Máquina de movimento perpétuo II
6 Maio, 2008
Em algumas reacções a este post há três característias que ajudam a explicar o atraso económico do país:
- A enorme tolerância para com um sistema que produz energia a um custo que é 6 vezes o preço de mercado.
- A incapacidade de alguns leitores de perceberem que o esquema da microgeração é de facto 6 vezes mais caro que as alternativas.
- A enorme tolerância para com os custos em fiscalização e burocracia que ainda por cima servem para manter um sistema que do ponto de vista económico é ruinoso. Os portugueses estão dispostos a manter um vasto sistema burocrático para proteger um sistema que tem custos 6 vezes superiores às alternativas.
26 comentários
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Há sapatos baratos e sapatos caros e servem ao mesmo fim. Nem sempre o que é mais barato é melhor, porque o mais barato tem outros custos ocultos que por vezes nem sao financeiros. Sao de qualidade de vida.
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Esta máquina de movimento perpétuo, que resulta do Decreto-Lei nº 363/2007 de 2 de Novembro, é no sentido do abismo. No que respeita à produção fotovoltaica, nem sequer paga metade do investimento.
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dazulpitanoconcordo plenamente consigo. http://sefosseprimeiroministro.wordpress.com/2008/05/06/eufemismos-ajudam-a-explicar-crise-do-bcp/
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Anónimo n1, se é oculto não sabes do que falas. Usa um facho em casa e já poupas energias para quem precisa
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O anónimo ali atrás só pode ser o estroncio.
Ou alguém que ama tanto o Sócrates que ficou também com o cérebro completamente toldado.
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Se calhar o estroncio tem movimento perpetuo. Existe um estroncio em cada anónimo.
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Fiscalização da obra foi feita pelo actual autarca da Guarda
06.05.2008
A fiscalização das obras do aterro da ACMB foi ganha em 1997 por uma empresa de que era proprietário Joaquim Valente, actual presidente socialista da Câmara da Guarda. A Patrício & Valente ganhou o concurso lançado pela ACMB e em que participaram algumas das principais empresas do ramo de todo o país, atendendo, sobretudo, ao facto de ela afectar à fiscalização da obra dois engenheiros a tempo inteiro – Joaquim Valente, que foi colega de curso de Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, e Armando Trindade. Joaquim Valente foi quase ao mesmo tempo eleito vereador da Câmara da Guarda (em Dezembro de 1997), sendo-lhe atribuído o pelouro do Ambiente e passando a integrar a administração da AMCB em representação da autarquia. A Patrício & Valente – que foi responsável por relatórios essenciais à aprovação dos elevados custos adicionais que a HLC pediu para fazer a obra num local diferente do inicialmente aprovado – acabou por ser vendida a Armando Trindade em 1999, quando surgiram as denúnicas de corrupção no concurso do aterro e a obra estava em curso. Trindade, que partilhava a fiscalização da obra com o antigo patrão, tinha porém uma outra relação com o empreendimento: era sócio na empresa de engenharia EFS de Carlos Santos Silva, um engenheiro muito próximo de José Sócrates, que fundara a Conegil e era um dos seus principais accionistas, juntamente com Horácio Luís Carvalho. A Conegil era a empresa de construção civil do consórcio liderado pela HLC que tinha a seu cargo a construção do aterro. Entre 1996 e 2001 a Patrício & Valente e a EFS estiveram entre as empresas as quais o gabinete de instalações do Ministério da Administração Interna, então dirigido por António Morais, adjudicou mais contratos de fiscalização de obras da GNR e da PSP.
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Muitos gatos por lebre
…
Os desgraçadinhos do costume
Seis mil gerentes dizem ganhar salário mínimo
http://criticademusica.blogspot.com/
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Não sei como o Jonh Miranda consegue.
Balança entre posts muito bons, como este, e muito apalermados, como o anterior.
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“Seis mil gerentes dizem ganhar salário mínimo”
Olhe, e desses seis mil que dizem ganhar o ordenado mínimo muitos haverão que nem sequer isso tiram. Está-se a esquecer da quantidade de micro empresas que existem, desde quiosques a pequenos estabelecimentos onde trabalha unicamente o dono e que só produzem o suficiente para retirar o salário deste.
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Calma. Nem tudo é mau. Vem já aí o spin off da EDP, para as renováveis, que é para o pessoal se orientar. 😉
“Colocar Renováveis na bolsa é a medida “correcta e adequada”
13:14 Antonio Mexia reiterou hoje que colocar a EDP Renováveis em Bolsa “é o que é correcto e adequado” fazer, dada a escala da EDP renováveis “numa visão de longo prazo””
In http://www.jornaldenegocios.pt/
O capitalismo português está mais forte e saudável que nunca!
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“Os portugueses estão dispostos a manter um vasto sistema burocrático para proteger um sistema que tem custos 6 vezes superiores às alternativas.”
Caro JM
As “três característias que ajudam a explicar o atraso económico do país” são a ignorância, a ignorância e a ignorância…
Independentemente de as pessoas aderirem ou não à microgeração, o sistema burocrático já existe e tem de ser pago.
Porque quem for tonto ao ponto de embarcar nesse logro da microgeração, pensando que vai ganhar algum, descobrirá rapidamente que isso é uma ilusão.
