Barragens que criam emprego
25 Março, 2008
Novas barragens criam sete mil novos empregos e envolvem dois mil milhões de investimento
Ao contrário do que a notícia pretende sugerir, as barragens não criam empregos. As pessoas que lá trabalham é que criam barragens. As barragens represam água. A eliminação de desequilíbrios estruturais na economia é que pode gerar empregos.
25 comentários
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Caramba, esta explicação foi providencial. Já andava a tratar da candidatura da barragem de Castelo de Bode a primeiro-ministro. Felizmente há pessoas que nos explicam as coisas.
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Como toda a gente sabe, só existem 150 mil desempregados no país. Isso resolve-se num ápice.
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Para já não falar que a esmagadora maioria dos empregos criados são de muito curta duração (o tempo que demorar a construir as barragens). Mas claro, hoje em dia é assim: um dia temos um emprego, no outro a flexibilidade já nos pôs nos 150 000 no desemprego…
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Com tais “desiquilíbrios” só podia dar “espalhanço”.
Desequilíbrios!
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O aeroporto, TGV e novas vias rodoviárias vão criar muitos mais! E temos de apressar a coisa, que temos números para apresentar durante a campanha. Que figuraço que eles vão fazer…já imagino as apresentações em PowerPoint, com muitos dígitos e sorrisos a apresentá-los. Pena que ambos sejam postiços!
Mas o povo gosta de inaugurações e de festa, deixá-los ser felizes (que a ressaca já se avizinha).
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Fazendo umas contas rápidas e sem aparente sentido: 2 mil milhões para 7000 empregos dá 285 mil euros investido por cada posto criado. Para darmos emprego aos 450 mil desempregados, com este mesmo rácio, seria preciso investir…128 mil milhões!
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“Ao contrário do que a notícia pretende sugerir, as barragens não criam empregos. As pessoas que lá trabalham é que criam barragens. As barragens represam água.”
hhhmmm… isto é lógica explicada a atrasados mentais? Posso ser asistente do João Miranda? Vamos lá a mais exemplos:
As fábricas não criam emprego. As pessoas que lá trabalham é que criam coisas. As fábricas fabricam coisas. Quem cria emprego são pessoas assim tal qual como nós. Chamam outras pessoas aos gabinetes deles e dão-lhes emprego. Às vezes é por concurso, outras vezes é por cunhas, depende. Entendido, ó idiotas?
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O Caramelo é a minha saúde hepática! 🙂
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As barragens criam energia.
Mas também criam peixes…
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Citações:
Pêndulo Diz:
25 Março, 2008 às 12:54 pm
Caramba, esta explicação foi providencial. Já andava a tratar da candidatura da barragem de Castelo de Bode a primeiro-ministro. Felizmente há pessoas que nos explicam as coisas.
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Citações:
Piscoiso Diz:
25 Março, 2008 às 3:19 pm
As barragens criam energia.
Mas também criam peixes…
E oportunidade de dizer coisas, acrescento eu.
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Só não gosto de barragens quando elas tem inscrições pré-históricas.
Mas felizmente, tal como nós, os nossos antepassados também sofriam de iliteracia. Ufff
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esperemos que contribuam para o desenvolvimento do País … como aquela do Alqueva … “sim a tal que agora é só para vomitar turistas nas suas margens “… agricultura ? regadio ? para quê ? comam brioches que o pão é de borla !!!!!
mais uns anitos de biocombustivel e o midwest não vai chegar para tanta boca !!!!! come-se a relva dos greens !!!!
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“As barragens represam água”, ensina-nos o João Miranda.
E as represas barram a passagem da água, acho eu.
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(ler com a entoação de um adolescente do secundário) Ohh caramelo, duhh!
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Com um bocadinho mais de crise e ainda vão construir a que deveriam ter construido: a da dos desenhos nas pedras.Espero que um que eu fiz não seja considerado obra de arte rupestre…
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A questão do inevestimento não é da iniciativa privada?
O Estado não abre apenas concurso?
O emprego, além do directamente envolvido na construção (e fornecimentos diversos) terá tanbém alguma expressão no turismo. Terá ainda presumivelmente algum interesse nas acessibilidades – ou seja usar a barragem como ponte – e fornecimento alternativo de água para consumo doméstico. Creio que não está previsto usar parte significativa desta água represada para fins de rega.
Mas mais importante é que divisas que seriam enviadas para o exterior – por compra de energia ou por fazer férias lá fora, pode ficar em boa parte no país.
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Falando mais a sério, seria bom haver uma discussão pública sobre o futuro da hídrica em Portugal, tendo em atenção a progressiva desertificação, que se vai agravando todos os anos. Uma parte significativa do território começa a apresentar um perfil semi-desértico. Zonas como Trás-os-Montes, Alentejo, Algarve começam a ter graves problemas de seca (salvo para campos de golfe).
Claro que tudo isso foi tido em conta neste mega-projecto lançado pelo governo…I hope.
Uma possível mitigação do problema? Talvez devêssemos rever a questão do nuclear (a eólica e solar muito dificilmente poderão suprir de forma satisfatória as nossas necessidades energéticas).
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Já agora, então e o petróleo de Aljubarrota ?
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Emprego temporário?
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E a água,senhores?E a água que corre para o mar e aí se perde? Que a energia pode ter outra fonte, tudo bem.Mas a água que é cada vez menos? E Foz Coa vai continuar “museu ao ar livre”? Não se podia proteger as gravuras para serem vistas quando a cota da água está mais baixa? E o Tua não há hipóteses de uma solução de compromisso? Desaparece a linha férrea,vinhedo,pomares e a paisagem? Para menos de 2% de energia no total?
Mas a água,senhores!
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A barragem cria empregos e os trabalhadores criam a barragem? Sem trabalhadores há barragem? Sem barragem há trabalhadores?
Vou tomar os comprimidos…
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Quando o petróleo chegar ao fim,o que acontecerá nos próximos anos e não serão muitos,os chamados bio-combustiveis não nos salvarão. 1º porque com a rápida industrialização da China e da India a procura de combustiveis está em crescimento. 2º quando o pico petrolifero acontecer ( há cientistas que defendem que já aconteceu daí a alta cada vez maior do crude..) a procura superará a oferta e vai encarecer o petróleo a niveis brutais arruinando a economia mundial. 3º as energias alternativas convencionais são optimos complementos mas não se adequam a uma economia de massas. 4º o recurso ao nuclear poderá ser a unica alternativa viável para fazer face à procura desmesurada de energia que o nosso estilo de vida comporta. ( a não ser que queiramos retroceder para o carvão outra vez..) O mundo podemos dizê-lo está metido numa bela alhada mas não há outro caminho,ou aprendemos a nadar com as condições futuras que teremos ou afundamo-nos. Se quiserem ler mais sobre o tema “O fim do petróleo” de James Knustler ou “O sétimo selo” do José Rodrigues dos Santos tem alguma informação correcta sobre este e outros temas relacionados com o futuro energético sombrio da Terra.
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