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Tema repulsivo *

10 Abril, 2008
by

A pior forma de fazer oposição é esmiuçar argumentos sobre a vida pessoal do primeiro-ministro. Em regra, na Europa, mantém-se um espaço higiénico de indiferença pública face à vida privada dos políticos. Que só deve ser quebrado quando o político a exibe por vontade própria ou moraliza uma conduta em público e faz o seu contrário privadamente.
Quando Sá Carneiro se apaixonou por Snu, Mário Soares desrespeitou essa distância mas não foi recompensado nas urnas.
Há hoje, no PSD, quem não entenda a relevância desses limites. Sócrates deve ser atacado pelo que faz ou deixa de fazer enquanto governante. Até se admitem as dúvidas acerca do seu percurso curricular como político – mas nunca se deve fazer oposição com base em questões do foro íntimo.
Muito menos, atacando pessoas que não fazem política e cujo profissionalismo ninguém, seriamente, pode pôr em causa.

* Correio da Manhã, 9.IV.2008

58 comentários leave one →
  1. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    10 Abril, 2008 11:06

    Eu por acaso não estou muito de acordo com esta bondosa teoria.Sendo certos comportamentos pessoais intimos como diz reprováveis pela maioria da sociedade o que pode acontecer é que o cidadão com tendências “fracturantes” pode a fim de evitar publicidades negativas ceder a chantagens.
    De tal forma isso é assim que em muitos países certos lugares só são passíveis de preenchimento após escrutínio dessas aberrações
    Cá, no “fascismo” isso era norma e até tinham o cuidado acrescido de vasculharem os antepassados se o cidadão queria determinados lugares de responsabilidade.
    Daí o regime ser imune a coca-colas e a tudo o que não servisse o interesse público.Poderia haver traição mas que eles cuidavam de a diminuir ao mínimo cuidavam…

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  2. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 11:22

    «Cá, no “fascismo” isso era norma e até tinham o cuidado acrescido de vasculharem os antepassados se o cidadão queria determinados lugares de responsabilidade.»

    Isso é mais do que repulsivo – é repugnante!

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  3. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 11:22

    «Daí o regime ser imune a coca-colas e a tudo o que não servisse o interesse público.»

    Já esta pérola é, pura e simplesmente, imbecil…

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  4. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Abril, 2008 11:37

    A primeira pergunta que um político governante faz, ao convidar alguém para um cargo de responsabilidade política, é: quem é fulano/a? Que faz? Onde vive?

    Quer dizer, não há escolhas neutras. E isso implica saber da vida pessoal de cada um. Se é casado, solteiro ou amantizado, é uma questão do foro pessoal. Não íntimo.

    Será importante, para se perceber quem é determinada pessoa? Pode ser.

    No caso dos homosexuais, a questão complica-se porque ainda é tabu na sociedade portuguesa, a admissão pública da condição, por um político ou figura pública de relevo e que sempre reservou a faceta da opção por género.

    Logo, é preciso viver com a questão.

    Indo directo ao assunto:

    Tanto me faz que um ministro ou figura pública dos media, seja assim ou assado, em termos de preferências conjugais.
    Já não me é indiferente que queira parecer uma coisa que não é.

    E é esse o problema em causa. Parece-me. E por isso, dá azo a conversas, boatos e maledicência.

    Quem o negar, está também a ser hipócrita.

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  5. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Abril, 2008 11:40

    Vasculhar o passado de determinada pessoa, ´para responsabilidades de governo, não foi apanágio do “fassismo”.

    É e continua a ser apanágio de todos os governos que querem controlar. Incluindo, principalmente, este governo que está. E nos USA, então, nem é excepção, mas regras geral que todos respeitam, porque é assim mesmo.

    Ou será que os directores do SIS e dos serviços secretos, foram escolhidos ao acaso?

    Reparo que um deles é irmão de um professor universitário com responsabilidades no MNE e que ontem escreveu um artigo no Público.

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  6. josé manuel faria's avatar
    10 Abril, 2008 12:09

    A vida pessoal pode ser importante para apurar o grau de credibilidade e ou de hipocrisia.

