Exactamente

Ia escrever algo de semelhante mas eis que via Insurgente encontrei o que procurava dizer:

It’s probably inevitable that this column will be read in some quarters as shilling for Rupert Murdoch. Not at all: I have nothing but contempt for the hack journalism practiced by some of the Murdoch titles. But my contempt goes double for the self-appointed media paragons who saw little amiss with Mr. Assange and those who made common cause with him, and who now hypocritically talk about decency and standards. Their day of reckoning is yet to come. - Bret Stephens

29 Comentários

  1. trill
    Posted 19 Julho, 2011 at 21:28 | Permalink

    Uma estória verdadeira
    Há uns anos atrás, um escroque de uma cidade transmontana foi levado para a esquadra da PSP e esmurrado. Como o sujeito era mais esperto que a PSP, a força policial acabou condenada em tribunal, com a Amnistia Internacional a apoiar activamente o referido o individuo.
    http://psicanalises.blogspot.com/

  2. José
    Posted 19 Julho, 2011 at 21:56 | Permalink

    Hummm…Mr. Alan Rusbridger, director do Guardian escreveu um artigo na Newsweek desta semana sobre o caso. Conta que de vez em quando o repórter do jornal, Nick Davies entra no seu gabinete com novidades de arrepiar cabelos. Uma dessas vezes foi em Junho passado quando soube que um tal Assange, de cabelo de neve, andava em fuga com milhões de documentos na bagagem que os departamentos da Defesa e dos Negócios Estrangeiros dos EUA tinham deixado fugir. E o plano de Davies era apanhá-lo antes dos outros e publicar os documentos.
    Tal como sucedeu, porque foi o Guardian quem os publicou em primeiro lugar.
    O mesmo Davies, do Guardian, no início de 2009 tinha descoberto que James Murdoch tinha chegado a um acordo sigiloso com alguém e pago 1 milhão para lhe comprar o silêncio sobre factos criminosos ocorridos no interior da companhia que detinha o NotW.
    E escreve Mr. Alan que todos sabem o que sucedeu com os documentos de Assange e agora com esta história de Murdoch.

    Isto é jornalismo de investigação. No seu melhor. Por cá não há disso porque os jornalistas estão assustados com o seu futuro.

  3. Posted 19 Julho, 2011 at 22:22 | Permalink

    não tem a tradução para português. Sabe, não percebo nada.

  4. manuel.m
    Posted 19 Julho, 2011 at 22:37 | Permalink

    Well,well,Assange preyed on the secrets and dealings of Governments,Murdoch’s papers hacked phones of crime victims ,soldiers killed in action,actors,etc,etc…..
    Surely you can spot a difference ,or can’t you ?

  5. Carlos Dias
    Posted 19 Julho, 2011 at 22:48 | Permalink

    Estou como o Daniel Santos.
    Está tudo escrito em estrangeiro.
    É um crime renegar a nossa língua e os nossos escritores.
    Por mim estou a borrifar-me.

  6. Arlindo da Costa
    Posted 19 Julho, 2011 at 23:45 | Permalink

    Chamar «jornalismo» à estrumeira do Sr. Murdoch é fazer pouco dos aterros sanitários.
    Assange decobriu a «careca» dos poderosos deste Mundo e os planos totalitários dos estados contra os cidadãos e povos.
    A estrumeira do Sr. Murdoch e os seus criminosos oficiais-às-ordens devassam a vida íntima e pessoal de pessoas singulares, inclusivé pessoas em situação muito dificil, que foram os casos dos familiares dos militares mortos no Iraque e do próprio filho menor (com deficiências) de Gordon Brown.

