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Ainda a propósito de estranhezas

13 Abril, 2012

Por estranho que possa parecer face às notícias chegadas da Guiné Bissau até há 35 anos não faltava quem em Portugal e fora dele garantisse que aquele país nao só tinha todas as condições para ser um caso de sucesso económico, de pluralismo e muito particularmente de irradiação de cultura para toda a África como já o era.

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19 Comentários leave one →
  1. aremandus permalink
    13 Abril, 2012 10:11

    que FdP este passos! devia ser proíbido de falar na AR!!!!

  2. pedro permalink
    13 Abril, 2012 10:21

    Dona Helena: geralmente concordo consigo ,mas digo-lhe com muita tristeza que a guiné bissau não é viável como estado como já não era no tempo do estado novo. No entanto ,não podemos ser tão assertivos porque infelizmente portugal para lá caminha.A coragem do ministro paulo macedo ao dizer que a o SNS não é sustentável deveria ter o Passos e dizer aos portugueses que assim também não somos .Devia apontar caminhos se fosse derrotado na assembleia devia demitir-se e entregar o governo a quem faça melhor.

  3. berto permalink
    13 Abril, 2012 10:23

    Até há 30 anos não faltava quem prevesse um futuro radioso para Portugal, um país com tal sucesso económico que seria um exemplo de bom aluno face aos congéneres europeus. Depois das recentes decisões judiciais sobre casos de corrupção, roubo descarado aos bolsos de quem menos tem, governantes que destilam arrogância e incompetência sobre os eleitores, subserviência aos interesses estrangeiros que noutra época histórica teria o nome de traição, protecção das mafias que dominam os bancos e a economia, pergunto se este país será melhor que a Guiné-Bissau.

  4. piscoiso permalink
    13 Abril, 2012 11:02

    Não se importa de pôr link para essas afirmações que garantiam
    que aquele país tinha todas as condições para ser um caso de sucesso económico“?

  5. aremandus permalink
    13 Abril, 2012 11:20

    isto será a guiné: um Pm, que não é preto,mas tem consorte preta, lançou o Revitalizar a 3 de fevereiro que prometia medidas concretas num prazo de 30 dias…ora,
    passados 70 dias…

  6. Portela Menos 1 permalink
    13 Abril, 2012 11:29

    piscoiso,
    não é preciso link nenhum; uma afirmação desta natureza, mal citada por helenafmatos, só pode vir de algum dos seus (dela) ódios de estimação.

  7. Carlos Dias permalink
    13 Abril, 2012 11:30

    Não percebo.
    As narco repúblicas tem todo o potencial para serem bem sucedidas.
    E muito cobiçadas por putativos presidentes.

  8. Portela Menos 1 permalink
    13 Abril, 2012 11:41

    Os militares e governantes de Guiné-Bissau são uma herança das spinoladas portuguesas nesta ex-colónia.
    A única coisa a lamentar – para além do sofrimento do povo guineense – foi a morte de jovens portugueses durante os anos da guerra colonial.

  9. Carlos Dias permalink
    13 Abril, 2012 12:13

    Embora nada tenha a ver com narco traficantes outra república cheia de potencialidades é Timor.
    As potencialidades são outras.

