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Salário mínimo e rigidez

15 Março, 2008

Será mesmo verdade que todos os trabalhadores que recebem o salario minimo beneficiam da sua existencia?  Tem que se ter em conta que o salário não é a única componente dos ganhos que alguém pode retirar de um emprego. Dois trabalhadores com salário igual não retiram necessariamente os mesmos ganhos do emprego. Pode acontecer, por exemplo, que dois trabalhadores tenham razões para trocar de emprego, apesar do o salário ser igual. Os trabalhadores não têm nem a as mesmas aptidões, nem  as mesmas preferências pelo horário ou pela localização do emprego. O salário mínimo torna o mercado de trabalho mais rígido, o que implica que dois trabalhadores que  noutras circunstâncias poderiam trocar de emprego entre si  não o fazem.

88 comentários leave one →
  1. Cientista Liberal-Conservador's avatar
    Cientista Liberal-Conservador permalink
    15 Março, 2008 20:34

    “O salário mínimo torna o mercado de trabalho mais rígido, o que implica que dois trabalhadores que noutras circunstâncias poderiam trocar de emprego entre si não o fazem.”

    Isto realmente é um flagelo. O salário mínimo: esse empata-swingers do emprego. (ler com voz gutural, estilo Adamastor)

    (Nao podiam abrir a janela para arejar um bocado isto por aqui? É que é sempre a mesma coisa e já começa a criar fungos….)

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  2. Desconhecida's avatar
    15 Março, 2008 20:53

    Intragável!

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  3. Desconhecida's avatar
    15 Março, 2008 21:19

    O que o JM quer dizer é que há gente, por exemplo, que ganha o salário mínimo longe de casa e não se importaria de trocar por um emprego ligeiramente menos remunerado mas mais perto de casa. Ao fim do mês, o trabalhador ganharia com a troca. Mas a imposição do salário mínimo impede essa troca. Nestes casos, a imposição do salário mínimo prejudica quem os aufere.

    E em vez de adjectivarem o post, mais valia apontarem-lhe eventuais erros.

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  4. Osvaldo Lucas's avatar
    Osvaldo Lucas permalink
    15 Março, 2008 21:35

    A questão de trocar ou não de emprego não parece depender muito da remuneração.
    Alguém já viu anúncios nos jornais Classificados do género…
    Empregos – Troca-se ou
    Habitação – Troca-se
    A questão parece ser o medo. De correr mal no novo trabalho, de no novo trabalho não poder usufruir dos vícios que tenho no antigo… e tudo porque a passagem para a FLEXIsegurança poderia levar a que houvesse alguns “soluços” antes do MERCADO de trabalho funcionar de acordo com o nome respectivo.

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  5. Piscoiso's avatar
    15 Março, 2008 22:17

    Suponhamos que o trabalhador A ganha o Salário Minimo (SM) a 10 km de casa e quer trocar com o trabalhador B igualmente com SM e a 10 km de casa.
    O trabalho de A é junto da casa de B e trabalho de B é junto da casa de A.
    Se os respectivos patrões concordarem, não há problema nenhum.

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  6. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    15 Março, 2008 22:17

    OK.

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  7. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Março, 2008 22:22

    Os trabalhadores não têm as mesmas aptidões,nem as mesmas preferências pelo horário nem pela localização.

    Pois não, mas essas preferências só se colocam se o salário for suficiente para chegar ao fim do mês !Quem é que pensa nessas questões se não tiver dinheiro para o merceeiro?

    Estamos a falar num modelo teórico que pressupõe que o que se poupa com a localização perto de casa não equilibra o que se ganha mais longe de casa.

    Isto é, o que se entrega á mulher! ( o liquido) esta é que é a verdadeira e única preferência de quem trabalha.Pagar as dívidas!Só depois se têm preferências,pelo que o postulado do JM não tem cabimento.

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  8. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    15 Março, 2008 22:24

    ««Se os respectivos patrões concordarem, não há problema nenhum.»»

    Há vários problemas:

    – é preciso que os trabalhadores se conheçam
    – é preciso que a troca seja directa. Isto é, se para haver troca tiverem que existir passos intermédios, teriam que se conhecer não 2 mas vários empregados.
    – é preciso que os patrões concordem

    Num mercado flexível:

    – os trabalhadores não têm que se conhecer
    – a troca pode ser indirecta
    os patrões não precisam de concordar

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  9. Desconhecida's avatar
    15 Março, 2008 22:25

    a questão óbvia do post é que haveria sempre um trabalhador(ou os dois) que ganharia menos do que o ordenado mínimo. A questão da desobrigatoriedade do ordenado mínimo nunca pondera que se ganhe mais.

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  10. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    15 Março, 2008 22:26

    ««Pois não, mas essas preferências só se colocam se o salário for suficiente para chegar ao fim do mês !Quem é que pensa nessas questões se não tiver dinheiro para o merceeiro?»»

    Pensa nessas questões quem tem, por exemplo, que gastar 10% do salário em transportes quando poderia gastar 0 se tivesse emprego à beira de casa.

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  11. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Março, 2008 22:37

    JM isso não tem nada a ver com salário mínimo nem com rigidez!Tem a ver com a tal quantia que resta.Se eu disser ao meu patrão.Olhe eu aqui nesta fábrica gasto 10 E em transportes.Se me der trabalho na sua fábrica ao pé da minha casa eu não me importo de ganhar menos os 10E.Em termos de liquidez fico rigorosamente na mesma.Levanto-me é mais tarde!

    Mas ninguem diz, olhe eu gasto dez mas não me importo de ganhar menos 15E!E porquê? Porque ganhar menos 15E implica que eu fique 5 E abaixo do valor limite das minhas dívidas mensais!

    JM tudo é possível se o mínimo de uma vida decente estiver assegurado!Antes disso não!

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Março, 2008 22:39

    “Alguém já viu anúncios nos jornais Classificados do género…
    Empregos – Troca-se”

    A troca não tem de ser directa. Seria um (a)caso pontual e excepcional. Far-se-ia indirectamente través de um funcionamento mais fluido do mercado de trabalho. Pegando no exemplo do LPedroMachado, o trabalhador inicialmente com um salario minimo longe de casa liberta o posto de trabalho apresentando-se no mercado procurando outro emprego mais proximo ao mesmo tempo que o trabalhador com uma situação geografica inversa faria o inverso. Sem se relacionarem directa e pessoalmente, o resultado seria objectivamente uma espécie de troca de posições. Tudo multiplicado por um sem numero de decisões individuais do mesmo tipo. O que interessa é que assim cada candidato a um emprego tomaria as suas decisões entrando em conta com um numero de factores de preferencia muito maiores (os tais para além da remuneração monetaria que refere o JM).

    ” A questão de trocar ou não de emprego não parece depender muito da remuneração.(…) A questão parece ser o medo.”

    De facto, esta é a situação actual, a de um mercado de trabalho rigido. Não apenas pela existencia do salario minimo. Num mercado rigido, com uma oferta de emprego por definição limitada e racionada, a generalidade dos trabalhadores tem receio de deixar um emprego garantido para procurar e experimentar outro emprego mais conveniente. Num mercado fluido as decisões seriam menos dependentes de factores não economicos (“o medo”) e mais determinadas por factores objectivos (quantificaveis), os remunerativos e outros (distancias, etc).

    Tudo isto não falando sequer na maior das vantagens “sociais” da inexistencia de um salario minimo : a criação pelos empregadores de novos postos de trabalho com remunerações iniciais mais baixas que poderiam ser ocupados por desempregados ou por mão-de-obra imigrada !