  7. Fredo
    Posted 19 Julho, 2011 at 23:59 | Permalink

    Daniel Santos,
    O tradutor automático do Google ajuda à brava:
    “É provavelmente inevitável que esta coluna será lido em alguns setores como shilling para Rupert Murdoch. Não em todos: eu não tenho nada além de desprezo para o jornalismo praticado por cortar alguns dos títulos Murdoch. Mas o meu desprezo vale em dobro para o paragons auto-nomeado media que viu pouco errado com Assange e aqueles que fizeram causa comum com ele, e que agora hipocritamente falar sobre decência e padrões. O dia do acerto de contas ainda está por vir.”

  8. Posted 20 Julho, 2011 at 00:01 | Permalink

    não tem a tradução para português. Sabe, não percebo nada.
    Difícil, o maior especialista está em Paris.

  9. ovolmaltine
    Posted 20 Julho, 2011 at 00:46 | Permalink

    Exactamente. Talqualmente. Nem mais.

  10. Arlindo da Costa
    Posted 20 Julho, 2011 at 01:55 | Permalink

    Ou como dizía o meu avô, exacta besta…

  11. Leme
    Posted 20 Julho, 2011 at 04:04 | Permalink

    Se calhar, a helenafmatos queria escrever mas em Português…

  12. Posted 20 Julho, 2011 at 04:32 | Permalink

    A prova mais do que evidente da falta de carácter e dignidade dos lobbies que controlam os “media”…e “fazem” a opinião pública.
    Só há um caminho: denunciar essa cambada sem coluna vertebral…

  13. 15dMaio
    Posted 20 Julho, 2011 at 06:26 | Permalink

    WTF / nao tem nada a ver, nada ! a Helena deixe o alcool que lhe anda a tornar cada x mais estupida do que o custume!
    O Assange anda a xibar os podres dos governos e das corporacoes corruptas, enquanto que os merdia andam a encobrir e a desinformar!

  14. Francisco Colaço
    Posted 20 Julho, 2011 at 08:21 | Permalink

    15dMaio,
    .
    Se o Wikileaks mandasse cá para fora postas de pescada sobre o regime cubano ou sobre as execuções dos pobres e a vida lauta das elites na Coreia do Norte seria um perigoso subversivo, e estaria nas más bocas de todos os sinistros aqui do planeta.
    .
    Newsflash: não somos perfeitos, nós, as democracias. Há muita coisa podre no meio de nós. Contudo, preferiam viver aqui nesta miséria moral ou na cientificidade social que é a Coreia do Norte ou Cuba? Não me consta, talvez esteja errado, que sul-coreanos estejam às massas e às chusmas a bater à fronteira da Coreia Setentrional à espera de asilo político no paraíso dos trabalhadores.
    .
    Se o Wikileaks ao menos tivesse sido comedido e posto em relevo coisas dos países onde os podres são maiores, e tivesse dado alguma paz às democracias liberais, talvez tivesse sido um sítio útil à humanidade. Agora, de quintas colunas a promover por indirecção ditaduras no nosso seio, disso eu não estou interessado.
    .
    Se tivesse cingido à sua acção aos escândalos verdadeiros políticos e económicos, à corrupção, tudo estaria bem. Infelizmente, revelar nomes de informadores das democracias ocidentais no Afeganistão é o mesmo lixo que fez o Independente, do Paulo Portas, ao revelar os nomes da Secreta Militar. Invalida os olhos e ouvidos que temos durante décadas. Um excelente serviço para as democracias, sim senhor!
    .
    Palermas!

  15. Francisco Colaço
    Posted 20 Julho, 2011 at 09:07 | Permalink

    Fado Alexandrino,
    .
    Suponho que há uma universidade cá em Portugal que ensina inglês técnico (tequenicale êngueliche) e que, para sua conveniência, deixa que faça os exames por FAX do seu local de trabalho e as orais ao Domingo.
    .
    Devia experimentar. Pelo que parece um eminente futuro filósofo é um dos alunos de sucesso.

