Os Jogos da vergonha *
A China tornou-se o maior exportador mundial. Esse êxito já foi apontado como o exemplo de que basta alguma liberdade económica para se alcançar um patamar político e jurídico equiparado aos melhores exemplos ocidentais.
Erro fatal – confiar que o crescimento económico, por si só, é capaz de tudo mudar, até redimir os crimes contra a liberdade que se foram cometendo, constitui uma ilusão pueril.
A liberdade económica é uma mão cheia de quase-nada se estiver desacompanhada da dignidade da pessoa humana. O liberalismo é um todo indivisível: preterir uma parte em favor da outra é reduzi-lo a uma coisa informe com alguma embalagem mas sem nenhum conteúdo. Esse é o melhor legado da tradição da Liberdade.
A China, embora cada vez mais rica, jaz sob um totalitarismo feroz. O regime chinês reprime os mais ténues sinais de liberdade, da política à religião, desde o direito de constituir família até ao acesso à internet.
Mas se a ditadura chinesa violenta os seus próprios cidadãos é preciso lembrar que esmaga quotidianamente os tibetanos negando-lhes a sua cultura e a sua religião.
O Comité Olímpico Internacional finge que nada de especial acontece. As nações que enchem o verbo em favor dos Direitos Humanos, incluindo Portugal, tentam disfarçar (mal) a sua insuportável conivência com o terror. Não lhes bastou 1936.
A tocha olímpica até vai passar pelo Tibete a caminho de Pequim: será o símbolo ardente da falta de vergonha a que o ideal olímpico chegou.

E eu a pensar que estes jogos na China iam fazer a diferença e a China ia mudar! Afinal querem impor a mudança. Ou seja vai ficar na mesma ou muito pior. A China investiu muito nestes JO. Tiveram de mudar o tempo, o deserto, os ventos. Se a coisa der para o torto e boicotarem os jogos e a China nao ceder, vao ficar muito zangadinhos.
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O maior amigo da China não é O PCP, mas sim os EUA, a “democracia” exemplar a exportar pelo mundo como no Iraque.
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É isso,CAA,nestes tempos tudo se resume ao sacrossanto negócio.Eu dou-te um emprego (nem sempre) e tu dás-me a tua vida!
Alguns chamam a isto liberalismo !
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“liberdade económica é uma mão cheia de quase-nada se estiver desacompanhada da dignidade da pessoa humana”.
É bem ver o princípio reconhecido, depois do contrário ter feito parte da bandeira liberal. Já agora, talvez valha a pena debater os motivos que levaram a abrir os mercados a uma potência que não respeita os Direitos Humanos sem contrapartidas. Não só nada mudou na China, como, pelo contrário, começou a mudar entre nós. Para pior.
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Zé Bonito,
«É bem ver o princípio reconhecido, depois do contrário ter feito parte da bandeira liberal»
Não da minha, não da minha…
E julgo que os liberais que assim o pensam – e são a maioria – laboram num erro enorme que nega a essência do liberalismo.
Na minha opinião, caso não venha a existir uma mudança nessa visão, a teoria liberal vai expiar o caso chinês muitos e muitos anos.
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que hipocrisia em relação a estes jogos…mas vai ser Business as Usual, não se preocupem.
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Posso não concordar com certos usos e costumes da cultura chinesa, porque não fui educado nela. Mas respeito a diferença e o uso desses costumes na sua própria terra. Alguns desses usos até me fazem jeito por cá. Ontem, dia de Páscoa, precisei de uma gaiola para pôr um periquito que me ofereceram. Com o comércio todo fechado nas redondesas, valeu-me uma loja chinesa, que não celebra a vida de Cristo.
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Não perceber que ser liberal é centrar o essencial na liberdade e na dignidade do ser humano,é apenas arrasar obstáculos para se chegar mais rapidamente ao dinheiro.Muito e na mais das vezes pouco limpo.
Esta ideia malífica tem progredido tambem entre nós!
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Isto é relativamente recente e calculo que muitos dos leitores deste blog ainda não conheçam:
“Cheguei ontem ao Nepal, apos dias muito violentos passados no Tibete.Estou muito muito cansada. Um cansaco diferente… estou sem energia. Tenho que comer e descansar, para conseguir por as ideias mais claras e escrever sobre tudo o que aconteceu. Espero que para o Miniscente, Luis, se conseguir.
ee
Mas, agora que posso, tenho que comecar a falar. Devem saber o que se passa no Tibete… O que vos posso dizer eh que tudo eh muito mais violento do que mostram na televisao. Foi muito muito violento. Para os tibetanos vai ser um massacre. Nunca vamos saber quantos morreram ou morrerao. Para nos, alem de violento psicologicamente, foi mais perigoso porque acabou por se saber que fomos os dois (eu e o Miguel) as unicas testemunhas do principio de tudo (no mosteiro de Drepung, onde estavamos no dia 10 de Marco, por acaso).