  10. anti-comuna permalink
    13 Abril, 2012 13:34

    Mais prémios para produtos portugueses. Depois das Águas Luso, agora a das pedras e demais produtos da Unicer.
    .
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    “Marcas da Unicer com mais medalhas de qualidade
    .
    As marcas Super Bock e Água das Pedras voltam a ser galardoadas na edição de 2012 do prestigiado concurso “Monde Selection de la Qualité”, com a atribuição de cinco Medalhas de Ouro e uma Grande Medalha de Ouro, respectivamente.
    .
    Este concurso certifica a qualidade e os atributos das marcas da Unicer, com destaque para a Super Bock Original que soma já 29 Medalhas de Ouro consecutivas, o que significa que é a única cerveja portuguesa com este número de distinções no país.
    .
    Nas cervejas, as Medalhas de Ouro foram ainda atribuídas às variantes Super Bock Classic, lançada o ano passado no mercado nacional, Super Bock Stout, Super Bock Sem Álcool e Super Bock Sem Álcool 0,0%, que conquista a sua segunda Medalha de Ouro consecutiva.
    .
    Água das Pedras, marca rainha no mercado de águas engarrafadas em Portugal, recebe a 8.ª Grande Medalha de Ouro neste concurso, uma distinção que reconhece a composição única desta água mineral natural gasocarbónica, recurso exclusivo de Portugal, que começou a ser oficialmente comercializada há 140 anos.”
    .
    in http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId={3A592B52-CEE4-4628-92CE-F6D178DDE9A2}
    .
    .
    Agora é preciso alavancar estes prémios para ganhar mercados externos.
    .
    .
    Tenho para mim que as asscoiações empresariais deveria realizar estudos sobre que problemas as empresas tugas num mercado em especial: o espanhol. Mas sem a visão do costume, que é tentar pedir benesses e subsidios ao poder político. Mas efectivamente e de uma forma honesta, encontrar os principais obstáculos para a penetração dos produtos e serviços tugas em solo espanhol. É que se virmos bem as contas, é Espanha o nosso principal cancro no comércio externo.
    .
    .
    A Sonae está a conseguir criar as bases para o seu sucesso futuro em Espanha. Logo, quer dizer, que não é impossível bater os espanhois em casa deles. Mas, também, alguma coisa está a falhar. Aqui há uns anos, a Unicer entrou armada em campeã em Espanha, em especial na Galiza, e espatifou-se ao comprido. A arrogância de possuir um produto com mais qualidade que a Estrella, ensinou-lhe que o produto per si não chega. É preciso saber vender. Coisa que muitas empresas tugas ainda não o sabem fazer. Talvez seja essa a grande pecha tuga: saber vender.
    .
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    Até o próprio Estado, com as suas universidades, poderia tentar ajudar a estudar o problema espanhol. Mas, enfim, é quase incapaz de gerir bem a montanha de recursos ao seu dispôr, quanto mais ajudar a estudar este problema. E o mundo académico, perde demasiado tempo a discutir o sexo dos anjos, que se ha-de fazer?
    .
    .
    Mas algo me diz, tenho esse feeling, que as coisas podem estar a mudar na psique do consumidor espanhol e, agora, mais susceptivel de consumir o que é português. Vamos ver se o meu feeling não estará correcto e se as empresas tugas não começarão a ganhar quotas de mercado em Espanha. Que, digo e repito, é dos mercados mais lixados para os portugueses. Não psique deles, nós continuamos a ser inimigos deles. E não parece. Na psique colectiva deles, além de inimigos, um alvo a conquistar. Tomem nota disto.
    .
    E não me venham que dizer que eu sou anti-espanhol. Fiquem a saber, que as minhas raízes à Galiza são enormes. E por lá ainda tenho alguma coisa me liga profundamente à Galiza. Mas que sou anti-estado espanhol e anti-Madrid, sou-o. ;) Pela defesa, sempre de Portugal. ehhehehehh Mas eu trocava bem o Sul da Serra dos Candeeiros pelo Norte do Rio Minho. Ai isso trovava-o! ahhahahah

  11. anti-comuna permalink
    13 Abril, 2012 14:17

    De vez em quando bato no jornalismo. E bastante. Na maioria das vezes porque eu não aceito ver noticias com opiniões do jornalista à mistura. Informar é apresentar factos, sem julgamentos do jornalista. Ele tem que ser uma espécie de testemunha isenta da realidade. (Mesmo que isso seja impossível de o conseguir na plenitude.) Mas também gosto que os jornalistas ponham as suas opiniões em cima da mesa, em artigos, sem tentar ludibriar os seus leitores.
    .
    .
    Aqui há tempos destaquei más peças peças jornalísticos de um jornalista do JN. Porque apresentava opiniões mascarados com factos. Mas ele foi corrigindo o tiro. E hoje apresento uma opinião do mesmo jornalista, que aqui sim, merece os meus elogios. Não apenas por concordar em grande parte com o que ele diz, mas até porque lança uma auto-crítica. Isto sim, é bom. Separar opiniões do relatar de factos.
    .
    .
    Vejam o artigo de opinião deste jornalista.
    .
    “Então e a Irlanda?
    .
    Espanha está agora no centro do furacão, Portugal de lá não sai há vários meses e a Grécia lá ficará muito tempo. É sobretudo destes três países que se fala quando se analisa a crise da dívida soberana na Europa.
    .
    Mas Espanha (ainda) não foi resgatada e a Irlanda faz parte do lote de países que recebeu ajuda externa. Será que este país está mesmo a sair da crise e já não é motivo de preocupação? Tendo em conta o que se lê na imprensa internacional e o que se vê nos mercados, essa seria a conclusão. Mas em Dublin nem tudo está a correr sobre rodas.”
    .
    Leiam o resto que vale a pena: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=550447
    .
    .
    E ele tem razão. Nós podemos ver que a Irlanda está péssima, não apenas nalguns factos que o próprio artigo de opinião refere, como também nesta apresentação, do conhecido Koo, do Nomura:
    .

