “abertos e livres” contempla regras e regulação então diria que ainda não encontrei melhor modelo. A unica coisa que direi é que os próprios mercados evoluem e com essa evolução, e com a aprendizagem dos erros passados, também a regulação deve evoluir. Por exemplo se por causa de determinada informação nas noticias uma acção subir muito rapidamente após a publicação da mesma, a transacção dessa acção pode ser “congelada” (peço desculpa se não é este o termo correcto, mas como disse sou leigo nesta matéria), algo que não sei se aconteceria antes de 1929. O que eu defendo é que o mercado deve evoluir para criar instrumentos que não permitam o inflaccionar de bolhas especulativas. Mas esses instrumentos deverão de ser de aplicação apenas nos mercados em causa e não numa forma abrangente a toda a economia. Por exemplo falou das taxas de juro como criar condições para que existisse uma bolha. Não discordo de sim, só que não acho que tenha sido o principal factor, pois quando se toma decisões na questão da taxa de juro não está apenas implicito a questão de bolhas especulativas em mercados financeiros, mas sim o efeito em toda a componente económica. Ou seja ao não existir um instrumento que permita o esvaziar de bolhas especulativas em mercados financeiros ao mesmo tempo que existe uma politica de baixos juros torna-se muito dificil que crises como as que aconteceram se evitem.

    “Pode alguém me indicar a taxa de inflação dentro de 10 anos? E as taxas de juro? O nível fiscal? A procura? Blá, blá, blá?”

    Bem há quem se dedique o seu tempo a saber o valor de uma empresa 🙂 No entanto quando alguém monta um projecto, tem de saber qual o nível temporal de pelo menos do retorno do seu capital. Normalmente esse horizonte é suficientemente curto para responder a todas essas questões.

    O problema para mim é que a grande parte dos empresários não o são, mas são sim puros especuladores e com muito más praticas de especulação. Claro que podem ter sucesso (da mesma forma como eu amanhã posso acordar e fazer uma compra de acções que me dê uma rentanbilidade escepcional) mas não serão muitos (aliás como se vê pelo nosso tecido empresarial português, especialmente nas PME’s, contexto onde existem mais especuladores – e aforradores – que empresários)

    “Mas na realidade, a matemática sendo importante não é mais que uma mera ferramenta, muitas vezes utilizada para justificar vontades que verdadeiramente explicar e justificar determinados investimentos.”

    Aqui concordo plenamente. Quanto à segunda não deveria ser, mas assim o é.

    “Mas eu não sei se isto entra nos cânones da teoria económica, entende? Está para além do que eu sou capaz de abarcar. Por enquanto limito-me a tentar entender a realidade. Apenas e só. ;)”

    Também não sei se entra ou não nos canones, que também não é a minha àrea. Eu também faço o mesmo, embora tenha uma curiosidade particular para tentar compreender as diferenças que existem entre a realidade e as teorias que tentam explicar essa realidade. 🙂

    P.S. e já agora boa sorte na sua actividade, tem sido uma boa altura para especuladores profissionais, não acha?

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  64. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    8 Janeiro, 2010 01:39

    Caro Stran, digo-lhe desde já que concordo que haja regulação. Não auto-regluação, mas regulação feita por entidades externas aos agentes económicos. Tal como na Democracia, é preciso regras. Não podem é as regras serem desvirtuadas a favor de determinados agentes económicos, incluindo aqui o Estado.

    “O que eu defendo é que o mercado deve evoluir para criar instrumentos que não permitam o inflaccionar de bolhas especulativas. ”

    Se acredita nisto, então deve permitir a tal especulação. Uma das funções dos short sellers é impedir bolhas especulativas. Mas as autoridades não querem que se acabe com as bolhas e por isso tudo fazem para impedir as vendas a descoberto. (Não confundir com naked short.)

    “Ou seja ao não existir um instrumento que permita o esvaziar de bolhas especulativas em mercados financeiros ao mesmo tempo que existe uma politica de baixos juros torna-se muito dificil que crises como as que aconteceram se evitem.”