Ficamos imediatamente controlados pela policia ao ponto de, a caminho para o Nepal, nos dizerem que estavamos presos no hotel. Nunca tinha sentido o que era estar “presa” nao porque tivesse feito alguma coisa mas porque nao queriam que falassemos. O nosso mail e telefone ficaram, tambem, imediatamente controlados e as nossas maquinas fotograficas bem inspeccionadas.
Vimos a maior violencia policial que podem maginar, sobre pessoas desarmadas. Nao vimos ninguem morrer, mas sabemos que muitos dos monges com quem estivemos durante todo o dia 10, morreram depois, nesse mesmo dia. Vai ser um massacre em Lassa. Tudo o que disserem nas noticias de contrario podem acreditar que eh mentira. Ha lugares no mundo onde pessoas morrem por terem opiniao. Nao se passa apenas na distancia da televisao, ou em filmes com actores conhecidos, passa-se na realidade e muito perto de nos.”
Mensagem completa: http://luiscarmelo.blogspot.com/2008/03/em-directo-do-tibete-denncia.html
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Já aí vem o João Miranda dizer que passar fome é muito pior do que levar porrada e ser impedido de falar. E que lindos que são os arranha céus e os néons de Xangai. Isto tudo são os monges a boicotar a longa e gloriosa caminhada da China rumo ao Mercado.
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É extraordinário como aparecem sempre portugueses nos locais mais longíquos nas alturas mais impróprias para contar a história. É a crise.
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“Vimos a maior violencia policial que podem maginar, sobre pessoas desarmadas. Nao vimos ninguem morrer…
O que eu posso “maginar” sobre violência policial inclui a morte.
Mas também não sou especialista em violência.
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Piscoiso,
Não precisa ser especialista para “maginar” até onde pode ir a maior violência policial.
Se incluir a morte, então, diz-se homicídio, assassinato.
Tão só!
E deixe-se de brincar com coisas sérias.
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A culpa é do Bush.
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O que terão os KOSOVARES de diferente em relação aos TIBETANOS, para a união europeia usar duas medidas ? Porque não reconhecer já a independência do Tibete ? Pois… a China não é a Sérvia.
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Os colonialistas vermelhos chineses provam finalmente do que sempre andaram a semear.Os africanos qualquer dia seguem os tibetanos…
Mas aqui deve haver já alguém a determinar “a bondade” destas coisas serem feitas por comunistas em vez de por capitalistas.
De vez em quando aqui, em Portugal, também já me têm dado umas comichões de alergia a tanto internacionalismo que por aí vejo.Prometeram-nos Europa e só vejo àfrica…
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Apenas: Não aos Jogos sem um Tibete Livre.
Mas todos sabemos que não vai ser assim.
Cumprimentos.
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Ó Leite, a violência policial, que dê em morte, não é necessariamente homicídio.
Frequentemente é acidente, ou dano colateral.
Ou está a chamar assassinos aos americanos no Iraque ?
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Uma verdadeira Blasfémia. É o poder do vil metal, sem cura possível no que diz respeito há humanidade.
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“A culpa é do Bush.”
Do Bush?! Não, claro que não. Já se provou que o tipo é inimputável.
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Bem, se nos lembrarmos dos Jogos Olimpicos de Moscovo de 1980, da era de Leonid Brejniev, não estaremos muot, diferentes.
Aliás, talvez venha a existir um paralelo: a implosão da Grande China.
Ou julgam que a grande tríade Ocidental (EUA-Europa-Japão) permitirão que a China se consolide sendo liderada pelo democrático PCChinês?
As grandes fábricas de armamento, aguardam por uma nova….
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Boicote-se e ponto final. Se houver coragem.
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Meu caro amigo Dr. Carlos de Abreu Amorim;
Plenamente de acordo! Utilizando a velha citação de Marx: “O Capital não tem Pátria!”
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Caro António,
Obrigado pelo seu acordo. Mas a pátria, qualquer uma, nada tem com isto.
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“Não aos Jogos sem um Tibete Livre.”
Os direitos humanos e a democracia antes das fantasias nacionalistas, sff.
A que propósito é que se deve dar a independência ao Tibete??
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“Erro fatal – confiar que o crescimento económico, por si só, é capaz de tudo mudar, até redimir os crimes contra a liberdade que se foram cometendo, constitui uma ilusão pueril.