    http://www.businessinsider.com/richard-koo-the-world-in-balance-sheet-recession-2012-4#-23

    .
    .
    Agora comparem o slide 21 com o 22. O da Irlanda com o de Portugal. (Tenham em atenção que nos vários indicadores utilizados pelo tipo da Nomura, o Resto do Mundo funciona ao contrário do país em causa. Isto é, é o financiamento positivo no balanço do país que retrata. Ou seja, o que é positivo para o mundo é negativo para o país.)
    .
    .
    Comparem a evolução dos dois países. (E o gajo não incorporou a última informação sobre o caso português.)
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    O que está a falhar na Irlanda e o que está a falhar em Portugal?
    .
    .
    Na Irlanda está a falhar o Estado e as empresas, a braços com o maior crédito mal parado, cada vez mais têm que fazer provisões (poupanças) para eventuais calotes. O Estado Irlandês está a… Colapsar.
    .
    .
    No caso português, pese embore o aumento do crédito mal parado, o endividamento liquido é maior e mesmo assim as empresas estão a refazer os seus balanços. (Aliás, conheça a tese do gajo do Nomura sobre estes problemas: http://rwer.wordpress.com/2011/12/12/rwer-issue-58-richard-koo/ E cliquem no PDF para o lerem.)
    .
    .
    No caso português, o próprio Estado está a poupar agora e a começar a inverter os seus desequilíbrios. Ao contrário da… Irlanda. E o Estado grego está a inverter os seus desequilíbrios embora o sector privado o esteja a piorar. Tanto familias e empresas.
    .
    .
    Serve isto para mostrar que, Portugal, até é dos países referidos pelo Koo, que melhor está a fazer o ajustamento. E, claro, muito melhor que a Irlanda. E que a própria Irlanda está pior que… A própria Grécia!
    .
    .
    Em Portugal, a maioria dos opinadores, não costumam analisar as coisas desta forma. Isto é, olhar para as mudanças estruturais e quase sempre só olham para a espuma dos dias. Desemprego, vendas a retalho, carros, etc. Ou seja, não têm uma visão de longo prazo, mas de curto prazo. Como fazem os mercados financeiros. Mas os mercados financeiros fazem-no para ganharem dinheiro face ao risco, os políticos e os decisores públicos não o podem nem devem fazer, mesmo quando são penalizados, tanto pelos eleitores como até pelos especuladores. (E somos todos especuladores e o que divide um investidor de um especulador, é o risco “securitizado” versus rentabilidades obtidas.
    .
    .
    Isto serve para provar o actual milagre económico português. Que a generalidade dos que me criticam, apenas sabem escrever lixo, sem contribuições a sério para debaterem o assunto comigo. E, através de uma fonte externa, o Koo (que até nem concordo com as suas prescrições para resolver as doenças que ele bem identifica), se pode ver o quanto estão a mudar os portugueses. É o milagre económico português.

  12. mesquita alves permalink
    13 Abril, 2012 14:21

    A lavagem do cupão.
    Imaginem que tinha sido um vice do FCPORTO a fazer o alegado depósito.
    Platini tinha já aterrado na Portela.
    Primeiro ministro já tinha reunido de emergência
    O Record/Bola/Correio da Manhã, tinham já feito uma greve simbólica contra a corrupção.
    A Liga tinha já suspendido , preventivamente ,o alegado clube corruptor.
    A Federação estaria em reuniões perpétuas até à confirmação do acto.
    Blatter tinha já ameaçado congelar as verbas para a federação ,relativas ao próximo mundial, se o assunto não fosse resolvido.