Porque está lá tudo bem explicado (para quem souber ler), quem pode instalar os sistemas, quem paga as fiscalizações e as certificações, os limites do que pode produzir, etc, etc.
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O(a) “Piscoiso” ali atrás,( 2:29 pm ), só pode ser alguém muito doente, para insistir num assédio com assimilação de nick, em desrespeito com os mais elementares princípios da netiqueta.
Como não aparece a imagem/avatar aliada ao nick, é uma contrafacção.
Quanto ao assunto do post, o João deve andar abrasado com a conta da EDP.
Gaste menos. Seja mais económico. Junte todos os posts de um mesmo assunto num só.
Convide o(a) “piscoiso/faz-de-conta” para jantar.
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Mas ao contrário do que posso ter dado a entender até acho a microgeração uma boa ideia.
E até acredito que pode ser um bom negócio se as pessoas a utilizarem fora do “sistema”.
Ou seja, identificarem consumos permanentes de longa duração, verem quanto é que custa esse consumo e alocarem um sistema próprio de alimentação independente da rede pública.
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Há uns anos atrás, a EDP tinha o monopólio da produção de energia.
A produção foi entretanto liberalizada, o que se aplaude.
Qualquer um pode produzir energia eléctrica. Em princípio para consumo próprio (Mentat).
Vendê-la à EDP é apenas uma possibilidade teórica, que dificilmente competirá com os meios de produção própria da EDP.
Nada impede o João Miranda de se desligar da EDP e abastecer a sua casa com um gerador a pedais.
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“Qualquer um pode produzir energia eléctrica. Em princípio para consumo próprio (Mentat).”
Não é bem assim.
Qualquer um pode (teoricamente) produzir mas tem de a vender à Rede.
Aquilo que eu sugeria lá atrás é ilegal a partir de certa potência.
Por isso o JM não se pode desligar da Rede e pôr um gerador a pedal ou que quer que seja, porque qualquer gerador acima duma certa potência carece de licenciamento.
É tal e qual como a história da viatura que anda a óleo de fritar, é multada porque tem de pagar um imposto qualquer.
Não se sabe qual, mas não interessa, na dúvida multa-se e proíbe-se.
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Tem de vender se quiser. Pode dar de comer ao pc.
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Olhe, e desses seis mil que dizem ganhar o ordenado mínimo muitos haverão que nem sequer isso tiram. Está-se a esquecer da quantidade de micro empresas que existem, desde quiosques a pequenos estabelecimentos onde trabalha unicamente o dono e que só produzem o suficiente para retirar o salário deste.
Obviamente. Ficaria surpreendido que fossem 6 mil. Acreditaria mais em 60 mil. Mas este pessoal da esquerda precisa mesmo de cérebro tal o mundo paralelo onde vivem. O ano passado uns 3 amigos meus depois de terem ido para o desemprego e depois de esperarem meses e meses a tentar arranjar um, criaram micro empresas. Obviamente ganham o ordenado mínimo. Para esta esquerda sem cérebro seria preferivel ficarem a mamar o subsidio de desemprego.
Safa, país de anormais e parasitas com mentalidade cubana comunista. Isto nunca vai sair da cepa torta com estes portugueses.
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“Qualquer um pode (teoricamente) produzir mas tem de a vender à Rede.”
Acha que a energia produzida pelo dínamo da bicicleta do João, tem de ser vendida à Rede ?
Não lixe o João.
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“Acha que a energia produzida pelo dínamo da bicicleta do João, tem de ser vendida à Rede ?”
Chegou a perceber o assunto do post, ao menos ?
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Ao menos ?
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Anónimo Diz:
“Olhe, e desses seis mil que dizem ganhar o ordenado mínimo muitos haverão que nem sequer isso tiram.”
Pois não. Mas a noticia nasce de um SPIN acerca dumas tais “informações” (presume-se que até à data estariam classificadas de “Top Secret” para quem nunca tivesse aberto uma qq actividade por conta própria) que o fisco “recebeu” da Segurança Social.
Para o SPIN resultar melhor esquece-se deliberadamente que não se pode declarar menos do que o Ordenado Mínimo, recebendo-o ou não, para efeitos dos descontos na SS.
É só o 1º passo para atirar mais uma jogada “à recibos verdes” com o minimo de 1,5 ordenados sujeitos a descontos para a SS que dá os tais 150 euros num ordenado de 500, mesmo que não hajam qq outras fontes de rendimento.
É que as pensões de 5.000 euros (and UP) nascem todos os meses e são precisos 34 pagadores a ordenado mínimo para cada “reformado” destes.
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As FAQs da Green Solutions – Consultadoria e serviços energéticos
esclarecem:
http://www.greensolutions.pt/faqfotorede.html
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a minha energia é produzida a álcool
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João
Nesta questão das energias renováveis concordo consigo. Têm de ser concorrenciais no custo de produção e neste caso acredito que o mercado livre acabaria por privilegiar a prazo as renováveis. Por várias razões a primeira das quais relativa ao acesso às fontes das mesmas. Para além disso teríamos que no modelo do custo introduzir o custo de algumas externalidades que o simples mercado só por si não incorpora.
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Quanto custa ao país dependência energética relativamente ao estrangeiro? Creio que nos últimos dois anos esse valor tem vindo a aumentar… 😉
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