é pouco
Independentemente da azia de Pacheco Pereira ser ditada pela necessidade reprimida de ajustar contas antigas, e de mais uma das crónicas rupturas políticas de Santana Lopes, o enfant terrible do asilo do regime, para além de toda essa espuma com pouca importância, existe um novo líder do PSD cuja actuação política, ao fim de um ano de mandato, tem de ser avaliada. Infelizmente, aí, o que há a dizer não é muito favorável ao visado. Até agora, que se tenha percebido, Pedro Passos Coelho não disse ao que veio, nem como quer criar as condições para a recuperação do país. A sua aposta estratégica não tem sido a da afirmação de um projecto alternativo à governação do PS, mas a conquista do governo pelo esvaziamento do que está em funções e pela saturação do eleitorado. Por isso é que Passos tem viabilizado sucessivos orçamentos de estado ordinários e extraordinários, e posicionado o partido que chefia como um garante da estabilidade política e governativa alheia, ou seja, como um verdadeiro avalista do governo de José Sócrates. Os resultados das sondagens que dão, neste momento, o PSD à frente do PS, resultam mais dos deméritos deste último partido e do que tem feito no governo, do que das qualidades, ainda não reveladas, dos inexistentes projectos políticos do «novo» PSD e do seu líder. Para quem tem que tirar um país da bancarrota, devolver a auto-estima a uma sociedade moralmente destroçada e resgatar as finanças públicas dos credores e da Alemanha é pouco, muito pouco. E é assustador, porque nos faz crer que este estado de coisas socrático em que vivemos não tem verdadeira alternativa, mas apenas sucessão.

Não concordo com o comentário sobre Pacheco Pereira,é um senhor que merece respeito e que analisa bem a sociedade portuguesa.
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É interessante ver como as interpretações do comportamento das outras pessoas podem variar tanto. Para já, eu não acho nada que Pacheco Pereira esteja com azia ao dizer que Sócrates pode ficar lá até ao fim do mandato. Por um lado até é muito boa ideia porque Sócrates será obrigado a fazer o trabalho sujo que tem a fazer para conseguir baixar o défice. Até agora tem-se safado com receitas extraordinárias e a despesa tem sempre subido. Novas medidas de austeridade serão necessárias e ele que as tome (até já as anunciou). No fim deste mandato, a sua popularidade terá baixado para os 20% e ninguém quererá ouvir falar em socialismo por muito tempo (façamos figas).
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Quanto a PPC, foi graças a ele que Sócrates está agora com menos de 30% e o PSD está próximo da maioria absoluta. Se PPC tivesse feito o governo cair antes, o PS muito provavelmente ainda ganharia as eleições outra vez.
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JPP e MFL são dos poucos que realmente se preocupam com o país. Ambos sobressairam por serem os que mais avisavam sobre a bancarrota que se aproximava e merecem toda a admiração.
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Uma coisa é ganhar um Partido: Um pouco de lobby interno, umas promessas, umas pitadas de Maquiavel, o esgotamento dos adversários…. Outra é certeficar-se de que alguma vez se ganhará, realmente, o País. Vicissitudes do sistema político português: vira o disco e toca o mesmo.
Quando é que vamos ter Deputados, com representatividade eleitoral directa, a escolher um Primeiro Ministro, em vez desta idiótica ilusão, desta já triste comédia?.
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O PPC está a fazer aquilo que o JPP quer. Logo a azia é por não ser dos meus.
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“Por um lado até é muito boa ideia porque Sócrates será obrigado a fazer o trabalho sujo que tem a fazer para conseguir baixar o défice.”
Hahah! E depois chega o PSD e derruba o Governo. Vocês no PSD vivem num mundo completamente obtuso e esquizofrénico.
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“JPP e MFL são dos poucos que realmente se preocupam com o país. Ambos sobressairam por serem os que mais avisavam sobre a bancarrota que se aproximava e merecem toda a admiração.”
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Mais humor. A Dona Manuela com o défice a 9% dizia que não era prioridade combatê-lo. O JPP nada diz com consequência. Mas quando começar a doer é só vê-lo a escrever sobre os “trabalhadores” e mais ninguém pode botar opinião porque só os trabalhadores é que sabem.