    O instrumento existe. Atrair especuladores. Não interessa ás autoridades acabar com as bolhas. Esse é o problema. Poderia explicar melhor o porquê, mas basta lhe dizer que as receitas fiscais dos países desenvolvidos dependem da inflação e da criação de bolhas nos vários activos.

    “Bem há quem se dedique o seu tempo a saber o valor de uma empresa 🙂 No entanto quando alguém monta um projecto, tem de saber qual o nível temporal de pelo menos do retorno do seu capital. Normalmente esse horizonte é suficientemente curto para responder a todas essas questões.”

    O que tem a ver avaliação de empresas com os projectos de investimento?

    E se acha que o horizonte é curto, experimente fazer um projecto de investimento relativamente simples e mexa-lhe com as variáveis temporais a 10 anos. E estou a dar 10 anos quando em mercados desenvolvidos, já os horizontes aumentam. Mas experimente e vai ver as surpresas que vai ter nas rentabilidades dos projectos.

    “e já agora boa sorte na sua actividade, tem sido uma boa altura para especuladores profissionais, não acha?”

    Todas as alturas são boas, desde que eu não perca dinheiro. Como referi naquela citação adapatada, é uma questão de ajustar as velas. 😉

    anti-comuna

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  65. jose's avatar
    jose permalink
    8 Janeiro, 2010 19:06

    “Defendo que o limite de impostos devará estar inscrito na Constituição”

    E quanto seria esse valor?

    José Simões

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  66. Stran's avatar
    8 Janeiro, 2010 19:27

    Caro Anti-comuna,

    Parece que não discordamos muito afinal. Talvez a unica coisa que diferimos é na questão dos especuladores. É verdade que os especuladores têm uma acção positiva no entanto não podem “dominar” um mercado sob pena de desvirtuar o próprio mercado e o tornar por isso ineficiente ou benefico para nós.

    É nesse sentido que defendo, além desses que deveremos pensar em novos instrumentos.

    “Poderia explicar melhor o porquê, mas basta lhe dizer que as receitas fiscais dos países desenvolvidos dependem da inflação e da criação de bolhas nos vários activos.”

    Bem então aí temos de repensar o sistema fiscal. Algo que defendo, mas que levaria a algumas medidas que não sei se interessavam a muita gente (uma delas passaria pela tributação das mais valias geradas em bolsa e outra por uma maior “personalização” da incidência fiscal, por exemplo).

    Falando mais concretamente desta crise, eu julgo que muitas pessoas foram responsáveis pela mesma (em que os especuladors também são uma componente). Mas pessoalmente eu gosto mais de verificar quais os erros que aconteceram e quais as consequências que queremos evitar e a partir daí efectuar essas mudanças.

    “O que tem a ver avaliação de empresas com os projectos de investimento?”

    Uma empresa é um somatório de projectos de investimentos presentes e futuros…

    “E estou a dar 10 anos quando em mercados desenvolvidos, já os horizontes aumentam. Mas experimente e vai ver as surpresas que vai ter nas rentabilidades dos projectos.”

    Bem se recuar para antes de 2008 não seria muito dificil. A questão é que uma crise destas mexe muito com a volatibilidade de um projecto e com isso a sua rentabilidade…

    “Como referi naquela citação adapatada, é uma questão de ajustar as velas. ;)”

    Sim adorei essa frase. Bons ajustes então!

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  67. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    9 Janeiro, 2010 14:34

    Caro Stran, neste caso:

    “É verdade que os especuladores têm uma acção positiva no entanto não podem “dominar” um mercado sob pena de desvirtuar o próprio mercado e o tornar por isso ineficiente ou benefico para nós.”

    O problema é falta de fiscalização independente de alguns actores do mercado. Se houver fiscalização, o facto de haver especuladores apenas beneficia o mercado. Vc. parte do príncipio que os especuladores tomam sempre posições de um lado do mercado. Não é assim. Aliás, costuma-se dizer, que para cada comprador existe um vendedor, não é verdade?