    Por exemplo um político feroz contra a homossexualidade/homófobico, e sabe-se que é homossexual, deve ser exposto.

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  7. Pedro Fontela's avatar
    10 Abril, 2008 12:21

    Por uma vez concordo com alguma coisa que se escreve no Blasfémias… é indecente explorar a vida pessoal para estas jogadas políticas – o que em boa verdade só revela o nivel (ou falta dele) de quem organiza estas palhaçadas no PSD. O que o José Manuel Faria fala pode ser relevante para os moralistas políticos da praça pública mas sinceramente parece-me pouco apropriado a este caso em concreto.

    ps: O primeiro comentador deste post devia ser internado por demência.

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  8. Desconhecida's avatar
    Pica permalink
    10 Abril, 2008 12:23

    Exactamente, CAA.
    Quem leva naquilo que é seu ninguém tem nada com isso.

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  9. Piscoiso's avatar
    10 Abril, 2008 12:24

    Muito sintonizado com o sumo do post, sou pela meritocracia nos cargos públicos.
    Mérito na função exercida, e não se é casado com uma gaja feia, ou se vive amantizado com uma estrela de fotonovelas, ou se vive com um padeiro.

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  10. Desconhecida's avatar
    Pica permalink
    10 Abril, 2008 12:26

    Estes princípios que o CAA apregoa são exactamente os que ele segue.
    Ahahahah!!!

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  11. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 12:43

    “Há hoje, no PSD, quem não entenda a relevância desses limites.”

    Completamente errado. O esmiuçar argumentos sobre a vida pessoal foi feito na campanha eleitoral de 2005. Serviu de lição. Hoje no PSD ninguém sequer aventa a possibilidade de entrar por esses caminhos.

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  12. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 12:44

    José Manuel Faria,

    «Por exemplo um político feroz contra a homossexualidade/homófobico, e sabe-se que é homossexual, deve ser exposto.»

    Concordo. Por isso escrevi: “Que [esse espaço privado] só deve ser quebrado quando o político a exibe por vontade própria ou moraliza uma conduta em público e faz o seu contrário privadamente.”

    É isso que me faz sorrir em alguma direita conservadora portuguesa.

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  13. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 12:44

    «Hoje no PSD ninguém sequer aventa a possibilidade de entrar por esses caminhos.»

    Mande um SMS ao Rui Gomes da Slva…

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  14. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 12:49

    O que está em causa, caro CAA, é o facto de a RTP para celebrar o Ano Europeu da Multiculturalidade ter convidado uma jornalista, Fernanda Câncio, que tem uma visão vincadamente socializante: a culpa dos bairros degradados é da sociedade.
    Mas o mais grave de tudo isto é que já se percebeu que nesse programa não vai aparecer ninguém a dizer que a responsabilidade pelos bairros serem problemáticos é de quem lá vive e da subsidio-dependência criada pelo Estado. Ou seja, o João Miranda não vai ser entrevistado. É com isto que o PSD se insurge, caro CAA, caso ainda não tenha percebido.

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Abril, 2008 12:58

    “É com isto que o PSD se insurge”

    Mas atao pá, nao viu Filipe Menezes no bairro social a jogar à bisca e a dizer precisamente isso, que precisavam de mais ajuda e investimento?

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  16. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 13:00

    «Ou seja, o João Miranda não vai ser entrevistado. É com isto que o PSD se insurge, caro CAA, caso ainda não tenha percebido.»

    Não é não. Embora devesse sê-lo. Aquele senhor ‘insurgiu-se’, infelizmente, contra aspectos completamente diversos

    A interpretação nunca pode ser literal: http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF190391

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  17. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Abril, 2008 13:01

    ATá acho que deviam nesse programa colocar as imagens dos políticos em visita aos bairros sociais.

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  18. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Abril, 2008 13:02

    E já agora podiam entrevistar A.Branquinho

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    10 Abril, 2008 13:06

    “Ano Europeu da Multiculturalidade ”

    e continuam na mesma. É o ano europeu do diálogo intercultural! É só erros.

