Com Boys Portugueses.
14 Fevereiro, 2008
Ricardo Bexiga, líder da concelhia do PS em Gondomar, foi nomeado para o Conselho de Gerência da CP. Razão tinha o meu avô quando dizia que umas nalgadas no momento certo, podem trazer vantagens para o futuro.
15 comentários
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A CP é do Benfica ?
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Jcd,
Em Porutgal poucas coisas há com menos valor que os princípios morais.
Falo de moral pura, sem ligações religiosas.
Fazer algo apenas porque é «moralmente correcto» ou deixar de fazer porque simplesmente é «moralmente incorrecto» é inclusive alvo de escárnio, como se fosse prova da mais indesculpável ingenuidade.
Um comportamento moralmente condenável não sente, entre nós, o peso dissuasor da reprovação social. É visto com naturalidade e se não nos afectar pessoalmente não é nem bom nem mau.
Numa sociedade onde a maioria tem dificuldades em acompanhar um encadeamento de ideias simples, o facto de Ricardo Bexiga ter sido consolado com um lugar no Conselho de Gerência da CP é isso mesmo: nem bom nem mau.
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Por favor diga-nos a morada do seu avô.
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Estás a pedir que te façam o mesmo que ao Bexiga?
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Por isso agora os jovens licenciados vão parar aos “call centers”: é só miminhos dospais.
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Estimado Jcd: e olhe que o senhor seu avô estava cheio de razão, como se vê.
Digo eu…
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JCD,
Você está contente com a sua carreira ou necessita ainda dumas valentes arrochadas para conseguir ser promovido?
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JCD,
E o seu avô ficou só pelas palavras, ou foi-lhe mesmo às nalgas?
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Não gozem com o caso R.Bexiga. Que foi e é grave. Mais grave será se ninguém fôr julgado e culpado em tribunal — a justiça então, tende a ficar ainda mais desacreditada e…prigosa.
Muitos dos que gozam com a situação actual de R.Bexiga, se residissem no Porto ou em Gondomar e se lhes tivesse acontecido o mesmo, possivelmente aproveitariam a oportunidade para desertar dessas localidades — ou não ? Ainda por cima assistindo à ineficácia da justiça…
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Por favor, diga lá o que é essa CP:
– casa de P…?
-casa de pasto?
-coisa podre?
-cabide político?
-cáfila de parvos?
-cambada de patifes?
É que a notícia não nos elucida quanto ao significado da sigla. Ora bolas!
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Mr. Nuno Castelo-Branco,
fina ironia a sua. Gosto, apesar de estarmos perante um caso grave, não só para R.Bexiga, mas para os cidadãos que não se encontram “protegidos”…
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MJRB
A questão é que independentemente de ser ou não um caso grave (que o é, pois como dizia o outro “isto ainda não é Chicago”), não deixa de ter a sua graça que para compensar os açoites agora nomeiam Ricardo Bexiga para a CP…”Vá não chores mais,o que é queres? Um chupa-chupa? Toma lá”. E será que agora Ricardo Bexiga ainda vai ser tão incisvo e mediático quanto ao seu caso? Cá estaremos para ver…
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CP? o que é isso? Já agora quem é o JCD, João Miranda, etc? Daqui só sei quem é o CAA e a Helena Matos pois são conhecidos nos média! O Bexiga so conheço da coça que levou, que lhe deu protagonismo, e mais nada sei do senhor. Será que estes senhores do blasfemias têm “Inbeija” de do Bexiga pois tb querem aparecer na tv a debitar sabedoria?
ps: o choque ideologico acabou? não tenho visto o First Lord das francesinhas tanto quanto via!
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Um retrato da justiça portuguesa, e especialmente, para as virgens do Porto, tão ofendidas!
Deve ser no terceiro mundo que se arquivam processos se m qualquer nojo profissional, de que não se está a cumprir a missão de procurador.
Já agora gostava de ser mosca e ter assistido à conversa do Senhor Procurador Geral, com o ministro da Justiça! quem puxou as orelas a quem?
