Abraçar o Boavista (2)
O que mais me arrepia na actual desgraça em que o Boavista se encontra é a sensação de fatalidade abúlica que percorre as entidades mais representativas da região do Porto.
Instalou-se um ‘não há nada a fazer’, alquebrado e cúmplice, que está a certificar a morte do Boavista antes desta acontecer. Autarcas, deputados, políticos, associações e empresários da região, alhearam-se ou não querem ser vistos perto do problema. Rui Rio parece mais preocupado com as eleições no seu partido do que em alicerçar uma solução para uma das melhores marcas da cidade.
Mas o destino de pessoas ou instituições não está traçado de antemão nas estrelas: são as pessoas, sempre as pessoas, que fazem com que as coisas aconteçam. Terão de ser as pessoas da região a mostrar às entidades públicas e privadas que o Boavista não pode morrer.

Digo apenas o seguinte: se os adeptos do Boavista não se organizam para o salvar e ficam à espera que sejam as empresas, a Câmara, o Estado ou o Pai Natal que salve o clube, então mais vale fechar as portas.
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Estive com um cigano a negociar hoje o preço dum burro, já que a gasolina não para de aumentar.
O cigano alertou-me sobre o preço da palha…
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“Rui Rio parece mais preocupado com as eleições no seu partido do que em alicerçar uma solução para uma das melhores marcas da cidade.”
E ainda bem, mal fosse o contrario…realmente quando fala de futebol o seu unico meio neuronio desliga…
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Já o Salgueiros que é um clube de cauteleiros, vendedores de jornais e outras classes baixas pode desaparecer à vontade.
Ninguém gosta de ser ligadoa marcas desprestigiantes.
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Mr. CAA,
Sabe se o Boavista consegue a verba necessária para inscrevê-lo na Liga para poder competir na próxima época, NA I LIGA ?
Quanto é necessário ?
Quantos sócios pagantes e outros não pagantes, tem o clube ?
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News:
Ericksson já não vem. Inteligente e perspicaz, porque AVISADO A TEMPO.
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O problema destas coisas é que só depois de casa roubada (neste caso ao que parece literalmente…), trancas na porta…
Já foi assim com o Bolhão, também. Os sócios ou futuros sócios que se mexam, acho bem que tentem fazer algo.
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“Rui Rio parece mais preocupado com as eleições no seu partido do que em alicerçar uma solução para uma das melhores marcas da cidade.”
Eu nem tinha reparado nesta frase. Se for assim, RR está cheio de razão. Só essa faltava…
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Uma das melhores marcas… Pelos vistos, não.
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Este CAA nem sequer vê o ridículo em que caiu.
Ó homem, tente ler aquilo que escreveu!
Se não conseguir, peça a um amigo que lhe explique.
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“Mas o destino de pessoas ou instituições não está traçado de antemão nas estrelas: são as pessoas, sempre as pessoas, que fazem com que as coisas aconteçam.”
Muito bem!
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Realmente no melhor pano cai a nódoa. Então, CAA, e a seguir vamos deitar mão a que conjunto de irresponsáveis? Aos do Salgueiros? E antes desses, aos do Progresso? E a questão de fundo..merece outra sorte um clube que se deixa governar por figuras como o Valentim? Que diabo…então o discernimento…e pago eu estas manigãncias todas, para além de ter que os aturar ainda vou ver dinheiro dos meus impostos pagar este regabofe?
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“Rui Rio parece mais preocupado com as eleições no seu partido do que em alicerçar uma solução para uma das melhores marcas da cidade.”
E diz que é liberal …
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Há muita confusão sobre o que é ser-se liberal.
Um autarca não tem de subvencionar um clube de futebol, nisso todos estamos de acordo, incluindo o CAA.
Isto dito, um autarca “liberal” não tem de ser uma múmia paralítica, espécie de dona de casa que se limita a tratar das contas do supermercado. Tem de promover o município, unir esforços entre os privados para dinamizar projectos que interessem à cidade e preservar os valores da mesma, contribuindo para uma melhor qualidade da vida. É assim onde o governo local é mais forte, ou seja, nos países de tradição liberal como a Inglaterra ou os EUA. Sem qualquer tipo de “subvencionismo” da mesma forma como Rio pode ajudar a promover e a dinamizar Serralves, a Casa da Música, o Parque da Cidade, a Baixa portuense, também pode chamar a atenção para a necessidade de as instituições e empresas da cidade ajudarem o Boavista. E já que falamos de futebol, também é tempo de Rio deixar o FCP celebrar os seus títulos nos Aliados, porque a separação de águas que, num contexto específico, era prudente e necessária, deixou de se justificar a partir do momento em que se tornou evidente o facto de Rio e o FCP não precisarem um do outro.