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  20. maloud's avatar
    maloud permalink
    10 Abril, 2008 13:39

    E o boato aterrou subrepticiamente na caixa de comentários de um post do CAA.

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  21. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 13:43

    Red Snapper Diz:
    10 Abril, 2008 às 12:49 pm

    «O que está em causa, caro CAA, é o facto de a RTP para celebrar o Ano Europeu da Multiculturalidade ter convidado uma jornalista, Fernanda Câncio, que tem uma visão vincadamente socializante: a culpa dos bairros degradados é da sociedade.»

    Pois… mas se a FC fosse uma liberal ferranha não podia usar o mesmo argumento, ie, que só ia entrevistar o JM e jamais consideraria a hipótese de tornar a responsabilidade social difusa?
    O que lhe quero dizer é: a menos que o jornalista seja acéfalo, terá sempre uma posição pessoal. O bom jornalista, consegue superar esse “handicap” e publicar as duas versões da estória; o mau jornalista, não.
    E, já agora, não vale usar o argumento das crónicas da FC, porque uma coisa é ter uma “coluna de opinião” (muitas das quais assinmadas por pessoas que não são, sequer, jornalistas) outra muito diferente é o jornalista “puro”, que pressupõe neutralidade.

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  22. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 13:44

    «jornalista “puro”» – era jornalismo e não jornalista.

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  23. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Abril, 2008 14:05

    “O que está em causa, caro CAA, é o facto de a RTP para celebrar o Ano Europeu da Multiculturalidade ter convidado uma jornalista, Fernanda Câncio, que tem uma visão vincadamente socializante: a culpa dos bairros degradados é da sociedade.”

    Red snnapper,

    Acha mesmo que é isso que está em causa? Não me consigo lembrar de qualquer outra situação em que o PSD se tenha dedicado a criticar a escolha de jornalistas em função das presumíveis posições destes face aos contúdos dos programas que apresentam.
    Esta atitude política é absolutamente vergonhosa, desesperada e reveladora aquilo que toda a gente já sabia: uma oposição que mais parece entregue a um grupo de garotos do que a homens que se propõe fazer serviço público.

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  24. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 14:33

    “O bom jornalista, consegue superar esse “handicap” e publicar as duas versões da estória”

    Cara Sofia Ventura, apesar de se advogar a isenção e a objectividade como condição de legitimidade do jornalismo, a verdade é que essas reportagens são produzidas por meio da selecção e classificação dos factos a partir de categorias ideológicas. Quer se queira quer não, promove-se sempre um corte arbitrário no fluxo do mundo quotidiano, oferecendo-se apenas uma fatia da realidade ao público. A construção de uma suposta neutralidade, de uma verosimilhança entre a narração do facto e o representado, e a reafirmação sempre renovada da imparcialidade do narrador, distante em relação aos interesses envolvidos, é pura ficção. Muitos já se encarregaram de demonstrar que boa parte das pretensões da objectividade não passava de ideologia .

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  25. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Abril, 2008 14:34

    “E o boato aterrou subrepticiamente na caixa de comentários de um post do CAA.”

    maloud:

    Se o boato se referia ao assunto da preferência de género, não é boato algum. É apenas a repetição de um comentário depreciativo sobre um boato.Que vale pouco, mas vale o suficiente para dizer o óbvio: na vida pública, é preciso maior transparência, mesmo e acima de tudo, pessoal. Que é diferente da intimidade.

    Se o boato se referia ao cronista do Público ser familiar de um dirigente do SIS, não é boato, mas a purta verdade. E sem qualquer insinuação, a não ser o facto de se escolherem pessoas para certos cargos, tendo em conta aquilo que são e de onde vêm.
    No caso, conheço a pessoa em causa e nada tenho a aduzir em desabono.

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  26. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Abril, 2008 14:34

    Escrevi “purta verdade”. Acho que até fica bem.

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  27. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    10 Abril, 2008 14:34

    CAA Diz:
    10 Abril, 2008 às 11:22 am
    «Cá, no “fascismo” isso era norma e até tinham o cuidado acrescido de vasculharem os antepassados se o cidadão queria determinados lugares de responsabilidade.»