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Quando o PSD estiver preparado para governar, o Líder Passos Coelho estará gasto, cansado e velho.
PPC ainda não percebeu que quanto mais tarde Sócrates cair, maior é a probabilidade de ele resistir. Sócrates dirá até à exaustão que foi o seu governo que lutou contra todas as adversidades e salvou o país e que, arriscar a mudança é o caminho para o fundo do poço.
Sócrates tem de cair o mais rapidamente possível. Poderia ser no dia 10, mas o PSD quer garantir um seguro de vida a Sócrates.
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Era no tempo em que, no palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas. (mas podia passar-se hoje…). Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospetivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer “sina” nos condenava a esta permanente “décalage”. E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal “partira” bem:
– Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que “deram novos mundos ao mundo”, que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
– Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
– Não descendemos? – reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?
– Nós descendemos dos que ficaram por aqui…
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As sondagens valem o que valem. Zero, senão nem eram precisas eleições. Tools de psy-op.
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O ciclo que ‘não é a Oposição que ganha as eleições, é a Situação (o govervo) que as perde’ acabou. A Oposição está cristalizada, parou no Tempo passado. Foi isso que Socrates e o PS perceberam muito bem e manejam ainda melhor. O que o colocou na luta politico-partidária bem adiantado relativamente aos outros Partidos porque neste novo ciclo é exactamente ao contrário ‘Não é o Governo que ganha as eleições, é a Oposição que as perde’.
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Se não basta o já visto, a ver vamos.
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O post é certeiro e a sua conclusão verdadeiramente preocupante (PPC é sem dúvida um mal menor face a JS porêm deveria sim ser a solução óbvia e lógica, que não o é, é simplesmente a alternativa possível).
O querer o poder pelo poder, sem sentido de dever ou ética, sem trabalho, sem suor nem empenho, sem ideias ou programas é a matéria de que estes políticos é feita…e com a qual certa “populaça” concorda como se vê no primeiro comentário.
Está na moda falar-se de gerações quando o que interessa é os valores morais/éticos em cada um de nós. Tempos de novas oportunidades, de bolonhas e canudos ao domingo, de facilitismos e preguiça…porque o que interessa é acumular,salvar e guardar o meu..o resto?, os outros?, que se lixem.
Um Portugal assim eternamente adiado.
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Quando a “análise” política é guiada pela superficialidade, o resultado traduz-se em textos como o deste “post”.
Mas é claro que haverá sempre gente que, como o autor, não consegue ver a floresta que se esconde atrás da árvore. Tanta pior para essa gente. Porque diz hoje uma coisa e amanhã dirá exactamente o contrário, sem sombra de vergonha ou arrependimento. E isso marca-a para sempre.
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“E depois chega o PSD e derruba o Governo”
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O PS derrubou-se a si próprio. Daqui para a frente é só a descer, proporcionalmente às medidas de austeridade. As pessoas ressentirão Sócrates para sempre, nunca mais confiarão em alguém que os enganou tão descaradamente. Sócrates pode dizer o que quiser, ele é como aqueles ditadores malucos, que já perdeu a guerra mas ainda julga que não.
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Infelizmente, o que há a dizer é que o sókras é aquele animal político que já na escola enganava todos os colegas meninos com a mesma sem parcimónia que copiava nos testes, fazia batota nos jogos, na amizade e enrolava os professores. Ao contrário de um coelho que lá andava, sério, honesto, aprumado, mas sem qualquer influência no meio, ele, ao contrário, despertava a atenção de todos e, como a prognosticar futura saída a respeito da Scuts, era, naturalmente, admirado. À causa da sua arte de dizer e desdizer com a mesma cara sem vergonha que parecia adivinhar como de futuro havia de esmagar numa campanha para as legislativas o seu opositor do BE, a respeito de deduções no IRS, como depois haveria de acusar a oposição que antes exigia o pagamento da Scuts e quando o seu desejo se efectivava já se opunha, arengando que a medida era um exagero, não tolerando que os residentes do Interior não fossem disso dispensados. Coisa que sua excelência, justa, não tolerava. E é do que o povo gosta. O povo gosta de espertos, de gajos assim manhosos, malandros, lá seja, embora, como o Pacheco e o sókras, mas gajos espertos, que admiramos, ao pé dos quais gajos honestos, mas sem determinação não nos motivam. Somos assim, procedemos com a colonização romana da Sicília, ao Sul da Itálçia. E viva então sókras, com o Pacheco e todos os boys PS e PSD, em que este povo se revê e adora.
