E a sites secessionistas do Quebec o acesso é livre?*
Não deixa de ser enternecedora a agitação causada pela nomeação duma mulher grávida para a pasta da Defesa em Espanha. Infelizmente ninguém se preocupa com o desempenho das mulheres grávidas em actividades penosas – logo femininas – como passar a ferro horas seguidas no espaço fechado duma lavandaria.
Mas voltando a Carme Chacón, assim se chama a ministra da Defesa de Espanha, o que será interessante é perceber porque foi escolhida. E francamente, para lá dos chiliques que possa ter causado a imagem de Chacón grávida ordenando “Capitán, mande firmes. Y ahora digan conmigo: Viva España! Viva el Rey!”” valerá a pena olhar para o curriculum da nova ministra. Em 1999, Carme Chacón participou num estudo sobre o Quebec mais precisamente sobre um parecer do Tribunal Supremo do Canadá acerca da secessão do Quebec. Nesse estudo, Carme Chacón realçava o facto de o parecer do Tribunal Supremo do Canadá ter dado como adquirido que “existe um dever constitucional de negociar, de boa fé, entre a província secessionista e o governo central”. E como também se lê na conclusão do estudo de Chacón este é um parecer do qual se podem extrair conclusões úteis para os estados “com problemas de integração territorial”.
Será interessante saber se a nova ministra da Defesa espanhola que por sinal também é catalã tem falado com Zapatero sobre o Quebec.
*PÚBLICO 22 de Abril

hehehe, a grávida vai estar mesmo sob vigilância cerrada… a ousadia paga-se caro. A coisa vai ter de ser explicada bem explicadinha. Até a Helena Matos 😉
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Na verdade “a dor de cotovelo” e o “bota-abaixo” agora até se vira para Espanha.
“o que será interessante é perceber porque foi escolhida.”
Foi escolhida, porque.. porque já era ministra no governo anterior, e Zapatero a considerou competente. Se fosse por causa do Quebeq entao tinha ido para o lugar de Rubalcaba.
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Mas qual ousadia? A gravidez nada tem de extraordinário para as mulheres. Interessante será saber o que pensa agora Carme Chacón sobre a secessão do Quebec. E naturalmente também da Catalunha ou do País Basco.
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… de qualquer modo já se nota uma certa evoluçao. Já nao se diz que foi escolhida por ser um bibelot ou por estar grávida.
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http://es.wikipedia.org/wiki/Carme_Chac%C3%B3n
Talvez isto acrescente alguma coisa ao estudo sobre o Quebec, helena.
Isto, e o facto de ser apontada como a possível sucessora de Zapatero.
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“Interessante será saber o que pensa agora Carme Chacón sobre a secessão do Quebec. E naturalmente também da Catalunha ou do País Basco.”
Deve pensar o mesmo que pensava há 1 mes atrás antes das eleiçoes quando já era ministra e já estava grávida
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Só espero que o que a Chacón pensa sobre a Catalunha e o País Basco, não ponha em risco a sua gravidez.
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http://es.wikipedia.org/wiki/Carme_Chac%C3%B3n
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«Deve pensar o mesmo que pensava há 1 mes atrás antes das eleiçoes quando já era ministra e já estava grávida» – SABE QUAL ERA A PASTA DE CHACÓN? Questões políticas dessa relevância não se lhe colocavam até agora.
«Se fosse por causa do Quebeq entao tinha ido para o lugar de Rubalcaba.» – Tirar Rubalcaba do Interior? A sério? E o que ganhava Zapatero com isso?
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Foi deputada em 3 legislaturas, ministra, vice presidente do congresso dos deputados, foi professora de direito constitucional, etc.
Mas o que a Helena tem para dizer da senhora é que participou num estudo sobre o Quebec. Interessante…
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Consta que também é apontada como possível sucessora de zapatero…mas isso também não deve interessar nada.
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lolozinha, como diria a Helena Matos, seria interessante perceber porque é que a grávida foi isso tudo que dizes (seguem-se três pontinhos e música de fundo como nos filmes do Hitchcok).
Mas é assim tão interessante saber o que pensa a grávida sobre o Quebec, é? Eu acho esse tema do Quebec tão chato, ó pá… Mas já vi que a grávida vai ter de explicar muita coisa aqui à Helena Matos, ai vai, vai, ai vai, vai!
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Estas coisas sâo tudo menos inocentes – e tavez o “Bambi”,ou quem o aconselhou,tenha feito uma jogada de mestre ,conseguindo o “apaziguamento” da Catalunha.
“La Chacón” , nas últimas legislativas,teve um papel preponderante na subida do PSC e na derrota tremenda dos independentistas republicanos de Rovira.
Há uma certa curiosidade,em Espanha,para ver como é que a senhora conciliará o seu proclamado pacifismo com as suas funções actuais.
Atrevo-me a uma sugestão (a quem se interessa pelo que se passa aqui ao lado):
assistir ao programa 59″ da TVE, transmitido ás segundas , cerca das 22.30 (hora portuguesa).Escrevo “cerca”porque eles ,quanto a horários,não são exactamente britânicos…
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Não é mais ou menos um estudo. Se perdessem essa obsessãozinha que querer provar que tudo é machismo, feminismo e outros ismos perceberiam que é politicamente muito interessante que, em Espanha, tenha uma pasta politicamente relevante uma pessoa que tem acompanhado com interesse processos de secessão. A análise que Chacón faz sobre texto do supremo tribunal versus a constituição – e as conclusões que retira – não são irrelevantes em que ocupa um cargo de ministra da Defesa.