    Contudo, em Portugal, “NÃO PASSA NADA”…

  13. aremandus permalink
    13 Abril, 2012 14:27

    Anti,
    olhe a solução em vez do tal seu miracolo:

    http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2012/04/13/portugal-esta-a-preparar-eventualintervencao-militar-na-guine-bissau

    Uma solução à americana!!!

  14. anti-comuna permalink
    13 Abril, 2012 14:46

    Para mostrar ao ponto que está a Irlanda, analisem com cuidado a imagem deste press release do INE irlandês:
    .

    http://www.cso.ie/en/media/csoie/releasespublications/documents/latestheadlinefigures/rsi_feb2012.pdf

    .
    .
    Como se pode ver, a procura interna irlandesa continua a cair. Mas não à velocidade que a portuguesa. No entanto, o ajustamento terá que ser feito e quanto mais tarde se tomar medidas de correcção, pior os seus efeitos ao longo do tempo.
    .
    .
    O caso irlandês é bastante grave. É que se diz que na Grécia, eles não gostam de pagar impostos e fogem também pela ineficácia de um Estado superineficiente (até à intervenção externa, aquele estado grego era muito semelhante ao… das antigas repúblicas da URSS). Mas na Irlanda a mentalidade é mesmo caloteira, que tem efeitos ainda mais perniciosos que na Grécia. Não apenas os irlandeses não pagam ao Estado como aos demais agentes económicos, ampliando os seus problemas. E é esta mentalidade caloteira que vai levar a que o problema irlandês se estenda no tempo. Que, recorde-se, começaram a sua crise mais cedo que a portuguesa e vão levar mais tempo a sair dela. E os custos sociais vão ser muito elevados. Maiores que em Portugal.
    .
    .
    Há mais problemas na irlanda, como a incapacidade de criar uma estrutura produtiva irlandesa, que depois faz com que na prática, as multinacionais pouco valor acrescentado deixam na economia irlandesa, já que enviam seus lucros para fora da Irlanda, não criam spillovers e nem sequer pagam os serviços que obtêm do Estado irlandês. E é por isso, que apesar de terem um excedente na balança de bens extraordinário, no entanto a Irlanda tem sofrido défices na balança de pagamentos crónicos.
    .
    .
    O modelo irlandês tem muitas virtualidades mas que nunca foram aproveitadas. Têm sido os cornos mansos do mundo anglo-saxónico. ehehheheheh

  15. 13 Abril, 2012 15:08

    Hoje, pelas 25h, a convite do Conselho Mundial das Ordens Amadoras, estarei na sede da Ordem dos Engenhocas para falar sobre “Reforma Pancrácica – do global para o universal”.
    AAC

  16. 13 Abril, 2012 15:44

    Um dito CAA, com tanta banha, a falar de reforma das autarquias, tem o odor a picanha!

  17. aremandus permalink
    13 Abril, 2012 16:27

    CAA no espeto como prato nacional ah ah!

  18. aremandus permalink
    13 Abril, 2012 16:47

    também estranho que não se dê uma palavra ao que sucede na vizinha espanha: lá como cá arrivaram os conservadores para enterrarem de vez com a grande Ibéria

  19. JCA permalink
    14 Abril, 2012 03:50

    .
    Pois, mas se o sismo provocar tsunami lá vai tudo por àgua abaixo,
    porventura quem não se afogará são os ‘malvados incompetentes’ da Irlanda, a Grécia e Espanha…
    .
    -Global Systemic Risk Is Rising Rapidly Again ?

    http://www.zerohedge.com/news/global-systemic-risk-rising-rapidly-again

    .
    Esta coisa dos comandantes e ajudantes na tripulação se amarraram em exclusivo a pormenores parciais abandonando a ‘full picture’ faz lembrar aquele comandante dum 747 que se obcecou com um motor que deixou de funcionar no meio duma grande turbulência esquecendo-se que com os outros três faria uma aterragem suave no Aeroporto em total segurança dele proprio, demais ajudantes de tripulação, passageiros e avião ….
    .
    mas tantas diligências confusas, malabirismos à força, medidas drásticas e habilidades radicais usaram para custasse o que custasse haviam de poôr aquele motor a funcionar que acabaram por provocar que os restantes três também parassem,
    .
    e hoje avião inteiro, pessoal de bordo e passageiros residem destroçados nas profundezas do mar sem o comandante e ajudantes na tripulação terem percebido como, porquê e onde se despenharam como ficou registado nas ‘caixas negras’.
    .

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