A liberdade económica é uma mão cheia de quase-nada se estiver desacompanhada da dignidade da pessoa humana.”
Será que o Joao Mirande leu isto? Quase parece escrito à medida…
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Colonizaram o Tibete enquanto financiavam movimentos de libertaçao e os direitos dos outros povos á independencia.
Com a vantagem de terem populaçao de forma a a colocarem lá e mudarem a demografia do colonizado.
Mataram e matarão todos quantos se lhes oponham até que estes lhes retirem, com sangue, do poder.
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Não sao costumes o facto de se manterem abertos dia e noite, sabados domingos e feriados.
O habito da necessidade absoluta leva a isso.
Eles prescindem de todos os dias de todas as horas de todos os direitos de toda a segurança social e inclusivé de reforma.
Não a conheceram e não a conhecem como não conheciam os trabalhadores no final do sec XIX. ainda usam o castigo fisico para fazer com que se trabalhe (casos concretos em África).
Que diriam os senhores dessa cultura e costumes se alguem no ocidente pedisse um décimo dessa cultura?
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“Colonizaram o Tibete”
O Tibete sempre fez parte da China.
“Com a vantagem de terem populaçao de forma a a colocarem lá e mudarem a demografia do colonizado.”
Sim, a malta sabe. A migração das pessoas contra os superiores interesses étnicos da preservação dos ancestrais blocos monolíticos. Os argumentos da extrema-direita fazem escola por aqui.
A esse propósito, devíamos também retirar Portugal da União Europeia, essa miscelânea multi-étnica que está a destruir a nossa soberania.
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«O Tibete sempre fez parte da China.»
Desculpe, Rouxinol, mas esse canto está desafinado.
Pela mesma ordem de razões também se poderia dizer que ‘Portugal fez parte da Espanha’ porque lhes estivemos submetidos durante 60 anos.
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Caro CAA,
Não discuta comigo, discuta com os factos.
Boa parte deles encontram-se compilados aqui.
Diga-me em que período histórico é que vê um Estado Tibetano independente.
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“O Tibete sempre fez parte da China”.
Qual o conceito de “sempre”? Nos últimos 100 anos? Nos últimos 10 anos? Nos últimos 1.000 anos?
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A china está onde está nestes últimos anos graças a quem?
A pergunta é retórica, claro.
Basta ver quem está a financiar o estado chinês. “É o mercado, burro, é o mercado”, dizem já alguns irritados com a retórica.
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“Qual o conceito de “sempre”? Nos últimos 100 anos? Nos últimos 10 anos? Nos últimos 1.000 anos?”
Tem razão. Eu não conceptualizei porque achei que não era preciso.
São à volta de sete séculos em comum desde a dinastia Yuan.
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Eu não disse que ia por aí aparecer um “defensor” do indefensável?O internacionalismo é isso…
Este “rouxinol” cantante deveria explicar porque 5 séculos não serviram para nós mas já são bons para os chinas…
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“Eu não disse que ia por aí aparecer um “defensor” do indefensável?”
Com muito orgulho. A mediatização do “free tibet” dá uma sensação de consenso onde se refugiam os conformistas, para não terem que pensar sobre o assunto.
A independência do Tibete é uma fantasia tão despropositada que já nem o Dalai-Lama a defende. Não tem qualquer base histórica e desvia as atenções daquilo que realmente interessa explorar, numa altura em que o governo chinês se encontra mais fragilizado.
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Rouxinol,
«Não discuta comigo, discuta com os factos.»
Apenas no site que indicou:
“A series of kings ruled Tibet from the 7th to the 11th century. At times, Tibetan rule may have extended as far south as Bengal and as far north as Mongolia.[citation needed]
Tibet appeared in an ancient Chinese historical text where it is referred to as fa. The first incident from recorded Tibetan history which is confirmed externally occurred when King Namri Lontsen sent an ambassador to the Chinese court in the early 7th century.[17]
However general, the history of Tibet begins with the rule of Songtsän Gampo (604–649 AD) who united parts of the Yarlung River Valley and ruled Tibet as a kingdom. In 640 he married Princess Wencheng, the niece of the powerful Chinese emperor Emperor Taizong of Tang China.
Tibetan forces conquered the Tuyuhun Kingdom of modern Qinghai and Gansu to the northeast between 663 and 672 AD. Tibet also dominated the Tarim Basin and adjoining regions (now called Xinjiang), including the city of Kashgar, from 670 to 692 AD, when they were defeated by Chinese forces, and then again from 766 to the 800s.