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Como todo o produto das juventudes partidárias (Sócrates incluído), o rapaz Passos Coelho (pois eles, mesmo quando lhes cai o cabelo e alarga o bucho, mantêm aquele ar de rapaz) não tem uma ideia original, uma frase que não seja um lugar comum, uma linha que se afaste da que lhe disseram que devia dizer, um pensamento que não seja táctico, condicionado que está por uma vida de combates nas concelhias, nas distritais e em tudo o mais, onde tudo o que não sejam combinações e trocas de apoios não tem qualquer lugar – em especial convicções sinceras. Porém, ao contrário de Sócrates, Passos não tem aquela determinação absoluta, aquela energia desesperada do homem que foge duma matilha de lobos, aquela capacidade de dizer e de fazer, com convicção igualmente feroz, tudo e o seu contrário, aquela inesgotável capacidade de se indignar justamente. Mas, infelizmente, por ser quem é, por vir de onde vem, Passos só sabe jogar nesse campo, que é o de Sócrates: o campo do artifício retórico, da política dos casos, das alianças com Deus e o Diabo, das convicções tão furiosas como fugazes. Ora, nesse campo, parece-me, ele só pode perder. E parece-me, também, que ele sabe isso, e que sabê-lo o paralisa: Passos Coelho está convencido (e bem) que jamais poderá ganhar eleições a Sócrates. Está convencido que as sondagens de nada valem, diante do Rommel da política pura e do seu vasto cofre de batalha e do seu experiente e sofisticado arsenal mediático. Por isso espera. Espera que a providência o poupe a esse combate. E enquanto ele espera, o saque prossegue e os portugueses habituam-se à bancarrota; a bancarrota moral desde há muito que já não os impressiona, quanto à real, a Sócrates sobra talento para a ir negando e adiando. E a providência teima em não vir em nosso auxílio.
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Excelente artigo. 5*****!
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Sem tirar nem pôr.
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Vamos ter Sócrates até 2017, ou mesmo até 2021!
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essa do PPC ‘aprumadinho’ estou como o outro, ‘só deus sabe’.
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O que daria um post muito interessante seria as escadas rolantes da Baixa-Chiado que estão sempre avariadas ultimamente, obrigando velhinhos e turistas a subir dezenas de metros de escadas. O título do post seria “O estado de degradação de um país governado por socialistas”.
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Subir e descer a pé só faz bem à saúde.
Além do mais poupamos energia, que como todos nós sabemos, está muito cara.
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as escadas rolantes da Baixa-Chiado ParteII
oh Tina, veja aí na sua net se estou online… é que perdi os atacadores dos sapatos; desde 2005 que tenho sempre os sapatos avariados!
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“Subir e descer a pé só faz bem à saúde.”
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Era assim, o Portugal de antigamente. E é a prova de que com o PS no governo, o país andou muito para trás. Cartões de eleitor que não funcionam, escadas rolantes que não funcionam…. Os socialistas são mesmo burros e incompetentes.
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sem palavras.
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“Passos Coelho está convencido (e bem) que jamais poderá ganhar eleições a Sócrates”, diz JPT.
O Zandinga não diria melhor. Nem a Maya, o prof. Karamba, etc..
Chiça, penico!
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Não é suposto o Estado/Governo ser do povo/cidadãos, pelo povo/cidadãos, para o povo/cidadão? Ou será que hoje somos um povo/cidadãos (mais correctamente, nada mais que um número, ou melhor um contribuinte) do Estado, pelo Estado, para o Estado? Ou mais correctamente, um “Untermenschen” do “Übermenschen”, pelo “Übermenschen”, para o “Übermenschen”?
Será que o Estado se esqueceu que a sua função primordial na sociedade é a segurança e justiça?