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  13. Desconhecida's avatar
    15 Março, 2008 22:45

    Caro Luís Moreira, você está a tentar complicar algo que é simples de perceber.

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  14. Desconhecida's avatar
    15 Março, 2008 22:45

    joao miranda, acha que honestamente os trabalhadores que auferem do salário minimo ou os seus representantes descuram as possibilidades mais evidentes de melhoras de condições de vida?
    Qual é a classe social mais defensora do fim do salário mínimo?
    Quais são os interesses mais imediatos inerentes ao fim do salário mínimo?
    Porque é que a legitimação do fim do salário mínimo é sempre o interesse dos trabalhadores?

    No caso em concreto, estabelecendo o fim do salário mínimo, qual a percentagem dos que impossibilitados de arranjar um emprego mais perto ou sem gastos de transporte veriam os seus rendimentos reduzidos? Qual seria o impacto indirecto da diminuição do poder de compra na economia?

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  15. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    15 Março, 2008 23:13

    “… tudo é possível se o mínimo de uma vida decente estiver assegurado!Antes disso não!”

    O que é “o minimo de uma vida decente” ? Algo de variavel e indeterminado. Para muitos dos recem chegados ao mercado de trabalho e, sobretudo, para a grande maioria dos emigrantes e dos candidtos à imigração, pode ser inferior ao salario minimo actual. Para quem ganha actualmente o salario minimo, e criou entretanto expectativas superiores, este salario é certamente insuficiente para grantir “o minimo de uma vida decente” !

    Mas o problema não é tanto o da impossivel determinação objectiva deste “minimo”. Mas antes o das consequencias negativas dos diferentes elementos de rigidez do mercado de trabalho. Incluindo o salario minimo. Mas não apenas e, a meu ver, nem principalmente (a limitação da faculdade de despedimento pelos empregadores tem consequencias que são ainda piores). Consequencias negativas em termos do aumento do nivel de desemprego e da não optimização por parte das empresas da utilização dos recursos produtivos, incluindo a mão-de-obra, na oferta de bens e serviços. Mais desemprego e menos riqueza para remunerar os trabalhadores. A modificação deste estado de coisas vale bem “o sacrificio” (ideologico) do “salario minimo” !

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  16. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Março, 2008 23:13

    Caro L Pedro Machado o que é verdadeiramente mínimo e rígido é o limite abaixo do qual não se pagam as dívidas! É claro que um trabalhador se não tiver esse problema,isto é, ganhar acima do que necessita, estará sempre disposto a mudar para mais perto de casa e com certo cuidado, para um trabalho que o favoreça profissional e socialmente.

    Mas o ponto é que a questão é colocada como se o salário mais baixo fosse sempre o salário melhor!E não é!

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  17. Desconhecida's avatar
    15 Março, 2008 23:20

    «Mas o ponto é que a questão é colocada como se o salário mais baixo fosse sempre o salário melhor!»

    Onde é que você foi buscar essa ideia?! Não, o ponto do post não é esse.

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  18. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    15 Março, 2008 23:25

    “… como se o salário mais baixo fosse sempre o salário melhor!E não é!”

    Claro que o salario mais elevado é sempre o salario melhor !

    Mas não deve ser o Estado a decidir qual é o “salario minimo”. A não ser que se considere que o modelo da fixação administrativa dos preços na economia (neste caso, de uma parte porventura importante dos recursos de mão-de-obra disponiveis) é preferivel ao mecanismo descentralizado do mercado !…

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  19. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Março, 2008 23:25

    São estes os famosos cientistas que prevêm um aquecimento global, nas próximas décadas mas que não conseguem sequer prever o tempo que fará nos próximos 3 meses?

    NOAA forecasters are calling for above-average temperatures over most of the country and a continuation of drier-than-average conditions across already drought-stricken parts of the Southwest and Southeast in its winter outlook for the United States, announced at the 2007-2008 Winter Fuels Outlook Conference in Washington, D.C October 9, 2007″

    Retirado daqui http://www.sciencedaily.com/releases/2007/10/071010131931.htm

    Mas parece que foi ao contrário.

    Coolest Winter Since 2001 For U.S., Globe, According To NOAA Data

    The average temperature across both the contiguous U.S. and the globe during climatological winter (December 2007-February 2008) was the coolest since 2001, according to scientists at NOAA’s National Climatic Data Center in Asheville, N.C. In terms of winter precipitation, Pacific storms, bringing heavy precipitation to large parts of the West, produced high snowpack that will provide welcome runoff this spring.”

    Retirado daqui também http://www.sciencedaily.com/releases/2008/03/080314175834.htm

    Se a Terra não se comporta como os modelos destes senhores, muda-se de planeta para que os modelos funcionem bem. E que tal Marte? 🙂

    PM Consta que este tipo de notícias, que negam o tal fenómeno tanto propagandeado, não tem repercussões em Portugal. Será que vivemos na Idade Média informativa?

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  20. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Março, 2008 23:27

    Caro Fernando, estou inteiramente de acordo que a rigidez do despedimento tem
    um impacto muito negativo na capacidade de adaptação das empresas ao mercado.
    Não tanto o salário mínimo,que deveria corresponder ao limite que leva o trabalhador a estar motivado para executar aquela tarefa.

    A verdadeira questão passa pela rigidez de adaptação das empresas,que na actual situação,(veja-se o funcionalismo público) não permite sequer o exercício da autoridade de quem chefia.A partir daqui, abre-se a porta a todas as injustiças entre trabalhadores incluindo, não ser possível pagar o mérito!

    Veja-se o que se está a passar com a não aceitação da avaliação por parte dos professores!

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  21. JB's avatar
    15 Março, 2008 23:32

    Mais uma discussão esotérica com o sexo dos anjos.
    Qual a importância do assunto,
    perante a perda do poder de compra do socialista governador do Banco Portugal?

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  22. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Março, 2008 23:38

    O Estado só actua quando a sociedade lhe dá espaço.Se o mercado tivesse fixado os salários acima do mínimo social aceitável,o Estado não teria margem de manobra.Infelizmente,as nossas empresas têm vivido como se fosse possível assentar toda a sua estratégia em baixos salários, o que nos levou á presente situação.

    E como se verificou, essa estratégia não foi saudável para ninguem.

    Não podemos colocar a questão do salário mínimo como se tratasse de uma questão que só diz respeito a uma das partes.A empresa! Viabilizar as empresas com salários mínimos, ou abaixo disso,é uma boa estratégia empresarial? Não é!

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  23. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    15 Março, 2008 23:49

    Claro que é!Só será possível a troca expontânea de emprego se todos estiverem dispostos a baixar o salário.Se ficarem todos a ganhar nem sequer podemos falar de salário mínimo!Só podemos falar do salário que cada trabalhador considera suficiente.

    Se eu tiver o salário mínimo perto de casa, sem transportes e sem horas perdidas,este salário pode ser para mim o melhor salário, apesar de poder ter,em termos líquidos, um salário mais alto longe de casa!

    O problema é se o salário mínimo não é suficiente!

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  24. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    15 Março, 2008 23:53

    Caro Luis Moreira,

    “… estou inteiramente de acordo que a rigidez do despedimento tem
    um impacto muito negativo na capacidade de adaptação das empresas ao mercado.”

    Então estamos de acordo quanto ao essencial !

    “Não tanto o salário mínimo,que deveria corresponder ao limite que leva o trabalhador a estar motivado para executar aquela tarefa.”

    Também acho que o “salario minimo” não é o pior dos factores de rigidez. Sobretudo em economias mais desenvolvidas e sem problemas sérios de desemprego.