The Tibetans were allied with the Arabs and eastern Turks. In 747, Tibet’s hold over Central Asia was weakened by the campaign of general Gao Xianzhi, who re-opened the direct communications between Central Asia and Kashmir. By 750 the Tibetans had lost almost all of their central Asian possessions to the Chinese. However, after Gao Xianzhi’s defeat by the Arabs and Qarluqs at the Battle of Talas river (751), Chinese influence decreased rapidly and Tibetan influence resumed. Tibet conquered large sections of northern India and even briefly took control of the Chinese capital Chang’an in 763 during the chaos of the An Shi Rebellion.[18]
There was a stone pillar, the Lhasa Shöl rdo-rings, in the ancient village of Shöl in front of the Potala in Lhasa, dating to c. 764 AD during the reign of Trisong Detsen. It also contains an account of the brief capture of Chang’an, the Chinese capital, in 763 AD, during the reign of Emperor Daizong.[19][20]
In 821/822 AD Tibet and China signed a peace treaty. A bilingual account of this treaty including details of the borders”
Há a inequívoca demonstração de que o Tibet NÃO é China, tem uma história que o comprova, uma cultura que o atesta à saciedade
Note-se, ainda que todo o séc. XVIII é palco de lutas e revoltas que demonstram, uma vez mais, a vitalidade do espírito independentista chinês.
Mas há mais:
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Rouxinol,
Mais:
– O meu ponto não era nem é o da independência do Tibet – apenas o facto indesmentível dos direitos do tibetanos estarem a ser brutalmente esmagados. Os mais elementares Direitos Humanos, direitos culturais e quase todos os outros.
Eu não vou um só minuto dos próximos Jogos Olímpicos por causa da cumplicidade que esta sua organização implica com uma ditadura feroz: no Tibete e na China.
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Repare, Caro Jean Noel Rochut, que nem uma só vez no texto falo em independência do Tibet. O meu ponto é outro…
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Tá bem, CAA,
bem jogado e à
maneira manobrado,
pela Ciática, que não
cansa de sonhar mais império,
qual seria o de outra base da América,
ali ao tecto do mundo, que dizem Tibete e
Chinês, enquanto não for só americano. Veja-se,
ad exemplum, qui:
http://resistir.info/asia/tibete_mar08.html
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Caro CAA,
Chegou onde eu queria. Agora falta contar o resto da história a partir da invasão pelo império da Mongólia. A história em comum é tanta que até o título de “Dalai Lama” (Oceano de sabedoria) foi outorgado pelo imperador Altan Khan, reconhecendo Sonam Gyatso como o terceiro (e os dois anteriores de forma retroactiva).
A autonomia do Tibete sempre existiu e era sinónimo de feudalismo clerical. Algo que foi durando até a República da China decidir acabar com a servidão e retirar o monopólio da educação aos mosteiros. Os monges não gostaram da cena e estalou o bife.
Se os tibetanos têm direito à autodeterminação ?!? Claro que sim. Como qualquer das etnias que coexistem na China. Agora a minha opinião é que isso não tem qualquer viabilidade nem legitimidade histórica.
“Há a inequívoca demonstração de que o Tibet NÃO é China, tem uma história que o comprova, uma cultura que o atesta à saciedade”
Esse argumento seria válido se o propósito de ser da China estivesse alicerçado na sua homogeneidade étnica. O que não sucede.
A ideia de que o povo tibetano tem direito a um referendo (como já aí vi escrito) quando os próprio cidadãos chineses não têm acesso às mais básicas formas de representatividade, participação e associação, é uma ideia completamente desconchavada e contraproducente (porque aviva paixões nacionalistas e racismos de toda a espécie, colocando a maioria dos chineses ao lado do governo).
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Quer dizer então que Angola e Moçambique que nos ultimos cinco seculos e meio foram portugueses tambem são?
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Monolitismo cromatico tem vc ao advogar a colonizaçao de uma regiao inteira por ordem de um governo despota.
O seu conceito de sempre depende como já vimos.
Quanto á classificaçao do regime tibetano aquando da proclamaçao da independencia (1911) fica por sua conta mas junte-lhe todas as sociedades africanas colonizadas em que o tribalismo imperava e em muitas ainda impera.
O regime dos monges tibetanos não era pior do que aquele que foi instaurado na china e que ainda subsiste. A titulo de exemplo a revoluçao cultural deixou os monges a km de distancia.
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«A independência do Tibete é uma fantasia tão despropositada que já nem o Dalai-Lama a defende. Não tem qualquer base histórica e desvia as atenções daquilo que realmente interessa explorar, numa altura em que o governo chinês se encontra mais fragilizado.»
