Entre marido e mulher, não metas a colher…
Mas, entre noivos e se fores o Fisco…mete a colherada que quiseres! Parece ser este o lema, segundo a bizarra notícia que li no Público e que as televisões aproveitaram e desenvolveram.
Já ultrapassamos o limiar da “ditadura fiscal”; caminhamos, a passos largos, para um estado de ridícula histeria fiscal (que nem permite ver, com lucidez, os disparates que se cometem, em homenagem à muitas vezes peregrina e ilusória panaceia do combate à evasão fiscal!)
Na prática, do estado de “ditadura fiscal” passamos, a passos largos, para o ridículo fiscal. O problema é que os dois estados não são contraditórios, antes pelo contrário…
PS.- Mais uma vez, o Fisco parece querer fazer dos contribuintes os seus primeiros funcionários e fiscais….claro está, sem pagar! Não bastaria, com mais eficácia, alargar as despesas dedutíveis a algumas das típicas despesas das bodas?!

E dos enterros, já cobram ?
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O desespero é tanto, entre os cobradores de impostos, já que as receitas estão a crescer muito abaixo do esperado e orçamentado pelo desgoverno, que eles irão usar deste tipo de medidas a torto e a direito.
As receitas fiscais, tome-se nota, estão a crescer muito abaixo do crescimento da despesa corrente do Estado. Cerca de um terço. O que irá gerar uma pressão fiscal, por parte do desgoverno, sobre os agentes económicos, que será uma mera imitação da pressão nazi sobre os seus adversários políticos, na Alemanha de há cerca de 70 anos.
“E o pior ainda está para vir.” O Mentiroso-Moro o disse.
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E diz bem o amigo Piscoiso… e os enterros?! É que não fica nada barato morrer, hoje em dia… tal como nos casamentos, há preços (e caixões) para todos os gostos.
Claro que, neste caso, há uma dificuldade técnica… o contribuinte/utente estará quedo, surdo e mudo, portanto, irá ser pesadamente multado ao não responder. Então, porque não exigir que se compre o funeral bem antes de morrer, para que tudo esteja, devida e fiscalmente, arrumadinho quando o Fisco vier à procura da papelada… Já agora, e para que não falhe mesmo nada, há que organizar, o fatal e certo funeral, logo, logo a seguir ao registo do seu nascimento… eh, eh, eh…
Então em que ficamos?! Não vai sendo tempo para a inserção do tal “chip fiscal”?!… Convirá que seja implantado numa “parte do corpo” bem sensível, para que não escape nada, mas… mesmo nada.
Pena que, agora com esta coisa da proibição dos piercings… lá se vai a ideia do chip p´ró “galho.
Este país está uma “gracinha”…
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Com a invasão do fiscal acabou a evasão fiscal…
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«alargar as despesas dedutíveis»
Actos simples, mesmo que óbvios, não vingam. Possivelmente não proporcionam substância q.b. para extensos preâmbulos legislativos.
Fora piadinhas: alguém me explica porque temos facturas? Faz alguns anos, ia de passagem, em trabalho, pela Itália e pela Alemanha pelo que pretendia guardar todas as facturas das minhas despesas, para futuro reembolso perante a minha empresa. Quando me traziam a conta eu pedia sempre um documento válido para efeitos fiscais e diziam-me, invariavelmente, “este talão da registadora é válido; quer que o agrafe a um papel timbrado da casa?”. Ao fim de algum tempo percebi que nesses dois países não existe a dicotomia “talão da registadora” e factura. E sinceramente também não vejo porque havemos nós de fazer essa diferença. Se tem a identificação da firma e do valor pago é quanto deveria bastar ao fisco. A mim, pelo menos, basta-me.
Agora pretender que os contribuintes sejam delatores fiscais, francamente é descabido. Será que temos mesmo que caminhar para um estado-Stasi, em que metade da população vigia a outra metade?
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Isto não é coisa nova como poderão ver aqui numa notícia de 2006 que diz que isto foi feito em 2005 em Aveiro
http://jn.sapo.pt/2006/06/05/centro/noivos_denunciam_fuga_fisco_negocio_.html
Saliento o parágrafo dos resultados:
Correcções de milhões
As primeiras 20 inspecções à actividade de outros tantos fotógrafos do distrito de Aveiro permitiram correcções, na matéria colectável de 2002, 2003 e 2004, de 1,1 milhões de euros relativos a IRC e IRS e de 229 mil euros respeitantes a IVA, que não haviam sido declarados. Só dois fotógrafos não regularizaram a sua situação voluntariamente, congratula-se fonte das Finanças, em declarações ao JN. Quanto às primeiras 11 inspecções feitas a quintas, levaram a correcções de 784 mil euros relativas a IRC e IRS, mais 138 mil euros a IVA. Ninguém contestou.
É muito dinheiro que eu, “tanso fiscal” tive de pagar por estes senhores.
