Medicamentos
Descida dos preços dos medicamentos sem impacto para os doentes
O presidente do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), Vasco Maria, reconheceu ontem que a descida em seis por cento do preço dos medicamentos decretada pelo Ministério da Saúde no início do ano passado praticamente não favoreceu os doentes, mas apenas o Estado.
1. Isto não é estranho se tivermos em conta que o doente em muitos casos paga uma fracção simbólica do preço do medicamento.
2. Afinal o Estado não somos todos nós, o que para variar é excelente. Não se pense é que o desperdício de dinheiros públicos favorece o doente.
3. Estados com políticas agressivas contra as farmacêuticas arriscam-se a ficar com acesso limitado aos medicamentos mais recentes e inovadores.

Os doentes que compram os medicamentos que ficaram mais baratos e que sao os mais vendidos e nao compram aqueles que deixaram de ser comparticipados ou diminuiram as comparticipaçoes, beneficiaram.
E depois se o estado poupou pode gastar melhor noutras coisas.
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“Estados com políticas agressivas contra as farmacêuticas arriscam-se a ficar com acesso limitado aos medicamentos mais recentes e inovadores. ”
As farmaceuticas sem o estado nao sobrevivem. Vivem à custa disso.
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Aliás se a saude devia ser para todos, os estados deviam tomar em maos a investigaçao do medicamento e acabar como negócio privado das farmaceuticas. Acabar com a usura.
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“Estados com políticas agressivas contra as farmacêuticas ”
O que é uma “politica gressiva contra as farmaceuticas”? Por exemplo, o estado só subsidiar/comparticipar os medicamentos que não ultrapassem determinado preço conta como “politica agressiva contra as farmacêuticas”?
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João Miranda,
Sabe quantos medicamentos VERDADEIRAMENTE inovadores aparecem em cada década? A maioria são cópias melhoradas ou apenas productos de marketing.
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««Sabe quantos medicamentos VERDADEIRAMENTE inovadores aparecem em cada década? »»
Os suficientes para salvar ou melhorar milhões de vidas.
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««Por exemplo, o estado só subsidiar/comparticipar os medicamentos que não ultrapassem determinado preço conta como “politica agressiva contra as farmacêuticas”?»»
Um Estado que tenha essa política fica fora do mercado dos medicamentos inovadores. Passa a ser um mercado secundário para esses medicamentos. As farmaceuticas preferem vender primeiro nos estado onde não existam esses limites ou onde os próprios doentes tenham suficiente poder de compra para comprarem esses medicamentos.
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Uma quantidade considerável de medicamentos inovadores não se encontra à venda ao público em Portugal. São medicamentos que só podem ser obtidos nos hospitais.
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“Um Estado que tenha essa política fica fora do mercado dos medicamentos inovadores.”
Mas a minha questão é “mas isso é uma politica agressiva contra as farmaceuticas?” (afinal, penso que as farmaceuticas podem estar melhor numa politica dessas do que se não houver politica nenhuma)
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Portugal é um país que pratica uma política agressiva…
Palavra? O que se sabe é que portugal paga medicamentos sem nenhuma mais valia terapêutica, como se fossem inovadores,paga o desperdício a bem da indústria e nem sequer pode vender medicamentos aos seus doentes,nos hospitais públicos!
No Sistema de Saúde USA é que se pratica uma política agressiva.Grande parte da população não tem acesso a cuidados de saúde o que corresponde a perdas de vendas astronómicas.
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Quando o Estado pagar o que deve à Industria, poderá entao pensar numa mudança de politica concreta, que leve a uma baixa generalizada dos preços, porque o que se passa actualmente é um abuso! Muito se fala em cartelização, mas ainda nao vi ninguem a questionar-se porque é que em 20 medicamentos genericos com a mesma substancia activa, TODOS têm o mesmo PVP, independentemente dos custos de produção serem diferentes.
Mais ainda, JoaoMiranda está à espera de medicamentos inovadores que salvem milhoes de vidas? Pois então espere sentado! Quer um exemplo? No mercado de anti-hipertensores nao tem havido novidades nenhumas pelo menos nos ultimos dez anos. No final deste ano haverá finalmente uma. Prevejo que nao acrescentará nada de novo… Quer salvar milhoes de vidas? Entao defenda uma redução do preço dos medicamentos (quer pela industria, quer pela comparticipação do estado), de maneira a que os indices de adesão à terapeutica aumentem e as doenças crónicas, controlaveis com medicamentos que ja existem hoje, possam ter um menor peso nas taxas de mortalidade.
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Quantas mais doenças mais se ganha.
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Receita por principio activo. Está na altura de começar mesmo a REDUZIR A DESPESA PUBLICA NA SAUDE reabrindo Centros de Saude, Maternidades etc fechadas para sustentar as despesas com remédios de marca etc “á portuguesa”.
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Inglaterra etc, muito mais ricos que nós gerem assim a Saude Publica e não consta que morram mais que em Portugal.
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««Sabe quantos medicamentos VERDADEIRAMENTE inovadores aparecem em cada década? »»
Os suficientes para salvar ou melhorar milhões de vidas.
Quando não se sabe marcar golos, chuta-se para canto. Boa resposta JM.
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1. Em certos países sem qualquer limitação de acesso a medicamentos “inovadores”, estes são totalmente gratuitos. E isto quando a população tem “poder de compra”.
2.?
3. Foi a política agressiva das farmacêuticas que fabricam antiretrovirais o que criou o risco de limitar o seu mercado no Brasil (população sem qualquer poder de compra comparável).
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O JM sabe quantos antibióticos novos surgiram nas últimas décadas? E quantos medicamentos foram desenvolvidos para a disfunção eréctil (bem, há quem os considere “life-saving drugs”)? E já agora, sabe que as grandes farmacêuticas gastam muito mais em marketing do que em R&D?
Mas claro a saúde é um negócio como qualquer outro, em que o cliente pode escolher livremente (se acharmos existe liberdade na escolha entre viver e morrer).
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