Lisboa (1)
16 Abril, 2008
Via A Baixa do Porto, quadro com os mega-invetimentos dos próximos anos e sua repartição distrital, de acordo com o Semanário Económico (tgv excluído).

39 comentários
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Via A Baixa do Porto, quadro com os mega-invetimentos dos próximos anos e sua repartição distrital, de acordo com o Semanário Económico (tgv excluído).

A lógica é clara: quanto mais pobre menos recebe; quanto mais ‘rico’ mais o Estado ajuda.
Um monumento à nossa mais velha e acarinhada tradição – a do mau Governo.
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Vila Real recebe mais que o porto. assim é que boa distribução a não ser que queiram fazer outra ~casa da musica
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Castelo Branco está um bocadinho pior que o Porto.
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1/3 do investimento é para 1/5 da população. Daqui a pouco em Lisboa para ir à mercearia da esquina usa-se uma auto-estrada e para ir ao cinema é de TGV!
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Quem quizer ganhar dinheiro já sabe: emigra para Liboa.
Grande novidade. 😦
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E qual é a percentagem de betão? E quantos postos de trabalhos vão gerar?
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O dado que conta é o investimento per capita e por aí se pode ver que há cidades no Norte, Coimbra, Bragança, Vila Real, favorecidas em relação a Lisboa. Não bate certo com a vossa conversa sobre centralismo. Até pelo contrário, vem demonstrar que estão errados e que não há nenhum favoritismo.
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E porque será que se investe tanto em Coimbra e Bragança e nada no Porto? O que me parece é que vocês estão a dormir na forma…
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Portanto, parem de se queixar, arregacem as mangas e toca a trabalhar seus mandriões…
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tina,
O quadro diz respeito a despesa de investimento por parte do estado central, decidido em Lisboa.
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Está bem, mas então Lisboa iria discriminar o Porto em especial e não o Norte do país em geral?
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ás vezes acontece…..
além disso e usando o critério do investimento pc, o «norte em geral» fica notoriamente muito abaixo, com excepção das suas zonas mais despovoadas (Vila Real e Bragança).
Ver Viana, Braga e Porto, correspondendo a 2/3 da população.
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Não acho que a distribuição deva ser em função da área, ou per capita, mas sim pelo mérito do investimento. O problema que se coloca é a forma de calcular esse mérito, e quem é que o faz. Será normal que os projectos de Lisboa sejam assim tão melhores do que os de outras zonas? E sempre melhores, ao longo de muitos anos?
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de lisboa nem bom vento nem bom orçamento
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Navegam de proa levantada.
Sucede o mesmo com veleiros de grande porte. Só se conseguem excelentes performances quando está vento e os tripulantes se colocam todos do mesmo lado para equilibrar o barco.
Que grandes marinheiros.
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Conseguir um investimento p.c. elevado numa zona desertificada não tem nada que saber. Um simples prédio já dá um enorme investimento p.c. O fantástico é conseguir um inestimento p.c. elevado em regiões muito populosas como é o caso de Lisboa que vai receber um volume 6 vezes superior ao do Porto quando o diferencial de população se fica por uns meros 3%.
O distrito da Guarda com a insignificância de 2,3% do investimento consegue um investimento p.c. quase igual ao de Lisboa que se abotoa com 35% do total. No final ficaremos a saber que todo este investimento em Lisboa é um desperdício de recursos: apesar do PIB mais elevado dessa região, que deve sempre muito mais à despesa pública do que a outro factor, a sua diferença não reflete o tradicional volume de investimento lá feito. O seu efeito multiplicador no PIB é muito menor que em outras regiões. Mas enfim, há por lá quem se julgue a viver na capital dum país com uns 40 milhões de habitantes e sonhe competir com Londres ou Paris. Como já escrevi num outro lado, os que não são de Lisboa cada vez têm mais legitimidade para rejeitar tudo isto e partir para outras soluções de país.
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O que vale é que o país se divide em lisboa e porto, Norte e sul.
e o sul acaba em lisboa.
Abaixo de Lisboa é deserto.
Alentejo e Algarve pertencem a outro país.
Ninguém aparece destas regiões a reivindicar mais alguma migalha.
Haja saúde!!
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Ranking de investimento público per capita:
1.º Bragança: 10.423 €;
2.º Vila Real: 7.317 €;
3.º Évora: 5.882 €;
4.º Coimbra: 4.392 €;
5.º Lisboa: 3.846 €;
6.º Guarda: 3.776 €.
Quatro distritos do chamado interior (Bragança, Vila Real, Évora, e Guarda) nos seis primeiros lugares.
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Seria interessante conhecer igualmente o montante do investimento público acumulado, por distrito, nas últimas 3 décadas.
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«Conseguir um investimento p.c. elevado numa zona desertificada não tem nada que saber. Um simples prédio já dá um enorme investimento p.c.»
Mas fará sentido construir um hospital público para servir uma população total de 1 habitante ?
E, em sentido oposto, consegue-se construir um hospital público para servir uma população total de 100.000 habitantes com um baixo volume (em termos absolutos) de investimento ?
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Caro AS,
4 do interior desertificado, 2 do litoral rico, dependente do estado e burocratico.
Podia ja agora completar a lista. Estou curioso sobre quem estara na ultima posicao.
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Incrível como Leiria (será por ser PSD?) só recebe uns trocos… E façam as contas dividindo o valor por habitante…
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Além de que é incompreensível que distritos como Porto, Braga, Aveiro e Leiria, que em valores absolutos são dos que mais contribuem para o PIB além de Lisboa, sejam tão notoriamente discriminados. Se o critério era ajudar os mais pobres então porque razão Lisboa leva 35%? Se o critério era potenciar os mais produtivos porque razão só Lisboa é recompensada?