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Quem nao pode nao tem vicios! O boavista se tiver q acabar que acabe tal como muitos estariam nesta situacao se nao fosse o estado a pagar lhes o estadio! So chulice.
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Já pensaram em ir pedir o dinheirinho aos Loureiros?
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Finalmente uma luz ao fundo do túnel. O Boavista é um clube simpático mas, tinham que começar por algum lado… e se não têm coragem para chegar ao verdadeiro culpado, que comecem pelos “arredores”… Acho que o Boavista não merece isto mas sim os seus dirigentes, à altura.
Mais uma vez, paga o santo pelo pecador, mas… é a vida, como dizia o outro…
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“Autarcas, deputados, políticos, associações e empresários da região, alhearam-se ou não querem ser vistos perto do problema.”
Autarcas e deputados?
Caro CAA, com essa é que não contava vindo de si. Para salvar uma empresa, muitas vezes tão importante para o tecido social de uma região, aposto que se insurgia contra a interferência destes num processo de salvamento. Mas agora para salvar um clube da bola…
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“Rui Rio parece mais preocupado com as eleições no seu partido do que em alicerçar uma solução para uma das melhores marcas da cidade.”
Lá está o CAA a elogiar o Rui Rio…
O Benfica, uma das melhores marcas da cidade de Lisboa também precisa de uma solução. Talvez o António Costa também pudesse ajudar, financiando a compra de um ou dois avançados. Que acha CAA?
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Rivoli
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Grande ideia caa deixar o Rui Rio e os munícipes do Porto pagar as tropelias financeiras dos Loureiros pagando as dívidas do Boavista. Gorda ideia mesmo. Enfim, não surpreende, este caa não passa de uma gorda contradição.
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Pronto, pronto, tenho a solução:
O campo do Bessa passa a ser o centro de estágio do FCP!
Este blog é só gajos no Norte, carago! Até mete nojo!
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Caa: A “Queda de um Anjo” Liberal…
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Morte aos mouros! :->
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Sim senhor, isto é que é uma verdadeira solução liberal e não intervencionista pelos poderes públicos, defendida por este ilustre CAA. A cada dia mais me surpreende. Uma no cravo, outra na ferradura.
Venham pedir-me a mim dinheiro para manter corruptos clubes de futebol (os e nos clubes de futebol) e conhecerão o meu dicionário de vernáculo imteirinho, bem a maneira dos gaijos cá do norte. Carago.
VA
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Quer o CAA dizer que “Autarcas, deputados, políticos” deveriam intervir, com a força da coação estatal, para impedir que o Boavista desapareça?
CAA: o Boavista é uma empresa como qualquer outra. Sendo mal gerida, vai à falência. Qualquer empresa mal gerida deve ir à falência. Impedir empresas mal geridas de ir à falência é dar um tiro no pé do capitalismo.
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…seguidamente vamos salvar o Salgueiros, depois o Estrela, em seguida o Farense, depois o Alverca, seguidamente o Campomaiorense, depois o Cucujães, a seguir o desportivo de Mafamude…
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Luís Lavoura,
«Quer o CAA dizer que “Autarcas, deputados, políticos” deveriam intervir, com a força da coação estatal, para impedir que o Boavista desapareça?»
Não.
«CAA: o Boavista é uma empresa como qualquer outra.»
Claro que não é.
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O José Barros deu a melhor resposta a várias das acusações, insinuações e muitas confusões, que estão a inundar estes comentários:
«Um autarca não tem de subvencionar um clube de futebol, nisso todos estamos de acordo, incluindo o CAA.