    Mas, e aqui ha uma pequena diferença entre os nossos pontos de vista, não considero que tenha os efeitos positivos que muitas vezes se lhe atribui. Admito ser conveniente que o Estado procure tutelar os interesses de certas categorias de pessoas social e psicologicamente mais frageis e sugeitas a pressões ilegitimas dos empregadores. Que levam, nomeadamente, mas não apenas, ao pagamento de salarios muito baixos. Mas para mim isso faz-se não através de uma medida geral de fixação de um “salario minimo” mas antes através da acção de fiscalização do Estado no sentido de serem respeitados os direitos dos individuos.

    “veja-se o funcionalismo público) não permite sequer o exercício da autoridade de quem chefia.A partir daqui, abre-se a porta a todas as injustiças entre trabalhadores incluindo, não ser possível pagar o mérito!”

    Também concordo com a aplicação da remuneração pelo mérito na função publica. Incluindo a avaliação dos professores. Não sou apoiante do governo PS mas não posso estar do lado ou fechar os olhos ao caracter corporativo do actual protesto dos professores contra a avaliação (dizem que são contra a avaliação proposta pelo governo mas a mim parece-me antes que são contra qualquer avaliação).

    Dito isto, não tenho grandes ilusões quanto à simples melhoria de métodos nas administrações burocraticas. Penso que é necessaria a redução do peso da administração publica. Penso que o mercado e o sector privado podem fazer melhor e mais barato muito do que é ainda competencia das administrações. Mas isto é uma outra conversa !…

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  25. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Março, 2008 00:15

    “Infelizmente,as nossas empresas têm vivido como se fosse possível assentar toda a sua estratégia em baixos salários, o que nos levou á presente situação.
    E como se verificou, essa estratégia não foi saudável para ninguem.”

    Mas tudo isso apesar da existencia de um “salario minimo” !!!….

    De resto, nada nos garante que a hipotética inexistencia de um “salario minimo” teria permitido uma estratégia de salarios ainda mais baixos !

    Antes pelo contrario. O “salario minimo” faz parte do conjunto de factores institucionais de rigidez do mercado de trabalho contribuem para a excessiva prudencia das politicas salariais de muitas empresas !

    E penso que neste tipo de debate convém não perder de vista que a principal explicação para os baixos salarios portugueses é a falta de competividade e a baixa produtividade da nossa economia !!

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  26. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Março, 2008 00:16

    “… factores institucionais de rigidez do mercado de trabalho que contribuem …”

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  27. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    16 Março, 2008 00:26

    Caro Fernando

    Estamos inteiramente de acordo!Trabalhei toda a vida no sector privado e cinco anos na administração pública (91/96).Sei bem qual é a diferença!

    Como nota final, queria só salientar, que quando o JM introduz a distância e o respectivo ganho económico em transportes,deixa o conceito “salário” e passa ao conceito “rendimento” que são, como se sabe, duas coisas distintas!

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  28. Desconhecida's avatar
    virtue permalink
    16 Março, 2008 00:43

    mas ha aqui alguem que ganhe o salario minimo? que tenha falado com alguem que aufira o sm? ou isto é complicado demais para eles entenderem e demasiado importante para decidirem?

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  29. Desconhecida's avatar
    observador DOP permalink
    16 Março, 2008 01:21

    Caro João,

    Misturar o salário com os gastos em fatos, transportes, etc é de rir!

    já agora porque não aplica a fortunas? O Amorim, pelos vistos, viaja em classe económica, e muito gestor/feitor em executiva. Será que querem trocar?

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  30. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Março, 2008 01:26

    Caro Luis Moreira,

    Eu também não sou um “liberal” meramente “doutrinario”. Reconheço que a realidade das nossas sociedades é forçosamente complexa e que o modelo liberal “puro” (se é que existe !…), nomeadamente no que se refere à economia, está longe de poder ser aceite e aplicado como muitos de nós desejariam. Sou dos que pensam que o mais importante é a tendencia : cada vez mais mercado e maior liberdade ! O ritmo da liberalização dependerá sobretudo do que for sendo possivel fazer em termos da evolução das mentalidades e das configurações politicas. Até ver o “liberalismo doutrinal” (no qual me reconheço sem reservas) continua, e continuará ainda por muito tempo, a ser politicamente minoritario. O que, até paradoxalmente, não impede que alguns dos valores e das praticas liberais possam integrar cada vez mais o que é o “fundamento adquirido” das sociedades modernas. Eu sei que alguns dos “liberais” mais “doutrinarios” discordam e consideram precisamente o contrario. Mas pense-se apenas o quanto a ideia e a realidade quotidiana de uma economia capitalista de mercado, por mais intervencionada que ainda seja, já é aceite, mesmo com alguma relutancia e prudencia nas palavras, pela generalidade das pessoas e dos sectores politicos !… De qualquer modo, para mim é liquido que, para continuarem e aumentar a sua influencia, os “liberais” terão de continuar a aliar-se politicamente a outros sectores politicos (“conservadores”, “democrata-cristãos”, “sociais-democratas liberais”, etc). Acontece que não há alianças que se façam sem compromissos. Dai que seja importante definir o que é essencial e viável e ceder quanto ao acessorio e ainda não evidente. Por exemplo, e voltando ao assunto da nossa conversa, admito que seja bastante dificil conseguir nas nossas sociedades o desaparecimento de um “salario minimo”. E até de um “rendimento minimo” (pago pelo Estado). Estes e outros factores ditos de “protecção social” deverão continuar a vigorar. Em contrapartida, uma maior flexibilização do mercado de trabalho é algo de indispensavel à melhoria das performances produtivas das economias. Mesmo que passe, como na Dinamarca e noutros paises considerados mais liberais, por uma espécie de “fléxisegurança” !

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  31. Desconhecida's avatar
    Zenóbio permalink
    16 Março, 2008 02:56

    João Miranda,

    Em vez de brincar às teorizações sobre a desgraça alheia, porque não tenta viver na pele dum infeliz que ganha o salário mínimo?
    Vai ver que lhe acaba a verborreia bafienta e supostamente com piada. Com todo o respeito, já não há pachorra para as suas brincadeiras.

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  32. rodasnepervil's avatar
    16 Março, 2008 08:06

    Ninguém entende as parvoíces que por aqui abundam nem as “análises” que fazem à miséria nacional.
    Se calhar, estão todos doidos.

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  33. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    16 Março, 2008 09:37

    “Ninguém entende as parvoíces que por aqui abundam nem as “análises” que fazem à miséria nacional.
    Se calhar, estão todos doidos.”

    VARRIDOS!

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  34. tina's avatar
    16 Março, 2008 10:41

    Anti-Comuna,
    Eu também já tinha comentado o rigor dos modelos climáticos noutro post. É na verdade espantoso como a informação local é tão tacanha e não debate este assunto. São jornalistas sem qualquer formação científica e só se atrevem a falar quando já faz parte do domínio público.

    PS Se não se importa, publiquei este seu comentário no meu blog para registo

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  35. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Março, 2008 13:29

    Eu também quero ir à Disneylândia.

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  36. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    16 Março, 2008 13:43

    Zenóbio 16 Março, 2008 às 2:56 am:
    Em vez de brincar às teorizações sobre a desgraça alheia, porque não tenta viver na pele dum infeliz que ganha o salário mínimo?

    Na pele de qual “infeliz” em particular? Na pele do chefe de família, com 5 filhos menores e mulher desempregada e doente e a viver em casa arrendada? Ou na do adolescente sem habilitações nem desejo de as obter, a viver com os pais de classe média que lhe compram as roupas, o alimentam e lhe pagam o seguro e o combustível do carro que lhe ofereceram?

