Cereais
E parece que o mito da justificação da alta dos preços com o aumento do consumo na China e India também não se confirma:
Não. Uma das principais razões, será mesmo o recurso crescente ao biocombustível que foi largamente incentivado pelas autoridades públicas com a crise petrolífera. (Nota antecipatória para os mais ignorantes: tal «incentivo» não é liberalismo, é mesmo socialismo…). Assim, entre 2006 e 2012 prevê-se que venham a ser torrados 92 mil milhões de dólares para financiar a queima de cereal nos depósitos. Isso apenas nos EUA. Na Europa segue-se esquema em tudo igual. É um magnifico esquema para quem se habituou a ser parasita: os agricultores subsidiados. Que assim apropriam-se duplamente dos rendimentos dos outros: para produzir cereal e para o queimar nos carros. E desta forma se cria pobreza.

Li há tempos em qualquer lado que a China por causa dos JO tinha armazenado e acumulado em quantidades astronomicas para anos.
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O milho e o trigo começaram este ano a ser utilizados para bio-combustíveis, já o arroz é utilizado para bio-cimento.
Aí está a razão da alta cotação destas matérias-primas.
Os chineses começaram este ano a consumir arroz (até agora consumiam batatas fritas)
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“já o arroz é utilizado para bio-cimento.”
O arroz ou a sua casca? A diferença é enorme.
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Devia ser proibido às selecçoes terem treinadores nao do país que representam. Resolvia-se o problema nacional. Mas que seca ter de aturar aquilo.
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Qual será o modelo na base dos cálculos do consumo asiático?
Como entrará o factor poder de compra?
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“O arroz ou a sua casca? ”
Segundo a Wikipedia é o arroz própriamente dito.
A casca é utilizada para fazer telhas
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Falsos «analistas militares» a soldo do Pentágono
Jon Stewart, do Daily Show, põe a nu a desinformação sobre o Iraque veiculada pelo Pentágono através dos «independentes» meios de comunicação americanos:
Jon Stewart: Olhem para estas adoráveis e bondosas ex-máquinas de matar. Os canais contrataram-nos para dar opiniões de especialistas acerca do esforço bélico do nosso país.
Especialista 1: Estamos a vencer a guerra contra o terrorismo.
Especialista 2: Esta é a força mais bem preparada que já tivemos.
Especialista 3: Esta é a melhor liderança que os militares já tiveram.
Especialista 4: Quando pergunto a amigos meus de longa data do exército, que não vão mentir-me sobre como estamos a sair-nos e se estamos a ganhar ou a perder, eles dizem que estamos a ganhar.
Jon Stewart: Pois parece que muitos destes ex-militares não eram assim tão «ex», trabalhando para empresas de armamento e do Pentágono. Enquanto os canais noticiosos lhes chamam «analistas militares», o Pentágono, em memorandos vindos a público há pouco tempo, referia-se a eles como «multiplicadores de mensagens».
Vídeo legendado em português
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Para os USA gastarem tanto dinheiro em subsídios é porque deve ter um importante valor estratégico desenvolver combustíveis alternativos ao petróleo. Como na África do Sul quando começaram a produzir gasolina a partir do carvão por causa das sanções. Acabaram por criar uma indústria química à volta disso muito lucrativa, Sasol I, Sasol II, Sasol III.
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A culpa é do socialista Bush que foi ao Brasil negociar com o Lula o melhor uso dos cereais para produsir biocombustíveis.
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O lobby dos produtores de milho nos EUA é fortíssimo (comparável ao complexo industrial militar). Um exemplo claro disso pode ser encontrado no uso desmesurado de xarope de milho em substituição do nosso bom e velho açúcar (de beterraba ou cana), com graves consequências a nível de saúde pública. Basicamente existe uma enorme produção de milho, e há que lhe dar vazão.
Assim se compreende em parte a “facilidade” com que convencerem o Bush a despejar prodigamente milhares de milhões de dólares em subsídios públicos para “estimular” a conversão de milho em biocombustível, processo que já foi inúmeras vezes apontado como altamente ineficiente do ponto de vista energético. E deste modo se vão “queimar” 30% da produção de milho americana de forma leviana, com repercussões a nível global (e.g. o problema das tortilhas no México…). Além de não resolverem o problema energético (são utilizados combustíveis fósseis no processo que tem um saldo energético negativo!), promovem o abandono das outras culturas não subsidiadas.
É pena que o Gabriel não nos apresente as alternativas sérias que estão a ser estudadas, como é o caso das microalgas.
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é liberalismo pois a produção é orientada para onde dá mais lucro i.e. os jipes e altas cilindradas do primeiro mundo. É economia meus caros..
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Quanto menos microalgas menos baleias
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Gabriel
…entre 2006 e 2012…
Nós estamos no meio de 2008!Que percentagem dos tais 94 mil milhões é que fizeram este estrago?
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Luis Moreira,
«Que percentagem dos tais 94 mil milhões é que fizeram este estrago?»
A conjugação da expectativa dos produtores no recebimento das ajudas e o aumento da procura no mercado de futuros.
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O que já diminuia era a quantidade de tabelas, gráficos e diagramas em formato JPEG.
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«E parece que o mito da justificação da alta dos preços com o aumento do consumo na China e India também não se confirma»
Um bocadinho mais de informação fazia-lhe bem. O aumento do consumo não é directamente aplicado aos cereais. Tem a ver com a qualidade do consumo. Esse consumo alimentar que vai aumentando é a nível de carne. Para se poder consumir uma caloria de carne, é necessário gastar várias calorias de cereais. O que tem aumentado bstante na China e na Índia é o consumo de carne, a qual é importada. É esse aumento que está a alimentar (pun not intended exactly) o aumento dos preços dos cereais pelo mundo (pelo menos no lado do consumo, uma vez que os biocombustíveis têm também a sua forte influência). Vá ler a Economist que eles têm isso bem explicado mesmo para liberais.
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Quis comprar um burro hoje.
O cigano alertou-me para o preço da palha…
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