Outra área onde devia existir mais inspecção é a das “explicações”.
Concordo que se faça isto, não é um incómodo grande responder ao inquérito pois uma pessoa casa-se poucas vezes na vida e há aqui um elevado nível de prestadores de serviços que “não existem fiscalmente”. Conheço vários casos de pessoas que se casaram e os fotógrafos foram escolhidos por passa a palavra não tendo actividade legal pelo que é muito difícil descobri-los sem recorrer aos nubentes. Concordo também com o autor do post quando aventa a hipótese de deduções no IRS como forma de combate
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E nos baptizados? E nos aniversário dos 50 anos? E nas festas dos filhos? E quando formos jantar fora com amigos e no dia seguinte recebermos uma carta “Esteve no restaurante tal… quem pagou o Barca Velha?”
Bahhhhhh um grande bahhhhh para estas práticas fascistas, deste e doutros governos, mas… e a “culpa” disto? Solteira como sempre? Não! Ela é minha, e é nossa!
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A culpa é da ganância deste Estado voraz!Nada lhe chega !Como se diz aqui acima a despesa é sempre maior e cresce mais depressa que as receitas.Solução? Atacar o freguês! É um circulo vicioso do qual só saímos se o Estado for emagrecido, ficar mais pequeno,mais responsável!
Mas que se esperava deste PS centralizador ?
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Número de desempregados registados caiu 11,6%. Alegrem-se.
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Registados,disse bem!
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Eu acho que um cobrador de impostos deve ter ido a um casamento de emigrantes aqui no minho e deve-lhe ter feito confusão quando o padrinho andava pelas mesas a pedir o bónus com frapê do champanhe e reparar que cada pessoa dava em média 25 euros e os casamentos chegam a passar as 500 pessoas ( note-se que vai inteirinho para os noivos, pois os casorio é pago pelos pais). É só fazer
as contas e multiplicar pelos casamentos no minho por ano.
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“fazer dos contribuintes os seus primeiros funcionários e fiscais….claro está, sem pagar!”
Logo, menos funcionários públicos, logo menos estado, … , logo é liberal.
Ou não é?
(just joking)
Saudações
Carlos Gonçalves
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Já agora, a propósito de se cumprirem obrigações fiscais: claro que quem presta serviços tem o dever de pagar impostos e o estado o direito de fazer com que os impostos sejam pagos. (Quanto aos métodos isso é outra história.) Mas quem recebe as prendas de casamento também tem o dever de declarar essas verbas para efeitos fiscais, certo? Só para não nos esquecermos e dizermos que só os outros é que fogem ao fisco 😉
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O fisco que cobre iva (21%) sobre todos os pagamentos, levantamentos e transações bancárias. Com isso deixavam-se destas paneleirices não?
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Diz-me com quem casas e dir-te-ei quanto pagas…
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Eu só gostaria de saber – mas creio que o CAA nunca responderá – por que carga de água não tenho acesso a todos os comentários aos posts publicados.
.
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Assim sendo, deverá estar para sair em breve a ilegalização da União de Facto logo seguida da regulamentação sobre o namoro, que deixará de ser permitido por prazos superiores a 6 meses. Qualquer UF ou namoro que ultrapasse os 6 meses será equiparado a casamento, para efeitos fiscais, e tributado por métodos indiciários.
A bem da Nação 😛 (e do TGV e novo aeroporto do engenheireiro sanitário que já controlou o deficit “pela via da despesa”)
2005-03-12
Discurso do Primeiro-Ministro na Tomada de Posse do XVII Governo Constitucional
“Mas quero também deixar claro que este Governo quer honrar os seus compromissos. O que os portugueses esperam do Governo é que seja fiel ao projecto político que recolheu apoio maioritário dos eleitores.”
“Rigor, transparência e verdade têm de ser as palavras-chave no domínio das contas públicas. Rigor, desde logo, na despesa, porque essa é a forma última de garantir a sustentabilidade de longo prazo das contas públicas, de assegurar uma economia competitiva e de garantir o Estado Social.”
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro/Intervencoes/20050312_PM_Int_Posse.htm
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Ena tantos beneméritos! Gostam de pagar as estradas que todos usam, gostam de pagar os hospitais que todos usam, gostam de pagar as escolas que todos usam, mesmos aqueles que nada pagam. Estão aqui estes filantropos para pagar por eles. Ou será que também não pagam e não lhes agrada ver que podem vir a ter que pagar?
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Pêndulo Diz:
25 Março, 2008 às 9:25 am
“Ena tantos beneméritos!”
Se o camarada Pêndulo acha que mais de metade do que se produz em Portugal não chega para o Estado comer e, sobretudo, desperdiçar tem um bom remédio. Deixe de andar pela Net durante as horas de expediente e dedique-se a aumentar a sua produtividade pois assim sempre contribuirá com mais alguns euros para os iluminados donos deste mal frequentado sitio chamado Portugal poderem comer melhor.