    Por acaso os “infelizes” que ganham o salário mínimo estão todos nas mesmas circunstâncias, necessitam do mesmo valor mínimo para “viver” e dependem do Estado para decidir qual é esse valor mínimo?

    O Estado decidir administrativamente qual é o “mínimo que cada um deve ganhar para viver condignamente”, sem tomar em consideração a situação particular de cada um, é (usando os exemplos acima referidos) impedir que o adolescente consiga arranjar trabalho e que o salário mínimo seja completamente irrelevante para o chefe de família.

    Não deve o salário reflectir a contribuição do trabalho de cada um para o valor da produção da empresa para que trabalha? Não deve o valor desse salário ser acordado livremente por quem conhece a situação em particular e pode aferir da remuneração mais adequada para ambas as partes, quem paga e quem recebe? Não deve o empregador decidir livremente quanto vale para si a contribuição daquele trabalhador em particular? E não deve o trabalhador poder decidir livremente se o que lhe é oferecido é suficiente para as suas necessidades?

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  37. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    16 Março, 2008 13:57

    “E não deve o trabalhador poder decidir livremente se o que lhe é oferecido é suficiente para as suas necessidades?”

    Que grande brincalhão!…

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  38. Desconhecida's avatar
    16 Março, 2008 14:55

    “a situação particular de cada um, é (usando os exemplos acima referidos) impedir que o adolescente consiga arranjar trabalho ”

    No paquistão por exemplo(essa grande economia liberal), as crianças trabalham o mesmo que um adulto mas são menos remuneradas pois como sabemos os rebuçados e autocolantes não são assim tão caros.

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  39. Desconhecida's avatar
    16 Março, 2008 16:06

    Senhor João Miranda: o senhor parece um robot.A análise que faz dos fenómenos sociais reduz-se a isto:números…números…dinheiro…dinheiro…
    Olha que há pessoas à sua volta.

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  40. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    16 Março, 2008 16:18

    Que pena os capitalistas não poderem despedir os piolhosos indígenas para os poderem substituir por uns muito mais baratinhos deixando o resto da despesa para o estado social.
    A malta que defende os “direitos” da s massas trabalhadoras tem no geral em casa uma ilegal sem “direitos” mas clama por “legalizações”, nacionalizações” e diz que os indígenas são uns madraços e uns mal agradecidos.A cada um segundo as suas necessidades deixando aos outros , principalmente áqueles que se não querem dexar “avaliar” ou que não gostam da “avaliação” o dever de “solidariedade social” com o “mundo”.Fazendo portanto buracos e rombos na estrutura da mais velha nação da europa, até a colocarem no ponto de rebuçado em que está hoje onse segundo dizem “se vive muito bem…”Pois a malta está é necessitada dum com os tomates pretos mas é para começar a cortar cabeças por cima…

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  41. essagora's avatar
    essagora permalink
    16 Março, 2008 16:22

    Vítor Amado,
    essa é uma lenga-lenga que eu nunca compreenderei.

    Acaso os números não se traduzem em pessoas?

    Se falarmos de 100.000 desempregados, é um número ou são pessoas?
    Se falarmos em 500€, é um salário ou é dinheiro com que a pessoa que o ganha se pode governar?

    Em que medida é que tentar aproximar os números do valor óptimo, com o consequente impacto (óptimo) na vida das pessoas associadas a esses números pode ser considerado frio, calculista, desumano?

    Deveríamos talvez utilizar a linguagem poética para falar de economia, sociologia e política. Nunca ninguém faria nada nesta vida, por se andar por aí nos corredores de cabeça baixa a descodificar a linguagem dos interlocutores, nas os Vítores Amados desta vida talvez se sentissem mais confortáveis com isso.

    Não me entra na cabeça, sinceramente.

    Eu sinto-me tentado a dizer que quem critica a linguagem dos números é porque está centrado única e exclusivamente no seu umbigo, e que se lixem todos os outros. Mas admito que isso pode ser injusto.

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  42. Desconhecida's avatar
    Ass-all-ariado permalink
    16 Março, 2008 17:25

    Depois de ler tanta “treta” sobre o salário mínimo, penso que, o que é mesmo necessário estipular, é o “salário máximo”. Este sim, num país mal trajado, de “fundilhos” nas calças, sapatos “cambados” e de solas rotas… são problema os muitos (demasiados) salários “gordos” e não merecidos por aí distribuídos e, não os “magros” por quem, porventura, é mais esforçado.
    Deixemo-nos de tretas… concentremo-nos no essencial.

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  43. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Março, 2008 18:05

    Ja agora que o Estado fixe também o “salario médio” e a respectiva distribuição !!… Ficariamos servidos de uma vez por todas !!…

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  44. Desconhecida's avatar
    Bonafides permalink
    16 Março, 2008 18:12

    Este João Miranda está prestes a entrar para o anedotário nacional.

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  45. JLS's avatar
    16 Março, 2008 18:30

    Este tipo de mecanismo de justiça social pode trazer injustiças. É bonito identifica-las, mas vendo a ‘big picture’, é necessário averiguar se essas injustiças não são uma mero risco, menor, de uma justiça mais alargada.

    Mas repare, João, o salário mínimo nem é assim tão elevado. Se fosse, sei lá, o dobro do que é agora, ainda compreenderia que este risco fosse digno de ter em conta. Mas no valor em que o SMN está actualmente… não me parece, de todo. Ainda por cima um emprego que pague o SMN também não é um emprego que exija grandes aptidões… normalmente nenhumas em especial.

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  46. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    16 Março, 2008 18:34

    O que se passou em Portugal nos últimos anos no que concerne á distribuição do rendimento em nada abona as teorias liberais.Com pena o digo!

    Na apresentação, pela revista Forbes, dos 100 mais ricos, o apresentador dizia com o máximo dos gozos que nunca houve um tempo com tantos milionários.

    Não é essa a minha concepção de uma sociedade mais livre, mais solidária e mais liberal!

    A verdade é que há muita gente que acha que ser liberal é acreditar numa sociedade de “todos ao monte” e que ganhe o mais forte!

    Um mercado de trabalho mais flexivel em paralelo com uma consistente segurança social é um caminho viável,justo e seguro!

    A não ser que o dinheiro que não se dá em salários ao trabalhador da fábrica se dê em honorários aos seguranças pessoais!

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  47. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    16 Março, 2008 18:53

    39. Pi-Erre 16 Março, 2008 às 1:57 pm:
    “E não deve o trabalhador poder decidir livremente se o que lhe é oferecido é suficiente para as suas necessidades?”
    Que grande brincalhão!…

    O Pi-Erre nunca recusou uma proposta de trabalho por lhe oferecerem menos do que considerava justo? Eu já.

    É que posso ser brincalhão mas não sou paternalista ao ponto de acreditar que os “coitadinhos dos trabalhadores menos qualificados” necessitam que seja eu ou o Estado a decidir quanto é que eles necessitam para viverem condignamente.

    44. Ass-all-ariado 16 Março, 2008 às 5:25 pm:
    Depois de ler tanta “treta” sobre o salário mínimo, penso que, o que é mesmo necessário estipular, é o “salário máximo”.
    As prioridades do Governo são, depois de garantir que qualquer mulher que engravide pode abortar a expensas do Estado, decidir que raças de cães podem existir em Portugal e onde se pode ou não colocar piercings.
    Quando esses assuntos de suprema importância estiverem arrumados, passam para a côr com que cada um pode pintar o cabelo, quanto açucar se pode pôr no café, a quantidade máxima de batatas fritas que os restaurante pode servir em cada dose, o comprimento das saias, quantas pessoas cada empresa terá que contratar, o número máximo de participantes nas manifestações contra o Governo, a percentagem mínima de notícias em cada jornal (incluíndo “A Bola” e o “Record”) sobre os sucessos do Governo, etc., etc., etc.