Depois do Kosovo, essa fantasia já não é assim tão líquida.
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“A ideia de que o povo tibetano tem direito a um referendo (como já aí vi escrito) quando os próprio cidadãos chineses não têm acesso às mais básicas formas de representatividade, participação e associação, é uma ideia completamente desconchavada e contraproducente (porque aviva paixões nacionalistas e racismos de toda a espécie, colocando a maioria dos chineses ao lado do governo)”.
Os Chineses estão do lado de que Governo? E de que forma é que estão do lado do Governo? Nas ruas? De “braço no ar”? Por voto? Ou será isto uma referência ao novo Presidente de Taywan, Ma?
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E será que a tradição de separação de Taywan lhes concede a possibilidade de serem livres para sempre de Mainland? Ou a tradição de separação está ao abrigo de tutoria?
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Isto só poderá acabar mal… necessariamente e pela falta, globalizada, de moral ao mais alto nível.
Como podemos esperar melhores cidadãos criados com tais exemplos?!
O mundo, está-se desmoronando porque e só alicerçado em valores economicistas, no valor do dinheiro. Apesar de, nunca se ter escrito e falado tanto, a palavra “socialista” nunca os valores sociais andaram tanto por baixo…
Como explicar este fenómeno aos nossos filhos?! Vale tudo!
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Mas se os jogos olimpicos já foram realizados no país mais criminoso do mundo que é os EUA, porque não hão-de ser na China, que se limita a defender a sua integridade territorial?
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“Quer dizer então que Angola e Moçambique que nos ultimos cinco seculos e meio foram portugueses tambem são?”
Mas que belo argumento. Tente lá outra vez o argumento, mas desta vez inclua as condicionantes de natureza geográfica.
“Quanto á classificaçao do regime tibetano aquando da proclamaçao da independencia (1911)”
Eehehehhe…não dá mesmo pá!
Ou inventas a história ou não tens argumentos..
“O regime dos monges tibetanos não era pior do que aquele que foi instaurado na china e que ainda subsiste. A titulo de exemplo a revoluçao cultural deixou os monges a km de distancia.”
Não vás por aí porque não é essa a questão. Entre os dois, e a julgar pelo que já li, fico bastante indeciso.
“Depois do Kosovo, essa fantasia já não é assim tão líquida.
Indeed. O Kosovo é um bom exemplo de como a independência nem sempre significa autodeterminação. Já que a segunda implica a vontade popular.
“Os Chineses estão do lado de que Governo? E de que forma é que estão do lado do Governo? Nas ruas? De “braço no ar”? Por voto? Ou será isto uma referência ao novo Presidente de Taywan, Ma?”
Leu o que escrevi?
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Claro que as condicionantes de caracter geografico são importantes sim. (É caso para perguntar qual esteve presente na de Portugal).
Mas o Tibete geograficamente diferencia-se do resto da china mais que Portugal de Espanha.
Na medida em que vc me chamou de extrema direita e lendo os seus argumentos eu lhe chamaria fascista ou fassista.
Ora são monges retrogrados, ora é o “sempre”, ora são condicionantes geograficas.
Fui por aí porque quem levantou a questão foi vc.Introduziu a premissa aguente-se com ela.Se fica indeciso não escolha e não use o argumento.
“Não vás por aí pá!!!!?????”
Limitei-me a seguir o link por vc postado. Ou lê apenas na diagonal?
Leia devagarinho na horizontal da esquerda para a direita mesmo sendo apenas a Wiki.
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Uma pergunta que me tem atormentado:
As bandeiras do Tibete empunhadas pelos manifestantes são
“made in China”?
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“Mas se os jogos olimpicos já foram realizados no país mais criminoso do mundo que é os EUA, porque não hão-de ser na China, que se limita a defender a sua integridade territorial?”
Eh, tá aí a questão toda, de uma maneira simples, o busílis que, inteligente, embora, na aparência, o CAA não logra alcançar de todo. O CAA e mais Ciáticos acólitos, como é patente.
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Realmente acho estranho o Comite olimpico internacional nada fazer para os chineses acabarem com o matadouro do Tibet.
Jacque Rogge devia ter vergonha .
Os chineses continuam a “enviar” os tibetianos para os paraolimpicos com os enxertos de porrada que lhes servem. E o mundo continua a comprar texteis chineses no auchan ou carrefour e na zara.Boicote já.
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Eh, agora me lembraste, ó José pinto Barbosa, que devo ir agora mesmo comprar uns chinelos bonitos e mais que em conta ali ao chinês da loja. Brigadinho.
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