  16. Pine Tree
    Posted 20 Julho, 2011 at 10:02 | Permalink

    Carma pêssoau, carma!
    O controlo do pensamento das pessoas é essencial a qualquer regime político. O nacional-socialistas até tinham um génio, a Frau Riefenstahl. A malta tinha o António Lopes Ribeiro do qual também não há razões de queixa. Mas é gente que trabalha toda para o mesmo.
    Se o Murdoch vende jornais é porque alguém lhos compra.
    Dizem para aí que ele descobre nichos de mercado, pessoas que não se revêm na informação dada pelos órgãos hegemónicos. É o que dizem… eu cá não me meto em sarilhos desses. Portanto, ele quebra a hegemonia o que é chato porque, se cada um pode pensar pela própria cabeça, onde é que isto vai dar?

  17. 15dMaio
    Posted 20 Julho, 2011 at 10:05 | Permalink

    oh Franxico…

    …………………./´¯/)
    ………………..,/¯../
    ………………./…./
    …………./´¯/’…’/´¯¯`·¸
    ………./’/…/…./……./¨¯\
    ……..(‘(…´…´…. ¯~/’…’)
    ………\……………..’…../
    ……….”…\………. _.·´
    …………\…………..(
    …………..\………….\…

    WHATEVER!

  18. Bovino
    Posted 20 Julho, 2011 at 10:40 | Permalink

    A razao porque existem Assanges (e sao validos) e precisamente porque existem Murdochs (e precisam de ser erradicados)

  19. Pine Tree
    Posted 20 Julho, 2011 at 10:41 | Permalink

    O Senhor Maio resolveu fazer uma representação criativa do emblema do PPD-PSD.

  20. Francisco Colaço
    Posted 20 Julho, 2011 at 10:53 | Permalink

    15dMaio,
    .
    Quando os argumentos falham, talvez por incapacidade de argumentar, o insulto gratuito emerge.
    .
    Registo o que me quis oferecer, mas asseguro-lhe que sou heterossexual, pelo que terá de o oferecer a algum que bem o receba.

  21. 15dMaio
    Posted 20 Julho, 2011 at 11:16 | Permalink

    @XikoEsperto

    “Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele… e depois ganha-te em experiência.”

  22. esmeralda
    Posted 20 Julho, 2011 at 11:22 | Permalink

    E já agora: não se pode travar a conversa de milhões atrás de milhões com o futebol, com os clubes, com jogadores? Que falta de responsabilidade! deve ser puro gozo com as dificuldades de tantos. E deviam limitar a entrada de jogadores estrangeiros. É vergonhoso!

  23. Carlos Dias
    Posted 20 Julho, 2011 at 12:30 | Permalink

    Caro Francisco Colaço.
    Quem publicou os nomes da secreta na A.R.foi o camarada Veiga Simão.

  24. Francisco Colaço
    Posted 20 Julho, 2011 at 12:32 | Permalink

    15dMaio,
    .
    Aceito o conselho.

  25. Francisco Colaço
    Posted 20 Julho, 2011 at 12:38 | Permalink

    Carlos Dias,
    .
    Quem publicou foi o Independente, depois de terem sido libertados os nomes pelo quequé do Veiga Simão à comissão correspondente da Assembleia da República, que os enfunou para o jornal Independente.
    .
    Se a culpa é do idiota do Ministro, de algum membro do deputedo (grafia intencional) ou de um jornalista, isso é estúpido. Fosse eu o director do Independente, nunca teria publicado tal coisa, ou pelo menos tê-lo-ia feito com os nomes rasurados alem de qualquer legibilidade. Aliás, foi um desserviço à nação, pois os prejuízos de tal publicação foram de tal monta que nem sei se alguma vez chegámos a recuperar.
    .
    Pior que ter o que falei é ter os nomes dos agentes das secretas no sítio da Presidência da República, mas tenho a certeza que em Portugal nunca chegaríamos a cometer esse erro, nem sequer por passes de estacionamento.

  26. Nelson Cruz
    Posted 22 Julho, 2011 at 22:41 | Permalink

    Sim, sim… Escutar comunicações privadas de pessoas anónimas tem tudo a ver com revelar segredos militares, politicos e diplomáticos. Tem tudo a ver mesmo!