    Nunca chegará à matéria “essencial” que refere. Felizmente mas pelas razões erradas. Ou julga que estes governantes têem intenção de viver sempre só da política?

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  48. Desconhecida's avatar
    Dies Illa permalink
    16 Março, 2008 19:53

    Não vale a pena. o sr. João Miranda só consegue ver o mundo em termos de números, de prejuízo/benefício, de estatísticas e de fórmulas matemáticas.

    Da Ópera ao Ensino, passando por quase todos os planos da actividade humana a conversa é sempre a mesma.

    Será que o homem quando quer dar uma queca também faz pensa nos lucros, prejuízos e produtividade?

    Que aridez de pensamento, que tristeza de vida e de horizontes as deste homem.

    Não passa de uma medíocre figura.

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  49. Desconhecida's avatar
    free tibet permalink
    16 Março, 2008 20:26

    porque é que dos liberais, grandes paladinos da liberdade, nem uma palavra sobre o que se passou no tibete? Isto fica-se pelo ordenado mínimo não é?

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  50. Pedro Fontela's avatar
    16 Março, 2008 21:08

    Uma pergunta: Quanto é que o JM ganha? Pois é…

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  51. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    16 Março, 2008 21:11

    “É que posso ser brincalhão mas não sou paternalista ao ponto de acreditar que os “coitadinhos dos trabalhadores menos qualificados” necessitam que seja eu ou o Estado a decidir quanto é que eles necessitam para viverem condignamente.”

    Quanto é que as pessoas necessitam para viverem condignamente? Foi mais ou menos esta a pergunta que um jornalista fez ao magnata dos automóveis Henry Ford já lá vão quase 100 anos. A resposta imediata, clara, concisa e precisa de Henry Ford foi a seguinte:
    – Apenas um bocadinho mais.

    Para bom entendedor…

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  52. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Março, 2008 21:15

    LPedroMachado “O que o JM quer dizer é que há gente, por exemplo, que ganha o salário mínimo longe de casa e não se importaria de trocar por um emprego ligeiramente menos remunerado mas mais perto de casa. Ao fim do mês, o trabalhador ganharia com a troca. Mas a imposição do salário mínimo impede essa troca. Nestes casos, a imposição do salário mínimo prejudica quem os aufere.”

    ????
    De que lhe serve mudar de emprego para poupar uns tostões, se ficar a ganhar menos à mesma ? Ao fim de um mês o trabalhador não ganharia nada, pois o que poupa nos transportes , vai receber a menos no salário mais baixo ainda que o salário minimo.

    À gente que devia ganhar o ordenado minimo mesmo, para ver como fazer contas

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  53. Desconhecida's avatar
    Traquer permalink
    16 Março, 2008 21:43

    (Nao podiam abrir a janela para arejar um bocado isto por aqui? É que é sempre a mesma coisa e já começa a criar fungos….)

    E para a semana o JM vai voltar à OPA sobre a PT, à questão do BCP, à guerra dos professores, tudo isto, claro está, antes da chegada do Verão, com a sua solução para o fim dos incêndios florestais!

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  54. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Março, 2008 21:44

    Esta coisa do salário minímo é muito bonito quando a economia anda bem , mas passa a perjudicar o trabalhador desempregado em tempo de vacas magras. Por exemplo , uma pequena ou média empresa ( que são a maioria) , até precisava de mais um trabalhador , mas lá se amanha com os que já tem , porque pura e simplesmente não suporta mais um encargo ( salário minimo , médico do trabalho , segurança social , formação e mais uma serie de tretas que significa hoje a contratação de um trabalhador).
    E o tempo de vacas magras parece que está aí para ficar…

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  55. Desconhecida's avatar
    Ass-All-Ariado permalink
    16 Março, 2008 21:44

    Caro Joaquim Amado Lopes, gostei da sua réplica… claro que entendo, e muito bem, porque o “salários mínimos”, se aumentados, poderão ser um perigo para a “economia da nação” eh, eh, eh…, enquanto que os “salários máximos”, apesar de envolverem sempre muitos e muitos mais Euros, mesmo que subam em galope desenfreado, não são perigo para ninguém… bem pelo contrário, até é vantajoso que se farta para os tais “de mão beijada”…
    Entretanto, com o continuado crescer destes máximos, injustos e cada vez mais gordos e obscenos salários, mais se “aperta” com os tais “mínimos” e indecentes porque ridículos…
    Não me admirava nada que, num destes dias, se vá trabalhar só para descontar para a “Reforma” e para a “Caixa”… só para não se perder (ou adquirir) direitos… eh,eh,eh… Ou, mesmo, pagando ao empregador só para não passar o vexame de se dizer desempregado e, ao mesmo tempo, encher o “ego” de patriotismo porque, trabalhando de borla, estamos a ajudar a Pátria a… “encher o cú” a uma data de sacanas.
    Também sou apologista do nivelar por cima, mas estando as vacas tão magras assim como nos dizem…
    Temo que a maioria que “anda descalça”, não tarda a assaltar os “bem calçados” para lhe sacarem as botas… as meias, cuecas, etc…
    Ou comem todos ou não há nada para ninguém… é ditado velho e sábio.
    Está lindo ´ta…

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  56. Joana Oliveira's avatar
  57. Desconhecida's avatar
    Rui permalink
    16 Março, 2008 23:05

    «Por exemplo , uma pequena ou média empresa ( que são a maioria) , até precisava de mais um trabalhador , mas lá se amanha com os que já tem , porque pura e simplesmente não suporta mais um encargo ( salário minimo , médico do trabalho , segurança social , formação e mais uma serie de tretas que significa hoje a contratação de um trabalhador)»

    Ora se a empresa está assim, que não suporta mais um salário mínimo, o que faz de melhor é fechar já.
    Não fique à espera que mais um desgraçado mal pago ajude essa empresa a dar lucros para o empresário comprar um Ferrari.

    O que está a dizer é que eu tenho direito a contratar trabalho escravo só para ter lucro?

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  58. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    16 Março, 2008 23:36

    Não é nada disso , Rui. Os que compram Ferraris são os das grandes empresas , aquelas que até conseguem subsidios e patati patata do Estado. São os pequenos industriais ( ceramicas pequenas , quasi artesanais , por exemplo , ou padarias , ou lojas de roupas, ou outros pequenos comercios , que têm picos de produção ou vendas em determinados periodos , tipo fim de semana , ou verão , ou seja o que for), que até metiam mais uma empregada de limpeza , que até precisavam de mais um balconista , mas não podem. É que em vez do Fiat iam começar a andar a pé , ou então , na pior das hipoteses , abrir falência.
    Eu sei do que falo , ok. Não tenho nenhum Ferrari , tenho um chasso com 7 anos e fico feliz se durar mais uns 4 ou 5( e não tenho vergonha nenhuma dele). Mas de uma média de 15 funcionários passei a uma de 11 , e até precisava de 12 , mas não posso pagar. Não posso pagar, porque não ganho.E tenho de pagar os salários dos empregos criados por decreto que nada acrescentam ao que produzo:dispenso funcionários que me fazem falta para pagar ao formador que o estado me exige ,por exemplo.
    Quando pensam em empresas dá-lhes logo para imaginar o Belmiro , mas a realidade é feita de zés e marias como eu.Que contam os tostões.

