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Barragens que criam emprego

25 Março, 2008

Novas barragens criam sete mil novos empregos e envolvem dois mil milhões de investimento

Ao contrário do que a notícia pretende sugerir, as barragens não criam empregos. As pessoas que lá trabalham é que criam barragens. As barragens represam água. A eliminação de desequilíbrios estruturais na economia é que pode gerar empregos.

25 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Pêndulo permalink
    25 Março, 2008 12:54

    Caramba, esta explicação foi providencial. Já andava a tratar da candidatura da barragem de Castelo de Bode a primeiro-ministro. Felizmente há pessoas que nos explicam as coisas.

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  2. links.pt's avatar
    25 Março, 2008 13:39

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    As vossas sugestões podem ajudar a melhorar o conteúdo.

    Obrigado

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  3. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    25 Março, 2008 13:50

    Como toda a gente sabe, só existem 150 mil desempregados no país. Isso resolve-se num ápice.

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  4. Desconhecida's avatar
    25 Março, 2008 14:04

    Para já não falar que a esmagadora maioria dos empregos criados são de muito curta duração (o tempo que demorar a construir as barragens). Mas claro, hoje em dia é assim: um dia temos um emprego, no outro a flexibilidade já nos pôs nos 150 000 no desemprego…

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  5. Desconhecida's avatar
    25 Março, 2008 14:32

    Com tais “desiquilíbrios” só podia dar “espalhanço”.
    Desequilíbrios!

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  6. rxc's avatar
    rxc permalink
    25 Março, 2008 14:34

    O aeroporto, TGV e novas vias rodoviárias vão criar muitos mais! E temos de apressar a coisa, que temos números para apresentar durante a campanha. Que figuraço que eles vão fazer…já imagino as apresentações em PowerPoint, com muitos dígitos e sorrisos a apresentá-los. Pena que ambos sejam postiços!
    Mas o povo gosta de inaugurações e de festa, deixá-los ser felizes (que a ressaca já se avizinha).

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  7. rxc's avatar
    rxc permalink
    25 Março, 2008 14:44

    Fazendo umas contas rápidas e sem aparente sentido: 2 mil milhões para 7000 empregos dá 285 mil euros investido por cada posto criado. Para darmos emprego aos 450 mil desempregados, com este mesmo rácio, seria preciso investir…128 mil milhões!

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  8. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    25 Março, 2008 14:47

    “Ao contrário do que a notícia pretende sugerir, as barragens não criam empregos. As pessoas que lá trabalham é que criam barragens. As barragens represam água.”

    hhhmmm… isto é lógica explicada a atrasados mentais? Posso ser asistente do João Miranda? Vamos lá a mais exemplos:

    As fábricas não criam emprego. As pessoas que lá trabalham é que criam coisas. As fábricas fabricam coisas. Quem cria emprego são pessoas assim tal qual como nós. Chamam outras pessoas aos gabinetes deles e dão-lhes emprego. Às vezes é por concurso, outras vezes é por cunhas, depende. Entendido, ó idiotas?

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  9. Desconhecida's avatar
    25 Março, 2008 14:51

    O Caramelo é a minha saúde hepática! 🙂

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  10. Piscoiso's avatar
    25 Março, 2008 15:19

    As barragens criam energia.
    Mas também criam peixes…

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Março, 2008 15:26

    Citações:
    Pêndulo Diz:
    25 Março, 2008 às 12:54 pm
    Caramba, esta explicação foi providencial. Já andava a tratar da candidatura da barragem de Castelo de Bode a primeiro-ministro. Felizmente há pessoas que nos explicam as coisas.

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Março, 2008 15:27

    Citações:

    Piscoiso Diz:
    25 Março, 2008 às 3:19 pm
    As barragens criam energia.
    Mas também criam peixes…

    E oportunidade de dizer coisas, acrescento eu.

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  13. Desconhecida's avatar
    25 Março, 2008 15:28

    Só não gosto de barragens quando elas tem inscrições pré-históricas.

    Mas felizmente, tal como nós, os nossos antepassados também sofriam de iliteracia. Ufff

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  14. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    25 Março, 2008 15:31

    esperemos que contribuam para o desenvolvimento do País … como aquela do Alqueva … “sim a tal que agora é só para vomitar turistas nas suas margens “… agricultura ? regadio ? para quê ? comam brioches que o pão é de borla !!!!!
    mais uns anitos de biocombustivel e o midwest não vai chegar para tanta boca !!!!! come-se a relva dos greens !!!!