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“Camarada” só se for por pertencer à camaradagem dos comentadores do Blasfémias, de resto pouco estou a ver que me faça seu camarada.
Quero também esclarecê-lo sobre as minhas palavras. Não me viu comentar o peso global da carga fiscal na economia portuguesa, nem sequer a sua aplicação pelos governantes. Aqui está em debate a sua distribuição pelos cidadãos, apenas isso. Não gosto que ela incida fortemente sobre os meus rendimentos enquanto outros, que usam as mesmas coisas que eu e auferem rendimentos semelhantes e superiores em nada contribuem tendo eu e outros “tansos fiscais” de suportar a totalidade dos custos.
A terminar pergunto-lhe se o seu comentário aumentou a sua produtividade? Se for o caso posso concluir que o Doe, J é comentador profissional? Quantos mais comentários maior produtividade? Quem lhe paga? Onde me posso candidatar a esse emprego?
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Quanto mais impostos o estado cobrar mais pobres os portugueses ficarão!
E não me venham com o velho chavão : ” se todos pagarem , menos cada um pagará” ; Pois esta é uma cantiga socialista para enganar os cidadãos que começam a perceber que quanto mais o estado cobra mais gasta e mais desperdiça em roubos , corrupção etc.
E não me venham com a velha treta socialista de que “o estado somos todos nós “, porque também não é verdade ! O estado são eles , os socialistas os que mandam e dele se apropriaram , pois governam , fazendo tudo o que querem e lhes apetece sem qualquer limitação de qualquer especie, inclusivamente sem qualquer respeito pela esfera privada das pessoas.
O estado socialista demitiu-se de todas as suas funções excepto de uma : cobrar impostos a torto e a direito e demasiado altos para o tipo de economia que temos.
Os portugueses passaram uma procuração de plenos poderes a estes socialistas ,os quais não têm o menor pejo em utiliza-la ilicitamente pois num estado de direito os cidadãos deveriam ser respeitados pelo poder, que antes de aumentar impostos deveria ver primeiro como é que eles estão a ser gastos .É esta inversão que tem atirado e continua a atirar portugal para o declinio.
Os portugueses deveriam recusar-se a votar nestes partidos que criaram o montro e que pretendem continuar a alimenta-lo atraves da cobraça de cada vez mais impostos.
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Diz o Pêndulo:
“É muito dinheiro que eu, “tanso fiscal” tive de pagar por estes senhores”
Pois, e agora vai deixar de pagar. Muitos parabéns!…
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Campeão:
Estamos a assistir ao triunfo dos porcos.
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Já sabem o que é um estado totalitário? Não?! Então olhem…
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# Pêndulo Diz:
25 Março, 2008 às 10:33 am
“Aqui está em debate a sua distribuição pelos cidadãos, apenas isso. Não gosto que ela incida fortemente sobre os meus rendimentos enquanto outros, que usam as mesmas coisas que eu e auferem rendimentos semelhantes e superiores em nada contribuem tendo eu e outros “tansos fiscais” de suportar a totalidade dos custos.”
Nada disso. O que está em causa é o vale-tudo fiscal implementado sempre com o aplauso dos camaradas que vão a todas… desde que caia nos “outros”.
“A terminar pergunto-lhe se o seu comentário aumentou a sua produtividade? Se for o caso posso concluir que o Doe, J é comentador profissional? Quantos mais comentários maior produtividade? Quem lhe paga? Onde me posso candidatar a esse emprego?”
Os meus comentários diminuem a minha produtividade. E porque trabalho para mim e não por conta de outrem faço-o deliberadamente pois qualquer aumento de minha produtividade ou da minha carga de trabalho apenas se traduzirá num aumento da minha colecta fiscal e quase nada em meu beneficio próprio. Poderá você dizer o mesmo?
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Posso pois. Pode a minha empresa atribuir-me prémio de produtividade. Sobre o qual pago imposto. Se trabalhasse por conta própria, sendo por exemplo fotógrafo de casamentos talvez não pagasse.
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Mesmo com os questionários aos recém-casados, o fisco vai continuar a deixar escapar quem mais foge à tributação nos casamentos: a igreja católica, que, ao abrigo da concordata assinada com a República portuguesa, beneficia de total isenção fiscal sobre rendimentos e bens. Não sei se o Papa tem número de contribuinte, para que os padres possam passar facturas pelo dinheiro que cobram aos noivos, nas cerimónias, mas os defensores da laicidade do Estado aguardam o dia em que o Vaticano possa aparecer na lista de devedores da DGCI.
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Porque razão o ministro das finanças não deixa deduzir no IRS
as despesas de casamento de um filho/a? controlava o gasto do declarante do IRS e controlava os facturadores de casamentos, que fogem aos impostos! tão simples e o ministro das finanças ainda não percebeu?
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