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  59. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Março, 2008 23:44

    “O que está a dizer é que eu tenho direito a contratar trabalho escravo só para ter lucro?” (…) “Não fique à espera que mais um desgraçado mal pago ajude essa empresa a dar lucros para o empresário comprar um Ferrari.”

    O que o Anonimo esta a dizer é que é preferivel …

    … permitir a uma empresa contratar um desgraçado que não tem trabalho e que aceita esse trabalho …

    … mesmo que seja “mal pago”, e mesmo que isso ajude o “empresario a comprar um Ferrari”, ….

    …. do que deixar o desgraçado continuar sem trabalho e sem nenhuma rendimento !…

    Tudo isto porque “alguém” acha que sabe melhor do que o desgraçado qual é o seu verdadeiro interesse e decidiu que o salario que lhe é proposto não lhe (ao desgraçado) interessa !!…

    E se deixassem os desgraçados decidirem livremente como pessoas adultas o que são ou não são os seus interesses em cada momento e em cada situação concreta ?!….

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  60. Antigamente...'s avatar
    Antigamente... permalink
    17 Março, 2008 00:08

    É que quem não tem assalariados não faz a minima ideia que o único encargo seja o salário. Não é. O que se paga às empresas satélites depende do número de assalariados. O que se paga por trabalhador à segurança social também depende do salário que se lhes paga. Acresce que somos obrigados a subi-los de categoria , e de salário , de tantos em tantos anos , mesmo que , como é natural , com a idade a produtividade vá diminuindo.
    Este esquema vigente foi pensado para uma realidade que já não existe , a começar pela morte aos 60 anos.

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  61. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Março, 2008 00:36

    O liberalismo é muito simples:

    O empregado com salário mínimo é caro? Fácil!!! Não comprem!!!

    Esse tipo aí atrás que, coitadinho, até quer contratar mais gente mas não pode… só quer contratar para ganhar mais. Não contrate!
    Quer ele ganhar mais, impondo que os novos empregados ganhem menos!
    Verdadeiro bom negócio!
    As pessoas até deviam trabalhar para si à borla!

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  62. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    17 Março, 2008 01:09

    Mas nada nem ninguem impede que se contrate um trabalhador em parte time ou avençado, ou mesmo para um determinado período!A questão, está nos direitos adquiridos por trabalhadores que, com a idade, perdem a capacidade produtiva ou que não foram capazes de se adaptarem ás novas tecnologias!

    Sem segurança social como é que se renova o quadro de pessoal? Cada um de nós constituindo seguros,responderia o JM!E quem durante a vida não teve discernimento para constituir seguros privados?

    Não se pode exterminá-los?

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  63. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Março, 2008 02:31

    ” E tenho de pagar os salários dos empregos criados por decreto que nada acrescentam ao que produzo: dispenso funcionários que me fazem falta para pagar ao formador que o estado me exige ,por exemplo. ”

    E que tem os empregados a ver com isso ? Vocé deixa essas coisas acontecerem e mais os seus colegas, e depois quer pagar abaixo do salário minimo ? De certeza que a sua organização de empresários tomou medidas para evitar essas coisas. Se não tomou, quem paga as favas são as pessoas ? Ora, assumam as vossas responsabilidades sociais, e colectivas de sector – sem ser por as pessoas a ganhar menos.

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  64. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Março, 2008 02:53

    Oh , palerminha ( e uso um adjectivo pejorativo porque você me obrigou), os empregados têm a ver com isso, pois o estatuto de empregados depende do empregador , burro ao quadrado. Suponho que nunca empregou ninguém , que nunca arranjou para outrém um posto de trabalho , porque se assim fosse , não cagava de alto. E percebia como o sector tercario rstá a axfixiar aqueles que são verdadeiramente necessa´rios à economia de um país,

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  65. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Março, 2008 03:05

    Foi excelente este post. Deu para perceber que não só são os juristas que cagam leis que estão a milhas do tecido produtivo do pais( coitados, acham eles que todos trabalham para o Amorim e pro Belmiro), mas também a malta que está “empregada”. Receber o salário minimo para voces , até é demais , pois as vossas competências para melhorar a sociedade são minimas.

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  66. rodasnepervil's avatar
    17 Março, 2008 06:59

    De calhar, não li bem o post. Mas, se li bem, o imbecil que o escreveu é parvo.

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  67. rodasnepervil's avatar
    17 Março, 2008 07:01

    Continuo sem aceder – secalhar, fetizmente – aos comentários desta coisa.
    Coisas…

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  68. jcd's avatar
    17 Março, 2008 07:36

    JM

    Margaritas Ante Porcus

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  69. JLS's avatar
    17 Março, 2008 07:36

    «Esta coisa do salário minímo é muito bonito quando a economia anda bem , mas passa a perjudicar o trabalhador desempregado em tempo de vacas magras.»

    Isso só é verdade quando os lucros são privatizados e as perdas socializadas.

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  70. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    17 Março, 2008 09:02

    “Ora, assumam [os empresarios] as vossas responsabilidades sociais, e colectivas de sector – sem ser por as pessoas a ganhar menos.”

    Assim é que é falar !!!

    A quem ,como este, tem uma ideia tão clara e um sentido tão forte do que devem ser as “responsabilidades sociais” dos empresarios …

    … devia-se (o Estado, claro !) requisitar e dar (“fundo perdido”) um pequeno capital inicial com a obrigação de criar uma empresa produtora de bens ou serviços com muitos postos de trabalho (objectivo quantificado fixado à partida) e bem pagos (bem acima do “salario minimo” !) !…

    Se não respeitasse estas “responsabilidades sociais” seria multado … Se falisse … cadeia com ele !…

    Estou certo de que com gente generosa como esta e com uma politica rigorosa e exigente como esta teriamos apenas empresarios sem lucros nem Ferraris e, sobretudo, não teriamos nem desempregados nem empregados mal pagos !!…

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  71. Salazar's avatar
    Salazar permalink
    17 Março, 2008 09:36

    Se soubessem o que custa mandar, obedeceriam toda a vida!

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  72. Romero's avatar
    Romero permalink
    17 Março, 2008 11:07

    Presumo que nenhum dos postadores ganhe o salário mínimo, mem ande a mendigar mais dez euritos ao seu patrão dizendo que a o custo de vida está pela hora da morte. Parece que alguns postadores ainda não perceberam o porquê da criação do salário mínimo nacional.
    Quando foi criado o seu objectivo era existir um salário, que sendo mínimo permitisse a todas as pessoas vivessem com o mínimo de dignidade. Actualmente, o seu valor real não corresponde as necessidades de quem tem que viver com um salário desses.
    Há muitos espíritos liberais que entendem que tudo tem quer ser de iniciativa privada e que do estado não se deveria intrometer no que toca a regras económicas. Quem assim fala concerteza que está a desprezar a mentalidade de muitos dos patrões portugueses (digo patrões. Não digo empresários). Muita da nossa analfabeta classe empresarial se podesse andar com um chicote e dar uma tigela de sopa mal amanhada e uma codêa de pão rijo aos seu trabalhadores, era isso que fariam.
    Os nossos legisladores fizeram e bem ser o estado a impor o salário minimo, senão muitos dos desgraçados deste país seriam ainda mais pobres que aquilo que são.