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  15. Desconhecida's avatar
    Balhanosdeus permalink
    25 Março, 2008 15:31

    “As barragens represam água”, ensina-nos o João Miranda.
    E as represas barram a passagem da água, acho eu.

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  16. rxc's avatar
    rxc permalink
    25 Março, 2008 15:32

    (ler com a entoação de um adolescente do secundário) Ohh caramelo, duhh!

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  17. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    25 Março, 2008 16:36

    Com um bocadinho mais de crise e ainda vão construir a que deveriam ter construido: a da dos desenhos nas pedras.Espero que um que eu fiz não seja considerado obra de arte rupestre…

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  18. Osvaldo Lucas's avatar
    Osvaldo Lucas permalink
    25 Março, 2008 16:59

    A questão do inevestimento não é da iniciativa privada?
    O Estado não abre apenas concurso?

    O emprego, além do directamente envolvido na construção (e fornecimentos diversos) terá tanbém alguma expressão no turismo. Terá ainda presumivelmente algum interesse nas acessibilidades – ou seja usar a barragem como ponte – e fornecimento alternativo de água para consumo doméstico. Creio que não está previsto usar parte significativa desta água represada para fins de rega.
    Mas mais importante é que divisas que seriam enviadas para o exterior – por compra de energia ou por fazer férias lá fora, pode ficar em boa parte no país.

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  19. rxc's avatar
    rxc permalink
    25 Março, 2008 17:19

    Falando mais a sério, seria bom haver uma discussão pública sobre o futuro da hídrica em Portugal, tendo em atenção a progressiva desertificação, que se vai agravando todos os anos. Uma parte significativa do território começa a apresentar um perfil semi-desértico. Zonas como Trás-os-Montes, Alentejo, Algarve começam a ter graves problemas de seca (salvo para campos de golfe).
    Claro que tudo isso foi tido em conta neste mega-projecto lançado pelo governo…I hope.

    Uma possível mitigação do problema? Talvez devêssemos rever a questão do nuclear (a eólica e solar muito dificilmente poderão suprir de forma satisfatória as nossas necessidades energéticas).

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  20. frei de jesus's avatar
    frei de jesus permalink
    25 Março, 2008 18:04

    Já agora, então e o petróleo de Aljubarrota ?

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  21. Pedro Morgado's avatar
    25 Março, 2008 18:24

    Emprego temporário?

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  22. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    25 Março, 2008 18:55

    E a água,senhores?E a água que corre para o mar e aí se perde? Que a energia pode ter outra fonte, tudo bem.Mas a água que é cada vez menos? E Foz Coa vai continuar “museu ao ar livre”? Não se podia proteger as gravuras para serem vistas quando a cota da água está mais baixa? E o Tua não há hipóteses de uma solução de compromisso? Desaparece a linha férrea,vinhedo,pomares e a paisagem? Para menos de 2% de energia no total?

    Mas a água,senhores!

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  23. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    25 Março, 2008 18:59

    A barragem cria empregos e os trabalhadores criam a barragem? Sem trabalhadores há barragem? Sem barragem há trabalhadores?

    Vou tomar os comprimidos…

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  24. mauricio's avatar
    mauricio permalink
    11 Abril, 2008 23:23

    Quando o petróleo chegar ao fim,o que acontecerá nos próximos anos e não serão muitos,os chamados bio-combustiveis não nos salvarão. 1º porque com a rápida industrialização da China e da India a procura de combustiveis está em crescimento. 2º quando o pico petrolifero acontecer ( há cientistas que defendem que já aconteceu daí a alta cada vez maior do crude..) a procura superará a oferta e vai encarecer o petróleo a niveis brutais arruinando a economia mundial. 3º as energias alternativas convencionais são optimos complementos mas não se adequam a uma economia de massas. 4º o recurso ao nuclear poderá ser a unica alternativa viável para fazer face à procura desmesurada de energia que o nosso estilo de vida comporta. ( a não ser que queiramos retroceder para o carvão outra vez..) O mundo podemos dizê-lo está metido numa bela alhada mas não há outro caminho,ou aprendemos a nadar com as condições futuras que teremos ou afundamo-nos. Se quiserem ler mais sobre o tema “O fim do petróleo” de James Knustler ou “O sétimo selo” do José Rodrigues dos Santos tem alguma informação correcta sobre este e outros temas relacionados com o futuro energético sombrio da Terra.

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Trackbacks

  1. desequilíbrios estruturais… desequilíbrios estruturais… desequilíbrios estruturais… desequilíbrios estruturais… o que ee que Engenharia Civiil tem que ver com o emprego?!?!? « Farmácia Central

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