Isto dito, um autarca “liberal” não tem de ser uma múmia paralítica, espécie de dona de casa que se limita a tratar das contas do supermercado. Tem de promover o município, unir esforços entre os privados para dinamizar projectos que interessem à cidade e preservar os valores da mesma, contribuindo para uma melhor qualidade da vida. É assim onde o governo local é mais forte, ou seja, nos países de tradição liberal como a Inglaterra ou os EUA. Sem qualquer tipo de “subvencionismo” da mesma forma como Rio pode ajudar a promover e a dinamizar Serralves, a Casa da Música, o Parque da Cidade, a Baixa portuense, também pode chamar a atenção para a necessidade de as instituições e empresas da cidade ajudarem o Boavista.»
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Numa lógica liberal devem existir entidades de governo local. Aliás, estas são mesmo imprescindíveis segundo a lição de Tocqueville que me escuso de aqui citar. E estas existem para personificar a vontade das pessoas e defender os interesses locais.
Não o será, certamente, para se limitarem a gerir orçamentos e a assistir à ruína da cidade naquilo que esta tem de mais representativo.
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em que é que o boavista contribui para a nossa felicidade?
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O CAA tem razão. Está na altura de chamar por Pedro Abrunhosa e irmos todos para a rua. Se vencemos no coliseu não há razão nenhuma para não vencer agora. Está na hora de nos rivoltarmos.
Para a rua, Já!
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Isso, CAA. Vire-se agora para os comentadores.
Os comentadores, esses malandros,com excepção do José Barros, estão a inundar isto.
Isto é tudo uma conspiração contra si, você está cheio de razão!
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Muito bem, o CAA e o José Barros explicitaram que intervenção os autarcas e deputados deveriam ter.
Mas eu ainda assim não concordo com eles. O Boavista é um clube mal gerido. Um clube como esse não pode ser boa aposta para o poder político. Um autarca ou um deputado pode e deve incentivar as empresas e os particulares a apoiarem iniciativas válidas e bem geridas, que prestigiam a cidade. Tal não é, claramente, o caso do Boavista, o qual, sob a direção dos Loureiros, especialmente do Loureiro pai, foi um clube que desprestigiou o Porto e o tornou em motivo de chacota perante todo o país.
Os autarcas, políticos e deputados devem de facto acarinhar e promover o apoio da cidade a iniciativas válidas e prestigiantes. O Futebol Clube do Porto, os Clã, a Casa da Música, os GNR… mas o Boavista, não!!! Esse, lamentavelmente, só faz o país todo ter nojo do Porto.
Com muita pena minha, que de lá sou.
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Já cá faltava o Rui Rio!
Por acaso o Rui Rio foi, em algum tempo, dirigente do Boavista?
Por acaso, o Boavista consultou o Rui Rio antes de se meter nas «camisa de 11 varas» onde se meteu?
Por acaso foi o Rui Rio quem andou a ameaçar este e aquele árbitro?
Por acaso a Câmara do Porto (ou qualquer outra…) tem obrigação de arcar com as consequências das irresponsabilidades e megalomanias dos futeboleiros detes País?
Penso que Câmara do Porto (ou qualquer outra…) tem mais com que se preocupar do que com as dívidas e dúvidas que os Donos da Bola passam a vida a arranjar!
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O Luís Lavoura é tripeiro!! Nunca me enganou.
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NORTADA
o porto pode ter a champions em risco:
http://www.abola.pt/nnh/index.asp?op=ver&news=140930&d=1&tema=5
Mais um ataque, agora da UEFA, à maior força viva da região. O Rui Rio tem de nos apoiar.
🙂
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NA UEFA NÃO QUEREM CORRUPTOS LOL
pensaram em quase tudo: penalizações fantoche que nada alteram, o fcp nem recorre, assumindo a culpa rapidamente e esperando que as notícias se esvaneçam
o problema é que ao menos na UEFA CORRUPTO NÃO ENTRA!
MUAHAHAHAHA
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Impressionante, este jornal A Bola:
ERICKSSON, QUE IRIA ALIMENTAR MUITAS TIRAGENS, E QUE SERIA UMA EXTRAORDINÁRIA BANDEIRA ELEITORAL EM 2009 PARA VIEIRA, RECUSA O CONVITE; O JORNAL ATIRA O CASO PARA UM PEQUENO ESPAÇO…
“CHAMPOINS EM RISCO” — E ASSIM SE LAVA O CÉREBRO AOS BENFIQUISTAS DISTRAÍDOS OU DEMASIADAMENTE TOLINHOS…
(Se A Bola não está ao serviço de Vieira…)
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Como diria o meu homónimo LFM, ídolo do CAA, o CAA tem uma fixação quase feminina no Rui Rio.