    Isso é mais do que repulsivo – é repugnante!

    É não é?Ainda bem que não me desilidiu… pois que desde que o vi ombro a ombro em marcha tipo “muralha de aço” a favor do aborto de si já nada me admira…

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  28. Desconhecida's avatar
    Zenóbio permalink
    10 Abril, 2008 14:35

    Concordo com o CAA. É indecente vasculhar na vida íntima do Sr. Sócrates. Bem podia ele conviver mais com decoradores do que com gente do teatro, talvez a casa estivesse melhor decorada…mas enfim, cada um sabe bem o que fazer da vida. A minha única preocupação, é que, na semelhança de outros artificialismos e esterilidades que Sócrates é devoto, vá ele pensar que a cultura se transmite por osmose. Olhe que não Sr. PM! Olhe que não. Tem mesmo que ler livros.

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  29. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    10 Abril, 2008 14:38

    CAA Diz:
    10 Abril, 2008 às 11:22 am
    «Cá, no “fascismo” isso era norma e até tinham o cuidado acrescido de vasculharem os antepassados se o cidadão queria determinados lugares de responsabilidade.»

    Isso é mais do que repulsivo – é repugnante!

    Com este pensamento politicamente correcto o que se verifica é que somos governados pelo “mundo” que obviamente trata dos seus próprios interesses.Cada um que chega a onde não devia chegar abre mais uma “brecha” na muralha, que diga-se não deve demorar muito a desmoronar… e para alguns como o CAA basta uma pequena fatiazinha num dos lugares da “regionalização” do Norte… cantos de sereia…

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  30. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    10 Abril, 2008 14:47

    Por exemplo o MNE tem uma representação normal nos seus altos funcionários relativamente aos gostos pelo género?Porque será que ali se concentra tão grande percentagem?Não haverá ali um processo de “escolhas” estranho?Mas no pasa nada… apesar se ser por vias dos ditos que muita legislação acaba por aparecer por aí…

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  31. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Abril, 2008 14:55

    Caríssimo zenóbio,

    Muito bem observado. Também reparei que a decoração da casa era de fugir. É mesmo possível que as ditas casinhas tenham saido da cabeça do nosso PM.

    Quanto ao assunto do post é mesmo uma polémica à portuguesa…fraquinha, fraquinha…
    Se o PSD está preocupado com essa consequência terrível que pode advir da eventualidade de os portugueses verem um programa de televisão (imagino as audiências!!)onde não se diga que a culpa dos bairros sociais degradados é de quem lá vive, o problema parece-me fácil de resolver. Podem pedir ao Balsemão que mande fazer um contra-programa e apresentá-lo à mesma hora.

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  32. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Abril, 2008 14:57

    Beirão, o Velho do Restelo Diz:
    10 Abril, 2008 às 2:47 pm

    Está a falar de que legislação, afinal?

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  33. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 14:57

    «Com este pensamento politicamente correcto o que se verifica é que somos governados pelo “mundo” que obviamente trata dos seus próprios interesses.»

    Vasculhar os antepassados de alguém para aferir se este tem condições de exercer um cargo público é repugnante, anacrónico, inútil e atentatório da liberdade -numa palavra, é estúpido…

    E isto não é ‘politicamente correcto’ – trata-se apenas de reconhecer alguns séculos de evolução civilizacional e, já agora, da própria espécie humana.

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  34. CAA's avatar
    10 Abril, 2008 15:00

    «desde que o vi ombro a ombro em marcha tipo “muralha de aço” a favor do aborto de si já nada me admira…»

    V. vê muralhas em tudo o que é lado, umas ‘de aço’ outras com ‘brechas’… Homem, retire-as da sua própria cabeça que de tão compartimentada já não está a dar de si.

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  35. Desconhecida's avatar
    José permalink
    10 Abril, 2008 15:09

    Beirão:

    O tipo do MNE com familiaridade noutro lado, nada tem a ver com coisas do “género”. É bom que se esclareça, por via das dúvidas e dos…boatos.