Os distritos que garantem que a BTC tenha algum equilibrio – os exportadores Porto, Braga, Aveiro, Leiria e Viseu – são claramente discriminados em relação a Lisboa, cuja BTC tem uma taxa de cobertura de apenas 30%. Isto é, Lisboa importa muito mais do que exporta. Em algum lado terá que se financiar. A Norte fazem-se esforços titânicos para que a indústria exporte mais, o que tem sido conseguido; aposta-se na inovação e investigação – Bial nos medicamentos, cluster da saúde e Univ do Porto que sozinha produz 25% da investigação científica nacional – e o prémio é uma chuva de euros de betão sobre Lisboa.
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ahh… e só mais uma informaçãozinha: o alto investimento em Vila Real e Bragança deve-se ao Túnel do Marão e duplicação do IP4. Obra que se destina a corrigir a péssima via rápida que lá foi feita anteriormente.
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Para que é queriam mais dinheiro?
Mais abortos tipo Casa da Música, Edifício Transparente, Jardim da Cordoaria, Baixa do Porto?
Fico muito contente.
Com menos dinheiro estraga-se menos.
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Anônimo,
concordo genericamente com o classificativo de «aborto» (á excepção de «baixa do porto» que não sei a que se refere).
Relembro apenas e curiosamente que todos, sem excepção, foram levados a cabo pelo poder central.
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Se o investimento público per capita favorece alguns distritos do interior isso não conta porque são distritos despovoados.
Se o investimento público per capita não favorece alguns distritos do interior isso conta porque é centralismo (e, nessa altura, deixa de ser relevante que tais distritos do interior sejam despovoados).
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Se uma dada infraestrutura rodoviária que serve o interior (apresentando um triste historial de perda de vidas humanas) não é melhorada ou substituída parcialmente por outra isso é discriminação e centralismo.
Se a mesma infraestrutura rodoviária recebe investimentos avultados com vista à sua remodelação ou substituição parcial isso é desvalorizado porque se está apenas a corrigir um erro de concepção cometido no investimento inicial.
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Para complementar este quadro, era interessante acrescentar a distribuição regional da tributação de impostos e a tributação per capita.
Na verdade, tornava-se mais evidente que Lisboa está a financiar as obras públicas do resto do país.
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Só digo o que me ocorre logo sobre esse profe de Paulino, que deve andar a ver muitos ovnis da varanda do seu condomínio, se se tem em conta como aí pelos inícios de 90 se achava que dentro de dez, quinze anos, a grande Lisboa já andaria pelos 3 milhões e meio de pessoas e, afinal, vai nos dois vírgula cento e trinta e cinco…
Mas ele quer 5 milhões, é benfiquista, imaginativo exacerbado, pela certa, pobre paulino, zonzo dos ovnis, à noite, sobre a catedral e o seu condomínio.
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Oh, aí o JEM tamém é benfiquista exacerbado…
E Logo veremos qual se candidata a levar do Grande Porto, dia 18 de Maio, depois da cova da iria ou não, lá na mata do teatro nacional de Lisboa.
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Obrigado pela imagem, mas, tal como o AS já mencionou, seria interessante termos valores de vários anos. Em grandes investimentos é perigoso olharmos para apenas 1 ano.
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e para o Boavista não vai mesmo nada…?
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Acho que está a definhar..lentamente como o resto do País ( excepto Lisboa claro)
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Porque é que Castelo Branco está a zeros? alguém me sabe explicar?
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Falta a coluna “partido” 🙂
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Eu não li o artigo do Semanário Económico mas acho que a maior parte das pessoas que está aqui a comentar (e o próprio jornal) estará a confundir o volume de investimento em projectos lançados pelo Estado com o esforço financeiro que esse investimento implica para o orçamento de estado.
Um exemplo muito concreto, as concessões de estradas lançadas no interior do país são deficitárias (implicarão pagamentos por parte da EP/Estado) enquanto, por exemplo, a concessão da Grande Lisboa auto sustenta-se com as portagens que serão pagas pelos utilizadores, tendo até implicado um recebimento do Estado à cabeça, no momento da assinatura do contrato de concessão.
Da mesma forma, o aeroporto e a nova ponte, embora impliquem investimentos muito elevados, serão financiados pelo estado numa % mínima ou numa parte reduzida face ao volume global de investimentos destes dois projectos.
Há que não confundir alhos com bugalhos e não cair na habitual conversa do centralismo sem analisar em concreto quanto é que o Estado mete efectivamente em cada região.
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lendo alguns comentários conclui-se: o sofismo é prática muito cultivada.
“Para complementar este quadro, era interessante acrescentar a distribuição regional da tributação de impostos e a tributação per capita.
Na verdade, tornava-se mais evidente que Lisboa está a financiar as obras públicas do resto do país.”
Estando os impostos directamente relacionados com o PIB (somatório do VAB) a região norte deve contribuir com cerca de 30% do volume dos impostos cobrados. A região de Lisboa produz 37% do PIB. e mais:
“Sendo as duas regiões NUT II do Norte e do Centro de Portugal responsáveis por 60% do VAB industrial de todo o país, 70% de todo o emprego industrial e 62% das exportações nacionais, estes dados deveriam fazer surgir, ao nível nacional, no mínimo, alguma inquietação. Como já tivemos a oportunidade de afirmar, sem um Norte industrial forte, não é concebível nem a correcção do desequilíbrio externo nem a emergência duma economia nacional saudável.”
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e mais uma info: castelo branco aparece a zero pq não vai ter qualquer investimento.
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