Dado que os custos legais reais da Justiça são proibitivos, muito mais para quem é perniciosamente espoliado, descaradamente roubado de tudo… será esta a razão pela qual os “Madoff’s” nacionais, pedófilos, corruptos e os quantos mais com meios saem totalmente ilesos, descaradamente ilibados por tecnicidades e outros subterfúgios? E na total indiferença de um pseudo “Estado de Direito” e das suas instituições que deveriam intransigentemente defender quem foi espoliado, descaradamente roubado, violado ou privado dos seus Direitos… Meios de defesa esses, que foram espoliados e descaradamente roubados a outros, dão Direito a fabulosas defesas… Quantos milhares de espoliados, que tanto trabalharam e se esforçaram uma vida inteira, se encontram subitamente e tragicamente sem meios de sobrevivência e a meios para uma Justiça efectiva? O fruto do roubo se encontra na mãos do espoliador, e, o ónus de defesa e reclamação dos Direitos na mão das vítimas…
Será que a nossa sociedade está efectivamente dividida entre “Übermenschen” e “Untermenschen”, dando o Estado um cartão de passe ao escalão de “Übermenschen” a quem “rouba ou ilude com arte”?
Será que hoje em dia, o Ministério Público da República Portuguesa e o poder Judicial é mais um emprego, bem pago, do que a missão de fazer Justiça em nome do Povo Português?
Facto é que, o Estado e as ditas instituições de soberania estão mais interessadas em si próprias, do seu destino, dos seus empregos, dos seus privilégios e imunidades, das suas remunerações, das suas promoções e de Justiça teórica e ilusória, do que na sua missão fundamental – segurança e Justiça – efectiva, real e prática.
Será que toda essa prosa de Direitos Fundamentais, quer Portuguesa, quer da Comunidade Europeia não passa, como me foi expresso, e nada mais do é que “palavras”, sem verdadeira aplicabilidade, mas de facto, mais uns milhares de empregos para criar literatura abundante e ilusões desses ditos Direitos, a nós pobres “Untermenschen”? Verdadeira diarreia legislativa sem aplicabilidade real para quem foi violentamente desprovido dos seus Direitos, ou será que só há aplicabilidade, se diz respeito ao Estado e aos “Übermenschen”?
Será, que hoje ser cidadão nacional nunca terá os seus Direitos inalienáveis protegidos? Não deveria ser a lei a organização do Direito Natural a uma defesa justa.
Não é esta força colectiva, que é o Estado, “esta força comum, para fazer apenas o que as forças individuais têm um direito natural e legal para fazer: para proteger as pessoas, as liberdades e propriedades, para manter o direito de cada um, e fazer com que a justiça reine sobre todos nós?”
Será que o Estado e as suas instituições legais glorificam, abonam e patrocinam o que os bárbaros de outrora glorificavam, Germanus Tacitus relata: “Pigrum quin immo et iners viditur sudore adquirere quod possis sanguine parare.” – “Não, eles realmente acham sem carácter e estúpido adquirir pelo suor do trabalho o que eles podem ganhar pelo sangue (pilhagem – roubo).”
Não terá o President Calvin Coolidge muita razão em declarar:
President Calvin Coolidge, in adequate brevity page 19, stated the following: “If ever the citizen comes to feel that our government does not protect him in the free and equal assertion of his rights at home and abroad, he will withdraw his allegiance from that government, as he ought to, and to bestow it on some more worthy object.”
O presidente Calvin Coolidge, na página 19 brevidade adequada, declarou o seguinte: “Se alguma vez o cidadão passa a sentir que o nosso governo não o protege de maneira livre e igual na afirmação dos seus direitos no país e no exterior, ele vai retirar a sua lealdade a esse governo, como deveria, e concedê-la a algum objecto mais digno. ”
Qual o benefício de ser Português a não ser de ser ab initio sujeito à servidão fiscal e a ser espoliado?
Não será que a “lei hoje coloca todo o aparato de juízes, polícias, prisões e gendarmes nos serviços de saqueadores, e trata a vítima – quando ele se defende – como um criminoso.”
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“Não será que a “lei hoje coloca todo o aparato de juízes, polícias, prisões e gendarmes nos serviços de saqueadores, e trata a vítima – quando ele se defende – como um criminoso.””