    Porém, é verdade que o MNE, é um viveiro de “géneros”.
    Um deles, dá pelo nome de Ana Gomes. Do género insensato.

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  36. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    10 Abril, 2008 15:14

    Lololinhazinha Diz:
    10 Abril, 2008 às 2:57 pm
    Beirão, o Velho do Restelo Diz:
    10 Abril, 2008 às 2:47 pm

    Está a falar de que legislação, afinal?

    Olhe nomeadamente da que em 1974 era punida e que agora é premiada , elegante, na moda, propagandeada , facilitada e vai ver dentro de meses premiada com alvíssaras estatais, através do “casamento” por conta dos “retrógados”…

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  37. Beirão, o Velho do Restelo's avatar
    Beirão, o Velho do Restelo permalink
    10 Abril, 2008 15:21

    CAA Diz:
    10 Abril, 2008 às 3:00 pm
    «desde que o vi ombro a ombro em marcha tipo “muralha de aço” a favor do aborto de si já nada me admira…»

    V. vê muralhas em tudo o que é lado, umas ‘de aço’ outras com ‘brechas’… Homem, retire-as da sua própria cabeça que de tão compartimentada já não está a dar de si.

    Burro velho não aprende, nunca ouviu dizer?É cobardia intelectual disfarçar o que somos.Eu não disfarço nada, mas reservo-me no anonimato, que só o é para o público em geral.Agora andar pessoal a classificar-se de direita e fazerem pior que os esquerdistas vou ali e já venho…
    E ser de direita não é crime que eu saiba… isso querer limitar a acção do nosso governo áquilo que não tem interessado muito: a sua própria população, principalmente aquela que lhes paga as viagens turisticas e as benesses com que se auto regalam…

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  38. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Abril, 2008 15:27

    Beirão, o Velho do Restelo Diz:
    10 Abril, 2008 às 3:21 pm

    Desculpe, por breves instantes pensei que a sua conversa fizesse algum sentido.

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  39. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    10 Abril, 2008 15:30

    Red Snaper, o problema do PSD, então, segundo percebo, é a Fernanda Câncio ainda não ter manifestado a intenção de entrevistar o João Miranda no seu tal programa 😉

    Eu acho que a Fernanda Câncio deveria colocar previamente à consideração dos espectadores e contribuintes em geral a forma de abordar as suas reportagens. Fantástico.

    É mesmo com isto que o PSD se entretém, Ó Red Snaper? A discussão politica em Portugal é um espanto.

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  40. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 15:34

    «essas reportagens são produzidas por meio da selecção e classificação dos factos a partir de categorias ideológicas.»

    Muito bem, dou-lhe de barato que sim. Mas então QUEM – e autómatos não vale – é que pode fazer este tipo de reportagem?

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  41. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Abril, 2008 15:39

    O que será que o PSD tem a dizer sobre a Catarina Furtado e aquele programa de dança? Será que a Catarina propende mais para o lado da salsa ou da polka?

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  42. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 15:46

    “Muito bem, dou-lhe de barato que sim. Mas então QUEM – e autómatos não vale – é que pode fazer este tipo de reportagem?” Sofia Ventura

    Não sei responder, Cara Sofia. Ainda há muitas coisas para as quais não tenho resposta, e tenho a certeza que jamais algum dia terei.

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  43. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 15:49

    Red Snapper Diz:
    10 Abril, 2008 às 3:46 pm

    Acabou de passar um atestado de óbito ao jornalismo.

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  44. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 15:50

    “É mesmo com isto que o PSD se entretém, Ó Red Snaper? A discussão politica em Portugal é um espanto.” Caramelo

    É verdade. O que nos vale é o Blasfémias, ou melhor, a sua caixa de comentários. Já aprendi muito por aqui, e tu não és alheio a esta aprendizagem.

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  45. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 15:52

    “Acabou de passar um atestado de óbito ao jornalismo.”

    Credo. Apenas questionei a neutralidade axiologica. Apenas isso.