    Os cidadãos têm todo o interesse em saber o que militares, politicos e diplomatas, cujo salário pagam, andam a fazer em seu nome. Essa é a diferença.

  27. TaCerto
    Posted 23 Julho, 2011 at 02:37 | Permalink

    helenafmatos:
    http://ktreta.blogspot.com/2011/07/treta-da-semana-mesma-coisa.html

  28. Wyrm
    Posted 23 Julho, 2011 at 10:03 | Permalink

    TaCerto,

    Sabes que pensar é difícil, muito dificil. Sobretudo quando se tem uma agenda.

  29. Posted 23 Julho, 2011 at 16:34 | Permalink

    «Segundo a Helena Matos, no Blasfémias, e o Rui Carmo, no Insurgente, as escutas telefónicas do News of the World são a mesma coisa que a divulgação de informação secreta pela WikiLeaks(1). Citam um artigo do Bret Stephens, segundo o qual, «em ambos os casos, informação secreta, inicialmente obtida por meios ilegais, foi disseminada publicamente por organizações noticiosas que julgavam que o valor da informação se sobrepunha à letra da lei»(2). Isto é uma treta.

    A afirmação é falsa. A WikiLeaks divulgou informação secreta, mas o News of the World divulgou informação privada. Há uma grande diferença entre as duas. A informação secreta é secreta apenas em virtude de alguém com autoridade a carimbar “secreto”. O vídeo de um helicóptero militar a matar civis desarmados e jornalistas (3) não é um registo privado nem coisa que automaticamente se deva esconder dos tribunais, dos familiares das vítimas ou de quem paga os impostos que sustentam esses militares e em nome de quem esses militares matam. Em contraste, as mensagens no telemóvel da Milly Dowler não eram secretas (4); as pessoas envolvidas podiam partilhar livremente o seu conteúdo. Mas eram privadas. Diziam respeito apenas a essas pessoas. A informação declarada secreta para encobrir a morte de civis inocentes numa operação militar não equivale às mensagens privadas de uma miúda de 13 anos.

    O Bret Stephens não percebe esta diferença e, parece, a Helena Matos e o Rui Carmo também não. «Teria sido no interesse público saber, como descobrimos pela WiliLeaks, que o primeiro ministro do Zimbabwe e líder da oposição Morgan Tsvangirai estava a insistir, em privado, com os diplomatas dos EUA para que mantivessem as sanções, mesmo quando estava publicamente a afirmar o contrário? Não. O público tinha interesse nisso? Não.»(2) Segundo Bret Stephens, os eleitores não tinham interesse em saber que o primeiro ministro usava esse cargo para pressionar os EUA a fazer o contrário do que lhes tinha prometido, do que dizia fazer, e da vontade daqueles que o elegeram. E este exemplo foi o próprio Bret Stephens que escolheu.

    A proposta de que são a mesma coisa por violar a letra da lei também faz pouco sentido. As leis não são todas igualmente legítimas. A lei que protege a privacidade não equivale à lei que proíbe as mulheres de conduzir na Arábia Saudita, por exemplo. E a lei que manda prender quem denuncia abusos de militares ou a traição de políticos merece pouco respeito. Há uma grande diferença entre bisbilhotar as mensagens telefónicas de uma miúda de 13 anos e publicar telegramas entre embaixadas revelando como os EUA praticamente escreveram a legislação espanhola acerca da partilha de ficheiros (5) ou que o Gaddafi, por birra, deixou contentores de urânio enriquecido abandonados ao ar livre (6).

    É preocupante que se gabem de não perceber esta diferença, ou sequer que nem sempre o que alguém escreve na lei é o melhor critério para decidir o que lá devia estar escrito.»

    Vindo daqui: http://ktreta.blogspot.com/2011/07/treta-da-semana-mesma-coisa.html


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