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Caramelo,
Eu explico:
A grávida – como bem lhe chamas – deve ter um filho por cada cargo que ocupou. De todas as vezes foi convidada apenas por estar grávida e por haver gente má no mundo que utiliza as mulheres para dar um ar moderno e se promover de forma inconsequente.
Eu só digo é que com estes estímulos à natalidade os espanhóis vão resolver o problema do envelhecimento da europa.
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Isto não é brincadeira nenhuma. Já li vários artigos de opinião nestes últimos dias que dão grandes hipóteses a que o País Basco tenha um destino semelhante antes do final da Legislatura.
Entretanto, Rajoy insulta Aguirre e diz-lhe para sair e fazer um partido liberal…
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Bom insultar não; mas praticamente disse-lhe para ela se pôr a andar. Mas ela fica e ‘vai andar por aí’…
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Uma coisa me parece óbvia: a Helena Matos nunca irá buscar aos arquivos históricos estudos de 1999 sobre o Quebec, para assinalar a nomeação para a pasta da defesa de um país estrangeiro de um ministro homem ou de uma ministra de cinquenta anos, com cara de manuela ferreira leite ou de thatcher com farda de ministra a sério, nem se perguntará “mas porquê a gaja?…”. As mulheres são tramadas… (isto não é contigo, lolozinha 😉
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“o que será interessante é perceber porque foi escolhida”
Creio que isso não é segredo para ninguém: a sra. Chacón é uma política importante da secção catalã do PSOE, salvo erro. Ou seja, ela é uma política importante, influente, à qual Zapatero tinha que atribuir uma pasta ministerial qualquer. Aliás, ela ja era ministra no anterior governo Zapatero, numa outra pasta que não a Defesa.
Ou seja, não há segredo nenhum em relação a Chacón e a Zapatero. Lá como cá, tem que se dar um lugar no governo a certos companheiros de partido importantes.
Ao que me fizeram constar, Chacón fez má figura no ministério que ocupou anteriormente. Ou seja, foi má ministra. Mas, como é uma política influente, tinha que permanecer no governo. Foi para a Defesa, onde talvez faça menos estragos…
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Oh Helena, aquilo que a sra. Chacón pensa sobre a secessão do Québec nada deve ter de misterioso. A Helena sabe perfeitamente que o nacionalismo catalão é um nacionalismo pragmático, não é um nacionalismo xenófobo como o basco. O nacionalismo catalão é assim mais ou menos como o do madeirense A.J. Jardim: “dêm-me dinheiro e eu calo-me”. Aquilo que a sra. Chacón disse sobre o Québec foi que o Estado central deve negociar com as suas províncias… negociar quer dizer, dar-lhes mais um bocadinho de dinheiro para elas se calarem! Percebeu Helena? É ão simples quanto isso. A sra. Chacón é uma política catalã inteligente, que quer obter poder e dinheiro de Madrid, mediante uma negociação agressiva e uma postura ameaçadora. É isto que de há muitos anos os catalães, e muitas outras regiões espanholas em geral, têm feito, com grande sucesso aliás. O que raio tem a Helena a opôr?
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Eu não oponho. AliásLuís Lavoura estamos mais ou menos de acordo no retrato que faz do nacionalismo catalão. E mesmo o basco é muito pragmático. Os nacionalismos são um argumento extraordinário na hora de negociar dinheiro. Ou água
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Ou seja, a sra. Chacón não pretende a independência da Catalunha. Aliás, na Catalunha pouquíssima gente pretende a independência, tal como a Helena sabe. O que os catalães querem é poder, influência e sobretudo dinheiro, mas não a independência. Se a Catalunha fosse independente teria que gastar dinheiro a pagar umas Forças Armadas e embaixadas no estrangeiro, o que, evidentemente, seria um desperdício de dinheiro para os avaros catalães. Portanto a Catalunha não quer independência nenhuma, o que quer é TGVs, auto-estradas da água, e outras benesses oferecidas por Madrid. Tá vendo Helena? É isso que a sra. Chacón quer. É o mesmo que o A.J.Jardim quer para a Madeira – ou você julga que o Jardim quer ser independente? Tá quieto… ele não é parvo!
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«Se a Catalunha fosse independente teria que gastar dinheiro a pagar umas Forças Armadas e embaixadas no estrangeiro, o que, evidentemente, seria um desperdício de dinheiro para os avaros catalães.» – Digamos que quer e já tem uma espécie de embaixadas económicas
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Ó Helena, deixe lá a grávida em paz, você até é mais gira do que ela, ó pá.
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“La Chacón” ,ministra da Defesa de Espanha,não pode pretender a independência de coisa nenhuma – e muito menos da Catalunha.
Pelo contrário ,está lá para garantir que não haja veleidades nesse sentido.
Mas quando ,na “piel del toro”,se começa a falar em “independência(s)”,é impossível não recordar Machado e o seu “Españolito..”
É que ali “se muere de verdad”.
E por atacado…
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O kosovo chegou “libertado” pela NATO deu o mote. A Rùssia tem agora um precedente para apoiar as regiões russófilas.
E a secessionismo não vai parar em lado nenhum, baralhando a ordem dos grandes Estados.
A democracia obriga a respeitar a vontade de minorias que se querem autonomizar.
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Luís Lavoura,
Estarei enganado ou a Catalunha é a região mais rica de Espanha e Barcelona o seu principal centro industrial e cultural? É que a ser assim, não sei se é a Catalunha que vive à custa de Madrid se o contrário.
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