    O problema é outro. É haver manipulações de mercado, corrupção, etc. Que desvirtua o mercado.

    Aliás, os maiores perigos das bolhas são frequentemente culpa do público e não dos ditos especualdores profissionais. Mas para isso, aconselho-o a ler as teorias do Kaldor.

    “Mas pessoalmente eu gosto mais de verificar quais os erros que aconteceram e quais as consequências que queremos evitar e a partir daí efectuar essas mudanças.”

    Certo. Mas não se esqueça que nem sempre tem que haver culpados e inocentes. As coisas acontecem porque acontecem. Não por culpa de a, b ou c, mas um conjunto de variáveis que contribuem para que determinadas coisas aconteçam. Aliás, a teoria dos ciclos económicos assenta na ideia que acontecem porque têm de acontecer. Uma espécie de determinismo natural. E de nada vale lutar contra moinhos de vento. A natureza humana não difere hoje muito mais do que há 5 mil anos atrás. Só as circunstâncias.

    “Uma empresa é um somatório de projectos de investimentos presentes e futuros…”

    Se fosse assim tão simples, não havia tantas discrepâncias na avaliação das empresas. Em termos prácticos, a mecânica é análoga, porque nas empresas é mais fácil estimar o risco, porque é um portefólio de cashflows. Mas, ao contrário do que Vc. pensa, nada tem a ver uma coisa com a outra.

    “Bem se recuar para antes de 2008 não seria muito dificil. ”

    Vc. não tem analisado os ciclos económicos? Se os analisar vai ver que é impossível prever com alguma precisão horizontes temporais acima dos 3 a 5 anos. Se acha que é possível, especule no mercado. 😉 Pode é ter várias surpresas, como as de 2008/9. Como as de 2001/3 as de 1991, 83, etc.

    Aliás, um dos objectivos da criação dos bancos centrais era precisamente evitar o chamado boom and bust e tornar o investimento mais previsivel, logo mais investimento, produtividade, empregos, etc. E em certa medida conseguiram-no. Como? Desvirtuando os ciclos económicos. Só que podems tentar “enganar” o ciclo mas não o impedimos. Ao manipularmos a política monetária como o fazemos, estamos a protelar pequenas crises que depois se acumulam numa só, com os maus resultados que conhecemos. Porque enquanto vamos empurrando o problema com a barriga. Até ao dia que jé ele é tão grande que cairemos vítimas dele.

    Bom ano para si e obrigado pelos seus desejos.

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  68. Stran's avatar
    10 Janeiro, 2010 16:45

    Caro Anti-comuna,

    antes demais queria dizer que concordo basicamente com tudo o que disse. Gostei especialmente da questão publico vs especulador profissional pois julgo que é um tema que não se fala muito e se deveria falar mais (neste ponto então concordo totalmente consigo).

    Relativamente aos mecanismos que existem actualmente julgo que a solução de empurrar para a frente apenas acontece pela falta de responsabilidade de quem tem essas responsabilidades (em ultima análise os nossos governantes/politicos/lobbyistas), pois não querem sofrer no seu mandato as consequências dessa medida.

    Quanto às crises julgo que tanto a de 2001 e a de 2008 era bastante previsíveis, as outras não as conheço dado a minha tenra idade. Quanto a especular, digamos que:

    a) tenho uma elevada aversão ao risco o que não ajuda nada como deve imaginar nessa actividade 🙂

    b) existem coisas que quando eu considero demasiado complexas para eu dominar deixo aos profissionais, a especulação é uma dessas actividades. Requer muito esforço e muito trabalho algo que não tenho disponível para essa actividade, por isso perfiro não entrar do que estar a especular com base em feelings ou ideias preconcebidas. Quando não sei fazer algo deixo para quem sabe a parte do fazer…

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  69. Desconhecida's avatar
    28 Janeiro, 2010 00:47

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