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  46. Desconhecida's avatar
    Lololinhazinha permalink
    10 Abril, 2008 15:55

    Neutralidade axiológica, meu caro?
    Isso é um mito urbano.

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  47. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    10 Abril, 2008 15:57

    “neutralidade axiologica”

    Quê? 😉

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  48. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 15:59

    Cara Lololinhazinha ,

    Concordo que é um mito. Se é urbano, não sei.A questão da neutralidade em causa, é aquela que se refere a avaliações, isto é, a apreciação pratica de um fenómeno sobre o qual pode influir a nossa actividade, ao aprová-lo ou reprová-lo. Ora pedir que alguém seja isento de valores, é de quem não vive neste mundo, de facto.

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  49. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    10 Abril, 2008 16:00

    Eu li mal, ou o Red Snaper e o PSD querem “neutralidade axiológica” (o que quer que isso seja) no jornalismo?!

    (ainda vai haver uma moção de censura ao governo, por causa da “neutralidade axiológica”. E de seguida, começam-se a contratar marcianos lobotomizados para fazer jornalismo 😉

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  50. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 16:12

    «Cara Sofia Ventura, apesar de se advogar a isenção e a objectividade como condição de legitimidade do jornalismo, a verdade é que essas reportagens são produzidas por meio da selecção e classificação dos factos a partir de categorias ideológicas.»
    e
    «Ora pedir que alguém seja isento de valores, é de quem não vive neste mundo, de facto.»

    Em todo o caso, não me propus defender que o jornalismo alguma vez poderia ser “axiomaticamente” neutro. O que disse foi que o bom jornalista consegue explanar diferentes perspectivas ou dar várias versões para a mesma estória.

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  51. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 16:14

    PS: esqueci-me. As citações eram para justificar porque é que disse que o Red passou um atestado de óbito ao jornalismo.

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  52. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    10 Abril, 2008 16:48

    Pelo que se lê nos jornais internacionais, em todo o mundo o passado è escrutinado, não vá arrebentar uma bronca, quando homens ou mulheres estão en função. Em Portugal, com fascismo
    ou não, o processo, è o mesmo, com a agravante do despudor de
    servir um e ir trabalhar para concorrencia, desse mesmo!
    Os politicos, os governantes è um carroussel! Quanto a serem homo
    ou pedófilos, consultar a imprensa………..mas tudo acaba em
    bem porque saõ todos compadres……..

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  53. Desconhecida's avatar
    10 Abril, 2008 16:49

    Sim, claro, quando o Santana Lopes era 1º Ministro o PS e a Comunicação social sempre tiveram o maior cuidado em não lhe por o anátema de boémio e bon-vivant irresponsável.

    Ainda agora tem 😉

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  54. Desconhecida's avatar
    10 Abril, 2008 16:54

    O Sá Carneiro nunca fez alarde da sua vida privada.

    Mas também nunca teve vergonha dela.

    Por isso admiro o Sarkozi por não precisar de escapadelas para estar junto à pessoa que ama.

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  55. Red Snapper's avatar
    Red Snapper permalink
    10 Abril, 2008 17:26

    Sofia Ventura,

    Há aqui alguma confusão e a culpa é minha. A Sofia tem toda a razão. Uma coisa são juízos de valor outra diferente são juízos de facto. Uma coisa é neutralidade axiológica outra distinta é a objectividade. Apesar de não se estar isento de valores deve-se contudo ter capacidade de distanciamento face ao objecto de análise, no sentido de se garantir maior rigor e veracidade.

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  56. Sofia Ventura's avatar
    10 Abril, 2008 17:32

    Red Snapper Diz:
    10 Abril, 2008 às 5:26 pm

    O Red também leu A Dialéctica Erística, do Schopenhauer. Essa do “Há aqui alguma confusão e a culpa é minha.” também lá estava. (bonequinho a sorrir que não sei colar)

    No resto, sintetizou sublimemente as minhas ideias.

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  57. adult emporium's avatar
    26 Novembro, 2008 18:33

    Please Join This and Bookmark

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  58. adult hentai sex game's avatar
    27 Novembro, 2008 05:03

    Not too much

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