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  73. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    17 Março, 2008 11:26

    Fernando S Diz: ” devia-se (o Estado, claro !) requisitar e dar (”fundo perdido”) um pequeno capital inicial com a obrigação de criar uma empresa produtora de bens ou serviços com muitos postos de trabalho (objectivo quantificado fixado à partida) e bem pagos (bem acima do “salário mínimo” !)

    Curiosamente, percebi aonde quer chegar, mas a sua argumentação em resposta ao anónimo, perde o significado porque retira a frase do contexto.
    Pelo que percebi, devia era ter respondido a isto :

    ” tenho de pagar os salários dos empregos criados por decreto que nada acrescentam ao que produzo: dispensEI funcionários que me fazem falta, para pagar ao formador que o estado me exige ,por exemplo. ””

    A SER VERDADE, a resposta dada por outro anónimo, tem pertinência, por mais que evitem não responder, curiosamente

    “De certeza que a sua organização de empresários tomou medidas para evitar essas coisas. Se não tomou, quem paga as favas são as pessoas ? “

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  74. Desconhecida's avatar
    google permalink
    17 Março, 2008 11:51

    mais uma vez tenho de admitir que quem posta aqui especialmente os liberais da treta não percebem patavina da realidade laboral. Mercado de trabalho demasiado rígido???? mas se andamos todos (a minha geração) a trabalhar a recibos verdes, sem quaisquer direitos adicionais, horas extra não remuneradas, pressões inqualificáveis e nenhum problema em dispensar-nos passado uns meses afinal de que é que estão a falar?????

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  75. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    17 Março, 2008 11:58

    JMiranda ” O salário mínimo torna o mercado de trabalho mais rígido, o que implica que dois trabalhadores que noutras circunstâncias poderiam trocar de emprego entre si não o fazem. ”

    Curiosamente, o salário minimo não torna o mercado mais rigido. Dizer isto é o mesmo que dizer que o principal item do “mercado” é o salário. O que não é assim.

    Mas vamos tornar o desafio do JMiranda interessante, e pensar que o salário minimo é o / um dos mais importantes factores no mercado (e é para muitos dos empresários portugueses ) e responder nessa perpectiva ::

    Se é o salário minimo que torna o mercado mais rigido, curiosamente é precisamente no sentido oposto.

    Quanto mais baixo for o salário minimo, menos poder de compra existe. Multiplique-se isso por centenas de milhar de pessoas, e percebe-se porque não há poder de compra no portugal.
    Como não há poder de compra no portugal, o que acontece ?

    (isto virá num livro que irei publicar, se tiver tempo, chamado “Economia para tótós”
    Já que o JCD não teve visão, e não quiz debater e fazer a meias, faço eu sozinho. ”

    Dizia, o que acontece por não haver poder de compra ?
    Curiosamente, as pessoas não compram (ou compram pouco).
    Como não compram, grande parte das empresas não vendem. Começam a ter menos lucros.

    O que pensa o tipico empresário no portugal ?
    “Como agora tenho menos lucros, vou empregar pessoas abaixo do salário minimo. “

    O que vai acontecer ? Ora, vai diminuir ainda mais o poder de compra.
    Curiosamente, as tais empresas se estavam em dificuldades, começam a ir uma a uma â falência.
    Sem perceberem, que foram elas que começaram o processo.
    É o que se chama, de cavar a própria sepultura… mas como é a médio prazo, ninguém percebe.

    Depois, começa a crescer o desemprego, e as empresas vendem cada vez menos e menos, querem vender a quem ? Às empresas (que vão escassear), aos ricos ricos (que vão escassear) , e ao Estado eheh.
    Não conseguem vender aos pobres do salário minimo, e a classe média vai indo a caminho de ser pobre porque as empresas vão falindo

    Por outro lado, o estado para evitar (em doses maiores que as normais numa sociedade em que toda a gente ganha bem ou qb) mais rupturas sociais , deliquência, mendicidade e prostituição começa a dar fundos e etc para os desempregados.
    E curiosamente, como vemos pela lógica neo-liberal, acaba tudo por estar na Mão do Estado.
    Empresas , e ex-trabalhadores.
    Bem vindos ao novo neo-comunismo, o que é interessante para quem defende a liberdade.

    Graças a quem ? Ora, às teorias neo-liberais.
    Como já disse anteriormente, nem Stalin pensaria num plano tão perfeito.

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  76. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    17 Março, 2008 14:02

    “Fernando S Diz:…
    Curiosamente, percebi aonde quer chegar,…
    Pelo que percebi, devia era ter respondido a isto :…”

    Então se percebeu aonde eu queria chegar !… não precisa de perguntar por mim para responder por si !!…

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  77. Desconhecida's avatar
    google permalink
    17 Março, 2008 15:28

    “jcd Diz:
    17 Março, 2008 às 7:36 am
    JM

    Margaritas Ante Porcus”

    os piores consideram-se sempre incompreendidos

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  78. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    17 Março, 2008 16:21

    Fernando S Diz:
    “Curiosamente, percebi aonde quer chegar,…
    Pelo que percebi, devia era ter respondido a isto :…””

    Curiosamente, eu não disse isso. Convém citar alguém, pelo menos a mim, sem cortar frases essenciais. O que eu disse foi :
    “Curiosamente, percebi aonde quer chegar, mas a sua argumentação em resposta ao anónimo, perde o significado porque retira a frase do contexto. Pelo que percebi, devia era ter respondido a isto :… ”

    Ou seja, é completamente diferente.

    Fernando S Diz: ” Então se percebeu aonde eu queria chegar !… não precisa de perguntar por mim para responder por si !!… ”

    Curiosamente, volta a fazer o mesmo. Por isso, basta-me repetir o que já disse “Curiosamente, percebi aonde quer chegar, mas a sua argumentação em resposta ao anónimo [e agora a mim], perde o significado porque retira a[s] frase[s] do contexto. “

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  79. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    17 Março, 2008 17:12

    [8] JoãoMiranda Diz:
    ” Num mercado flexível:
    – os trabalhadores não têm que se conhecer
    – a troca pode ser indirecta
    os patrões não precisam de concordar ”

    JMiranda, se os trabalhadores não se conhecem e os patrões não precisam de concordar, quem é que faz a “troca “? Curiosamente, e excluindo partes, só resta o Estado.

    Curiosamente, as teorias neo-liberais acabam por colocar sempre tudo nas mãos do Estado.
    Mas dizem-se anti-comunistas, e alguns deles, até “doutrinários!”

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  80. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    17 Março, 2008 18:29

    Curiosamente,

    Não vale a pena estarmos a desconversar !…

    Voce não é estupido nenhum e percebeu perfeitamente “aonde procurei chegar” : criticar a ideia, que voce mostrou perfilhar, de que os empresarios teriam “responsabilidades sociais” que os deveriam levar, entre outras coisas, a contratar trabalhadores com salarios e condições mais favoraveis do que as que ele considera compativeis com o seu negocio, e a aceitar suportar alegremente os custos de acções inuteis (caso da dita formação) imaginadas pelo Estado e outras instituições parasitas (incluindo, no caso da formação, algumas organizações sindicais ligadas ao meio empresarial).

    A unica responsabilidade “social” dos empresarios na gestão dos seus negocios é a de respeitar as leis, mesmo aquelas que consideram serem inapropriadas. Os empresarios não são centros “sociais” de emprego nem instituições de solidariedade. Outros, Estado e particulares, devem e podem desempenhar esse papel, se assim os cidadãos desejarem, e dentros dos meios que tiverem sido mobilizados para o efeito. Incluindo com os impostos obrigatorios e as contribuições voluntarias que voce, eu e o nosso empresario pagarem ou quiserem dar.