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Exactamente assim. A questão dos direitos das vítimas ainda está por resolver em muitos países europeus porque a legislação da UE ainda não foi transposta para estes países. Mas a UE preocupa-se alguma vez com isso? Não, a UE está mais preocupada com o bem-estar das galinhas poedeiras e dos habitantes de países terceiros do que com os direitos das vítimas europeias. É tudo uma farsa na UE. Discutem-se muitas propostas no PE e aprovam-se muitas apenas porque os deputados têm muito prazer em ouvir a sua própria voz e gostam de se exibir como almas caridosas. O resto, se as coisas acontecem na prática, já não lhes interessa MINIMAMENTE!
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Tirar o país da bancarrota?
Segundo parece ele (o país ) ainda não a declarou.
Mas tirar o país da fossa onde está não será (nem é) tarefa do Sócrates ou do Passos Coelho.
Como vimos ontem, é da A. Merkel.
O resto é foguetório.
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Luís Marques, uma sugestão para resolver o seu problema. Aborde Nuno Melo ou Diogo Feio (os emails deles são standard da UE) e exponha-lhes o seu problema para eles depois questionarem directamente a Comissão Europeia. É muito comum os cidadãos de outros países usarem os seus deputados para tentar resolver os problemas através da Comissão Europeia. Seria também um bom serviço público, expor o atraso da justiça em Portugal e quantas mais vezes melhor.
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Agora a sério.
O Sócrates tem vergonha de nos anunciar os novos impostos?
Ó homem assuma-se, ainda não inaugurou a linha do TGV e já está a encolher-se?
Não tenha medo, segundo aqui os rapazes, você vai voltar a ganhar as eleições.
Aqui o pessoal acredita em si.
Vai continuar a ter o seu governo até 2021.
Bem haja.
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Tina, muito obrigado pelas sugestões…
Concordo plenamente consigo… a justiça em Portugal é uma palhaçada, gerida por uns arrogantes e com uma prepotência inimaginável…
Mas tendo de dar crédito de novo ao Ilustre Bastonário da Ordem dos Advogados, que magnificamente explica no seu ultimo livro “Um combate desigual” o seguinte:
“…A partir de então, passaram a tratar os advogados (e para mim os cidadãos acima de tudo) com uma arrogância e uma prepotência totalmente desconhecidas e inimagináveis quando não com desprezo e hostilidade declarados.” para não falar do cidadão comum… nós os “Untermenschen” somos escravizados…
Ele de facto tem”… denuncie a corrupção e a impunidade de muitos dirigentes políticos, combati as degenerescência das magistraturas, sobretudo o desrespeito pelos cidadãos e pelos seus mandatários nos tribunais….” há muito mais para fazer, e eu estou a trabalhar nisso…
Diz o Ilustre Bastonário da Ordem dos Advogados com razão absoluta – “O Direito impõe como seu postulado fundamental o respeito absoluto da pessoa humana.
Infelizmente os tribunais transformaram-se em locais onde mais são violados os direitos fundamentais do cidadão.” ..não houve, simplesmente nem há respeito (nem estou a falar do absoluto) da pessoa humana.
Pois: “A justiça não foi capaz de se modernizar e, por isso, está hoje em conflito aberto com o desenvolvimento e a modernidade.”
“…os magistrados apropriam-se da justiça e a administram-na a seu belo-prazer, como quem exerce um poder absoluto e não quem presta um serviço à comunidade. Mantiveram os poderes ilimitados que detinham desde o Estado Novo e usam-nos, muitas vezes, apenas para agredir os direitos das pessoas e dos próprios advogados, incluindo o seu sigilo profissional.”
“Os tribunais Portugueses tornaram-se locais aonde frequentemente se cometem algumas das mais escandalosas ilegalidades, sem que as vítimas possam sequer recorrer.” Verdade ABSOLUTA…
“Os magistrados convenceram-se de que tudo lhes é permitido, apenas porque eles e só eles podem interpretar e aplicar as leis.”
Tomo a liberdade de repetir o que Ilustre Bastonário da Ordem dos Advogados, clarificou numa entrevista:
“não é nas leis que está o mal da administração da justiça” mas sim em quem as interpreta, defendeu. “Um bom magistrado faz boa Justiça mesmo com más leis e até sem ela” mas “com maus magistrados nunca se fará boa Justiça nem com leis divinas”.
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