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Se Rui Rio nada faz para ajudar o Boavista (de que é adepto, salvo erro) então é um “este”, um “aquele” e um “aqueloutro”.
Se Rui Rio ajudar o Boavista, então (de que é adepto, salvo erro) então é um “aqueloutro”, um “este” e um “aquele”.
Eu gosto bastante do Boavista. É um grande clube, com grandes adeptos e numa circunstância normal, a descida de Divisão serviria para dar uma sacudidela e reorganizar o clube, tal como aconteceu ao Guimarães.
Mas se sobre o Boavista paira o espectro da falência e dissolução, não culpem a Liga, culpem os Loureiros.
Esses são os verdadeiros responsáveis!
Caro CAA. O seu gesto é louvável e até eu estou disposto a contribuir mas antes há que resolver a condenação da Liga e garantir que a família Loureiro seja expulsa de associado (até à 5ª geração pelo menos).
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Luís Bonifácio,
Eu também concordo consigo mas não há tempo – e salvar o Boavista não é tentar salvar os Loureiros…
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O CAA tem autoridade moral para apelar à salvação do Boavista, porque anunciou que se ia fazer sócio. Mas não consegue, por um momento, esconder que o seu objectivo nuclear é combater o Rui Rio: até com o futebol e deixando para o lixo tudo quanto seja liberal… Francamente!
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… e deixando para o lixo tudo quanto seja liberal…
Não vejo onde.
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O CAA mais uma vez deixa cair a máscara. É um liberal de pacotilha
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Mas eu ainda assim não concordo com eles. O Boavista é um clube mal gerido. Um clube como esse não pode ser boa aposta para o poder político. Um autarca ou um deputado pode e deve incentivar as empresas e os particulares a apoiarem iniciativas válidas e bem geridas, que prestigiam a cidade. Tal não é, claramente, o caso do Boavista, o qual, sob a direção dos Loureiros, especialmente do Loureiro pai, foi um clube que desprestigiou o Porto e o tornou em motivo de chacota perante todo o país. – Luís Lavoura
Sou suspeito, mas discordo.
O Boavista começa, antes de mais, por ser um clube centenário, fundado por ingleses. Tem história, tem títulos que prestigiaram os portuenses e representa algo de específico e insubstituível da cultura da cidade. Nisso não é diferente do Salgueiros ou do Belenenses, no caso de Lisboa. Durante anos foi um “clube simpático” para a generalidade das pessoas, só o deixando de ser quando ganhou o campeonato. Depois, os Loureiros – com as suas estratégias dúbias – fizeram o resto. Certo é que ninguém se importaria com o Boavista ou com o Porto se não ganhassem ou se não tivessem ganho no passado.
O argumento também falha pelo facto de o Boavista ser o quarto clube com mais títulos em Portugal, feito tanto mais meritório quando – ao contrário de Braga, Guimarães e Marítimo – não conta com apoios municipais ou regionais. Ou seja, o argumento do “subvencionismo” funciona mais a favor do Boavista – que nunca dependeu de tais apoios – do que de outros clubes, que sobrevivem à conta de tais apoios.
Em terceiro lugar, o passado recente do Boavista é mais do que o de uma empresa mal gerida. Há suspeitas de gestão danosa e, eventualmente, criminosa, razão pela qual o clube e os seus associados são mais vítimas do que réus. E só parcialmente colhe a questão do próprio contributo para a falência do clube, na medida em que qualquer pessoa honesta admite que os sócios querem é “ver a bola” e não preocupar-se com orçamentos. É por isso que os clubes de futebol e, em particular, as “Sads” são tão atraentes para quem queira fazer dinheiro fácil à conta da ingenuidade ou paixão dos associados.
Por último, o papel dinamizador do município passa por promover a cultura e as instituições da cidade precisamente quando estas estão na mó de baixo. Fazê-lo em relação a instituições momentaneamente bem sucedidas é redundante, quando não simples aproveitamento político.
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