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às virgens ofendidas, uma outra versão da estória…
No JN de hoje:
Bexiga demorou três meses a contar confissão de Carolina
Nuno Miguel Maia
Ricardo Bexiga demorou três meses a contar aos responsáveis do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) a confissão que Carolina Salgado lhe fez sobre os alegados bastidores da agressão de que foi alvo, a 25 de Janeiro de 2005. O encontro do ex-vereador do PS-Gondomar e actual administrador da CP com a ex-namorada de Pinto da Costa aconteceu em Setembro de 2006, mas a participação às autoridades apenas foi efectuada em Dezembro, após a publicação do livro “Eu, Carolina”.
Carolina contou a Bexiga que terá sido Pinto da Costa, em alegado conluio com Valentim Loureiro – o rival na Câmara de Gondomar – quem tomou a iniciativa de ordenar a agressão, que seria organizada por ela própria e o líder da claque dos SuperDragões, Fernando Madureira, através da contratação de dois indivíduos, que lhe fizeram uma espera no parque da Alfândega, no Porto.
Antes de ir pessoalmente prestar depoimento (mas bastante depois da reunião com Carolina), Ricardo Bexiga ainda enviou ao MP cópia de um artigo do jornal “Sol”, em que já era relatada a confissão do episódio da agressão.
Não assumir acusação
De acordo com informações recolhidas pelo JN, Ricardo Bexiga não foi de imediato contar ao DIAP do Porto o que ouviu de Carolina – que não conhecia -, para não correr riscos de ser alvo de queixa por crime de denúncia caluniosa por parte dos visados. Daí ter esperado a publicação do livro, para que fosse a ex-namorada de Pinto da Costa a assumir a autoria da denúncia.
Por outro lado, o militante do PS sempre argumentou que a agressão de que foi vítima teve a ver com a sua intervenção política e cívica.
Certo é, porém, que das pessoas mencionadas por Carolina Salgado no interrogatório como arguida no caso, a equipa do MP responsável pelo inquérito optou por não inquirir duas. O advogado Lourenço Pinto – a quem Carolina se terá dirigido para desabafar no dia seguinte ao crime – e Valentim Loureiro, autarca de Gondomar e inimigo político de Bexiga.
À equipa de Morgado, Carolina, recorde-se, referiu que “ouviu o presidente do FCP dizer ao Major, em telefonema efectuado por este ‘é preciso limpar o gajo’ (referindo-se a Ricardo Bexiga)”. Segundo a mesma versão, seguiu-se depois a procura de operacionais para executar a agressão, que teria o objectivo de liquidar o socialista.
O JN soube que causou estranheza em pessoas próximas do processo o facto de, mesmo após o depoimento de Carolina, Valentim Loureiro não ter sido abordado pelas autoridades, nem sequer na qualidade de testemunha.
Confissão sem provas
Com Pinto da Costa, Carolina Salgado e o líder da claque dos SuperDragões constituídos arguidos, a equipa de Maria José Morgado decidiu arquivar o caso, não obstante a confissão de Carolina.
Glória Alves, a procuradora do caso, entendeu não poder acusar os três suspeitos por não ter mais “nenhuns elementos” a corroborar a versão da denunciante-arguida. E, ao considerar o depoimento como meio de prova, previu que Carolina pode usar o “direito ao silêncio” no julgamento, além de, como arguida, ter o direito de não dizer a verdade.
No despacho final, é transmitida a mensagem de que não houve trabalho de recolha de “indícios no local, designadamente impressões digitais e a realização de buscas passíveis de identificar os autores materiais e encontrar a arma utilizada na agressão”. Todavia, esta observação foi desmentida pelo sindicado da PSP, que garantiu terem sido cumpridos os procedimentos exigíveis – mas não foram encontrados quaisquer vestígios.
Ricardo Bexiga viria a queixar-se de que o seu processo teria estado “dois anos na gaveta”, numa crítica implícita ao DIAP do Porto. Os procuradores deste departamento irão responder a esta crítica na próxima semana, após consultar o processo.
Digo eu: o homem que ainda está a pensar ir ao PGR, ao fim de uma semana, e anseia por explicações do DIAP Porto que necessita de consultar o processo, esteve muito tempo para denunciar quem se denunciou como mandante do crime.
Eu é que sou o burro?
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