    A circunstancia de os empresarios procurarem ter lucros, e procurarem maximiza-los, é algo de perfeitamente natural ; é mesmo a primeira e principal razão da actividade empresarial. Sem lucros ninguém se daria ao trabalho e correria o risco de investir recursos numa actividade empresarial. Também é perfeitamente logico que os empresarios procurem evitar e sair de situações de potencial prejuizo quando gastam em mão-de-obra mais do que as condições da actividade e do mercado permitem e quando o Estado sobrecarrega as empresas com encargos suplementares e de utilidade muito duvidosa. Foi o que o Anonimo empresario procurou explicar. Disse algo de muito simples : se não fossem as imposições de “salarios minimos” e outros gastos não justificados pela propria actividade, ele, e muitos outros empresarios como ele, poderiam criar mais postos de trabalho, produzir mais, pagar mais salarios e fornecedores, lançar mais dinheiro na economia !

    O tipo de soluções que o Curiosamente e outros aqui teem defendido, uma forte intervenção do Estado no mercado de trabalho, a sobrecarga fiscal das empresas para financiar muitas actividades inuteis e improdutivas do Estado, a atitude anti-empresas (aqui tão bem mostrada por alguns comentadores), etc, etc, são actualmente altamente responsaveis pelo insuficiente crescimento da economia, pelo desemprego elevado, pelo baixo poder de compra médio da população portuguesa (exactamente : se não fosse uma certa pseudo “defesa dos interesses dos trabalhadores” Portugal poderia ser um pais mais rico e com niveis de salarios mais elevados !!).

    Mais !… Essas soluções, levadas ainda mais longe, já foram experimentadas historicamente em muitos e muitos paises socialistas e comunistas e levaram aos falhanços e ao colapsos que se sabe !!

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  81. Desconhecida's avatar
    google permalink
    17 Março, 2008 20:29

    que tipo de riqueza e para quem é criada num país sem “defesa dos interesses dos trabalhadores”?

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  82. Desconhecida's avatar
    Pilin-tra permalink
    17 Março, 2008 21:42

    O Google tem toda a razão… se a nossa desgraçada juventude já é obrigada a trabalhar de sol a sol e ao preço da uva mijona (a recibos verdes), sem direitos, tais como baixas por doença, férias ou subsídios de férias e natal, etc, etc… não se entende que o patronato continue “a chorar” por mais abertura ao (des)emprego.
    Se os “patrões” abandonassem a confirmada, mui instalada e corrente economia paralela… talvez passassem a apresentar resultados mais interessantes… e, estatisticamente, apresentariam a verdade produtiva dos trabalhadores “tugas”… pois é!
    O “outro”, lá sabia porque foi para a China dizer que aqui é que éramos baratinhos… ele sabia bem do que falava, claro.
    Que se acautelem os “merceeiros” cá do burgo… daqui a pouco, já ninguém compra nada a ninguém… o “pilim” está, além de magro, escasseando por demais.

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  83. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    17 Março, 2008 23:32

    Fernando S Diz:
    17 Março, 2008 às 6:29 pm

    Eu não estou a desconversar, e obrigado por reconhecer que não sou estupido nenhum.
    Em frente.

    Curiosamente, colocou na minha boca coisas que eu não disse, fala de coisas que nem sequer foram faladas, mas curiosamente continua a não responder ao tal anónimo, pelo que volto a colocar o post 74

    ”” tenho de pagar os salários dos empregos criados por decreto que nada acrescentam ao que produzo:
    dispensEI funcionários que me fazem falta, para pagar ao formador que o estado me exige, por exemplo. ””

    A SER VERDADE, a resposta dada por outro anónimo tem pertinência, por mais que evitem não responder, curiosamente

    “De certeza que a sua organização de empresários tomou medidas para evitar essas coisas. Se não tomou, quem paga as favas [pagando ordenados mais baixos] são as pessoas ?“

    Foram várias tentativas para que alguém respondesse a esta questão, fosse o Fernando fosse quem fosse.

    Como tal, sou levado a pensar que cada vez que sai uma lei que empresários não concordam, em vez de algum modo a evitarem, pedem para diminuir os ordenados.
    Não é uma atitude empresarial, principalmente pelo exposto no meu comentário 76.

    Tais empresários irão falir como provado nesse comentário.

    E os trabalhadores não podem ser responsabilizados se os ditos empresários de um determinado sector e suas organizações empresáriais não sabem no fundo, defender os seus interesses e deixam sair leis contra as suas / vossas actividades.

    Mas isto sou eu, que já trabalhei em coisas relacionadas, ehhe (evitar más leis, etc, ).

    Portanto, a responsabilidade É desses empresários e das suas más organizações empresarias, porque logo que uma alegada lei anti-empresa está para ser posta em prática pensam IMEDIATAMENTE (quem paga sempre é o mexilhão) :
    “Se essa lei for posta em prática, prontos, baixo os ordenados dos gajos “

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  84. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    17 Março, 2008 23:42

    E evidentemente que não sou comunista, pois até tenho demonstrado que grande parte do pensamento neo-liberal leva ao comunismo. Ou, a um neo-comunismo.

    Repare-se:

    Se se substituir nesses exemplos dados, a palavra “ferrari” pela palavra “interesses do partido”, curiosamente a choradeira é a mesma.
    Pagar mal, e desculpas para tal.

    Uns pagam mal “para bem do partido ou da classe operária” ou equivalente.
    Outros pagam mal “para que as empresas tenham lucro e possam comprar ferraris e é a liberdade de comprar ferraris”.
    Em ambos os casos, curiosamente, acaba tudo paupérrimo, e apenas os “empresários” ou os “dirigentes” com direito a carrinho. O resto “pobrezinho”.
    Qual a diferença ?
    Nenhuma.

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  85. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Março, 2008 00:56

    Curiosamente,

    Eu não tenho mesmo nada que responder ao tal Anonimo !

    Se ele acha, e pelos vistos voce também, que a responsabilidade pelas consequencias negativas de uma lei da Republica,… que, das duas uma, ou implica o despedimento de trabalhadores, ou conduz à inevitavel falencia das empresas,… que essa responsabilidade … não é de quem faz e implementa as leis erradas (supõe-se que os legisladores e o aparelho do Estado) … mas sim … das empresas e das suas organizações representativas por não terem conseguido evitar a “saida” da dita lei (?!… ; deve ser mesmo trabalho de especialistas !…) !!!…

    Se é assim, então não tenho mesmo mais nada a acrescentar e, com o devido respeito, parece-me que quanto a este assunto estamos conversados !!…

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  86. Desconhecida's avatar
    Curiosamente permalink
    18 Março, 2008 14:38

    Fernando S, desta vez diz claramente que não quer responder. “No problemo” , viva a liberdade. Mas o ponto era que fez vários comentários a essa pergunta e não respondia de facto. Nem o Fernando nem ninguém, quando a pergunta é muito pertinente pois “aparentemente” faz parte de situações reais.

    Por outro lado e curiosamente, este post continuou bem classificado na lista dos posts mais vistos mesmo após a “renovação automática” , tendo descido de 1 apenas para 3 lugar. Mas agora, deverá ficar de fora, o que inviabiliza um debate mais alongado.

    Pois mesmo comentário (86), levanta certos pontos que são importantes (pelo menos para mim) e que levariam a novas descobertas e mais comentários , mas que falta de tempo minha e o post ir desaparecer, ficará para outra altura.

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  87. Desconhecida's avatar
    anahhhhhh permalink
    12 Novembro, 2008 00:10

    Adorei esse texto muito bom!!!!!!!

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